Centro Universitário de Belo Horizonte: Portal de Revistas Eletrônicas do UniBH
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HUMANIZAÇÃO DO CUIDADO NO PACIENTE CIRÚRGICO: REVISÃO DE LITERATURA
Introdução: No cotidiano cirúrgico são atendidos inúmeros pacientes, muitas vezes de maneira automatizada pela equipe cirúrgica. Isso pode acarretar consequências negativas para o ato cirúrgico e para o pós-operatório, como exemplo ansiedade, medo e insegurança. Estes sentimentos podem ser atenuados através da compreensão do profissional de saúde em relação a vivência do paciente, por meio do conceito biopsicossocial de saúde, no qual o indivíduo é visto como um ser completo que deve ser respeitado em sua totalidade. Justificativa: Muitas vezes devido à urgência e riscos do procedimento, questões burocráticas e técnicas, o atendimento humanizado do paciente fica prejudicado. Portanto, é necessário que haja estudos acerca de sua importância para que essa prática seja amplamente adotada. Objetivo: Apresentar uma breve revisão de literatura acerca da humanização da assistência do paciente cirúrgico com enfoque na atuação do cirurgião. Métodos: Realizou-se uma revisão da literatura nas bases de dados SciELO e MEDLINE. Sendo utilizados artigos publicados entre os anos de 2009 e 2019, além da cartilha de Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde. Resultados: Os pacientes geralmente apresentam-se com medo e ansiedade, todavia ao receberem acolhimento e informações acerca do procedimento, a maioria sente-se seguro e com maior confiança na equipe, favorecendo o procedimento. Conclusão: O ambiente humanizado e acolhedor permite que o paciente tenha uma percepção menos traumática do ato operatório. Nota-se que é de extrema importância a presença do cirurgião no pré-operatório imediato e é necessário que este tenha uma visão mais integralizada e biopsicossocial do paciente. Palavras-chave: humanização; cirurgia; medicina
INDICAÇÕES E RESTRIÇÕES DA EPISIOTOMIA NO ATO CIRÚRGICO: AUSTERIDADE NA GARANTIA DO SUCESSO PROCEDIMENTAL COM A POLÊMICA DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA
Introdução: Recentemente foi veiculado e debatido um movimento, de visibilidade crescente, que mira o combate da violência obstétrica e a adoção de práticas e protocolos mais humanistas na condução do parto. Com isso, nota-se uma ideia de vilanização impensada da efetuação da episiotomia, o que vai de encontro ao respeito do conhecimento teórico-prático do profissional médico e pode comprometer o sucesso do ato cirúrgico, logo, deve ser acompanhada de certa cautela. Metodologia: Revisão integrativa-analítica de obras publicadas nos últimos 2 anos, via PubMed, SciELO e MEDLINE, priorizando artigos de maior impacto e relevância para o tema. Resultados: Sabe-se que uma forte vertente na obstetrícia moderna preza pelo compartilhamento de decisões e pelo protagonismo materno. Com isso, surge um certo imbróglio quanto ao limite da autoridade dos personagens envolvidos no momento do parto, de modo que algumas preferências e anseios mostram-se, ocasionalmente, incompatíveis com a boa condução do procedimento e, consequente, com a preservação de um bom estado de saúde tanto da parturiente quanto do recém-nascido. Discussão: A condenação da episiotomia sem o conhecimento necessário para tal, mostra-se um óbice ao manejo de situações como distócia de ombro, parto pélvico e indícios de trauma perineal maior. Todavia, alerta-se que os índices brasileiros de realização desse procedimento superam consideravelmente o valor recomendado pela OMS. Conclusões: Deve haver equilíbrio e bom senso das partes presentes na tomada de decisões, de modo que a concepção seja conduzida da melhor maneira possível e que a prioridade comum seja o sucesso processual e a garantia da saúde dos envolvidos. PALAVRAS CHAVE: Episiotomia; Violência obstétrica; Puerpério, Vaginismo; Prolapso vagina
QUIMIOTERAPIA AEROSSOLIZADA PRESSURIZADA PERITONEAL PARA CONTER CARCINOMAS PERITONEAIS
Introdução: A carcinomatose peritoneal consiste em possível evolução de neoplasias primárias peritoneais. O tratamento mais eficaz para suprimir a metástase baseia-se na citorredução cirúrgica juntamente com quimioterapia intraperitoneal, a qual é feita com substâncias líquidas. Foi testado uma técnica para a infusão do líquido, a Quimioterapia Aerossolizada e Pressurizada Peritoneal (PIPAC) que faz do líquido um spray aerossolizado, ensejando maior abrangência e potencialidade do material quimioterápico. Objetivo: Discutir a respeito da PIPAC como quimioterapia intraperitoneal para carcinomatose peritoneal. Método: Revisão de literatura de artigos relevantes das bases de dados Scielo, Pubmed e Medline. Resultados: É indicado para pacientes que não tiveram a retirada total da carcinomatose. A técnica necessita de uma sala cirúrgica adaptada com pressão negativa, paredes hermeticamente vedadas e ventilação de fluxo de ar laminar. Há critérios rigorosos para a segurança do médico e do paciente, pois se trata de um agente quimioterápico citotóxico. Necessita do equipamento BhioQap, aspirador de micropartículas, monitores de anestesia visíveis, com terminal fora da sala cirúrgica. Faz-se uma incisão acima do umbigo, posteriormente a cavidade peritoneal é alcançada através da técnica de Hasson. É feito diagnóstico aspirando o líquido ascítico para possíveis biópsias; a segunda fase é terapêutica e consiste da aerossolização da quimioterapia intraperitoneal que é feita pelo BhioQap, que faz a infusão de forma programada. Conclusão: O efeito é benéfico por aumentar a amplitude da terapia, diminuir a morbidade e proporcionar recuperação rápida. Nos próximos procedimentos, a incisão pode ser feita no mesmo local da anterior. PALAVRAS-CHAVE: PIPAC; carcinoma; peritoneal; quimioterapia convencional
A criminalização das drogas como fator limitante ao acesso à maconha medicinal
A maconha é uma das substâncias classificadas como drogas pela Portaria SVS/MS 344/1998, cuja produção, comércio e consumo são severamente punidos no âmbito da Lei 11.343/2006. Ao mesmo tempo, ela conta com dezenas de componentes (os chamados “canabinoides”) com eficácia e segurança conhecida há décadas para o tratamento de várias doenças, inclusive algumas consideradas refratárias, isto é, resistentes aos tratamentos convencionais. Dessa forma, questiona-se como a criminalização das drogas tolhe o direito à saúde ao obstruir o acesso à maconha para fins medicinais. A hipótese é de que muitas dessas normas antidrogas são inconstitucionais ao afrontar a dignidade da pessoa humana e os direitos fundamentais. A pesquisa foi bibliográfica e documental e o método utilizado foi o hipotético-dedutivo
Conflito da liberdade de expressão nas eleições de 2018
O presente trabalho tem como intuito estabelecer um cotejamento entre direitos fundamentais à liberdade de expressão e as restrições impostas pela legislação federal das eleições no que tange às propagandas eleitorais em universidades públicas. A questão se passa no cenário das eleições de 2018 em que houve uma ascensão de movimentos em prol e contra candidatos à presidência dentro de universidades públicas de diversas regiões do Brasil, com ampla participação de servidores públicos e estudantes. Para tanto, optou-se por uma metodologia de revisão bibliográfica e documental, tendo como principal fonte de pesquisas jurisprudência dos Tribunais Superiores e consulta a sítios eletrônicos com reportagens sobre os acontecimentos desencadeados. Longe de se esgotar as discussões atinentes à temática, este trabalho visa contribuir para a que se instigue uma reflexão entre os limites dos direitos fundamentais e os impasses políticos causados em um contexto eleitoral tão polêmico.
PERFIL DAS PACIENTES DO AMBULATÓRIO DA PÓS GRADUAÇÃO EM VÍDEO HISTEROSCOPIA DA FACULDADE DE CIÊNCIA MÉDICAS DE MINAS GERAIS
RESUMO: A Vídeo Histeroscopia diagnóstica tornou-se uma ferramenta valiosa e importante para o ginecologista ao permitir a avaliação direta da cavidade endometrial e o diagnóstico das doenças proliferativas e ou neoplásicas. Alguns anos atrás, isso só poderia ser realizado através de procedimentos cegos e pouco tolerado pelas pacientes. A Histeroscopia é uma ferramenta cada vez mais utilizada, o que torna a avaliação do perfil epidemiológico das pacientes submetidas a esse procedimento uma nuance importante a ser estudada. Logo, o objetivo desse trabalho é avaliar o perfil epidemiológico das pacientes atendidas pela equipe da Pós-graduação em Vídeo Histeroscopia da FCMMG no ambulatório de vídeo Histeroscopia do Hospital São José em Belo Horizonte. Este trabalho trata-se de estudo retrospectivo realizado com análise de prontuários das pacientes atendidas no período entre outubro e dezembro de 2012, e submetidas a vídeo Histeroscopia ambulatorial durante os módulos do curso de pós graduação. Os exames são realizados em caráter eminentemente ambulatorial pelos pós-graduandos sob supervisão direta dos professores. São usados equipamentos com ópticas de 2,9 mm, camisas diagnósticas e de Betochi, com preferência pela última, meio de distensão soro fisiológico, infundido com bomba Histeromat. A técnica utilizada inclui vaginoscopia, sem uso do espéculo ou pinçamento do colo. O espéculo e a instrumentalização do colo foram utilizados caso houvesse alguma dificuldade no acesso ao colo durante o procedimento. Todos os procedimentos foram realizados sem anestesia. Foram incluídos 203 pacientes encaminhadas a vídeo Histeroscopia ambulatorial. A idade média das pacientes foi de 49,7 anos, variando de 17 a 81 anos. Média de paridade 3,2 filhos e considerando sua prole definida em 70,9 % (144 pacientes). Em relação à escolaridade do grupo estudado, a maioria dos pacientes não tinha concluindo o segundo grau, 67,3%, com apenas 5 pacientes relatando ter completado nível superior (2,6%). Relatavam comorbidades à anamnese 115 pacientes (56,6%), sendo as mais relatadas Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e diabetes, relatadas por 69 e 20 pacientes respectivamente. Todas as pacientes apresentavam exames ecográficos anteriores. As conclusões principais das ecografias se distribuíam: exame normal 16 pacientes (7,8%), miomas em 58 (28,5%), espessamento endometrial em 67 (33%), pólipos em 66 (32,5%). Após avaliação inicial tiveram indicação confirmada e foram submetidas ao procedimento 185 pacientes. Em ordem de frequência, foram levantadas como principais indicações: espessamento endometrial à ecografia (34,0%), sangramento uterino anormal (28,6%) e infertilidade (10,8%). Todas as pacientes deste grupo concluíram seus exames histeroscópicos e os achados identificados foram: cavidade sem alterações 64 pacientes (34,5%), espessamento focal do endométrio 17 (9,1%), sinéquias 9 (4,8%), pólipos 82 (44,3%) e miomas 13 (7,0%). As pacientes atendidas no referido ambulatório de Histeroscopia tiveram todos os atendimentos iniciais em unidade básica de saúde e em sua ampla maioria tiveram confirmada a indicação para o procedimento. Mesmo realizados dentro do contexto de ensino, a efetiva realização do exame com definição diagnóstica para a cavidade uterina foi possível para todo o grupo estudado. Seus achados apontam para uma significativa diminuição da necessidade de procedimentos cirúrgicos hospitalares uma vez que um grande número de pacientes apresentaram exames normais ou alterações focais que tem seu diagnóstico e tratamento completamente efetivados, através de biópsias e pequenas intervenções realizadas durante a Histeroscopia ambulatorial.PALAVRAS-CHAVE: perfil epidemiológico, vídeo Histeroscopia ambulatorial, pós graduaçã
PRÁTICA COTIDIANAS E CONSTRUÇÃO DOS LUGARES: HISTÓRIA E MEMÓRIAS NA REGIÃO DE CITROLÂNDIA
eoi/doi Deposit-Electronic Object Identifier http://eoi.citefactor.org/10.11248/ehum.v13i1.3115Practice daily and Construction of Places: History and Memories in the Citroland Region.Resumo: O trabalho apresenta as primeiras impressões de um estudo que tem como objetivo analisar as relações construídas entre os moradores da região do Citrolândia e seus espaços. A singularidade desse lugar, localizado no município de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, se expressa em sua formação. A ocupação teve início em 1940 no entorno de uma cidadela, a Colônia Santa Isabel, criada pelo poder público para isolamento e segregação de pessoas com hanseníase em 1930. A abertura dos espaços da Colônia ocorre na década de 1980, período no qual a região do Citrolândia, que até então era o destino dos familiares dos atingidos pela doença para moradia, passa a ser ocupada por outros grupos, recebendo novos moradores. Ao considerar que na dinâmica histórica não só o passado alimenta o presente, como também, o presente reconstrói as experiências do passado, busca-se desvelar por meio da memória as lacunas da história desse lugar. Assim, os relatos orais dos moradores que ali permaneceram até os dias atuais são analisados como expressões de suas práticas na construção desses espaços, apropriados e ressignificados cotidianamente, convertendo-os lugares de memória. Palavras-chave: Cidades; História; MemóriaAbstract: The work presents the first impressions of a study that aims to analyze the relationships built between residents of the Citrolândia region and their spaces. The uniqueness of this place, located in the municipality of Betim, in the Metropolitan Region of Belo Horizonte, is expressed in its formation. The occupation began in 1940 in the vicinity of a citadel, Colônia Santa Isabel, created by the public authorities for isolation and segregation of people with leprosy in 1930. The opening of the Colony spaces takes place in the 1980s, a period in which the Citrolândia, which until then was the destination of family members of those affected by the disease for housing, is now occupied by other groups, receiving new residents. When considering that in the historical dynamics, not only does the past feed the present, but also the present reconstructs the experiences of the past, it seeks to reveal through memory the gaps in the history of that place. Thus, the oral reports of the residents who remained there until the present day are analyzed as expressions of their practices in the construction of these spaces, appropriated and re-signified daily, converting them into places of memory.Keywords: Cities; Story; MemoryRecebido em: 27/07/2020 – Aceito em 11/08/202
A ressignificação do morar - uma reflexão
Este artigo propõe uma reflexão sobre o papel da casa na atualidade; de como será a moradia e a reorganização dos ambientes no lar pós-pandemia. Uma ressignificação, para acomodar um novo morador que emerge do distanciamento social. A análise discorre a partir do entendimento de como a sociedade se transformou da sociedade sólida para uma sociedade líquida; a fim de compreender como percorrerá a trajetória para a sociedade pós-pandemia. Para tal fim, realizou-se uma pesquisa bibliográfica caracterizando a modernidade líquida, em seguida, uma reflexão sobre as transformações que o isolamento social propõe para os indivíduos e os novos conceitos dos ambientes, em especial da cozinha – protagonista da casa. Assim, como conclusão foi analisada de que forma o design de interiores pode contribuir com esse novo contexto utilizando os preceitos da psicologia ambiental
A mercantilização do crime através dos aparelhos midiáticos: uma pesquisa etnográfica na cidade de Maceió a partir da análise do programa fique alerta
O trabalho em tela tem como objetivo compreender o fenômeno da criminologia midiática dentro do contexto da criminalidade alagoana, analisando o seu discurso de poder e saber criminológico superficial que emerge das nuances desta criminologia, capaz de gerenciar vidas vulneráveis – destituídas de qualquer valor -, mercantilizar o crime e consequentemente criminalizar a pobreza. A pesquisa fez uso de metodologia qualitativa, de cunho etnográfico não participante, através da análise pormenorizada do telejornal alagoano Fique Alerta (TV Pajuçara), entre os meses de agosto, dezembro de 2019 e janeiro de 2020, apoiando-se igualmente em referenciais bibliográficos. Demonstra-se que os crimes mais noticiados são crimes contra a pessoa, dos quais 76% ocorreram em bairros periféricos, onde os imputados são predominantemente do gênero masculino. Por fim, a partir dos resultados obtidos, buscou-se analisar de forma crítica a construção social da realidade em matéria criminal e os seus flagrantes impactos
Direito de autor e redes sociais digitais na sociedade em rede
O sistema de proteção do direito de autor como se apresenta em nossa legislação foi concebido a partir da noção moderna de autor, que pouco se parece com o autor contemporâneo. A sociedade em rede mudou, entre tantas outras coisas, a forma como se faz e se consome cultura. O espectador, através das facilidades proporcionadas por dispositivos e aplicações conectados à internet, tornou-se também autor. A obra, além de ressignificada, é reapropriada pela sociedade de onde veio a inspiração do autor. Partindo disso, entende-se que a tutela do direito de autor até pode prestigiar seu esforço através de remuneração apropriada, mas o legislador deve cuidar para que tal proteção não inviabilize outros usos da obra, em especial aqueles que potencializam o desenvolvimento da sociedade como a educação