Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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As ciências da terra no exame vestibular UNICAMP
As Ciências da Terra estudam os fenômenos e característica do meio físico que vivemos e os sistemas que o compõe, como a Atmosfera, a Hidrosfera, a Biosfera e a Geosfera, bem como a interação entre eles. O vestibular é uma prova que permite aos candidatos serem classificados para as vagas disponíveis no Ensino Superior. Foram analisadas 206 questões de Ciências da Terra do vestibular UNICAMP no período 1987-2015. Essas foram analisadas de acordo com critérios pré-estabelecidos, como a presença e tipo de imagem, de texto de apoio e quais os sistemas abordados em uma única questão. Concluiu-se: o tema mais abordado nas questões são "Dinâmicas geológica, geomorfológica e pedológica"; o tipo de imagem mais utilizado são os mapas; os tipos de texto de apoio mais utilizados foram os de jornais/revistas; não houve tendência de aumento na utilização de imagens, textos de apoio e número médio de sistema utilizado por questão
Análise da cobertura e uso da terra da colônia de pescadores Z3 – Pelotas (RS): elementos para o zoneamento geoambiental
O mapeamento de cobertura e uso da terra é uma etapa importante para a elaboração de zoneamentos geoambientais visto que permite identificar as atividades antrópicas e as coberturas presentes. O artigo tem por objetivo realizar uma análise das coberturas e usos da terra da Colônia de Pescadores Z3, evidenciado a importância desse mapeamento enquanto subsídio para definição das unidades do zoneamento geoambiental. Para a elaboração do mapa foram utilizadas imagens do satélite RapidEye, de novembro de 2014. O mapa foi elaborado em uma escala de 1:40.000, permitindo detalhamento dos usos e coberturas da área. As características do meio físico encontradas na área favoreceram o estabelecimento de atividades agrícolas, com destaque para a expansão e intensificação das lavouras de arroz irrigado. O resultado desse processo descaracterizou de forma permanente as coberturas da terra originais que ainda podem ser esparsamente encontradas na área
Progradação deltaica e alterações na linha de costa lagunar no Parque Estadual do Camaquã, RS
O trabalho foi desenvolvido com o objetivo de identificar e analisar a progradação deltaica e as alterações da linha de costa lagunar do Parque Estadual do Camaquã (RS) no período entre 1964 e 2012. Foram realizados dois mapeamentos da frente deltaica e da linha de costa lagunar por meio da interpretação de fotografias aéreas e imagens do satélite RapidEye. Três áreas principais de alteração foram identificadas: (1) na localidade do Pontal do Quilombo, com retração da linha de costa lagunar; (2) no Pontal do Vitoriano, onde ocorreu a expansão da linha de costa, e (3) na frente deltaica, onde ocorreu a progradação da área de sedimentação, desencadeando a formação de ilhas fluviais, barras de desembocaduras e a expansão da linha de costa. Conclui-se que a compreensão da dinâmica deltaica e da linha de costa é importante para a construção do zoneamento e do Plano de Manejo do Parque Estadual do Camaquã (RS)
Parque Estadual Ilha do Cardoso: considerações sobre ordenamento territorial e estratégias de manejo
O artigo apresenta considerações referentes ao processo de organização territorial do Parque Estadual Ilha do Cardoso nos seus diferentes Núcleos presentes no Zoneamento. O artigo traz apontamentos que dizem respeito às relações que se estabelecem entre as populações tradicionais residentes, Órgão Gestor e as perspectivas territoriais desses atores que coexistem na Ilha do Cardoso e influenciam as dinâmicas socioambientais desta Unidade de Conservação. Os principais resultados apresentados são referentes à organização territorial dos Núcleos, sistematizada pelos moradores e quais perspectivas os mesmos apreendem dos desdobramentos da institucionalização do Parque e tais reflexos atualmente. Significativas mudanças ocorreram no Parque nos últimos anos, dentre as quais se destacam as frequentes necessidades que surgiram no esforço de conciliar as estratégias de Manejo e Gestão Participativa com as demandas das populações tradicionais e suas atividades. Assim, repensar estratégias de manejo, fazem-se necessárias para que os objetivos e funcionalidades desta Unidade de Conservação, se concretizem
Serviços ecossistêmicos prestados pelos manguezais do Rio Grande do Norte (nordeste do Brasil)
Os manguezais são ecossistemas que promovem uma variedade de bens e serviços tangíveis e intangíveis para o bem estar das comunidades humanas, onde a subestimação destes serviços contribue para expandir as perdas e a degradação destes ecossistemas. Esta pesquisa em questão teve por objetivo identificar e analisar os bens e serviços prestados pelos ecossistemas de manguezal encontrados ao longo dos principais sistemas estuarinos do Estado do Rio Grande do Norte (Nordeste-Brasil). O sistema de diagrama resultou em um modelo qualitativo com estruturas montadas em forma de ação e reação. A dinâmica agregada de uso humano e seus reflexos nos processos ecológicos do manguezal, a partir da recuperação dos manguezais, ampliando-se a área ocupada pela vegetação desse ecossistema, tem-se um melhor desempenho dos processos ecológicos, os quais propiciam a manutenção ou maior disponibilidade dos serviços prestados
Eventos extremos na calha do Rio Solimões: um estudo de caso da ocorrência de cheias e vazantes na Ilha do Careiro da Várzea-AM.
Eventos climáticos extremos vêm se repetindo com espaço temporal muito curto na Bacia Amazônica. Cheias e vazantes na Bacia Amazônia geram impactos nas comunidades situadas às margens das planícies de inundação, por isso o enfoque da pesquisa foi dado aos eventos de cheias e vazantes e seu intervalo temporal que compreende de 2005 à 2015, dando ênfase ao evento de cheia de 2009 na Ilha do Careiro, município de Careiro da Várzea-AM, onde a pesquisa foi desenvolvida. Buscou-se realizar uma abordagem analítica acerca dos eventos de cheias e vazantes em duas comunidades no Careiro da Várzea-AM, identificando as consequências ambientais, sociais e econômicas dos fenômenos de cheias e vazantes severas às comunidades ribeirinhas do município de Careiro da Várzea (AM) e descrever os mecanismos utilizados pelos moradores das comunidades para tentar mitigar os impactos produzidos pelas cheias e vazantes. Foi realizado levantamento bibliográfico, idas a campo e trabalho de gabinete
Análise das inundações em Miracatu-SP a partir de dados de estações fluviométricas e da Defesa Civil do Município
O objetivo do trabalho é inventariar os episódios de inundações ocorridos entre 2005 e 2015 no município de Miracatu-SP e relacioná-los aos dados fluviométricos a partir das cotas de referência para inundação adotadas no Mapa da Defesa Civil do Município de Miracatu. Os episódios de inundação foram inventariados através do Sistema Integrado de Monitoramento, Previsão e alerta de Tempestades para as Regiões Sul-Sudeste do Brasil, vinculado ao IPMet – Faculdade de Ciências da UNESP. O Mapa de Defesa Civil foi coletado no Sistema de Informações Geográficas da Bacia do rio Ribeira de Iguape e Litoral Sul. Os dados das estações fluviométricas foram recolhidos no site do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), do estado de São Paulo. Relacionar os dados fluviométricos e as informações dos episódios de inundação se mostrou relevante, pois é possível confirmar ou supor os horários das precipitações deflagladoras desses eventos quando não há registro, e, identifica-los
Integração de sensores geofísicos e geoestatística para mapear atributos do solo
O conhecimento da variação espacial dos atributos do solo é primordial para o gerenciamento do sistema agrícola. O objetivo do trabalho foi mapear, em uma área de 3,4 ha em Seropédica, RJ, a condutividade elétrica aparente, susceptibilidade magnética e os teores dos elementos radioativos tório e urânio do solo, medidos por sensores geofísicos in situ, e os teores de argila, ferro, carbono orgânico e umidade, e capacidade de troca catiônica do solo, medidos em laboratório, em 130 pontos amostrais. Comparou-se krigagem ordinária com krigagem universal utilizando as coordenadas geográficas x e y e a elevação como covariáveis. Os dois métodos de krigagem produziram mapas com padrão de distribuição espacial e índices de incerteza semelhantes. Outrossim, os padrões de dependência e distribuição espacial foram similares entre os atributos geofísicos e os de laboratório, evidenciando o potencial da geofísica para o mapeamento de atributos do solo.
Variabilidade climática e a modelagem ecológica da Biomphalaria glabrata: cenários futuros (2050 e 2070) para o hospedeiro intermediário da esquistossomose no Brasil
A variabilidade climática em curso pode gerar mudanças futuras significativas na distribuição de várias espécies, pois podem afetar o seu nicho e habitat. Este artigo tem como objetivo analisar a influência de variáveis ambientais na distribuição potencial futura (+50 anos e +70 anos) do hospedeiro intermediário da esquistossomose (Biomphalaria glabrata) através da modelagem ecológica utilizando o programa MAXENT. Ao analisar o modelo de distribuição futura de 50 anos, a amplitude térmica anual e a precipitação anual apresentaram-se como o maior percentual de contribuição. Para projeção futura de 70 anos, a temperatura média do trimestre mais frio, apresentou o maior percentual de contribuição para a distribuição da espécie no ambiente. A análise realizada expressa a importancia da ampliação dos estudos sobre a variabilidade climática e sua relação com a saúde, pois revalidou que na região Nordeste do Brasil encontram-se os pontos quentes de ocorrência da B. glabrata, com cenário de distribuição potencial para outros estados brasileiros
Ensino de geografia física através do trabalho de campo: um relato sobre a Lagoa do Açu, região norte do estado do Rio de Janeiro
Neste trabalho objetivou-se realizar um relato de experiência de uma atividade de campo realizada na lagoa do Açu, município de Campos dos Goytacazes, Norte do estado do Rio de Janeiro, como requisito parcial da disciplina Geologia Geral do curso de licenciatura em Geografia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Macaé. A lagoa do Açu trata-se de um ambiente costeiro, onde há ocorrência de manguezais e restingas, bem como do Parque Estadual da Lagoa do Açu, criado como medida compensatória à implementação do Complexo Industrial e Portuário do Açu. Assume-se que o trabalho de campo é uma ferramenta de ensino fundamental na construção do saber, não podendo ser menosprezado, tendo em vista que no campo o aluno visualiza o que foi proposto em teoria, aproxima-se da realidade possibilitando a observação da paisagem, tornando possível, aprofundar os conteúdos desenvolvidos em sala de aula e levantar novas possibilidades de análises.