Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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ESPACIALIDADE DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NA ÁREA CENTRAL DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
O presente trabalho deriva de pesquisa acadêmica em desenvolvimento que versa sobre a relação entre oferta e demanda de Educação de Jovens e Adultos (EJA) na cidade do Rio de Janeiro. Seu objetivo é analisar a dimensão espacial dessa relação ao verificar em que medida aspectos presentes no espaço urbano interferem tanto nas políticas de elevação da escolaridade de jovens e adultos trabalhadores como nas decisões destes em relação à conclusão da Educação Básica. A partir da análise de dados estatísticos sobre a dinâmica das matrículas na EJA ao longo da primeira metade da década de 2010, o trabalho particulariza a área central da cidade do Rio de Janeiro ao analisar suas características e como estas se articulam a questões ligadas tanto à oferta quanto à demanda por EJA. Para o levantamento da demanda, a metodologia da pesquisa prevê a elaboração de um indicador social com base nas informações do Censo Demográfico de 2010 sobre a população com 15 anos ou mais com Ensino Fundamental incompleto. Para a oferta, o levantamento é feito pelo Censo Escolar. A espacialidade da relação entre oferta e demanda é, então, analisada a partir do mapeamento dessa população e da localização de escolas municipais de oferecem a EJA. Como resultado, vê-se que a necessidade dos trabalhadores pouco escolarizados não é atendida pelo poder público municipal. Além disso, constata-se a intrínseca relação entre políticas urbanas e políticas educacionais e a importância da dimensão espacial na análise das políticas públicas voltadas para jovens e adultos trabalhadores
A POLÍTICA DE FECHAMENTO DE ESCOLAS ESTADUAIS NO RIO DE JANEIRO E SUAS CONSEQUÊNCIAS SOCIOESPACIAIS
O trabalho aqui proposto busca explicitar a análise de políticas públicas educacionais direcionadas ao fechamento de escolas estaduais no Rio de Janeiro, que impactam diretamente o sistema educacional e consequentemente o Ensino de Geografia. O intuito é compreender as implicações socioespaciais de políticas de governo que estão pautadas no atendimento de interesses econômicos neoliberais e com isso subjugam, principalmente, as necessidades da população mais pobre e suas práticas espaciais, que determinam o nível de cidadania ao qual essa parcela da população está submetida. Esse tipo de análise é fundamental para promover a justiça espacial, através de reações contrárias ao processo que conduziu a acentuada redução da oferta de vagas nas escolas estaduais do Rio de Janeiro nos últimos anos. Muitas escolas que atendiam ao Ensino Fundamental foram municipalizadas, somado a isso houve uma ampliação significativa do número de alunos por sala de aula, com o intuito de reduzir a quantidade de turmas por unidade escolar, conduzindo assim o chamado processo de "otimização", sob o argumento de combater os espaços escolares ociosos. Esse processo teve como consequência direta e imediata o fechamento de turmas, turnos e escolas que atendiam ao Ensino Fundamental e ao Ensino Médio na modalidade regular e daquelas destinadas a Educação de Jovens e Adultos. Nesse contexto, o trabalho aqui proposto pretende, de forma mais específica, compreender a dimensão espacial da reorganização da rede pública estadual de ensino do Rio de Janeiro
O PIBID COMO POLÍTICA PÚBLICA: EXPERIÊNCIAS E PERSPECTIVAS PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE GEOGRAFIA
O presente artigo discute os avanços proporcionados pelo PIBID na formação docente, a partir das experiências dos autores no programa. Do mesmo modo, procura apresenta e refletir sobre os possíveis cenários que o PIBID pode vir a enfrentar com as mais recentes políticas educacionais implantadas no país. A referência das reflexões apresentadas perpassam a investigação das leis e diretrizes que orientam o plano do PIBID para a formação de professores, assim como, os resultados da prática dos autores no ambiente escolar. Por fim, foi realizado uma análise política com o intuito de averiguar a atual situação do PIBID e trazer algumas inquietações sobre as conjunturas que o programa pode enfrentar daqui alguns anos
EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA E O ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA
O presente trabalho tem como objetivo apresentar considerações sobre as experiências vivenciadas no âmbito de um curso de capacitação de professores da rede municipal de educação de Ipueiras/TO. O curso foi desenvolvido por uma equipe de professores e estudantes da Universidade Federal do Tocantins, do curso de Geografia, campus Porto Nacional. As atividades foram pensadas e elaboradas a partir da disciplina de estágio supervisionado. As práticas foram desenvolvidas a partir da relação entre formação inicial e formação continuada de professores por meio de oficinas voltadas para educação geográfica do ensino fundamental anos iniciais. Este texto é composto por reflexões sobre formação inicial e continuada de professores, papel da escola pública e educação geográfica
FORMAÇÃO DE PROFESSORES E A INSERÇÃO DOS BOLSISTAS DO PIBID NAS ESCOLAS: A PRODUÇÃO DO ATLAS ESCOLAR MUNICIPAL DE ANGRA DOS REIS COM CARTOGRAFIA ESCOLAR E CARTOGRAFIA SOCIAL
Este artigo tem como objetivo relatar e analisar o processo de formação de professores e a produção e execução de atividades do projeto que media a inserção dos bolsistas/voluntários no contexto escolar do Núcleo Geografia do PIBID – 2018-2019 da UFF de Angra dos Reis. Esse projeto se desenhou a partir de uma demanda observada nas escolas por materiais cartográficos em escala local ou municipal. Daí surge a proposta de criação de um Atlas Escolar Municipal de Angra dos Reis, partindo de metodologias contextualizadas e participativas buscou-se integrar o papel da universidade e dos cursos de formação de professores com a demanda das escolas públicas, elaborando mapeamentos coletivos e colaborativos que integram conteúdos abordados em sala de aula com a produção, uso e leitura de mapas. Para isso, temos desenvolvido atividades de formação e de elaboração de materiais cartográficos de representação do cotidiano vivido pelos alunos das escolas atendidas pelo PIBID em Angra dos Reis
Integração e compartimentação do espaço a partir da política das empresas: o caso das empresas de telefonia móvel no eixo Vale do Paraíba paulista - cidade de São Paulo - cidade de Campinas
Neste texto pretendemos compreender os nexos entre comunicação e circulação no eixo Vale do Paraíba/Cidade de São Paulo/Cidade de Campinas, tomando como recorte analítico as empresas de telefonia celular, visto que as velocidades de troca de informações chegam a ser praticamente instantâneas, fazendo com que esse setor cresça muito nos últimos anos. Empiricamente verifica-se forte coincidência entre concentração industrial e transmissão das informações no eixo supracitado, que seria um espaço fluido porque mais suscetível à aceleração dos fluxos informacionais. A comunicação ocupa hoje um lugar central nas políticas dos atores hegemônicos, uma vez que é através dela que circulam as novas informações, tão importantes para as grandes corporações manterem sua posição hegemônica. Eis a informação como poder
“Existe um gene para a sexualidade”: Genética, divulgação científica e questões de gênero
Em decorrência de minha pesquisa de mestrado sobre como o conhecimento genético é articulado entre as áreas médicas e acadêmicas, de forma a efetivar práticas em relação aos corpos e, principalmente, entre o que é normal/saudável e anormal/doente; surgiram questões sobre a maneira em que a divulgação científica deste tipo de conhecimento acontece. Ou seja, de que maneira os considerados “leigos” no assunto recebem este tipo de informação sobre genética. Muitas delas são referentes a questões de gênero e sexualidade, por exemplo quando divulgam a descoberta do “gene da homossexualidade”. Por isso, analiso a partir de matérias veiculadas na internet, em sites de popularização científica, como o conhecimento genético é divulgado. Argumento que, muitas vezes, as informações sobre “descobertas científicas” reiteram práticas de normalização e normatização de corpos, pois são conhecimentos já marcados pela heteronormatividade e pela determinação de gênero
Vítimas de anticoncepcionais: a circulação de informações sobre corpo, saúde e sexualidade noFacebook
Este artigo propõe discutir como a percepção dos efeitos colaterais dos hormônios contraceptivos no corpo das mulheres, auxiliada pelas ferramentas de comunicação digital, tem impulsionado a discussão em torno da pílula. Utilizarei a página do Facebook “Vítimas de anticoncepcionais. Unidas a Favor da Vida” como ponto de partida para a discussão dos efeitos colaterais desse medicamento. Partindo do depoimento de sua criadora, pretendo pensar as redes sociais digitais como uma ferramenta de divulgação de relatos contrários ao consumo de contraceptivos hormonais, identificar os argumentos mobilizados e as percepções sobre a pílula anticoncepcional que são constituídas nessa plataforma
O “Gaiamum Petroleiro”, o “Meio Ambiente”, o “Quilombo” e o “Manquintal”: notas sobre (des)fazer mundos nas paisagens de mangueno Recôncavo da Bahia
As reflexões trazidas no presente artigo são resultado da minha atuação como docente na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (UNILAB) de São Francisco do Conde-BA e pesquisador nas comunidades quilombolas pesqueiras de seu entorno. Me valho das experiências nos diferentes contextos de interlocução junto aos pescadores, estudantes, pesquisadores e aliados para apresentar modos de produção de mundos nas paisagens de manguezal no Recôncavo da Bahia. A partir das categorias e teorias etnográficas, mostro os engajamentos criativos, as sínteses conceituais, as estratégias de luta e cuidado dos pescadores e pescadoras artesanais e seus aliados nas áreas de manguezal diante das situações de racismo institucional e ambiental, precarização da vida e perturbação das paisagens impostas pela monocultura e pela cadeia de exploração do petróleo
Lusco-fusco: natureza, magia e episteme utópica em encontros Rainbow
Em toda sociedade, um espelho conjuga saber e poder. Perscrutar o funcionamento da distribuição epistemológica pode vir como contrapartida de uma análise da fisiologia das relações e práticas sociais. Inclusive em processos de metamorfose: atualmente, uma transição paradigmática vem desgarrando das premissas sociais e epistemológicas modernas/coloniais, dando a ver a existência e a possibilidade de inúmeras outras formas de viver e de conhecer. A utopia, despida da veste moderna, ressurge noutro tom: não como ponto final, senão como força presente; abordagem crítica e criativa. Experiências utópicas agem no presente direcionando-o ao sonho. A pesquisa propõe uma cartografia de uma experiência utópica para, com ela, elaborar traços de uma episteme emergente, dissidente da modernidade, ainda não formulada, e desafiada pelos limites do enunciável para sua formulação. O campo de pesquisa foi uma imersão em encontros Rainbow, que, desde 1972, em diversos países, reúnem viajantes durante um ciclo lunar para vivenciar uma vida de partilha e comunhão em meio à natureza, de forma anárquica, não-comercial, prezando pela não-violência e constituindo as relações sob o espírito de uma família, não apenas humana. A imersão incluiu seis encontros, em cinco países