Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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    Astronomia em sala de aula: atividades práticas no ensino fundamental

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    O estudo dos astros sempre provocou fascínio no homem ao longo da história. A Astronomia é uma das ciências mais antigas e tem como objetivo o estudo dos movimentos, constituição e formação dos corpos celestes e é indicada para ser abordada no ensino fundamental de forma interdisciplinar. O objetivo deste trabalho é apresentar os resultados da aplicação de um projeto de extensão, a alunos do ensino fundamental, que foi desenvolvido inicialmente com professores do Programa Nacional de Educação Básica (PARFOR). O trabalho resultou, além da discussão teórica sobre o Universo, na construção de cinco atividades práticas em que foram abordados temas como orientação geográfica; tamanho e distância dos planetas e do Sol; estações do ano; movimentos de rotação e translação da Terra e fuso horário. A culminância do projeto foi a apresentação das atividades desenvolvidas pelos alunos na Feira de Ciências anual da escola.

    Geodiversidade dos depósitos eólicos e sua ação protetora a erosão na praia de Almofala, Itarema - Ceará

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    A geodiversidade do litoral do Ceará é representada por morfologias diversas. Na valoração funcional da geodiversidade as dunas frontais e os eolianitos desempenham um papel fundamental na zona costeira de Almofala, sendo uma barreira protetora natural frente aos processos de erosão costeira. Foram selecionados seis pontos para ser realizada a identificação que os processos da dinâmica costeira exercem nessas formas. Através de registros fotográficos foram constatados que quatro pontos são referentes a dunas frontais, e os outros dois aos eolianitos. Ficou perceptível através desses registros fotográficos o espraiamento, que é um fator predominante na área, a sobrelavagem e o solapamento são localizados de forma pontual. A conservação desses geossítios costeiros é necessária, pois é perceptível a representatividade protetora frente à alta dinâmica do litoral deixando assim exposta a vulnerabilidade natural desse ambiente. 

    Chapadão do Diamante, Serra da Canastra – MG: um olhar sobre a geodiversidade

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    Este trabalho objetiva apresentar uma síntese da caracterização da geodiversidade do Chapadão do Diamante (ChD), tendo como base os aspectos litológicos e geomorfológicos, bem como, os aspectos bióticos, na busca de uma maior valorização e entendimento da área. Foram realizados diversos trabalhos de campo e feita revisão teórica pertinente para a caracterização e levantamentos de dados do ChD. A área corresponde à superficie da Serra da Canastra em sua porção oriental, e faz parte do Parque Nacional da Serra da Canastra. Apresenta beleza cênica de grande exuberância, estruturada pelos quartzitos do Grupo Canastra, que formam escarpas abruptas nas bordas e um relevo diversificado em seu interior. Observa-se diferentes padrões de paisagem, que podem ser definidos de forma geral a partir dos aspectos topográficos, de materiais superficiais e tipos de vegetação.

    A resex do delta do Parnaíba como instrumento de gestão socioambiental do ambiente costeiro do Maranhão

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    Aborda-se as múltiplas intervenções que ocorrem na Resex do Delta do Panaíba que se coonfigura como instrumento de gestão socioambiental da zona costeira do Maranhão O objetivo geral é analisar a Resex do Delta do Parnaíba como um instrumento de gestão socioambiental do ambiente costeiro do Maranhão. Para tanto, a metodologia foi desenvolvida com base no método hipotético-dedutivo e na abordagem qualitativa descritiva, bem como em procedimentos metodológicos: levantamento e análise bibliográfica e pesquisa documental. O processo de gestão socioambiental da área está pautado no compartilhamento de poder de decisão e nos dispositivos legais criados para planejar e gerir os atributos físicos-naturais e socioculturais da Resex do Delta do Parnaíba, sendo compreendida sua dimensão e importância para a gestão do ambiente costeiro do Maranhão

    Trabalho de campo na geografia: construindo possibilidades de ensino e aprendizagem sobre o Rio Grande do Sul

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    Dentre as várias maneiras de se transmitir conhecimento geográfico, considera-se o trabalho de campo uma atividade metodológica indispensável no sentido de compreender e entender o espaço, favorecendo, assim, uma ligação entre a teoria e a prática. Consequentemente, esta pesquisa consiste em formar uma análise crítica e minuciosa da importância do trabalho de campo e a forma de como ele vem sendo executado no ensino da Geografia, nos cursos de licenciatura e na educação básica (Ensino Fundamental e Ensino Médio).   A metodologia apresentada no decorrer, centra-se em um relato de trabalho de campo realizado em vários ambientes do Estado do Rio Grande do Sul, desenvolvido por intermédio da Universidade de Passo Fundo, em conjunto com alunos e professores do II e IV Nível de Geografia Licenciatura

    Novo Código Florestal Brasileiro e a contextualização das mudanças nas APPs de um rio urbano: estudo do rio Pitimbu-RN

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    O Novo Código Florestal Brasileiro, Lei nº 12.651 de 2012, reafirma as APPs (Áreas de Preservação Permanentes) como áreas frágeis a serem preservadas. Delimitando as faixas protegidas, ressaltando as margens dos rios e toda a sua vegetação. Porém, reformulou-se em conflitos e diante de uma séria dúvida quanto a sua aplicabilidade. Já que existe possibilidade de interpretações errôneas e dificuldade de inseri-lo no planejamento ambiental. Tendo em vista que o uso e ocupação as margens dos rios, as degradam, incluindo ambientes consolidados pelo uso agrícola, industrial e urbano. Assim, este artigo tem por objetivo discutir a importância das APPs do rio Pitimbu – RN, incluindo os principais impactos, e como as mudanças do Novo Código influenciam em sua proteção e, principalmente, mostrar a dificuldade entre o planejamento e a aplicabilidade da lei. Confirmou-se que as APPs do rio Pitimbu sofrem com a degradação ambiental e a falta de políticas públicas efetivas

    Análise da vulnerabilidade ambiental em áreas protegidas: o caso da APA do Maracanã – São Luís/MA

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    As áreas de Proteção Ambiental são instituídas pelo Poder Público. Como unidade de conservação sustentável, a APA permite a ocupação humana. No entanto seu uso desordenado causa a deterioração do ecossistema. Neste sentido, o presente trabalho teve como objetivo analisar e caracterizar a vulnerabilidade ambiental da APA do Maracanã para compreensão dos elementos e fatores que compõem o seu espaço, dinâmica e processos, para tentar minimizar os impactos ambientais negativos. Para alcançar estes objetivos realizou-se um levantamento bibliográfico, trabalhos de campo, além de técnicas de geoprocessamento para caracterizar os componentes geoambientais, considerando o levantamento e o cruzamento desses aspectos, a partir da proposta de Tricart (1977) e Ross (1990, 1991, 1992 e 1994). Como resultado, verificou-se que a área de altíssima vulnerabilidade ambiental ocupa cerca de 4,6%, a forte 28,5% enquanto a média ocupa 49,2% , a baixa 14,6% e a muito baixa 3,1%. Pôde-se concluir que a área de estudo constitui um local de média vulnerabilidade ambiental

    Uso de geoestatística na correlação entre graus de vulnerabilidade e fragilidade ambientais associados à intensidade pluviométrica e erosividade das chuvas em parte da região sudeste e centro-sul matogrossense

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    A intensidade pluviométrica constitui-se numa variável climática importante para diagnósticos de vulnerabilidade e fragilidade ambientais, haja visto o seu potencial de erosividade, tornando-se necessário espacializar a forma de sua ocorrência numa determinada região. Objetiva-se identificar o interpolador geoestatístico que melhor espacializa as intensidades pluviométricas e, a partir dele, interpolar as demais variáveis: precipitação média mensal e anual, coeficiente de chuva e erosividade, com a finalidade de entender como estas se correlacionam na área de estudo. Verificou-se que o topo-to-raster se apresentou como o mais adequado na delimitação das isoetas, ajustando-se melhor aos compartimentos morfoesculturais e suas respectivas variações altimétricas, bem como a vulnerabilidade e a fragilidade apresentaram-se diretamente proporcionais a precipitações médias mensal e anual, enquanto que o coeficiente de chuva e a erosividade apresentaram padrões distintos, demonstrando que as equações condicionam contornos de isoetas que não se relacionam diretamente com as morfoesculturas existentes entre planaltos, depressões interplanálticas e planícies

    Alterações pluviométricas em 41 anos (1975-2015) ocasionadas por eventos de el niño na Ilha do Maranhão, Pré-Amazônia Brasileira

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     Esta pesquisa objetivou identificar qual a proporcionalidade das anomalias na distribuição temporal da pluviosidade em anos de ocorrência, mais intensa, dos eventos quentes da Oscilação Sul - ENOS (El Niño) – na ilha do Maranhão, pré-amazônia brasileira. Estão localizados na ilha quatro municípios, dentre eles o município de São Luís, capital do estado do Maranhão. A pesquisa utilizou-se de dados fornecidos pela estação meteorológica do INMET situada no município de São Luís, empregando dados históricos de pluviosidade de 41 anos (1975 a 2015). A ilha encontra-se geograficamente dentro da pré-amazônia brasileira e à oeste do nordeste brasileiro numa zona de transição morfoclimática entre a Amazônia de clima quente e úmido e o Nordeste de clima semiárido. Foram produzidos, a partir do processamento dos dados coletados, gráficos e cálculos estatísticos pelo software Excel 2013 que auxiliaram na análise da variabilidade pluviométrica em comparação com anos da normal climatológica do INMET para São Luís.  Com os resultados alcançados foi possível constatar que durante a ocorrência mais intensa do El Niño apontados em 7 (sete) anos (1981-1983-1992-1997-1998-2012 e 2015) da amostra de dados da pesquisa, as chuvas totais anuais registraram uma redução significativa do seu volume pluviométrico anual, confirmando o que assenta a literatura científica quando da ocorrência dos anos de eventos de El Niño na pré-Amazônia brasileira. A pesquisa também pode constar que os totais pluviométricos anuais na ilha do Maranhão tiveram uma redução média de -75,7% em anos mais intensos de El Niño e que essa redução das chuvas variou de -50,8% no ano de 1981, como sendo o ano que menos sofreu com a redução, a até -159,1% no ano de 1983, como o ano em que ocorreu a maior redução do total das chuvas anuais

    Cobertura das terras da bacia hidrográfica do Longá, Piauí, Brasil

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    O presente trabalho visa identificar as diferentes classes de cobertura atual das terras da Bacia Hidrográfica do Rio Longá. As imagens de satélites foram processadas a partir de aplicativos do sistema de informação geográfica ArcGIS, sendo as mesmas posteriormente interpretadas. A metodologia empregada assemelhou-se ao trabalho de Amorim (2015), que adotou uma pesquisa exploratória via computador. Foram gerados três mapas de cobertura, de acordo com as três cenas das imagens de satélite correspondentes ao pontos/órbitas 219/62, 219/63 e 218/63 respectivamente. Para cada cena foram identificadas as diferentes tipologias como segue: Área de Tensão Ecológica, Cerrado, Caatinga Arbustiva, Caatinga Arbustiva Aberta, Caatinga Arbustiva Densa, Campos Abertos/Playas, Corpos de Água e Solo Exposto, distribuídas nas cenas 1, 2 e 3. A presente classificação indicou predomínio expressivo das classes: caatinga, cerrado e áreas de tensão ecológica. O predomínio destas classes sugere um bom estado de conservação da cobertura vegetal na área de estudo.

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