Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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Políticas públicas e gerenciamento dos recursos hídricos na cidade de Teresina/PI
Teresina possui localização privilegiada, com quantidade significativa de rios (Parnaíba e Poti), riachos e lagoas, apresentando-se vulneráveis frente ao processo de urbanização causando grandes riscos à qualidade dos recursos hídricos. Diante disso, este estudo objetiva identificar e analisar de que forma as políticas públicas (municipais) voltadas aos recursos hídricos foram desenvolvidas no ano de 2013 na cidade de Teresina/PI. Para alcançá-lo, os procedimentos metodológicos foram: levantamento e análise de materiais teóricos, bibliográficos e documentais (incluindo leis e decretos), pesquisa de campo e realização de entrevistas junto a gestores públicos municipais. Por meio das entrevistas notou-se a desarticulação das ações públicas nos referidos órgãos, mesmo estes possuindo as mesmas características e atribuições legais, diante disso, há a ausência ou diferenciação das políticas públicas nas quatro zonas administrativas da cidade, que, para alguns gestores, está associado a própria infraestrutura dos órgãos e a participação da sociedade nas discussões
Diagnóstico do meio físico como subsídio para o planejamento da sub-bacia hidrográfica do Córrego Estiva, Alfenas, Sul de Minas Gerais
A pressão antrópica sobre o meio é a principal causa da degradação ambiental, o que torna impreterível o planejamento físico-territorial para implementação de políticas públicas sustentáveis. Para o diagnóstico ambiental da Sub-bacia Hidrográfica do Córrego Estiva, Alfenas - MG, foi realizada uma análise integrada de seus aspectos físicos, tendo como suporte o método de Análise da Fragilidade dos Ambientes Naturais e Antropizados com base nas classes de declividade do relevo, sendo que, a fragilidade dos ambientes foi dividida em: 7,6% da área foi classificada como de vulnerabilidade Forte (2,3%) a Muito Forte (5,3%), localizadas nas áreas de várzea; 28,7% considerada como de vulnerabilidade Média e 63,7% com vulnerabilidade de Muito Fraca (14,8%) a Fraca (48,9%). A área estudada não apresenta condições severas de degradação, sendo propícia para a ocupação e desenvolvimento antrópico. Todavia, é recomendado que seja desenvolvido e adotado um plano de proteção e de manejo sustentável da sub-bacia
Ocupação urbana, uso da terra e conflitos socioambientais na bacia do Igarapé Mata Fome em Belém, Pará
A Bacia Hidrográfica do Igarapé Mata Fome em Belém, Pará, a partir dos anos 1980, vem passando por modificações socioespaciais devido o processo de ocupação urbana, que levou a diferentes usos da terra. Assim, este trabalho tem como objetivo analisar os conflitos socioambientais na Bacia do Mata Fome decorrentes dos usos da terra provocados pela ocupação urbana. Nesse sentido, foi realizado um breve histórico do processo de ocupação da área de estudo e um mapeamento do uso da terra utilizando como base cartográfica a imagem do satélite Ikonos, ano 2006, com resolução de 1:10000. Os resultados demonstram que a ocupação urbana na referida bacia, ocasionou, entre outros problemas, conflitos pelo uso da terra entre os moradores das ocupações espontâneas e proprietários fundiários e pela água entre os primeiros e a Prefeitura de Belém
Análise da vazão no Córrego da Estiva sob influencia de canais derivados multifuncionais
Os sistemas de drenagem de bacias hidrográficas, com canais de pequena ordem, podem sofrer alterações a partir de obras para transposição de água. São aos casos de construção de regos d’água, a partir de açudes, que desviam parte ou totalidade da água para áreas de consumo, sendo importante conhecer como se dão tais processos e os impactos que representam. Logo é objetivo deste estudo, investigar como canais abertos artificiais, alteram a dinâmica hidrológica de uma bacia hidrográfica no bioma cerrado. Para tanto foram realizadas 12 atividades de campo que permitiram a obtenção das vazões nos cursos naturais e artificiais afim de revelar os impactos sofridos por estes sistemas de drenagem. Ao longo do estudo, tornou-se evidente que o período da seca apresenta comprometimento da vazão em ao menos dois trechos dos canais naturais em favor do atendimento das derivações multifuncionais. Resultados que implicam na necessidade de correções na maneira como esta cultura de transposição é gerida.
Estudo das coberturas superficiais holocênicas na superfície de Urucaia na bacia hidrográfica do rio Corumbataí-SP
O objetivo deste trabalho constitui-se na análise geocronológica das coberturas superficiais holocênicas depositadas sobre a Superfície de Urucaia, na bacia hidrográfica do rio Corumbataí-SP. Para atingir tal meta, adotou-se como procedimento metodológico a seleção de seis pontos para coleta das coberturas superficiais no nível de aplainamento identificado a 1 metro de profundidade. Resultados obtidos pela análise granulométrica, interpretados por meio do diagrama textural, permitiram classificar os sedimentos em relação a sua textura. Com auxilio da morfoscopia, identificou-se o agente de transporte responsável pela deposição dos sedimentos. Por meio de datação absoluta por Luminescência Opticamente Estimulada (LOE) foi possível determinar o momento de deposição das mesmas, auxiliando na discussão no contexto de pulsos climáticos ocorridos durante o final do Quaternário no Estado de São Paulo. Conclui-se que houve a ocorrência de oscilações climáticas mais secas que o clima atual durante o Holoceno, responsáveis pela deposição das coberturas superficiais depositadas sobre a Superfície de Urucaia, desde 5.200 anos A.P
Propostas de expansão urbana para o Plano Diretor de São Carlos (SP): um olhar sob o prisma das limitações dos meios físico e biótico
O objetivo deste artigo é discutir os possíveis impactos socioambientais relacionados às propostas de inclusão de áreas de expansão urbana realizadas no âmbito do Núcleo Gestor Compartilhado instituído junto ao processo de Revisão do Plano Diretor de São Carlos (SP) no ano de 2016. Verificou-se a implicação dessas propostas sobre áreas florestadas, mananciais e risco geológico-geotécnico. Para tanto, foram analisados mapas de vulnerabilidades ambientais, pedologia e vegetação remanescente. Conclui-se que determinadas propostas, sobretudo as realizadas por grupos ligados ao mercado imobiliário, envolvem a possibilidade de crescimento de usos urbanos sobre áreas com grande complexidade socioambiental, especialmente setores onde existem assentamentos periurbanos de baixa renda implantados sobre solos frágeis, o que sugere que estas propostas tendem a afetar, principalmente, este perfil populacional. Os procedimentos de análise espacial realizados permitiram delimitar os principais conflitos a serem estabelecidos, incluindo a determinação das regiões críticas e locais onde é importante concentrar esforços de análise
O processo de desmatamento e mapas de cobertura vegetal e uso da terra em 1957 e 1978 no médio e baixo vale do rio Tijucas no estado de Santa Catarina
O médio e baixo vale do rio Tijucas localiza-se no litoral de Santa Catarina com área de 284 km². Os objetivos foram: identificar e avaliar as causas do desmatamento na região; elaborar mapas de cobertura vegetal e uso da terra em 1957 e 1978. A metodologia baseou-se em levantamento bibliográfico e uso de fotografias aéreas de 1957 e 1978 na escala 1: 25.000. Os resultados indicam um processo antigo de ocupação na região, destinadas à exploração madeireira, agricultura, pecuária e indústria cerâmica. No mapa de 1957 as duas principais classes, foram à floresta primária I e II (fragmentos florestais) que representavam 121,8 km² (44,31 km²) e a agricultura ocupando 46,96 km² (16,72%). No mapa de 1978, a maior área era ocupada pela classe vegetação herbácea, com 77,82 km² (27,94%). A floresta primária II tinha 65,07 km² (23,36%), as pastagens representavam 61,78 km² (22,18%) e a agricultura com 40,34 km² (14,48%).
Espacialização da agropecuária no município de Presidente Figueiredo - Amazonas
A agropecuária é um dos principais agentes modificadores do espaço, influenciando na dinâmica do uso da terra em diferentes escalas e intensidades. Este trabalho tem por objetivo compreender a espacialização da agropecuária no município de Presidente Figueiredo. Para isso foram realizados levantamentos de dados espaciais da agropecuária, trabalhos de campo e mapeamento de uso da terra, a partir de imagens Landsat 5 TM. Com isso, foi possível comprovar que a produção agropecuária se encontra concentrada, principalmente, ao longo da rede viária, BR-174, AM-240 e das vicinais, fruto da produção dos assentamentos agrícolas, das comunidades rurais e da agroindústria. A pastagem é classe com maior representatividade de área, com 20.417 hectares. Estudos sobre o uso da terra são de grande importância para conhecer a espacialidade dos usos do espaço, contribuindo para planejamentos futuros de políticas públicas voltadas para setor rural
Avaliação quinquenal do uso da terra na bacia hidrográfica do Córrego Cerrado/Cadunga-MG entre os anos 2000 a 2015
Este trabalho centrou-se na avaliação temporal do uso e ocupação das terras da bacia do córrego Cerrado/Cadunga em Canápolis - MG, entre os anos de 2000, 2005, 2010 e 2015, buscando compreender as transformações antrópicas em termos de uso da terra. A escolha da bacia deu-se em virtude do uso múltiplo (atividades agrícolas, agropastoris e área urbana). O córrego apresenta maior concentração de áreas destinadas a agricultura, possuindo caráter agrícola. A antropização pode ser constatado pela degradação dos remanescentes de Cerrado, representado pela classe vegetação, a qual apresentou uma redução de 5,46% de 2015 em relação ao ano 2000. Esta redução é considerada pequena, sendo justificada pelas políticas de reflorestamento apresentado em 2005 que aumentaram as áreas reflorestas em 39%, e ainda, ao declínio do setor sucroalcooleiro em 2010, que agricultura cedeu lugar a pastagem voltando a apresentar declínio de 25% nas áreas de vegetação em relação a 2015
Interpretação da dinâmica fluvial em um trecho canalizado do ribeirão dos poços e seus desdobramentos: uma contribuição aos estudos da paisagem em escala de detalhe na cidade de Poços de Caldas-MG
Drenagens condicionadas ao advento da urbanização tem seu equilíbrio rompido e os fluxos de energia e matéria reorganizados, culminando na instalação ou reativação de processos geomorfológicos ao longo do leito e junto às porções marginais. Este estudo é uma a interpretação da dinâmica fluvial de uma drenagem canalizada e retilinizada, em um trecho de 3,8 quilômetros de extensão, inserido no contexto urbano do município de Poços de Caldas-MG. As considerações aqui apresentadas referem-se à resposta sistêmica da drenagem diante das alterações decorrentes da urbanização e aos desdobramentos desse ajuste no que toca aos processos erosivos e deposicionais envolvidos, entendidos aqui como trabalho fluvial visando a retomada do padrão original e consequentemente, de seu perfil de equilíbrio. As reflexões que seguem embasam estudo que vem sendo desenvolvido em âmbito municipal e que atenta para a relação existente entre o crescimento da cidade e o desencadeamento de proceossos geomorfológicos