Portal de Revistas do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade)
Not a member yet
1136 research outputs found
Sort by
DIAGNÓSTICO ESPELEOLÓGICO DO RIO GRANDE DO NORTE
A Base Regional do CECAV no Rio Grande do Norte vem realizando o levantamento das cavidades naturais subterrâneas existentes no Estado visando diagnosticar sua situação bem como, orientar o uso e a ocupação do solo nas áreas onde ocorrem. Após sete anos de trabalhos e pesquisas realizadas pelo CECAV, o Diagnóstico Espeleológico do Estado apresenta o comportamento espeleogenético das cavernas potiguares; sua distribuição, localização e suas características mais gerais. Enfatiza a potencialidade espeleológica do Estado e apresenta uma síntese dos principais conflitos e ameaças ao patrimônio espeleológico norteriograndense
Caracterização das capturas comerciais do bonito-listrado, Katsuwonus pelamis, desembarcado em 2007 no Rio de Janeiro, Brasil.
Foram amostrados 2.702 bonitos-listrados (Katsuwonus pelamis) desembarcados no porto de Niterói-RJ, entre janeiro e dezembro de 2007, com comprimentos furcais (Lf) entre 40,1 e 85,6 cm e pesos (Wt) entre 1,0 kg (1° e 2° trimestres) e 11,3 kg (2° trimestre). As maiores médias de comprimento e peso foram registradas no 4° trimestre (61,4 cm e 4,9 kg, respectivamente) e as menores no 1° trimestre (57,2 cm e 3,1 kg). A relação entre o comprimento furcal e peso total, para sexos agrupados, foi: Wt= 3,817 x 10-6Lf3,3773 (n=2026; r2= 0,8716). As médias dos fatores de condição (K) variaram de 0,0062, no 3° trimestre, a 0,0221 no 2° trimestre. As maiores capturas foram observadas nos meados do verão até o início do outono, principalmente compostas por peixes com mais de três anos de idade. Os desembarques de atuns e afins, em 2007, no estado do Rio de Janeiro pela frota atuneira de vara e isca-viva, situaram-se ao redor de 4.484 t, sendo 3.982 t de bonito-listrado e 502 t das demais espécies, entre elas albacora-laje (Thunnus albacares), albacorinha (T. atlanticus), albacora-bandolim (T. obesus), albacora-branca (T. alalunga), bonito-cachorro (Auxis thazard), bonito-pintado (Euthynnus alletteratus), dourado (Coryphaena hippurus) e xerelete (Caranx sp). Entre 2005 e 2007, o número de barcos permaneceu estável, com 14 embarcações atuantes. Em 2007, estes barcos apresentaram médias de 24,6 metros de comprimento e 112,8 de arqueação bruta.
Â
Malformation in the crab Ucides cordatus (Linnaeus, 1763) (Crustacea, Brachyura, Ocypodidae), in São Vicente (SP), Brazil.
In the seventies, the region known as Baixada Santista was a large repository of environmental contamination mainly resulting from industrial waste. In effect, the contaminated residues came from different toxic substances including chemical, biochemical and others. Industrial waste was dumped or even stored in inadequate fragile ecological sites without any previous treatment and it resulted in significant amounts of air, soil and water pollution. A male specimen of U. cordatus presenting a malformation of the pollex (immovable finger) of its major claw (left) was captured in São Vicente city, raising concern to the local press and community. The immovable finger of the propodus segment in the claw of this specimen was modified into a structure in the form of a talon. This structure resembling an avian claw was comprised of five fixed ends united at the base. This might be a result from an injury of the original corpus structure while in a confrontation with another specimen. The newly found sample showed a high incidence of micronucleated cells in the haemolymph, approximately three times higher than normally reported. Perhaps this suggests the effect of an environmental influence in the morphology of the organism, most likely linked to the several sources of pollution in the region (public dump of Alemoa/Sambaiatuba, and the industrial conglomerate of Cubatão). We propose that similar measurements could be used in the estuarine area to assess and evaluate ecological risks and adverse biological effects
ELABORAÇÃO DE MAPAS DE VULNERABILIDADE NATURAL À EROSÃO COMO SUBSÍDIO AO ZONEAMENTO AMBIENTAL EM BACIAS HIDROGRÁFICAS COM O USO DE GEOPROCESSAMENTO
As metodologias de Zoneamento Ecológico-Econômico - ZEE do IBGE (1994) e do INPE (1996), são derivadas do estudo da dinâmica da paisagem, que qualifica e quantifica as unidades de paisagem, em termos da vulnerabilidade natural à erosão. A integração de parâmetros físicos como a geologia, o relevo, o clima, os solos e a vegetação, e atribuindo-lhes graus de vulnerabilidade, a aplicação das metodologias expressa os valores de estabilidade dos terrenos com relação à atuação de processos de morfogênese/pedogênese de TRICART (1977). Com a utilização dessas duas metodologias em um ambiente computacional e ferramentas de Geoprocessamento foi possível realizar a entrada, a manipulação e a análise das informações temáticas da bacia hidrográfica do Rio Maranhão no Distrito Federal. Os resultados obtidos foram bastante significativos e refletem o estado da paisagem da área da bacia, alem do comportamento dinâmico do ecossistema; de modo que foi possível observar que a maior parte da bacia, 71,61%, foram consideradas áreas altamente instáveis ambientalmente e muito vulneráveis aos processos erosivos naturais, seguidas por áreas moderadamente estáveis/vulneráveis, com 20,22% e 8,17%, correspondendo à s áreas aptas a qualquer tipo de uso, ou seja, áreas totalmente estáveis ambientalmente. A área total mapeada corresponde a  76.813,791 hectares
A evolução da ocupação do espaço marinho do litoral catarinense pela malacocultura (1995-2005)
A análise da evolução do processo de expansão dos cultivos de moluscos bivalves marinhos (malacocultura) apontou problemas de natureza diversa, dentre os quais se destacam o espacial e o ambiental, caracterizando a falta de efetivo planejamento para permitir que a atividade se desenvolva de forma adequada. Este trabalho procurou demonstrar como isto ocorreu no litoral catarinense no período entre 1995 e 2005, bem como algumas abordagens sobre as equivocadas estratégias adotadas para a ocupação do espaço marinho-costeiro catarinense e possíveis consequências destas práticas. Este estudo torna-se relevante, por avaliar aspectos relacionados à conservação da Zona Costeira, inserida na Constituição Federal Brasileira como Patrimônio Nacional, bem como pela dimensão que apresenta a malacocultura em Santa Catarina, principalmente se for considerado seu processo de expansão. Dados referentes a um Projeto de Planejamento para a atividade de 1995, de um posterior Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre os maricultores e o IBAMA, de 2003, e vistorias de campo nas áreas aquícolas do Estado, em 2005, foram comparados, fornecendo as informações geradas por este estudo. Em 2005, cerca de 506 ha do espaço marinho catarinense encontravam-se efetivamente utilizados pela atividade. Â