Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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Dinâmica sazonal do Arco Praial de Jaconé-Saquarema (RJ) entre os anos de 2012 e 2016
O presente estudo objetivou compreender a dinâmica morfológica e sedimentar das praias de Jaconé e Saquarema, no estado do Rio de Janeiro. O intenso crescimento urbano nas últimas décadas representa uma ameaça para esse ambiente devido o incremento das atividades industriais e turísticas na região. Tais mudanças impõem a necessidade de monitorar a praia para melhor preservá-la. O monitoramento sazonal do arco praial foi realizado em 9 pontos, entre a primavera de 2012 e inverno de 2016, para a aquisição de 105 perfis topográficos e coleta de 122 amostras de sedimentos de praia para análise granulométrica. Os resultados mostram uma dinâmica moderada a alta, com intensa energia das ondas de tempestades no extremo oeste, diminuindo em direção a Saquarema. Os sedimentos que compõem essas praias são constituídos por areias quartzosas arredondadas e apresentam diminuição no tamanho dos grãos de oeste para leste, variando de areia muito grossa a média, respectivamente
A paisagem e o geoprocessamento no ensino de geografia: uma estratégia metodológica para a disciplina ecologia da paisagem
Este estudo integra uma das atividades proposta durante a disciplina Ecologia da Paisagem ministra no curso de Geografia da Universidade Federal do Amapá. Os discentes tiveram como atividade, analisar o uso e ocupação de terra do campus Marco Zero da UNIFAP. Para isso, foram utilizas técnicas de SIG e arquivos em shapefile. O limite do campus foi recortado das ortoimagens imagens, cedida pela SEMA. As imagens apresentam resolução de 2,5 metros, permitindo identificar as características físicas do compus. Com os dados pode-se elaborar o mapeamento do uso e ocupação da terra da área estudada. Posteriormente analises foram realizadas, indicando como estão dispostos os prédios, arruamentos, machas de vegetação, dentre outros componentes, possibilitando ter uma ideia de como se apresenta a paisagem vertical existente na UNIFAP. O resultado foi exposto em um mosaico de mapas com os aspectos físico da paisagem e um mapa como o uso da terra no campus.
Perfil esquemático das fitofisionomias ecológicas do extremo sul do estado de Santa Catarina
O objetivo deste artigo é apresentar, através de descrição, juntamente com a ilustração por meio de um perfil fitofisionômico, as formações vegetais da região do Extremo Sul do Estado de Santa Catarina. Para isso foram utilizadas bibliografias especializadas, a ferramenta “Interpolate line” do ArcMap 10.1 para a geração de um perfil topográfico e expedições in loco. A partir deste trabalho, ressalta-se a importância do perfil fitofisionômico como instrumento na representação da vegetação, principalmente em áreas com diferenças topográficas acentuadas, bem como instrumento para estudos de preservação de remanescentes vegetais e como método didático para o ensino das diferentes formações vegetais
Morfoscopia da fração areia de formações alúvio-coluviais: o que revela a assinatura de grãos de quartzo
A superfície é modelada por materiais incoesos de gênese alóctone ou autóctone. No contexto do território brasileiro, dada suas condições ambientais, essas formações superficiais possuem considerável espessura podendo haver linhas de fragmentos grossos em seu meio, isto é, stonelines. Para o trabalho foi escolhido um recorte de talude às margens da rodovia MG-010 ao norte de Belo Horizonte em Minas Gerais em virtude de uma expressiva stoneline integrada por seixos de quartzos de origem aluvial (alóctone) inseridos em uma formação aparentemente eluvial (autóctone). O objetivo é aplicar o método de morfoscopia de areia na fração fina em uma seção vertical e verificar se é revelado o caráter alóctone das formações. Os resultados mostram-se satisfatórios e revela uma marcada descontinuidade entre forma e textura dos grãos situados acima e abaixo da stoneline. Isto permite avaliar que são materiais de origem alóctone (alúvio-coluviais) ainda que seu aspecto seja de materiais autóctones
Geomorfologia da bacia hidrográfica do Córrego Salobra, município de Porto Estrela - Mato Grosso
A pesquisa teve como objetivo verificar a geomorfologia da bacia hidrográfica do córrego Salobra, MT. Os procedimentos metodológicos se deram por meio de revisão bibliográfica, trabalhos de gabinete e de campo. A área da bacia foi delimitada de acordo com as cartas topográficas do Ministério do Exército (1975) em escalas de 1:100.000, folhas Serra da Palmeira e Barra do Bugres SD-21-Y-D-VI e SD-21-Y-D-III. O mapa de geomorfologia, foi elaborado a partir dos mapas temáticos do projeto RADAMBRASIL. Sua arte final foi realizada no programa ArcGis 10.1. Os resultados mostraram que a bacia possui três unidades geomorfológica: Província Serrana, Depressão do Alto Paraguai e Planície do rio Paraguai. No alto curso da bacia, o canal encontra-se encaixado apresentando vários segmentos retilíneos. No médio curso se apresenta meandro divagante até a foz.
Características fisiográficas da bacia hidrográfica do rio Piracuruca (CE-PI)
Os objetivos deste estudo foram identificar e caracterizar os elementos fisiográficos que compõem a bacia hidrográfica do rio Piracuruca (BHRP), para subsidiar pesquisas futuras voltadas ao planejamento e gestão dos recursos hídricos na referida bacia. A metodologia adotada consistiu no uso de modelo digital de elevação (MDE) para delimitação da bacia e análise de suas variáveis morfométricas. Os resultados evidenciaram que o padrão de drenagem da bacia é dendrítico, com sistema de drenagem de 6ª ordem. A BHRP sofre influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), com chuvas concentradas entre janeiro a maio. Observou-se predomínio de Neossolos na BHRP, que apresentam maior suscetibilidade em relação a processos erosivos, caso sejam utilizadas técnicas de manejo inadequadas. Constatou-se que a área possui relativa predisposição a inundações, devido fator forma (Ff) de 0,46, índice de circularidade (Ic) de 0,34, coeficiente de compacidade (Kc) de 1,7 e índice de rugosidade (Ir) que indica baixa predisposição a enchentes abruptas
Seções - tipo e representação das paisagens no alto sertão sergipano, nordeste brasileiro
O presente estudo teve como objetivo construir três perfis integrados das paisagens, em municípios localizados no Território do Alto Sertão Sergipano. Por meio do Sensoriamento Remoto e do Geoprocessamento, foram utilizados bancos de dados, além de pesquisas anteriores, para elaborar os perfis que apresentam as características litológicas, pedológicas, geomorfológicas, da topografia e da cobertura vegetal dos municípios pesquisados. A partir da construção dos referidos perfis, foi possível observar as características principais das áreas em estudo, assim como entender a estrutura que reúne os componentes desta paisagem. Para realizar um comparativo entre os municípios, levando-se em conta sua localização geográfica e as características identificadas nas diferentes paisagens. Que contribuiu para o entendimento das interações entre os elementos físicos que compõem o Alto Sertão Sergipano
Geomorfometria de bacia hidrográfica urbanizada: uma análise no rio Iguaçu-Sarapuí(RJ)
O presente trabalho tem o objetivo analisar a bacia hidrográfica do rio Iguaçu-Sarapuí a partir de parâmetros geomorfométricos que possam contribuir para a sua caracterização e análise de condições de vulnerabilidade a enchentes. A pesquisa foi realizada a partir de levantamento bibliográfico, teórico, conceitual e metodológico. O mapeamento foi realizado com imagem SRTM, no programa ArcGIS. As análises linear, areal e hipsométricaforam baseadas em Christofoletti(1969; 1980) e Villela e Mattos (1975). Alguns parâmetros parecem mais determinantes que outros na dinâmica de escoamento nessa área e, portanto, na sua susceptibilidade a inundações, em especial os que impactam a velocidade do escoamento. Além disso, essa área foi e ainda está submetida a um longo período de intervenções antrópicas que alteram a dinâmica hidrogeomorfológica e que, associadas a características indicadas pela análise morfométrica, contribuem para os recorrentes eventos de enchentes urbanas
Comparação das variáveis limnológicas do rio Toropi – RS e do rio Forqueta – RS
A água é fundamental para as mais diversas formas de vida em nosso planeta. Assim, a realização do presente trabalho justifica-se visto que o conhecimento das variáveis limnológicas possibilita reverter irregularidades presentes na água. O trabalho objetiva comparar as amostras de água referente ao Rio Toropi – RS e outra ao Rio Forqueta – RS. A metodologia se deu em duas etapas. A primeira consistiu na coleta das amostras e na medição da temperatura in loco. A segunda ocorreu em laboratório, onde foram obtidos dados referentes ao pH, condutividade elétrica e Total de Sólidos em Suspensão (TSS). Como resultado obteve-se uma diferença de condutividade elétrica de 21 µS/cm-1 e um TSS quatro vezes maior no Rio Toropi; em contrapartida o Rio Forqueta possui o pH mais ácido e a temperatura mais elevada. Conclui-se que caso não houvesse a presença da leitaria próximo ao Rio Toropi, os resultados teriam valores mais equilibrados
Aplicação do protocolo de avaliação rápida (PAR) para análise da degradação ambiental do Córrego Tamanduá (Iporá-GO)
O objetivo geral do presente trabalho foi de empregar a metodologia dos Protocolos de Avaliação Rápida (PAR) para realizar uma análise preliminar do estado de degradação ambiental de dois trechos do Córrego Tamanduá, um à montante e outro a jusante da área urbana de Iporá-GO. O PAR se baseia numa avaliação qualitativa dos corpos hídricos superficiais, em que são diagnosticadas as informações de degradação do manancial de maneira fácil e rápida. Correspondendo a importante insumo à fixação e sobrevivência do homem, os corpos hídricos têm apresentado um longo histórico de degradação ambiental. No caso do Córrego Tamanduá, os dados indicam que o trecho à jusante da área urbana corresponde às piores condições de preservação, indicando a influência da população no processo de degradação ambiental desse corpo hídrico