Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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    Determinação de magnitude de corridas de detritos em Caraguatatuba/SP: avaliação de metodologia

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    Este artigo tem como objetivo a determinação da magnitude de corridas de detritos em bacias hidrográficas em Caraguatatuba/SP a partir da aplicação e avaliação da metodologia de classificação de magnitude a partir da área inundada (m²). Para tal, os seguintes procedimentos metodológicos foram feitos: a) seleção de bacias hidrográficas atingidas por corridas de detritos; b) mapeamento e determinação da morfologia dos depósitos de corridas de detritos; e c) definição da magnitude. Os resultados mostraram que a magnitude potencial prevista para as bacias, de acordo com a sua classificação quanto à área de inundação, estão de acordo com os registros verificados a respeito do evento de 1967. Dessa forma, a metodologia pode ser aplicada no Brasil para determinação do potencial de magnitude de eventos de corridas de detritos, auxiliando nos trabalhos de prevenção e monitoramento de áreas suscetíveis.

    Núcleos de desertificação do nordeste brasileiro: suscetibilidade e dinâmica pluviométrica

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    No espaço geográfico brasileiro, a região nordeste apresenta, os exemplos mais significativos de desertificação. A finalidade desta pesquisa é discutir a utilização do índice de aridez como parâmetro mundial, empregado para definir as áreas suscetíveis a desertificação (ASD) e ainda caracterizar a dinâmica pluviométrica dos núcleos de desertificação no Brasil: Gilbués no Piauí, Irauçuba-Ceará, Cabrobó-Pernambuco e Seridó no Rio Grande do Norte, enfatizando suas características acerca do regime e distribuição pluvial das áreas em questão. Para isso, a pesquisa foi constituída por revisão bibliográfica, pela elaboração de mapas temáticos, construídos por meio de bases cartográficas do Ministério do Meio Ambiente e também através da coleta e análise de dados meteorológicos, utilizando apenas dados pluviométricos. Como resultados, o artigo elucida que as condições climáticas (aridez, seca prolongada, reduzidos volumes pluviométricos e escassez hídrica) são indicadores do processo de desertificação. Os núcleos de desertificação, apresentam variações na distribuição pluviométrica, revelando, por exemplo, períodos semelhantes e diferenças marcantes no regime e ritmo pluvial. Entre os quartos núcleos de desertificação, o núcleo de Gilbués, é o único localizado em clima tropical e apresenta quantidade e distribuição pluviométrica, que se diferencia dos demais núcleos, portanto, possui discrepância em relação aos demais municípios

    Variabilidade termal de áreas verdes públicas na cidade de Garanhuns-PE

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    A pesquisa teve por objetivo realizar uma análise espaço-temporal da temperatura da superfície (TS) do sítio urbano da cidade de Garanhuns-PE com destaque para áreas verdes públicas. A partir de Sistema de Informações Geográficas (SIGs) foi possível realizar os mapeamentos pretendidos para a banda termal do satélite landsat 5. Como procedimentos técnicos foram utilizados os softwares Idrisi na conversão dos níveis de cinza do raster em temperatura e o ArcGIS para análise e classificação dos dados. Como resultados constatou-se que devido ao tamanho das áreas verdes, que são menores que os pixels do raster, a temperatura superficial dessas áreas não difere do entorno, no entanto o calor verificado nos locais das áreas verdes não atinge a temperatura máxima averiguada no sítio urbano. Conclui-se que pesquisas como essas tendem a aumentar graças às possibilidades geradas pelo geoprocessamento e sensoriamento remeto por permitirem obter informações relevantes para o planejamento urbano

    Tendências espaço-temporais das chuvas na Amazônia brasileira

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    Nas últimas décadas profundas mudanças foram observadas na Amazônia, principalmente as relacionadas ao clima. Dessa maneira, o presente artigo apresenta como objetivo uma análise espaço-temporal das tendências na chuva ao longo da Amazônia Legal Brasileira entre os anos de 1998 a 2015. Para isso, foram utilizados dados de chuva derivados do Tropical Rainfall Measuring Mission – TRMM, juntamente aos testes não paramétricos Mann-Kendall e Sen’s Slope. Foi encontrada redução da quantidade de chuva em anos de ocorrência de secas extremas na região. A análise regional mostrou tendência não-significativa (p-valor = 0,40) de aumento na chuva (6,12 mm ano-1). As análises locais evidenciaram que aproximadamente 92,31% da extensão da Amazônia Legal Brasileira não apresentou tendência. As áreas com tendências significativas de aumento (p-valor < 0,05) totalizaram cerca de 4,18 % (máximo de 64,92 mm ano-1), enquanto que as áreas com tendências significativas de redução totalizaram cerca de 3,50% (mínimo de -49,23 mm ano-1). As áreas com tendências de redução ocorreram principalmente em áreas de floresta intacta o que pode trazer impactos negativos ao funcionamento ecológico desses ecossistemas

    O episódio de chuva concentrada do dia 17 de janeiro de 2016 em Belo Horizonte (MG)

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    Este artigo visa compreender as causas e características dos eventos extremos de chuva em Belo Horizonte, utilizando como exemplo o episódio do dia 17 de janeiro de 2016. O acumulado pluviométrico nesse dia somou 108 mm e a Defesa Civil registrou mais de 140 ocorrências. Foram analisadas imagens de satélite, cartas sinóticas e os dados de chuva das estações meteorológicas, além de informações junto à imprensa. Os resultados indicaram a necessidade de se compreender os desvios nas variações temporais de chuva, assim como a adoção de medidas para se evitar prejuízos humanos e materiais causados pelas inundações e alagamentos

    Análise da morfometria do relevo da bacia do rio Cabeça (SP)

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    O presente artigo tem por objetivo analisar os elementos morfométricos da Bacia do Rio Cabeça (SP), a fim de avaliar as áreas potencialmente mais suscetível aos processos geomorfolóficos. Para isso foram elaborados mapeamentos de declividade e profundidade de drenagem. Dessa maneira, através da análise desses mapeamentos, foi possível identicar as zonas com maiores e menores índices morfométricos e consequentemente aquelas que necessitam de maior preservação

    Compartimentação e evolução do relevo da chapada Uberaba-Uberlândia-MG

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    A chapada Uberaba-Uberlândia constitui um dos remanescentes da Superfície Sulamericana no Triângulo Mineiro, em evolução há 66 Ma, quando cessa a deposição da Fm. Marília. O objetivo deste trabalho foi elaborar um mapa de compartimentos de paisagem natural desta chapada e apresentar as etapas de sua evolução. Foram utilizadas imagens de satélite/bases cartográficas e realizados trabalhos de campo. Os compartimentos são caracterizados pelo topo da chapada, com Latossolos, vales abertos e hidromórficos (Gleissolos e Organossolos); e por suas bordas dissecadas, com relevo acidentado, drenagem encaixada, vales(Neossolos e Cambissolos)e rampas com Latossolos. Sob clima semi-árido, começa o aplanamento (Sulamericano).O soerguimento miocênico favorece o encaixamento da drenagem. Os sistemas hidromórficos cedem lugar a vales encaixados, com gradual dissecação, gerada pelas capturas fluviais de afluentes do Rio Paranaíba pelos afluentes do Rio Grande, devido ao forte gradiente altimétrico e assimetria espacial destas duas bacias

    Hidrogeomorfologia da Ilha da Trindade – caracterização da única rede hidrográfica permanente nas ilhas oceânicas brasileiras

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    Entre as ilhas oceânicas brasileiras, Trindade é a única que apresenta cursos d’água e nascentes perenes, embora apresente elementos desfavoráveis à ocorrência desses elementos, emergindo, portanto, como uma situação de destaque. Pretendendo ampliar essa discussão, o presente trabalho tem como objetivo caracterizar o quadro hidrogeomorfológico da ilha da Trindade, visando contribuir para a compreensão da configuração da rede hidrográfica e do relevo local. O trabalho foi elaborado com base em pesquisas bibliográficas, realização de trabalhos de campo e geoprocessamento. Nessa perspectiva, os resultados apontam para a presença de áreas que exibem características distintas em relação ao comportamento da drenagem superficial, ou seja, foram identificados três padrões, ou tipos de áreas de escoamento, além de 32 nascentes, que apresentaram vazões que variaram de incipiente (inferior a 1 mL/s), até 0,443 L/s, sendo a vazão média calculada de 0,048 L/s

    Cartografia geomorfológica na bacia do Ribeirão Caranguejo: subsídio para o estudo do relevo na Zona da Mata Mineira

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    A crescente pressão sobre os recursos ambientais impetrada pelo modelo econômico de produção atualmente vigente impõe a necessidade do desenvolvimento de subsídios ao planejamento das paisagens.Partindo da compreensão da cartografia geomorfológica como um aporte metodológico substancial não só para a Geomorfologia em si, como também para os demais campos do conhecimento científico que se ocupam do planejamento em suas distintas esferas de atuação, o presente artigo tem como objetivo geral a realização de um estudo do sistema geomorfológico da bacia hidrográfica do ribeirão Caranguejo, localizada na Zona da Mata Mineira, tendo como aporte a cartografia geomorfológica.Como metodologia adotou-se a proposta elaborada no âmbito do IBGE, cujo princípio básico trata-se da ordenação dos fatos geomorfológicos conforme uma classificação que leva em consideração aspectos temporais e espaciais, e que viabiliza a distinção dos modelados como unidade básica do relevo, bem como os grupamentos que mantém relações hierárquicas com essas unidades básicas. Dessa forma, foram identificados os tipos de modelados, sendo estes posteriormente diferenciados e caracterizados de acordo com fatores intrínsecos à sua natureza estrutural, litológica, pedológica, climática e morfodinâmica

    Unidades geomorfologicas da bacia do rio Neveri, Venezuela

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    O avanço das geotecnologias e informática aplicadas no campo da geomorfologia é crescente, o uso de técnicas de inferência espacial para identificação de distintas unidades do relevo, apoia a análise digital do relevo. Nesse sentido, o presente trabalho apresenta o experimento que identificou sete unidades geomorfologicas, apoiando-se em atributos topográficos derivados do MDE da bacia hidrografica do rio Neveri, Venezuela. Os atributos topográficos empregados foram: altitude, declividade. Baseia-se na proposta de mapeamento semi-automatizado, que consiste no cruzamento dos atributos topograficos utilizando com base nos valores da altitude, declividades de 0% a 15%, 15-45% e maior que 45%. A area de estudo é composta de relevos abruptos nas partes altas e médio curso da bacia e planas no curso baixo do rio, apresentando áreas de erosão e sedimentação

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