Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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Unidades naturais da bacia hidrográfica do Rio Doce – RN
O presente artigo tem por objetivos identificar e caracterizar as unidades naturais na bacia hidrográfica do Rio Doce. Para tanto, utilizamos como procedimentos metodológicos a compartimentação topográfica de Ab’saber (1969), a classificação taxonômica de Ross (1992) e as considerações sobre mapeamento do IBGE (1994). Os resultados da pesquisa indicaram três unidades naturais (Unidade Natural faixa litorânea; Unidade Natural Tabuleiro Costeiro; Unidade Natural Depressão Sertaneja) identificadas na bacia do Rio Doce, localizada no estado do Rio Grande do Norte, em partes dos territórios dos municípios de Ielmo Marinho, Taipu, Ceará –Mirim, São Gonçalo do Amarante, Extremoz e Natal
Fenômeno das voçorocas no Quadrilátero Ferrífero, MG: analise comparativa da microbacia do ribeirão Saboeiro e bacia do Rio de Peixe
De natureza geológica complexa, a região do Quadrilátero Ferrífero (QF) em Minas Gerais, comporta em algumas de suas áreas processos erosivos acelerados, conhecidos como voçorocas. Os estudos de caso desta pesquisa, a microbacia do ribeirão Saboeiro e a sub-bacia do rio de Peixe, afluentes do rio das Velhas, estão inseridas no QF e possuem notável distribuição destes processos, demandando um estudo que compreenda os mecanismos envolvidos no fenômeno destas distintas bacias. Os procedimentos metodológicos envolveram visitas a campo e o resultado foram mapas da dinâmica evolutiva das voçorocas de cada bacia. Os mapas demonstraram que as feições erosivas possuem diferentes formas de evolução, admitindo-se a hipótese de que os contextos geomorfológicos e geológicos nas quais estão submetidas podem ser os responsáveis pelo desenvolvimento do processo
Morfologia de feições geomorfológicas Periglaciais e Proglaciais da Península Fildes
A medida que uma geleira retrai expõe feições do terreno que são retrabalhadas pela ação intempérica, e por processos glacio fluviais e glacio marinhos. Dessa forma, é objetivo dessa pesquisa identificar feições decorrentes da retração da geleira Collins na península Fildes, Antártica. Foram realizados dois trabalhos de campo em 2015 e 2016, onde as feições foram fotografadas e tomado o ponto de GPS. Para as feições proglaciais foram coletadas amostras sedimentares para análise granulométrica e morfoscópica. No setor ao sul e central na península encaixam-se vales esculpidos por fluxos de gelo que se divergiam de acordo com a topografia local. No setor norte há um cordão morâinico de avanço, da Pequena Idade do Gelo, flutings e morainas supraglaciais sujeitas a ablação sazonal que indicam uma fase de retração recente da frente da geleira Collins. As feições identificadas servirão para interpretação e mapeamento geomorfológico de detalhe de toda península
Movimentos gravitacionais de massa na bacia hidrográfica do Bacanga: o caso dos bairros Vila Embratel e Salinas do Sacavém – São Luís/MA
Os movimentos gravitacionais de massa são fenômenos naturais que fazem parte da evolução geomorfológica das encostas e da paisagem. Nas áreas urbanas, estes eventos são potencializados, causando perdas materiais e humanas para a sociedade. Partindo deste pressuposto, objetivou-se neste trabalho diagnosticar as áreas com ocorrência dos fenômenos supracitados na bacia do rio Bacanga, São Luís-MA, através de trabalhos de campo. Para o alcance destes objetivos realizou-se um levantamento bibliográfico, trabalhos de campo e mapearam-se as áreas com ocorrência de movimentos de massa na área em questão. Três áreas foram diagnosticadas com os fenômenos supracitados, sendo uma no bairro Salinas do Sacavém e duas na Vila Embratel. Conclui-se que existem áreas com ocorrência de movimentos gravitacionais de massa na área urbana da bacia em questão e que são aproximadamente 210 pessoas afetadas. Acredita-se que este e outros trabalhos poderão ser utilizados para minimizar estes problemas na área urbana de São Luís
Perdas e danos por inundação no município de São José do Vale do Rio Preto – RJ em 2011
Os processos de inundação vêm se tornando frequentes no Estado do Rio de Janeiro nas últimas décadas, como apontado pelo Atlas de Desastres Naturais do Rio de Janeiro de 2012. Nesse sentido, este artigo apresenta os primeiros resultados do projeto de pesquisa, cujo objetivo principal é investigar e analisar os impactos da inundação em São José do Vale do Rio Preto no ano de 2011, aliado às ocupações de áreas de risco. Em linhas gerais, a metodologia consistiu na revisão bibliográfica, visitas técnicas às autoridades municipais e, coleta de dados primários e secundários de jornais locais e órgãos públicos para fundamentar o mapeamento temático. Ao final deste trabalho, gerou-se tabelas e quadros contendo dados de perdas e danos, como também um mapa que espacializa as localidades e órgãos públicos atingidos pela inundação no município em questão
Gestao participativa de riscos de desastres: o sistema de alerta e alarme de base comunitaria do Cardinót, Nova Friburgo, RJ
A gestão de riscos dos desastres socioambientais vem ganhando espaço nas agendas de regiões afetadas à medida que aumenta a frequência e danos humanos, ambientais e materiais dos eventos. No Brasil alguns setores vêm mobilizando esforços para criar normas institucionais para gestão do risco de desastres, contudo não têm sido incluídas as comunidades em risco. O modelo de gestão adotado na bacia hidrográfica do Córrego Dantas retrata uma gestão de riscos de desastres tecnocêntrica e militarizada. As sirenes do sistema de alerta e alarme implantadas pela Defesa Civil não mobilizam os moradores a saírem de suas casas. Especialistas atribuem esta não aderência à falta de inclusão da comunidade nas discussões e tomadas de decisão. Esta pesquisa visa contribuir para o fortalecimento da gestão participativa dos riscos de desastres na bacia do Córrego Dantas através do fortalecimento do Sistema de Alerta e Alarme de Base Comunitária existente no bairro do Cardinot
Debate conceitual sobre vulnerabilidade social e suspectibilidade aos riscos
Considerando o conceito de risco e da forma de organização e ocupação do espaço, a situação de vulnerabilidade está posta nas diversas realidades. Condições sociais e econômicas constituem-se como elementos variáveis para determinação das vulnerabilidades sociais, sendo a fragilidade natural um fator que acentua tal condição. Tais elementos variáveis são, portanto, fatores de influencia para maior ou menor condição do estar vulnerável e da susceptibilidade. Propõe-se realizar a revisão bibliográfica dos conceitos inerentes, com vistas à percepção do quanto a interação entre os elementos sociais e ambientais contribuem para determinar a vulnerabilidade socioambiental. Para tanto, apresenta-se várias abordagens e linhas de pensamentos de autores que já exploraram a temática inerente aos riscos, tendo como resultado uma revisão bibliográfica sobre os conceitos que servirão como base para a construção de estudos sobre vulnerabilidade e susceptibilidades. A pesquisa consolida-se como um material útil para ações de planejamento e gestão ambiental do território
Influência da ação antrópica sobre processos erosivos e solapamento de margens no bairro Nova Santa Marta e Vila Bela Vista, Santa Maria-RS
O objetivo do presente trabalho é compreender as condições de risco encontradas em duas áreas de estudo localizadas em Santa Maria, RS, diante a influência do uso e ocupação da terra. A metodologia adotada compreendeu dois trabalhos de campo nas cabeceiras de drenagem no bairro Nova Santa Marta e a encosta do morro Cechella, onde foram efetuadas amostragens por observações sobre as condições de uso e ocupação da terra. Os resultados apontaram para alterações na dinâmica superficial tanto das cabeceiras como da encosta, principalmente associadas a modificações na estrutura e composição terreno, através da execução de cortes superficiais, retirada da cobertura vegetal e depósito de lixo. Deste modo os resultados encontrados apontam para necessidade de implementação de medidas e ações de planejamento com a finalidade de evitar futuros desastres
Análise de sensibilidade de variáveis e parâmetros de equações de fator de segurança
Equações matemáticas para estipular áreas propícias aos movimentos de massa, especialmente escorregamentos translacionais, são ferramentas frequentes na análise de estabilidade de encostas. Existem muitas equações criadas em diversas partes do mundo para este fim que são empregadas no Brasil, tanto na forma de modelos fechados como na de equações livres aonde o usuário tem mais controle sobre as variáveis. Cada equação traz as características do pesquisador e do local de onde foi elaborada, deste modo nem todas podem ser consideradas aptas para uso em um ambiente de clima tropical (em sua maioria) como o Brasil, onde determinadas variáveis podem requerer um peso maior ou menor do que o que está imposto em determinado modelo. Desta maneira esse trabalho faz uma análise de sensibilidade dos fatores de duas equações abertas de Fator de Segurança (FS) para evidenciar essas diferenças regionais permeadas nas equações e despertar uma discussão sobre o assunto
Interações morfo-bio-climática em trechos do Parque Nacional da Serra do Cipó: aspectos preliminares
Este trabalho pesquisou o comportamento das variáveis climatológicas de trechos do Parque Nacional da Serra do Cipó, em específico na confluência das sub-bacias dos Rios Bocaina e Mascates que originam o Rio Cipó, no município de Santana do Riacho/MG. A análise apoiou-se no enfoque da Climatologia Geográfica, associado à análise sistêmica e ritmo climático (MONTEIRO, 1971). Constatou-se a importância e a atuação de alguns elementos e fatores reguladores e controladores das condições climáticas que afetam o clima em microescala que, todavia, sofrem influência do clima regional, mostrando a integração entre o sistema superfície-atmosfera, dentro da qual se configura a ação humana capaz introduzir modificações na paisagem e comprometer a biota local