Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS): Periódicos UEMS
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As representações sociais sobre a velhice
Pesquisar as representações sociais sobre a velhice implica fazer uma leitura não só dos aportes teóricos normativos e científicos, mas também do conhecimento cotidiano (senso comum), procurando examinar como essas representações emergem, as relações que estabelecem entre si e em que medida uma determina a outra. Assim sendo, o presente trabalho tem por finalidade socializar parte da análise do projeto de iniciação científica intitulado “As representações dos idosos sobre a velhice”, realizado com apoio da FUNDECT – Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul – Brasil, tendo como aporte teórico as teorias da análise do discurso e os estudos culturais. Portanto, até o presente momento, consideramos que as representações que nossa sociedade tem sobre o idoso é de silenciamento da realidade do idoso no meio social.Palavras-chave: velhice. representações sociais. Ideologia. discurso
Um estudo crítico do livro chapeuzinho amarelo de Chico Buarque
Acompanhando o processo de delineamento do conceito de infância (século XVIII), surge um gênero literário voltado à especificidade das crianças: a literatura infantil. No Brasil, tornou-se consensual afirmar que a produção de uma literatura adequada aos pequenos inicia-se em 1921, com a publicação de A menina do narizinho arrebitado, de Monteiro Lobato. É comum afirmar, também, que a diversificação da produção literária voltada para as crianças e o aparecimento de novos autores tomou grandes proporções a partir de 1970 – contexto em que surge, em 1979, o livro Chapeuzinho Amarelo, de Chico Buarque, mote do estudo em questão. Contudo, apesar de sua relevância para a formação humana, a literatura infantil ainda é, equivocadamente, tida por muitos como um gênero menor, quer pelo público a que se destina quer pela insistência de uma pedagogia utilitarista. Nesse sentido, sem a pretensão de esgotar o tema, o presente trabalho tem o intuito de analisar o livro Chapeuzinho amarelo, a partir do exame de seus aspectos textuais, gráficos e intertextuais, com o fito de superar ideias que, por vezes, inferiorizam o gênero ao qual o livro está inserido. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica que seguiu, preponderantemente, a dedução como método de raciocínio para obter os resultados objetivados. Em suma, por meio de um olhar mais reflexivo, pode-se afirmar que o livro sob análise – publicado pela Berlendis e Vertecchia Editores Ltda – constitui-se, muito mais que uma paráfrase do livro Chapeuzinho vermelho, de Charles Perrault, em excelente instrumento para a compreensão da leitura enquanto prática social. Palavras-chave: Literatura infantil. Gênero literário. Chapeuzinho Amarelo
A concepção de deficiência intelectual ao longo da história
O presente trabalho objetivou abordar as diferentes concepções a respeito da deficiência intelectual. Essa condição humana tem passado por vários conceitos, originando diversas terminologias, tais como: débeis, mongoloides, imbecis, retardados, deficientes mentais, portadores de necessidades especiais, portadores de deficiência e deficiência intelectual. Utilizou-se, como método de abordagem, o dedutivo. Como procedimento, usou-se a pesquisa bibliográfica. Concluiu-se que em cada época a concepção vigente adequava-se ao conceito de homem e aos avanços da ciência daquele período. Na atualidade, especialistas, tanto da área da saúde como da área da educação, têm trabalhado para estabelecer conceitos que possibilitem a inclusão social e se distanciem o máximo possível da discriminação e do preconceito. Palavras-chave: Pedagogia. Psicologia. História. Deficiência mental. Deficiência intelectual
Educação matemática inclusiva
Este artigo tem como objetivo discutir como os professores de Matemática podem corroborar com a Educação Inclusiva em suas aulas. Para isso, utiliza-se de dados obtidos em uma pesquisa de Mestrado da UNESP – Rio Claro/SP que aborda as práticas inclusivas observadas e analisadas em uma escola do projeto CIEJA – Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos – desenvolvido pela Secretaria de Educação da Cidade de São Paulo, que tem a Inclusão em seu projeto pedagógico como objetivo principal. Nesta pesquisa foram observados, por meio de um estudo etnográfico, professores que trabalham com a disciplina Matemática, e suas práticas foram analisadas dentro da perspectiva do Programa Etnomatemática. Com o entrelaçamento dessas observações, pode-se propor conceitos e práticas que, baseadas nas relações de respeito, solidariedade e cooperação, e, entendidas a partir da Ética Universal, suleiam os professores de Matemática ou não no que diz respeito à Educação Inclusiva. A intenção não é propor uma “receita” que inclua os alunos com necessidades educacionais especiais, mas sim alguns encaminhamentos para a prática inclusiva nas instituições de ensino. Palavras-chave: ensino de matemática. prática inclusiva. professor
Algumas reflexões sobre o fenômeno da violência escolar
A educação é uma prática livre, histórica, socialmente construída e reconstruída mediante as transformações sociais de cada época. Constitui uma prática emancipadora, capaz de superar o processo de alienação presente no cotidiano. Proporciona a formação da consciência social, a possibilidade de reestruturação do sistema sócio-político e a melhoria das condições de vida do indivíduo. Neste sentido, o educar é questionável ao apresentar no interior da escola situações conflituosas, como é o caso da violência. Torna-se fundamental os estudos que buscam compreender a dinâmica da violência no âmbito escolar e a pesquisa bibliográfica apresenta algumas reflexões da ocorrência deste fenômeno na escola e conclui preliminarmente que, embora não aconteçam no ambiente escolar as mais graves cenas de violência, seus reflexos são ameaçadores para o processo ensino/aprendizagem, pois coloca em risco o desempenho das atividades desenvolvidas na escola, prejudicando a relação professor/aluno e instituição, interferindo no processo de formação do indivíduo. Palavras-chave: Educação. Violência. Violência Escolar. Socialização