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Prefácio
É uma honra e uma alegria participar desta homenagem à Maria José Rosado – a querida Zeca, grande feminista, socióloga e colega da PUC, onde leciona Sociologia da Religião. Reúne belos textos de estudioso e estudiosas militantes que, através de reflexões críticas sobre Deusas, Deuses, Santas e Santos, fé, teologias, religiões e a Bíblia, tanto contribuem para a superação do patriarcado que por séculos e séculos oprime as mulheres
Vozes da Basileia: o Reino de Deus como kerigma feminino no Evangelho Lucano
Este artigo tem como objeto embrionário de investigação o anúncio do Reino de Deus por parte das discípulas de Jesus em Lucas 8,1-3. Dentro de nossa propositiva, pretendemos demostrar que apesar, da práxis de ocultação e silenciamento da voz das seguidoras de Jesus, o kerigma feminino da basileia explícito na narrativa lucana reflete uma ruptura paradigmática significativa, tanto em relação ao sistema patriarcal da época, quanto no tocante as políticas de interpretação de textos bíblicos de matiz androcêntrica estruturadas ao longo dos tempos
A subversão de papéis de gênero em Efésios: uma análise co-textual e contextual de Efésios 5:18-33
O capítulo cinco de Efésios apresenta uma das mais difíceis passagens no corpo Paulino. Sua dificuldade não é uma questão linguística, mas contextual. Enquanto o contexto atual e a falta de contextualização da passagem resultam em uma interpretação machista e sexista, este artigo demonstra que o autor, provavelmente Paulo, está subvertendo as expectativas de seu contexto no que se refere aos códigos domésticos. Através de estudos e uma análise contextual e co-textual, argumento que a passagem demonstra uma subversão de papéis de gêneros que era radical não somente no contexto inicial, como radicalmente relevante ao contexto atual
Compêndio de Ciência da Religião
PASSOS, João Décio, e USARSKI, Frank (Orgs.): Compêndio de Ciência daReligião, São Paulo: Paulinas/Paulus, 2013, ISBN 978-85-356-3576-8, 702p
Relatório do I Seminário Religião, Epistemologias do Sul e Feminismo Descolonial, realizado na Universidade Metodista de São Paulo-Umesp, no dia 21 de junho de 2018
Organizadoras: Doutoranda Priscila Kikuchi Campanaro e MestrandaLetícia Ap. Ferreira Lopes Rocha (UMESP).Apresentações: Profa. Dra. Cristina Borges (UNIMONTES), Profa. Dra.Anete Roese (UnB)Debatedores: Profa. Dra. Sandra Duarte de Souza e Prof. Dr. Lauri EmilioWirth (UMESP)
Satã Herético: o nascimento da Demonologia na Europa Medieval (1280-1330)
RESENHA: BOUREAU, Alain. Satã Herético: O nascimento da demonologiana Europa medieval (1260-1350). Tradução: Igor Salomão Teixeira; revisãotécnica: Neri de Barros Almeida.Campinas: Editora Unicamp, 2016
A violência de gênero nas religiões afro-brasileiras
MENEZES, Nilza. A violência de gênero nas religiões afro-brasileiras.João Pessoa: Editora Universitária da UFPB, 2012. 208 p
Editorial
Depois de muito trabalho, Mandrágora 18 coloca em nossas mãosnovas e intrigantes discussões ao redor de dois eixos transversais darevista: “Religião e sexualidade”. Esta edição reúne artigos inéditosque, temos certeza, contribuirão no propósito de ampliar o debate nocampo dos estudos sobre feminismos, gênero e religião. A amplitude dotema possibilitou diferentes enfoques e perspectivas teóricas, principalmentena área das ciências humanas. Foram abordadas questões como:a corporeidade e os discursos religiosos, a(s) sexualidade(s) dentro deinstituições religiosas, homossexualidade e religião, bíblia e sexualidade,teologia e formas de viver a sexualidade no cotidiano, entre outras
Aids e religião na Pós-Modernidade
Trinta anos atrás, quando o HIV/AIDS golpeou com vingança,alguns grupos religiosos diferenciaram-se ao oferecerem uma facepastoral e profética do divino, reconfortando e apoiando as pessoasque tinham sido infectadas e lutando por justiça da parte da comunidademédica. Já outros grupos religiosos, que não nomearemos aqui,arguiram que a AIDS era a ira de Deus sobre os homossexuais, queera um castigo divino, e coisas piores. Hoje, apesar de tal retóricaainda existir em algumas poucas tradições religiosas, as respostasnormativas ao HIV/AIDS são construtivas e criativas, como deveriaser a religião em um mundo cada vez mais pós-moderno. Afinal, sea religião quiser assumir algum papel, esse deveria ser o de trazerafirmação e encorajar as crenças para a criação de uma sociedadeinclusiva e global. Caso contrário, será descartada como algo cadavez mais irrelevante, ou, pior ainda, como um obstáculo à justiçaglobal. Em muitas das sociedades opulentas, especialmente nosEstados Unidos, a doença tem caído no esquecimento quase total.Mas existem entre os líderes algumas pessoas religiosas prestandoatenção aos sobreviventes e pressionando a indústria médica pormedicamentos, estratégias preventivas e cura. Estes líderes provêmde uma variedade de grupos religiosos e podem ser encontradosfrequentemente trabalhando lado a lado com pessoas que não professamnenhuma crença religiosa. Minha breve reflexão sobre a AIDSe a religião pós-moderna revela o contínuo benefício da religião comoum empreendimento voltado para o melhoramento das condiçõeshumanas e pessoas religiosas que, motivadas por sua fé, agem pelobem comum
Como pensar mais sobre o sexo
DE BOTTON, Alain. Como pensar mais sobre o sexo. Tradução de CristinaPaixão Lopes. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012