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As Controvérsias ESG Influenciam o Valor das Empresas? Uma Análise com Dados Longitudinais em Diferentes Países
This study aims to analyze the influence of ESG controversies on the value of companies. Annual data from 6,325 companies from 61 countries between 2002 and 2020 were analyzed. In the econometric model developed, the indices prepared by Refinitiv®, made available through the Eikon platform, were used as ESG controversies, in addition to the three variables as proxies of company value: Tobin’s Q, Market-to-Book, and Market Capitalization. The results indicate a negative relationship between ESG controversies, and the value of companies measured by Tobin’s Q and Market Capitalization proxies. Considering that the value of a firm represents the estimation of returns, our findings corroborate the view that controversies produce negative effects on the evaluation of future results. It contributes to the literature by demonstrating that ESG controversies affect companies based on global analysis and a deepening understanding of the impacts of corporate irregularities.Esta pesquisa tem por objetivo analisar a influência das controvérsias ESG no valor das empresas. Foram analisados os dados anuais de 6.325 empresas de 61 países no período de 2002 a 2020. No modelo econométrico desenvolvido utilizaram-se como controvérsias de ESG os índices elaborados pela Refinitiv® e disponibilizados por meio da plataforma Eikon, além das três variáveis como proxy de valor da empresa: Q de Tobin, Market-to-Book e Capitalização de Mercado. Os resultados indicam uma relação negativa entre as controvérsias ESG e o valor das empresas mensurado pelas proxies Q de Tobin e Capitalização de Mercado. Considerando que o valor de uma firma representa a estimação de retornos, os achados corroboram a visão de que as controvérsias produzem efeitos negativos nas avaliações dos resultados futuros. Contribui-se com a literatura ao demonstrar que as controvérsias ESG produzem efeitos para a empresas a partir de uma análise a nível global, além aprofundar entendimentos sobre os impactos das irregularidades corporativas
Editorial
Dear readers,
After an intense 2022, we hope that 2023 will be full of wisdom, serenity, coherence, less intolerance and much more happiness, lightness, and benevolence. In this regard, to start the year we present to you the volume 20, no. 1 of 2023, of the Brazilian Business Review. We wish you all an excellent 2023, that we have pleasant readings.
Opening the issue, we present a paper that investigates the disposition effect regarding Brazilian investors, with focus on the year 2020 and database composed by more than 12,000 trades by 274 investors. In this context, Barreto, Barbedo and Camilo-da-Silva identified that investors behave in line with the disposition effect, selling winning stocks too early and holding losing stocks too long, signaling that a stock that is gaining value is more likely to be sold compared to a stock that is losing value.
Our second paper analyzes the risk-adjusted performance of 3,840 funds related to Environmental, Social and Governance (ESG-related funds), considering periods of financial constraints and the COVID-19 Pandemic. For this purpose, Guimarães and Malaquias used daily data and estimated performance based on the four-factors model. Their findings indicate that, on average, based on the four-factors model. The main results indicate that, on average, ESG-related funds presented higher risk-adjusted returns during periods of financial constraints, including COVID-19 period, suggesting that ESG-related funds achieve a better performance when compared to “conventional” funds in times of crisis.
Next, we present you the paper of Ribeiro and Clemente, whose objective was to analyze the influence of stability and intensity of the board interlocking on the accounting choices of 57 companies in the electricity sector listed in B3. Their findings reveal considerable changes in the connection structures of companies, starting with the formation of a major network in the years 2010 and 2011 and ending with five well-defined groups in 2016. Results also suggest that stability and intensity of connections favor the dissemination of accounting choices, especially for choices related to measurement and classification.
Our fourth paper uses the agency theory perspective to analyze governance, composed of a set of dimensions and measured by governance factors that influence donations to Brazilian environmental Nonprofit Organizations (NPOs). To achieve this goal, Lacruz, Rosa and Oliveira identified governance dimensions through Multiple Correspondence Analysis for 108 random observations and, subsequently, they verified through PLS-SEM whether governance affected the donations. Their findings suggest that governance helps NPOs to have easier access to the donations market and that public certifications provided to NPOs do not contribute to increasing donations, showing that governance helps NGOs to have easier access to the donation market and that the public certifications provided to the NGO do not contribute to the increase in donations.
The next paper investigated the essential elements for building a public governance model in Brazil, with the objective of proposing an analytical framework with contributions from different theoretical lenses. To do so, Raschendofer, Figueira, and Furtado analyzed the concepts and debates emerging from the literature conducted empirical research in the Brazilian Navy. Their findings suggest that external control bodies have been playing the role of giving rise to an increase in governance levels within the scope of public administration, restricting its application to the perspective of control, and involving, to a lesser extent, the concepts of governance as instruments for achieving political-administrative effectiveness. This result corroborates the need to develop more comprehensive proposals related to public value creation.
Closing the issue, Siqueira, Correia and Amaral compare the performance of Tick Rule (TR) and Bulk Volume Classification (BVC) models in classifying assets traded on the Brazilian stock exchange (B3) and indicate which one performs better as an investment decision tool. In this regard, they observed that TR presents better performance in relation to BVC for all three groups of actions, revealing that the base upon which the TR is built holds up in the Brazilian market, whereas BVC mechanics does not reflect the observed reality.
I hope you enjoy our selection of papers. Good reading to all!
Talles Vianna Brugni – Editor-in-Chief – https://orcid.org/0000-0002-9025-9440Caros leitores,
Após um 2022 intenso, esperamos que 2023 seja repleto de sabedoria, serenidade, coerência, menos intolerância e muito mais felicidade, leveza e benevolência para com o próximo. É nesse ritmo que, para iniciar o ano, apresentamos a vocês o volume 20, nº 1 de 2023, da Brazilian Business Review. Desejamos a todos um excelente 2023 e que tenhamos prazerosas leituras.
Abrindo a edição, apresentamos um paper que investiga a presença do efeito disposição em investidores brasileiros no ano de 2020, utilizando base de dados de 274 investidores distintos que, em conjunto, realizaram mais de 12 mil transações. Nesse contexto, Barreto, Barbedo e Camilo-da-Silva identificaram que os investidores brasileiros estão propícios à influência dessa anomalia comportamental nas suas decisões, vendendo seus investimentos com ganhos mais rapidamente e mantendo seus investimentos perdedores por mais tempo, sinalizando que uma posição com lucro possui mais chance de ser vendida do que uma posição com prejuízo.
Nosso segundo artigo analisa a performance ajustada ao risco de 3.840 fundos vinculados à perspectiva ambiental, social e de governança (Fundos ESG), considerando períodos de restrições financeiras, bem como o período afetado pela Pandemia COVID-19. Para isso, Guimarães e Malaquias utilizaram dados diários e estimaram a performance com base no modelo de quatro fatores. Seus resultados indicam que, na média, os fundos ESG apresentaram maior retorno ajustado ao risco durante períodos de restrições financeiras, incluindo o período da COVID-19, sugerindo que os fundos ESG alcançam performance melhor quando comparado com fundos “convencionais” em períodos de crise.
Em seguida, nós apresentamos o paper do Ribeiro e do Clemente, cujo objetivo foi analisar a influência da estabilidade e da intensidade do board interlocking nas escolhas contábeis de 57 companhias do setor de energia elétrica listadas na B3. Seus achados revelam consideráveis mudanças nas estruturas das conexões das companhias, partindo da formação de uma grande rede nos anos de 2010 e 2011, para a constituição de cinco grupos bem definidos em 2016. Os resultados também sugerem que a estabilidade e intensidade das conexões favorecem a disseminação das escolhas contábeis, principalmente quando relacionadas à mensuração e classificação.
Nosso quarto artigo utiliza a perspectiva da teoria da agência para analisar a governança, composta por um conjunto de dimensões e mensurada por fatores de governança que influenciam as doações a organizações sem fins lucrativos brasileiras. Para isso, Lacruz, Rosa e Oliveira identificaram as dimensões de governança por meio da Análise de Correspondência Múltipla para 108 observações aleatórias e, posteriormente, verificaram por meio de PLS-SEM, se a governança afetou as doações. Os achados sugerem que a governança afeta positivamente as doações e que as certificações públicas fornecidas às ONGs no Brasil não moderaram a relação entre governança e doações, mostrando que a governança ajuda a ONG a ter acesso mais fácil ao mercado de doações e que as certificações públicas fornecidas à ONG não contribuem para o aumento das doações.
Nosso próximo artigo investigou os elementos que impactam a construção de um modelo de governança pública no Brasil, com o objetivo de propor uma estrutura analítica (framework) com contribuições de diferentes lentes teóricas. Para isso, Raschendofer, Figueira e Furtado analisaram os conceitos e debates emergentes da literatura e realizaram uma pesquisa empírica na Marinha do Brasil. Seus resultados sugerem que os órgãos de controle externo vêm exercendo o papel de ensejar um aumento dos níveis de governança no âmbito da administração pública, restringindo sua aplicação à perspectiva do controle, evoluindo em menor grau os conceitos da governança como instrumento para realização da efetividade político-administrativa. Esse resultado corrobora a necessidade de se pensar em propostas mais abrangentes relativas à criação de valor público.
Fechando a edição, Siqueira, Correia e Amaral comparam o desempenho dos algoritmos Tick Rule (TR) e Bulk Volume Classification (BVC) na classificação de transações de ações negociadas na B3 e, assim, indicam o melhor método como ferramenta de auxílio às decisões de investimento. Nesse sentido, os autores observaram que o TR apresenta melhor performance em relação ao BVC para todos os três grupos de ações, revelando que a base na qual o TR está calcado se sustenta no mercado brasileiro, enquanto a mecânica do BVC não reflete a realidade.
Espero que você desfrute nossa seleção de artigos. Boa leitura a todos!
Talles Vianna Brugni – Editor-in-Chief – https://orcid.org/0000-0002-9025-944
Relacionamentos entre Sistemas de Controle e Alinhamento Estratégico: um Estudo na Itaipu Binacional
Several papers have connected management controls to strategic commitment, innovation, and corporate governance, among other organizational outcomes. There are few studies that relate the levers of control framework proposed by Simons (1995) to strategic alignment. This paper aims to evaluate the relationships between Simons' strategic levers of control with the vertical strategic alignment at Itaipu Binacional. Data collected through a survey of 341 respondents and analysed through structural equation modelling by the Partial Least Squares (PLS) method revealed that the levers of control are associated, exerting a positive influence, with the strategic alignment, with diagnostic, beliefs, and interactive systems showing significant statistical associations.Diversos estudos têm vinculado controles de gestão ao comprometimento estratégico, inovação, governança corporativa, dentre outros outcomes organizacionais. No entanto são escassos os estudos que relacionam o modelo das alavancas de controle estratégico (MAC) proposto por Simons (1995) ao alinhamento estratégico. O presente estudo objetiva avaliar os relacionamentos entre as alavancas de controle estratégico de Simons (1994) com o alinhamento estratégico vertical na Itaipu Binacional. Dados coletados por meio de um survey junto a 341 respondentes e analisados por meio da modelagem de equações estruturais pelo método PLS (Partial Least Squares) revelaram que as alavancas (MAC) se associam, exercendo influência positiva, com o alinhamento estratégico vertical, com destaque para os sistemas diagnóstico, de crenças e interativo, que produziram associações estatísticas significativas
Relação Entre Estilos de Liderança e Conflitos em Empresas Familiares
The themes of managerial style and interpersonal conflicts in a business context have been discussed, but their relationship, especially in family organizations, has seen little or no attention. A quantitative, descriptive, inferential, and cross-sectional study was undertaken to address this gap. Data were gathered from 410 employees of small and medium sized Brazilian family businesses operating in the state of Rio Grande do Sul. Participants answered a questionnaire consisting of two scales: (i) the Management Style Assessment Scale and (ii) the Supervisor-Subordinate Conflict Scale. In the family businesses in question, three managerial styles (situational, task, and relationship) were identified along with their contribution to conflicts. The ‘relationship’ style stood out as mitigating such events. These findings may provide insights regarding the theory of management styles and conflicts in family businesses and could offer practical management strategies for such contexts.Os temas que referem estilo gerencial e conflitos interpessoais no contexto empresarial têm sido discutidos, mas sua relação, principalmente em organizações familiares, tem recebido pouca ou nenhuma atenção. Assim sendo, um estudo quantitativo, descritivo, inferencial e transversal do tipo survey foi realizado para suprir essa lacuna. Foram coletados dados de 410 empregados de pequenas e médias empresas familiares brasileiras que atuam no estado do Rio Grande do Sul. Os participantes responderam a um questionário composto por questões sociodemográficas e duas escalas: (i) a Escala de Avaliação do Estilo de Gestão e (ii) a Escala de Conflito Supervisor-Subordinado. Como resultados principais. identificaram-se, nas empresas familiares em questão, três estilos gerenciais (situacional, tarefa e relacionamento) e suas contribuições para os conflitos. O estilo ‘relacionamento’ destacou-se por diminuir tais eventos. Esses achados podem fornecer insights sobre a teoria dos estilos de gestão e conflitos em empresas familiares e podem oferecer estratégias práticas de gestão para tais contextos
Editorial
Dear readers,
In this November/2023 issue we are pleased to announce to you a variety of interesting topics, such as ESG and profitability, intergovernmental transfers, corporate crimes, customer behavior towards food delivery apps, workplace satisfaction, intellectual capital and management control systems (MCS). Focusing on providing quality of academic reading in the business area, our goal is to deliver the diversity that the field deserves without losing sight on the relevance and timeliness of the discussions.
Our issue begins with a paper on the effect of economic freedom over the relationship between Environmental, Social, Governance (ESG) practices and profitability among finance companies located in the Americas from 2017 to 2020. Using the Refinitiv Eikon® database and data modeling in a hierarchical panel, Ferreira and Malanski demonstrate that ESG practices have a positive and significant impact on profitability, with the social variable particularly standing out. Economic freedom was found to enhance the relationship between an ESG index and profitability, specifically amplifying the relationship between corporate governance and profitability. The findings also imply that a country's institutional quality has an important influence on ESG practices and profitability. Link: https://bit.ly/3OsegA0
Next, Louzano, Abrantes and Brunozi investigate the complexities of Brazilian Fiscal Federalism, particularly focusing on the impact of intergovernmental transfers from the State Participation Fund (FPE) on the economic development of Brazilian states. Utilizing spatial panel data models to analyze data from 1997 to 2016 across all 27 Brazilian federative units, the authors reveal that when spatial dependence is accounted for, these FPE transfers negatively impact the GDP per capita of the states. This pivotal finding suggests that the criteria for fund allocation should be rethought, extending beyond the goal of equalizing imbalances between states. Link: https://bit.ly/3r3Wr2k
Paganini and Medeiros investigate the role of 'arenas' as interorganizational spaces that either foster or mitigate corporate crimes. Drawing from the historical context of slavery eradication in Brazil, the paper presents a unique perspective on how dynamic arenas and counter-arenas serve as settings where corporate crimes are either encouraged or prevented, with the state acting as a facilitator in these activities. The researchers employed methods like shadowing, in-depth interviews, and field observations to construct a rich data pool. Utilizing the Grounded Theory approach, the paper explores open, axial, and selective coding to analyze this complex phenomenon. The findings call into question the state's dual role in both permitting and preventing corporate crimes, underscoring the need to scrutinize the key elements that shape these arenas. Link: https://bit.ly/3RmE7ft
Our fourth paper explores the customer behavior towards food delivery apps in the Indian cities of Chandigarh and Bhubaneswar. To this end, Kaur compares user behavior across two different tiers and offers strategic recommendations for food delivery startups. The author first reviews existing literature to construct a model, and then gathers primary data from food app users. Key findings suggest that factors like financial and health safety, ease of use, and flexible delivery significantly influence customer satisfaction. Interestingly, customer behavior remained largely similar across two different tiers, except for preferences in variety options and certain aspects of discounts and delivery flexibility. The study provides valuable insights for various stakeholders in the food delivery industry, including investors, startup founders, and vendors, to tailor their services according to customer preferences. Link: https://bit.ly/3QGdD8h
The next paper, by Seifert, Silva and Adversi investigate the relationship between conventional and alternative organizational characteristics and their ties to workplace satisfaction or dissatisfaction. Leveraging Multiple Correspondence Analysis with feedback from 172 online survey respondents, the study points out that conventional attributes are largely linked to dissatisfaction, while alternative ones resonate with satisfaction. Notably, technical orientation focusing on productive efficiency and a market-centric commercial approach lean towards dissatisfaction. Conversely, a cooperative inter-organizational stance is strongly linked to satisfaction. This research provides deeper insights into organizational approaches challenging the dominant conventional paradigm. Link: https://bit.ly/3YC0VJL
Closing the issue, Dal Vesco and Beuren take a close look at the interplay between intellectual capital, management control systems (MCS), and their potential impact on performance within a franchising system, mediated by cooperation. Through a survey of 112 fuel dealer managers and application of structural equation modeling, the study finds that intellectual capital (encompassing human, structural, and relational aspects) and MCS (comprising performance appraisal systems and socialization) both contribute positively to performance and cooperation within a franchising system. Intriguingly, their findings indicate that cooperation does not serve as a mediating factor in enhancing the relationship between intellectual capital or MCS and performance. This unexpected finding calls into question long-standing assumptions about the role of cooperation within franchising systems, as advocated in existing literature and generally expected in franchise contracts. The discovery triggers the need for further research to reconcile these divergent outcomes. Link: https://bit.ly/47YFQxF
We hope you enjoy the diversity of themes of this issue. Good reading!
Talles Vianna Brugni – Editor-in-Chief – https://orcid.org/0000-0002-9025-9440Caros leitores,
No volume 20, nº 6 de 2023 temos o prazer de anunciar para vocês uma diversidade de temáticas interessantes, tais como ESG e retornos, transferências intergovernamentais, crimes corporativos, comportamento do cliente em relação aos aplicativos de entrega, satisfação no trabalho, capital intelectual e sistemas de controle gerencial. Com o foco na qualidade da literatura acadêmica na área de negócios, buscamos entregar a diversidade que a área merece sem perder de vista a relevância e a atualidade das discussões.
Nossa edição começa com um artigo sobre o efeito da liberdade econômica na relação entre as práticas Environmental, Social, Governance (ESG) e a rentabilidade em empresas do setor de finanças na América, entre 2017 e 2020. Utilizando a base de dados Refinitiv Eikon® e modelagem de dados em um painel hierárquico, Ferreira e Malanski revelam que as práticas ESG têm um impacto positivo e significativo sobre a rentabilidade, com destaque para a variável social. A liberdade econômica mostrou-se como potencializadora da relação entre índice ESG e rentabilidade, ampliando particularmente a conexão entre governança corporativa e rentabilidade. O estudo também aponta a influência relevante da qualidade institucional de um país nas práticas ESG e na rentabilidade. Link: https://bit.ly/3OsegA0
Na sequência, Louzano, Abrantes e Brunozi Júnior investigam as complexidades do Federalismo Fiscal brasileiro, com um foco específico no efeito das transferências intergovernamentais do Fundo de Participação dos Estados (FPE) no desenvolvimento econômico dos estados brasileiros. Utilizando o Modelo Espacial de regressão em Dados em Painel para analisar dados de 27 unidades federativas brasileiras entre os anos de 1997 e 2016, eles descobriram que, quando a dependência espacial é controlada, o FPE defasado espacialmente apresenta um efeito negativo no PIB per capta dos estados. Isso levanta questões importantes sobre os critérios utilizados para a determinação dessas transferências de fundos, sugerindo a necessidade de uma abordagem mais matizada que vá além da equalização de desequilíbrios horizontais entre os estados. Link: https://bit.ly/3r3Wr2k
Em seguida, Paganini e Medeiros investigam o papel das 'arenas' como espaços interorganizacionais que ou promovem ou mitigam crimes corporativos. Baseando-se no contexto histórico da erradicação da escravidão no Brasil, o artigo apresenta uma perspectiva única sobre como arenas e contra-arenas dinâmicas servem como cenários onde crimes corporativos são ora incentivados, ora prevenidos, com o Estado atuando como um facilitador dessas atividades. Os pesquisadores empregaram métodos como shadowing, entrevistas em profundidade e observações de campo para construir um rico conjunto de dados. Utilizando a abordagem da Grounded Theory, o artigo explora a codificação aberta, axial e seletiva para analisar esse fenômeno complexo. As descobertas colocam em questão o papel dual do Estado tanto em permitir quanto em prevenir crimes corporativos, destacando a necessidade de examinar os elementos-chave que moldam essas arenas. Link: https://bit.ly/3RmE7ft
O quarto artigo investiga o comportamento do cliente em relação aos aplicativos de entrega de comida nas cidades indianas de Chandigarh e Bhubaneswar. Para isso, Kaur compara o comportamento do usuário em dois níveis diferentes e oferece recomendações estratégicas para startups de entrega de comida. O autor primeiro revisa a literatura existente para construir um modelo e, em seguida, coletam dados primários de usuários de aplicativos de comida. As principais conclusões sugerem que fatores como segurança financeira e de saúde, facilidade de uso e entrega flexível influenciam significativamente a satisfação do cliente. Curiosamente, o comportamento do cliente permaneceu amplamente semelhante em dois diferentes níveis, exceto para preferências em opções de variedade e certos aspectos de descontos e flexibilidade de entrega. O estudo oferece percepções valiosas para vários stakeholders na indústria de entrega de alimentos, incluindo investidores, fundadores de startups e fornecedores, para adaptar seus serviços de acordo com as preferências do cliente. Link: https://bit.ly/3QGdD8h
O próximo artigo, de Seifert, Silva e Adversi investiga a associação entre características organizacionais convencionais e alternativas e a satisfação ou insatisfação no trabalho. Utilizando a Análise de Correspondência Múltipla e uma amostra de 172 respondentes de uma pesquisa online, o estudo revela que as características convencionais estão fortemente associadas à insatisfação, enquanto as alternativas se relacionam com a satisfação. Em particular, a orientação técnica voltada para eficiência produtiva e a orientação comercial voltada para o mercado são associadas à insatisfação. Em contraste, uma orientação interorganizacional cooperativa está fortemente ligada à satisfação. Essa investigação proporciona uma compreensão mais profunda sobre modos organizacionais que desafiam a lógica convencional predominante. Link: https://bit.ly/3YC0VJL
Fechando a edição, Dal Vesco e Beuren examinam de perto a interação entre capital intelectual, sistemas de controle gerencial (SCG) e seu potencial impacto no desempenho dentro de um sistema de franchising, mediado pela cooperação. Através de uma pesquisa com 112 gestores de revendas de combustíveis e aplicação de modelagem de equações estruturais, o estudo constata que o capital intelectual (abrangendo aspectos humanos, estruturais e relacionais) e os SCG (compostos por sistemas de avaliação de desempenho e socialização) ambos contribuem positivamente para o desempenho e a cooperação dentro de um sistema de franchising. Curiosamente, os resultados indicam que a cooperação não serve como um fator mediador na melhoria da relação entre capital intelectual ou SCG e desempenho. Esse achado questiona suposições de longa data sobre o papel da cooperação dentro dos sistemas de franchising, conforme defendido na literatura existente e geralmente esperado em contratos de franquia. A descoberta aciona a necessidade de mais pesquisas para conciliar esses resultados divergentes. Link: https://bit.ly/47YFQxF
Esperamos que aproveitem a diversidade de temas desta edição. Boa leitura!
Talles Vianna Brugni – Editor-in-Chief – https://orcid.org/0000-0002-9025-944
RELATÓRIO ANUAL 2022
We bring you the 2022 Annual Editor Report from Brazilian Business Review. Our goal is to inform the academic community about the main news and present BBR’s annual data. My term as editor-in-chief of BBR has been interesting and, also for this reason, I would like to thank the previous editors, especially Felipe Ramos who support me as co-editor this year. I also cannot forget to thank the Associate Editors for their indispensable work, in addition to all the reviewers, who in turn sustain the quality of the Brazilian Business Review
Liberdade Econômica e Práticas ESG (Environmental, Social, Governance): uma Análise do Setor Financeiro nas Américas
Through the theory of legitimacy and the theoretical perspective of New Institutional Economics, the purpose of this paper is to analyze the effect of economic freedom over the relationship between Environmental, Social, Governance (ESG) practices and profitability. The sample was finance companies located in the Americas, between 2017 and 2020, using the Refinitiv Eikon® database. The analysis used data modeling in a hierarchical panel. Results demonstrate that ESG practices have a positive and significant impact on profitability. Individually, only the social variable showed a positive and significant relationship over profitability. As for the moderating effect of economic freedom, it was shown that economic freedom enhances the relationship between an ESG index and profitability, and only enhances the relationship between corporate governance and profitability when analyzed individually. Furthermore, findings imply that a country’s institutional quality has an important influence on ESG practices and profitabilityPor meio da teoria da legitimidade e da vertente Nova Economia Institucional, o objetivo deste estudo é investigar o efeito da liberdade econômica na relação entre as práticas Environmental, Social, Governance (ESG) e a rentabilidade. A amostra da pesquisa corresponde às empresas do setor de finanças localizadas na América, entre 2017 e 2020, utilizando informações da base de dados Refinitiv Eikon®. A análise utilizou modelagem de dados em um painel hierárquico. Os resultados demonstram que as práticas ESG têm um impacto positivo e significativo sobre a rentabilidade. Individualmente, apenas a variável referente ao pilar social apresentou relação positiva e significativa sobre a rentabilidade. Quanto ao efeito moderador da liberdade econômica, mostrou-se que ela potencializa a relação entre índice ESG e rentabilidade, e somente potencializa a relação entre governança corporativa e rentabilidade quando analisadas individualmente. Além disso, os resultados implicam que a qualidade institucional de um país tem uma influência importante nas práticas ESG e na rentabilidade
Responsabilidade Social e Negócios na Base da Pirâmide em Empresas Multinacionais Brasileiras: Interseção em uma Perspectiva de Nível Meso
This study aimed to verify the intersection between corporate social responsibility (CSR) and businesses at the base of the pyramid (BOP) in Brazilian Multinational Companies (MNCs) in a Meso-level analysis. After analyzing fifty Brazilian MNCs, we identified six MNCs that were engaged in business activities in BOP-markets (Banco Bradesco S.A., Banco do Brasil S.A., Artecola Quimica, Vale S.A., Natura &Co Holding S.A., and Klabin S.A.). Data were collected by desk research by analyzing companies’ public documents and reports. Subsequently, we conducted qualitative content analysis to synthesize the main findings. Through analysis of the MNCs’ business activities in BOP markets, and comparing them with CSR theory, it was found that it is hard to find the exact point where these companies’ activities stop being specific organizational actions and policies aimed to match the expectations of stakeholders (CSR) to become businesses in the BOP markets, which is the possibility of reducing poverty through profitable activities.Esta pesquisa teve como objetivo verificar a interseção entre responsabilidade social corporativa e negócios na base da pirâmide (BOP) em empresas multinacionais brasileiras em uma análise em nível meso. Depois de analisar 50 empresas multinacionais brasileiras, identificamos seis empresas engajadas no desenvolvimento de negócios na BOP (Banco Bradesco S.A., Banco do Brasil S.A., Artecola Quimica, Vale S.A., Natura &Co Holding S.A., e Klabin S.A.). Os dados foram coletados por meio de pesquisa documental, por meio da análise de documentos e relatórios públicos das empresas. Posteriormente, realizamos uma análise de conteúdo qualitativa para sintetizar os principais achados. Com os resultados da comparação sistemática entre os negócios no mercado da BOP e a teoria da responsabilidade social corporativa, verificou-se que é difícil encontrar o ponto exato em que as atividades dessas empresas deixam de ser ações e políticas organizacionais específicas que atendam às expectativas de partes interessadas (responsabilidade social corporativa) para se tornarem empresas dentro da BOP, que é a possibilidade de reduzir a pobreza por meio de atividades lucrativas
“Não se Nasce Mulher, Torna-se”: Impressões das Mulheres Sobre a Carreira no Agronegócio e Seus Espaços
Studies on gender discrimination and women’s careers in organizations reinforce how much women are silenced in their speech, undermined in their skills, and paid less than men. However, there is little research on this topic in the context of agribusiness. In this sense, the objective of this study was to understand how gender discrimination is seen by women graduating from agricultural sciences programs. As a methodology, a questionnaire was applied and 315 respondents answered, and a Factor Analysis and, later, a Cluster Analysis were carried out. Five factors were identified, and, from that, two clusters were defined, called “maintainers of the patriarchal system” and “aware of protagonism”. Both clusters demarcate tensions about how women see discrimination and experience the multiple unfoldings of sexist behaviors and attitudes that permeate their career pathways in agribusiness.Os estudos de discriminação de gênero e carreiras das mulheres nas organizações reforçam o quanto elas são silenciadas em suas falas, desvalorizadas em suas competências e recebem menos que os homens. No entanto, há poucas pesquisas que exploram esse tema no contexto do agronegócio. Neste sentido, o objetivo deste estudo foi compreender como a discriminação de gênero é percebida por mulheres egressas de cursos na área de ciências agrárias. Como metodologia, um questionário foi aplicado e contou com 315 respondentes, sendo realizada uma Análise Fatorial e, posteriormente, uma Análise de Agrupamentos. Foram identificados cinco fatores e, a partir disso, foram definidos dois grupos, denominados “mantenedoras do sistema patriarcal” e “conscientes do protagonismo”. Os dois grupos demarcam tensões sobre como percebem a discriminação e vivenciam os múltiplos desdobramentos dos comportamentos e atitudes sexistas que permeiam suas trajetórias de carreira no agronegócio
Editorial
Dear readers, In this july/2023 issue we are delighted to announce to you a variety of relevant and current topics on Integrated Reporting, boundary spanners, life cycle stages and debt maturity, costs stickiness, management control systems and impulse buying behavior. Our goal in the Brazilian Business Review is always to provide quality of academic reading in the business area, delivering the diversity that the theme deserves without losing focus on the relevance and timeliness of the discussions surrounding the area.
Our issue begins with a paper that proposes improvements in the integrated report, based on gaps identified in the governance system of Brazilian state-owned companies, which impact on their perception of value for the results/performance of these companies. The Governance System’s gaps were obtained using the bibliometric, critical incident technique, and a lexical/content analysis. Marchisotti, Farias Filho, França and Souza compared these gaps to the Integrated Reporting identifying convergences and divergences. The following gaps influence a negative perception of the Governance System’s ability to add value: inadequate people management, lack of results/performance orientation, harmful political influence, ineffective project management; misalignment with organizational culture; bureaucratization and complexity of processes; flaws in the organizational structure; unbalanced controls; and lack of cooperation and partnerships. DOI: https://doi.org/10.15728/bbr.2022.1194.en
Next, Fagundes and Gasparetto present a paper that analyze, consolidate, and synthesize studies on boundary spanners in business–to–business (B2B) interorganizational relationships, pointing out directions for future research. In this regard, they analyzed 3,156 published articles, of which they identified 45 articles on boundary spanners in B2B interorganizational relationships. Also, the concepts and roles assigned to boundary spanners were analyzed, leading to an integrated framework of the existing literature on the theme. Finally, they present suggestions for future research, followed by review’s implications and limitations. DOI: https://doi.org/10.15728/bbr.2021.0994.en
Bregonci, Marques, Pinto and Amaral present a study that analyzed the association between firms’ life cycle stages (LCSs) and their debt maturity (DM). The sample was composed by secondary data from 370 (non-financial) Brazilian listed companies in the period from 2010 to 2019, analyzed through descriptive statistics, tests of differences between means and regression analysis from panel data. Their findings showed that the DM presents no association with LCS, following an inverted U-shape. It has been observed that the maturity stage had a positive effect on the DM, however, as companies move towards the shake-out and decline stages, DM experiences successive reductions. DOI: https://doi.org/10.15728/bbr.2022.1223.en
Our fourth paper analyzes the costs stickiness of 291 companies belonging to the economic sectors of beverage production and meat processing in Ecuador, during the period between 2012 and 2018. In this regard, Aguirre-Quezada, Duque-Espinoza, Córdova-León and Sigüencia-Muñoz ran panel data and found an asymmetric behavior within the costs, which suggest an inability for Ecuadorian companies to lower their costs due to a drop on their income, whereas, when their income raises, so does their cost; a fact that matches the recent evidence found worldwide. This asymmetry could be explained by factors such as regulatory rigidity or expectations of a quick business recovery. DOI: https://doi.org/10.15728/bbr.2021.1170.en
The next paper, by Tavares, Norberto, Damke and Panek, evaluates the relationships between Simons' strategic levers of control with the vertical strategic alignment at Itaipu Binacional. To this end, the data were collected through a survey of 341 respondents and analyzed them through structural equation modelling method, revealing that the levers of control are associated, exerting a positive influence, with the strategic alignment, with diagnostic, beliefs, and interactive systems showing significant statistical associations. DOI: https://doi.org/10.15728/bbr.2021.1079.en
Closing the issue, Bashar, Singh, and Pathak analyze the interaction between cultural factors and impulse buying behavior. To this end, they conduct a systematic literature review, examining 112 papers to understand the relationship between various aspects of culture and impulse buying behavior in both online and offline contexts. This study offers practical implications for retail professionals and e-commerce strategists to design and implement viable cross-cultural marketing campaigns, in addition to helping academic researchers understand research gaps in the area. DOI: https://doi.org/10.15728/bbr.2022.1221.en
We hope you enjoy the diversity of themes of this issue. Good reading!
Talles Vianna Brugni – Editor-in-Chief – https://orcid.org/0000-0002-9025-9440Caros leitores, No volume 20, nº 5 de 2023 temos o prazer de anunciar para vocês uma diversidade de temáticas relevantes e atuais Relato Integrado, boundary spanners, estágios de ciclo de vida e maturidade da dívida, assimetria de custos, sistemas de controle gerencial e comportamento de compra por impulso. Nosso objetivo na Brazilian Business Review é sempre o de fornecer qualidade de leitura acadêmica na área de negócios, entregando a diversidade que a temática merece sem perder o foco na relevância e na atualidade das discussões que cercam a área.Nossa edição começa com um artigo que propõe melhorias no relato integrado, com base em lacunas identificadas no sistema de governança das empresas estatais brasileiras, e que impactam na sua percepção de valor para os resultados/desempenho dessas empresas. As lacunas do Sistema de Governança foram obtidas por meio da bibliometria, técnica do incidente crítico e análise léxica / de conteúdo. Marchisotti, Farias Filho, França e Souza compararam essas lacunas ao Relato Integrado identificando convergências e divergências. As seguintes lacunas influenciam uma percepção negativa da capacidade de agregação de valor do Sistema de Governança: gestão inadequada de pessoas, falta de orientação para resultados/desempenho, influência política prejudicial, gestão ineficaz de projetos; desalinhamento com a cultura organizacional; burocratização e complexidade dos processos; falhas na estrutura organizacional; controles desequilibrados; falta de cooperação e parcerias. DOI: https://doi.org/10.15728/bbr.2022.1194.ptNa sequência, Fagundes e Gasparetto apresentam um paper que analisa, consolida e sintetiza a literatura sobre boundary spanners em relações interorganizacionais do tipo business to business (B2B) e aponta direcionamentos para futuras pesquisas. Para isso, eles acessaram 3.156 publicações, das quais identificaram 45 artigos sobre boundary spanners em relações interorganizacionais do tipo B2B. Desta forma, criaram um framework integrado da literatura existente e apontaram caminhos para futuras pesquisas, antes de apresentar as limitações e implicações desta revisão. DOI: https://doi.org/10.15728/bbr.2021.0994.ptEm seguida, Bregonci, Marques, Pinto e Amaral apresentam um estudo que analisou a associação entre os Estágios do Ciclo de Vida da Firma (ECVs) e a Maturidade da Dívida (MD). A amostra foi composta por dados trimestrais de 370 empresas (não financeiras) brasileiras listadas no período de 2010 a 2019, analisadas por meio da estatística descritiva, testes de diferenças entre as médias e análise de regressão com dados em painel. Os resultados demonstraram uma MD associação com os ECVs, seguindo um formato de U invertido. Observou-se que o estágio de Maturidade afeta positivamente a MD, contudo, à medida que as empresas transitam em direção ao estágio de Turbulência e Declínio, a MD sofre reduções sucessivas. DOI: https://doi.org/10.15728/bbr.2022.1223.enO quarto artigo analisa o comportamento assimétrico de custos de 291 empresas pertencentes aos setores econômicos de produção de bebidas e processamento de carne no Equador para o período entre 2012 e 2018. Para isso, Aguirre-Quezada, Duque-Espinoza, Córdova-León e Sigüencia-Muñoz utilizaram dados em painel e encontraram um comportamento assimétrico dentro dos custos, o que sugere uma incapacidade das empresas equatorianas de reduzir seus custos devido à queda de suas receitas, ao passo que, quando suas receitas aumentam, também aumentam seus custos; um fato que coincide com as evidências recentes encontradas em todo o mundo. Essa assimetria pode ser explicada por fatores como rigidez regulatória ou expectativas de recuperação rápida dos negócios. DOI: https://doi.org/10.15728/bbr.2021.1170.ptO próximo artigo, de Tavares, Norberto, Damke e Panek, avalia os relacionamentos entre as alavancas de controle estratégico de Simons (1994) com o alinhamento estratégico vertical na Itaipu Binacional. Nesse contexto, os autores coletaram dados por meio de um survey junto a 341 respondentes e os analisaram, por meio da modelagem de equações estruturais, revelando que as alavancas se associam, exercendo influência positiva, com o alinhamento estratégico vertical, com destaque para os sistemas diagnóstico, de crenças e interativo, que produziram associações estatísticas significativas. DOI: https://doi.org/10.15728/bbr.2021.1079.ptFechando a edição, Bashar, Singh e Pathak analisam a interação entre fatores culturais e o comportamento de compra por impulso. Para isso, eles realizam uma revisão sistemática da literatura, examinando 112 artigos para entender a relação entre vários aspectos da cultura e o comportamento de compra por impulso em contextos online e offline. Este estudo oferece implicações práticas para profissionais de varejo e estrategistas de comércio eletrônico para projetar e implementar campanhas de marketing interculturais viáveis, além de auxiliar pesquisadores acadêmicos a compreenderem as lacunas de pesquisa na área. DOI: https://doi.org/10.15728/bbr.2022.1221.enEsperamos que aproveitem a diversidade de temas desta edição. Boa leitura!
Talles Vianna Brugni – Editor-in-Chief – https://orcid.org/0000-0002-9025-944