Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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    O POTENCIAL PEDAGÓGICO DO ESTUDO DO MEIO NO ENSINO DE GEOGRAFIA NO MUNICÍPIO DE PINDAMONHANGABA-SP

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    Com base nas inúmeras dificuldades enfrentadas por professores de Geografia na prática do ensino desta disciplina em suas diferentes escalas, este trabalho tem como objetivo aproximar a prática docente com a pesquisa e a formação continuada, construindo ferramentas pedagógicas para o ensino de Geografia no Ensino Fundamental - Anos Finais no estado de São Paulo, especificamente na cidade de Pindamonhangaba. Procura-se aqui municiar os professores da rede estadual de ensino desta cidade com possibilidades e potencialidades da realização da metodologia do estudo do meio no território do município, contribuindo para formação e atualização de novos professores de Geografia da rede estadual atuante na cidade. Como procedimento metodológico, elaboraram-se quatro roteiros de estudo do meio na cidade, um para cada série do Ensino Fundamental - Anos Finais com base na realidade das escolas estaduais, contendo atividades de preparação, pesquisa in loco e organização dos dados coletados. A proposta fundamenta-se na teoria do estudo do meio de Lopes e Pontuschka (1997), na importância simbólica da territorialidade de Haesbaert (1997) e em outras iniciativas que valorizem a metodologia ativa do estudo do meio

    PENSAMENTO CRIATIVO E ATLAS DE IMAGENS EM UMA ESCOLA PÚBLICA DE MACAÉ - RJ

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    Buscamos a partir deste texto compreender que relações existem entre o que contribui para formar o pensamento criativo dos estudantes na escola pública e as situações ocorridas no lugar, bem como as imagens de mundo que nos chegam. Consideramos, teoricamente, o mundo e os lugares como espaços relacionais partindo das ideias presentes em Doreen Massey (2017) e Ailton Krenak (2019) que os entendem enquanto relações fruto do entrelaçamento de trajetórias que podem acontecer dando o sentido de múltiplas histórias dos povos. Neste caminhar, pretendemos discutir a diversidade do pensamento e a educação geográfica para questionar padrões e metodologias repetitivas já arraigadas nos currículos escolares, além de colocar em evidência a produção e a reflexão sobre os materiais elaborados pelos estudantes a partir das suas imaginações sobre as relações que permeiam o mundo. A ideia é apresentar uma prática pedagógica cujo objetivo é produzir imagens para integrar a composição de painéis e formar um atlas feito pelos estudantes. Atlas não no sentido tradicional de cadernos de mapas, mas atlas de imagens, tal como nos estudos de Didi-Huberman (2018) que apresenta a montagem de imagens como potência que pode nos mostrar outros mundos possíveis

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    SENTIDOS, EXPERIÊNCIAS E SIGNOS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE GEOGRAFIA

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    Este artigo aborda os passos iniciais do Subprojeto Geografia do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) na UNIFESP, Campus Zona Leste. Com o objetivo de promover uma formação docente socialmente referenciada, o projeto selecionou unidades escolares em territórios periféricos e mobilizou bolsistas e professores supervisores. O texto explora a importância da experiência na formação, fundamentado nas perspectivas de Josso (2004), Bondía (2002; 2009) e Dewey (1979), que enfatizam a necessidade de a prática ser imbuída de sentido e signo para que se torne transformadora. A metodologia proposta envolve a aprendizagem baseada em narrativas e o desenvolvimento de uma sequência didática em três etapas: levantamento de dados sobre o trajeto casa-escola utilizando o Google Maps, análise espacial desses trajetos, e a construção de um dispositivo de realidade aumentada (Augmented Reality Sandbox). Tais ações visam não apenas aprimorar a formação acadêmica dos bolsistas e a atuação dos professores, mas também correlacionar universidade e escolas, fomentando o pensamento reflexivo e a alfabetização científica

    DIÁLOGOS ENTRE PROFESSORES COMO ESPAÇO FORMATIVO: Experiências no primeiro semestre de PIBID

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    No primeiro semestre de 2025, o subprojeto de Geografia do PIBID/UNIFESP desenvolveu atividades na EMEF Saturnino Pereira, escola-campo situada na zona leste da cidade de São Paulo, em contexto marcado por tensões territoriais e ameaças institucionais. Este trabalho tem como objetivo investigar de que maneira os diálogos entre estudantes de graduação e docentes, em especial os ocorridos na sala dos professores, constituem um espaço formativo capaz de articular universidade e escola. Adotou-se abordagem qualitativa baseada em observação participante regular e registro sistemático em diário de campo, com consentimento informado. Os resultados indicam que a sala dos professores exerce função dupla: além de lugar de descarga emocional, configura-se como espaço de criação coletiva e de articulação de práticas interdisciplinares; a presença dos estudantes de graduação reforçou vínculos, suscitou iniciativas pedagógicas conjuntas e potencializou trocas entre gerações docentes. Conclui-se que esses diálogos constituem um eixo formativo e político relevante para a continuidade dos processos de formação e para a articulação entre universidade e escola

    ENTRE PERFIS DE SOLO E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NAS AULAS DE GEOGRAFIA

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    O presente artigo relata uma prática educativa sobre o ensino de solos no componente de Geografia com estudantes do 6º ano, cujo objetivo foi desenvolver uma consciência crítica acerca do tema e desconstruir o recorrente encaixotamento de conteúdos e abordagens superficiais, frequentemente descontextualizadas do território, presentes nos materiais didáticos. Como abordagem metodológica, adotou-se a Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP), estratégia de aprendizagem ativa, cujo produto final consistiu na construção de perfis de solo e sua posterior apresentação em uma feira de trabalhos em uma escola particular do município de Campinas/SP. O trabalho apresenta uma sequência didática para o ensino-aprendizagem de solos, contextualizada ao processo de concepção socioespacial do município em que se insere a instituição escolar, demonstrando a potencialidade do uso de projetos para tornar o ensino de solos menos abstrato e mais próximo da realidade do estudante

    JUVENTUDES UNIVERSITÁRIAS E PROCESSOS FORMATIVOS: uma leitura a partir das culturas juvenis dos cursos de Geografia

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    A formação de professores/as Geografia é complexa e demanda o desafio de analisar e compreender não apenas as dinâmicas curriculares e acadêmicas, mas os novos contextos de formação estudantil do século XXI, marcado pelos desdobramentos do neoliberalismo e pela da instabilidade socioeconômica que recai sobre as juventudes brasileiras. Nesse sentido, o texto baseia-se em uma pesquisa de Mestrado que busca compreender os processos de formação de professores/as de Geografia em três campus da Universidade Estadual Paulista (UNESP): Presidente Prudente, Ourinhos e Rio Claro. O objetivo é estabelecer uma reflexão acerca da associação entre juventudes universitárias e o processo inicial de formação de professores de Geografia, tendo como fundamento os estudos sobre a dimensão espacial das culturas juvenis e considerando que os processos formativos estão entrelaçados com as diferentes formas de viver a juventude. Desse modo, o texto será divido em três partes a fim de apresentar o raciocínio da pesquisa, a metodologia empregada na elaboração do trabalho e o modo como os estudos sobre juventude podem agregar aos trabalhos sobre Ensino de Geografia em diferentes níveis educacionais. Em síntese, o texto finaliza reiterando que a Universidade e as culturas juvenis permeiam os processos formativos e a constituição de novos/as profissionais da Educação

    PIBID, PROJETOS ESCOLARES E O INÍCIO DE UMA DOCÊNCIA SIGNIFICATIVA EM GEOGRAFIA

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    A formação docente se configura como uma jornada complexa e contínua, exigindo que o professor vá além do domínio do conteúdo, vivenciando a realidade escolar e conectando o aprendizado à vida dos alunos. Nesse cenário, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) surge como um pilar fundamental, promovendo uma imersão ativa de estudantes de licenciatura nas escolas, que difere da mera observação de estágios. Este trabalho tem o objetivo de descrever como o subprojeto de Geografia do PIBID, implementado em uma escola inclusiva de Uberaba entre os anos de 2022 a 2024, contribuiu com o desenvolvimento de práticas pedagógicas e, consequentemente, proporciona uma formação docente que atenda às demandas da educação. A metodologia adotada se caracteriza como um relato de experiência, de abordagem qualitativa, ou seja, fundamentada na observação participante e nas atividades desenvolvidas pelos participantes do programa. Muitas atividades foram vivenciadas durante este percurso; porém, dois projetos educacionais, "Projeto Afro" e "Projeto Cerrado", integrados ao Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola, destacam-se pela sua natureza interdisciplinar e por sua capacidade de significação e formação cidadã. O "Projeto Afro" (Lei 10.639/03) promoveu a valorização da cultura afro-brasileira, enquanto o "Projeto Cerrado" conscientizou sobre a importância do bioma local, ambos por meio de atividades como oficinas, palestras, produções artísticas e saídas de campo. Estas atividades evidenciaram que o PIBID proporcionou um ambiente propício para que os participantes pudessem desenvolver habilidades importantes para a prática docente. Além disso, desenvolveram novas metodologias e contribuíram com novas ideias, o que resultou na renovação das práticas pedagógicas dos professores da escola. Essa interação colaborativa diversificou as abordagens metodológicas e a identidade profissional dos futuros professores. A adaptabilidade das atividades para alunos especiais e a promoção da interdisciplinaridade claramente demonstram o imenso valor desses projetos na consolidação de um aprendizado significativo e na qualificação de professores conscientes, engajados e preparados para os desafios de uma educação de qualidade e inclusiva. Conclui-se que o PIBID é essencial na construção de uma formação docente sólida e significativa

    ENTRE SABERES E PRÁTICAS: A GEOGRAFIA ESCOLAR NOS TCC DA LICENCIATURA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA

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    Essa pesquisa analisa os Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) produzidos entre os anos de 2014 e 2022 por estudantes da Licenciatura em Geografia da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), com foco na Geografia Escolar. A pesquisa parte da inquietação sobre como o ensino de Geografia vem sendo abordado no âmbito acadêmico e suas conexões com a educação básica. O estudo investiga a diversidade de temas abordados nos TCC e suas contribuições para a construção de uma prática docente crítica, emancipadora e alinhada à realidade do Oeste da Bahia, região marcada pela expansão do agronegócio, conflitos socioambientais e pluralidade cultural. O objetivo principal foi identificar as produções no campo do ensino de Geografia e suas implicações pedagógicas e sociais. Para tanto, foi realizada uma análise qualitativa e bibliográfica dos trabalhos, buscando compreender como os estudantes-articuladores da formação inicial dialogam com as demandas sociais, culturais e ambientais do território. As temáticas abordadas nos TCC incluem ensino de cartografia, agroecologia, geotecnologias, educação do/no campo, currículo escolar, inclusão, interiorização do ensino superior e impactos socioambientais. Destaca-se a importância da Geografia Escolar como ferramenta de leitura crítica do mundo, capaz de valorizar os saberes populares, a diversidade dos sujeitos e a formação cidadã. Os resultados indicam que os TCC refletem esforços em construir práticas pedagógicas contextualizadas, muitas vezes pautadas em metodologias participativas, dialogando com os referenciais teóricos de Freire (1997), Cavalcanti (2014), Ab’Sáber (2003), Straforini (2017), entre outros. A pesquisa também evidencia a centralidade de programas como o Programa institucional de Iniciação de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), Programa Residência Pedagógica (PRP) e os estágios supervisionados na formação docente, ressaltando que o professor é agente político e social. Em um contexto neoliberal de precarização da educação, a valorização da pesquisa em ensino de Geografia representa resistência e afirmação do compromisso social da universidade pública. Por fim, conclui-se que os TCC da UFOB contribuem significativamente para o fortalecimento da educação geográfica crítica, a valorização do espaço escolar como campo de pesquisa e a construção de um ensino comprometido com a transformação social

    EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA E TERRITÓRIO USADO: estratégias para desenvolver o raciocínio geográfico

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    Este trabalho apresenta resultados de uma pesquisa de pós-doutorado desenvolvida na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), com apoio do CNPq, que investigou a potência da categoria “território usado”, formulada por Milton Santos, como articuladora entre teoria crítica e prática pedagógica no ensino de Geografia. Inserido em uma abordagem epistemológica e didática, o estudo busca compreender de que maneira essa categoria pode contribuir para o desenvolvimento do raciocínio geográfico no ensino médio, conforme orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A investigação foi estruturada em três etapas: análise teórica da categoria “território usado” e sua presença na BNCC; elaboração de uma sequência didática centrada na situação geográfica do Estreito de Ormuz, que integra múltiplas escalas e relações de poder; e aplicação da sequência em turmas de licenciatura em Geografia da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e da Universidade de São Paulo (USP), no âmbito de atividades de estágio supervisionado. Com uso de metodologias ativas — como sala de aula invertida e rotação de estações — a proposta foi desenhada para desenvolver habilidades previstas na BNCC, como a EM13CHS302. Os resultados indicam que o território usado, ao se articular com situações geográficas reais, favorece a construção de argumentos e a leitura crítica do espaço vivido, ampliando a compreensão sobre as dinâmicas espaciais e desigualdades territoriais. A pesquisa reforça a importância da educação geográfica como campo de saber comprometido com a formação cidadã, com o desenvolvimento do raciocínio geográfico e com a valorização do estatuto epistemológico da Geografia

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