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    Estrutura Intelectual dos Estudos em Andamento em Escolas de Negócios

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    We examined the extant research on Business Schools (B-Schools) in an attempt to understand the intellectual structural influences in mainstream research, as well as the evolution and trends in research. Through a bibliometric study of co-citation and bibliographic coupling, supported by factor and network analyses of a sample of 493 articles, we examined 76 selected articles and their references. The results indicate that critiques of B-Schools influenced mainstream works. We found three primary sources of criticism at the intellectual level: Theory and Practice Gap, Social Relevance, and Curricula and Practice. The mainstream works identified six different topics: B-School Relevance, Teaching Relevance, Relevance to Practice, Curricula Relevance, B-School Evolution, and Influence, and Reputation. The longitudinal analysis identified four trends: Relevance to Practice, Social Relevance, Academic-Practitioner Divide, and Teaching Relevance. Through our ibliometric research, we contribute to the B-Schools research in two ways. It enabled the identification of works and themes that influenced reflections on B-Schools, as they influenced the ongoing research, and consequently, the research trends. Furthermore, the results serve as possible orientations for B-School managers.Examinamos a pesquisa existente nas Escolas de Negócios (EN) na tentativa de entender as influências estruturais e intelectuais na pesquisa convencional, bem como a evolução e as tendências da pesquisa. Por meio de um estudo bibliométrico de cocitação e pareamento bibliográfico, apoiado em análises fatoriais e de rede, de uma amostra de 493 artigos, examinamos 76 artigos selecionados e suas referências. Os resultados indicam que as críticas feitas às EN influenciaram os trabalhos principais. Encontramos três fontes principais de críticas no nível intelectual: Lacuna entre Teoria e Prática, Relevância Social e Currículos e Prática. Nos principais trabalhos identificamos seis tópicos diferentes: Relevância da EN, Relevância do Ensino, Relevância para a Prática, Relevância do Curriculo, Evolução e Influência da EN, e Reputação. Através de nossa pesquisa bibliométrica, contribuímos para a pesquisa das EN de duas maneiras. Permitiu a identificação de trabalhos e temas que influenciaram as reflexões nas EN, pois influenciaram a pesquisa em andamento e, consequentemente, as tendências da pesquisa. Além disso,os resultados servem como orientações possíveis para os gerentes da EN

    Editorial

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    Dear readers, We present to you the volume 17, nº 5 of 2020 of the Brazilian Business Review. Always focusing on the quality and diversity of the areas of knowledge, BBR proposes to contribute to the academic environment by bringing relevant research and discussions to the business area. Opening the issue, Vitoria, Bressan and Iquiapaza analyze the need for a risk premium factor related to the ownership and control of Brazilian state-owned companies. Based on a single factor model and a multiple factor model, the authors analyze the performance of different portfolios between the periods 2008 to 2016. The authors find evidence that the financial crisis generated a significant increase in risk exposure, with the more pronounced effect on portfolios of state-owned companies than on portfolios of private companies. The results help to understand the behavior of the market in relation to ownership and control during periods of a financial crisis. Our second paper, by Civiletti, Campani, and Roquete, analyzes investment strategies focused on unsophisticated investors and structured based on the persistence of returns, especially in the short and medium terms. Based on a sample of sixty-four weighted portfolios, the authors find evidence that corroborates the hypothesis of the momentum effect. The results contribute to a discourse about the existence of the momentum effect in the Brazilian stock market and at the same time, it presents a historically competitive active management strategy that can be implemented by unsophisticated investors. Next, Yoshinaga and Rocco analyze the role of investor attention in predicting future stock market returns for Brazilian stocks. Based on a sample of 57 stocks and using the volume of searches on Google during the years 2014 to 2018, the authors find evidence that increases in the volume of searches on Google are associated with lower future abnormal returns. The results contribute both to the existing debate about price anomalies, investor attention, and the predictive power of Google's search volume, as well to provide information to Brazilian investors who can exploit a price anomaly. Our fourth paper, by Pereira, Stocker, Mascena, and Boaventura, analyzes the relationship between corporate social performance and corporate financial performance, investigating whether social disclosure is a moderating variable in the relationship. Based on a sample composed of companies that are part of the Corporate Sustainability Index from 2010 to 2013, the authors find evidence that there is a positive relationship between corporate social performance and corporate financial performance. The results contribute to a better understanding of this relationship in the Brazilian context. Following, Borsatto, Bazani, and Amui, analyze the relationship between the degree of severity of environmental regulations and the international competitiveness of countries with efforts in green innovation and financial performance. Based on a sample of industrial companies and using structural equation modeling, the authors find evidence that the rigor of environmental regulations in countries and the size of companies have a positive impact on environmental investments and the Global Compact. The results suggest that the rigor of environmental regulations still shapes decisions in relation to environmental investments and voluntary sustainability actions, which in a certain way, helps the company's image in the market, but does not reflect on financial performance. Closing the issue, Reis, Benvenutti, Campos, and Uriona, analyze the strength that different national policies and incentives can have in the diffusion of ISO 50001. The authors develop a system dynamics model based on the Bass Diffusion Model theory to evaluate the dissemination of the EnMS - ISO 50001 certification, between the periods from 1997 to 2016. The results show that financial and tax incentives had the most significant impact on the total number of certified industries. The results are useful for policymakers in different types of policies, incentives and strategies, not observed in Brazil so far, that help in the diffusion of energy management systems, contributing to decision making. I hope you enjoy our selection of papers. Good reading to all! Felipe Ramos – Editor-in-Chief - https://orcid.org/0000-0002-0469-9176  Caros leitores, Apresentamos a vocês o volume 17, nº 5 de 2020 da Brazilian Business Review. Sempre com foco na qualidade e na diversidade das áreas de conhecimento, a BBR se propõe a contribuir com o meio acadêmico trazendo pesquisas e discussões relevantes para a área de negócios. Abrindo a edição, Vitoria, Bressan e Iquiapaza analisam a necessidade de um fator de prêmio de risco relacionados à propriedade e controle das empresas estatais brasileiras. Com base em um modelo de fator único e um modelo de múltiplos fatores os autores analisam o desempenho de diferentes portfólios entre os períodos de 2008 a 2016. Os autores encontram evidências de que a crise financeira gerou um aumento significativo na exposição ao risco, sendo o efeito mais pronunciado em portfólios de empresas estatais do que em portfólios de empresas privadas. Os resultados ajudam a entender o comportamento do mercado em relação à propriedade e controle durante períodos de crise financeira.  Nosso segundo artigo, de Civiletti, Campani e Roquete, analisa estratégias de investimento focadas em investidores sem sofisticação e estruturadas com base na persistência de retornos, especialmente em curto e médio prazos. Com base em uma amostra de sessenta e quatro carteiras ponderadas, os autores encontram evidências que corroboram com a hipótese de efeito momento. Os resultados contribuem para a discursão acerca da existência do efeito momento no mercado acionário brasileiro e ao mesmo tempo apresenta uma estratégia de gestão ativa historicamente competitiva e implementável por investidores não sofisticados. Em seguida, Yoshinaga e Rocco analisam o papel da atenção do investidor na previsão de retornos futuros de ações brasileiras. Com base em uma amostra de 57 ações e utilizando o volume de buscas no Google durante os anos de 2014 a 2018, os autores encontram evidências de que aumento no volume de buscas no Google está associado a menores retornos anormais futuros. Os resultados contribuem tanto para o debate existente sobre anomalias de preço, atenção do investidor e o poder preditivo do volume de buscas do Google, quanto fornecem informações aos investidores brasileiros que podem explorar a anomalia de preços. Nosso quarto artigo, de Pereira, Stocker, Mascena e Boaventura, analisa a relação entre o desempenho social corporativo e o desempenho financeiro corporativo, investigando se o disclosure social é uma variável moderadora da relação. Com base em uma amostra composta por empresas que integram o Índice de Sustentabilidade Empresarial no período de 2010 a 2013, os autores encontram evidências de que existe uma relação positiva entre o desempenho social corporativo e o desempenho financeiro corporativo. Os resultados contribuem para uma melhor compreensão da referida relação no contexto brasileiro. Seguindo, Borsatto, Bazani e Amui analisam a relação entre o grau de severidade das regulamentações ambientais e a competitividade internacional dos países com os esforços em inovação verde e o desempenho financeiro. Com base em uma amostra de empresas industriais e utilizando a modelagem de equações estruturais, os autores encontram evidências que o rigor das regulamentações ambientais dos países e o tamanho das empresas têm um impacto positivo sobre os investimentos ambientais e o Pacto Global. Os resultados sugerem que o rigor das regulamentações ambientais ainda molda as decisões em relação aos investimentos ambientais e de ações voluntárias de sustentabilidade, que de certa forma auxilia a imagem da empresa no mercado, mas não reflete no desempenho financeiro. Fechando a edição, Reis, Benvenutti, Campos e Uriona analisam a força que as diferentes políticas e incentivos nacionais podem ter na difusão da ISO 50001. Os autores desenvolvem um modelo de dinâmica de sistema baseado na teoria do Modelo de Difusão de Bass para avaliar a difusão da certificação EnMS – ISO 50001, entre os períodos de 1997 a 2016. Os resultados mostram que os incentivos financeiros e fiscais tiveram o impacto mais significativo sobre o número total de indústrias certificadas. Os resultados são úteis para os formuladores de políticas em diferentes tipos de políticas, incentivos e estratégias, não observadas no Brasil até o momento, que ajudam na difusão dos sistemas de gestão de energia, contribuindo para a tomada de decisões. Espero que você desfrute nossa seleção de artigos. Boa leitura a todos! Felipe Ramos – Editor-in-Chief - https://orcid.org/0000-0002-0469-917

    Do State-owned Enterprises in Brazil Require a Risk Premium Factor?

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    Despite the extensive privatization achievements over the last decades, government ownership of publicly traded companies remains pervasive around the world. Consistent with past evidence of structural change in the beta coefficient during financial crises, the more recent economic recession of 2014 to 2016 in Brazil presents an opportunity to demonstrate the disadvantages of allocating investment in companies that are publicly traded, but are controlled by the government. Constructing a portfolio of publicly traded State Owned Enterprises, we find that the financial crisis produced a significant increase in risk exposure, results that were much more pronounced when compared with a portfolio of privatized companies. The results also indicate that, in addition to a market factor, the poor performance can be explained by controllership. We believe this study adds to the longstanding debate on whether state-owned firms perform worse than private firms, with higher volatility and lower returns, particularly, during a period of financial crisis.Apesar de extensas conquistas da privatização nas últimas décadas, a governo ainda permanece como acionista controlador de empresas de capital aberto em todo o mundo. Consistente com as evidências anteriores de mudanças estruturais no coeficiente beta durante as crises financeiras, a recessão econômica mais recente de 2014 a 2016 no Brasil apresenta uma oportunidade para demonstrar as desvantagens de investir em empresas de capital abertocontroladas pelo governo. Construindo um portfólio de empresas públicas de capital aberto, descobrimos que a crise financeira produziu um aumento significativo na exposição ao risco, resultados muito mais pronunciados quando comparados a um portfólio de empresas privatizadas. Os resultados também indicam que, além de um fator de mercado, o baixo desempenho pode ser explicado pelo tipo de controle. Acreditamos que este estudo contribui para o longo debate, que discute se as empresas estatais apresentam desempenho pior que o das empresas privadas, com maior volatilidade e menores retornos, particularmente durante um período de crise financeira

    Editorial

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    Dear readers, It is with great pleasure that I present two new associate editors who are now part of BBR's editorial team, they are Profa. Lucilaine Maria Pascuci and Prof. Marcelo de Souza Bispo. Profa. Lucilaine holds a Ph.D. in Business Administration from the Pontifícia Universidade Católica do Paraná and is currently a professor in the Business Administration Department at the Universidade Federal do Espírito Santo, her areas of interest in research are strategy and organizational studies. Prof. Marcelo holds a Ph.D. in Business Administration from Universidade Presbiteriana Mackenzie and is currently a professor at the Universidade Federal da Paraíba, his research areas are school management, business education, tourism studies, and organizational theory. Both professors have extensive research experience in national and international journals with high impact research in Administration. I wish to welcome the new associate editors and I am sure that they will contribute significantly to BBR. Opening the issue, Novaes and Almeida analyze the effects of the firm's life cycle stages on voluntary disclosure and on the cost of capital. Based on a sample of Brazilian non-financial companies between the periods 2008 and 2014, the authors find evidence that the level of disclosure is higher for companies in the stages of maturity and growth. Additionally, evidence was found that companies in the introduction and decline stages have a higher cost of equity. The results help investors, professionals, and regulators to better understand the incentives of voluntary disclosure practices. Our second paper, by Batos, Bortolon, and Maia, analyzes whether the usefulness of fundamentalist signals to predict return is altered in contexts of high volatility. Based on a sample of Brazilian non-financial firms between the years 2011 to 2018, the authors find evidence of changes in the explanatory capacity of fundamentalist signals in different volatility scenarios and for different sensitivities to the IVol-BR index. This finding may impact the decision-making of managers and investors as it enables the design of investment strategies based on fundamentalist signals adhering to different risk scenarios.  Next, Januzzi, Bressan and Moreira investigate whether opacity creates value for both investors and hedge fund managers. Based on a sample of 352 Brazilian hedge funds from 2010 to 2015, the authors find evidence that the level of opaque assets increases the risk of the fund, but it does not necessarily contribute to an increase in the risk-adjusted return received by the investor. The paper innovates by exploring a unique derivative database, composed of positions of swaps, options, futures, and forward markets, thus contributing to a better understanding of the hedge fund market. Our fourth paper, by Azzari and Pelissari, analyzes the antecedent role of brand awareness in other dimensions of consumer-based brand equity and its impact on purchase intention. Based on a survey of smartphone users, the authors find evidence that brand awareness does not directly affect purchase intention, but that this relationship exists only when mediated by the dimensions of consumer-based brand equity. The results help to understand that knowing the brand is not enough to generate consumers' purchase intention. Following, Bevilacqua, Freitas, and de Paula investigate what an innovative brand is from the perspective of business managers in a region of Brazil and describe how managers manage innovative brands. Based on a multiple case study, the authors find evidence of the predominance of companies that seek to respond to the needs of consumers over those that seek to influence market consumption; that incremental innovation is dominant; that there is a prevalence of the stage when successful innovations improve the perception of the brand, the attitude and the use of consumers. Closing the issue, Pereira and Silva analyze a shared business model of sustainable urban mobility initiatives that integrate public and private agents in the city of Fortaleza. Based on an exploratory case study, the authors demonstrate how the integration between public and private agents is structured through the implementation of shared urban mobility initiatives. The results show that for shared and sustainable mobility to be implemented, several actors are needed, who need to play specific roles in their activities. The research contributes to the debate on the organization of actors through a structure that operationalizes and integrates multiple actors in economically viable and sustainable urban reconfigurations in shared mobility. I hope you enjoy our selection of papers. Good reading to all! Felipe Ramos – Editor-in-Chief - https://orcid.org/0000-0002-0469-9176Caros leitores, É com grande satisfação que apresento dois novos editores associados que passam a compor a equipe editorial da BBR, são eles a Profa. Lucilaine Maria Pascuci e o Prof. Marcelo de Souza Bispo. A Profa. Lucilaine é doutora em Administração pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná e atual professora do departamento de Administração da Universidade Federal do Espírito Santo, suas áreas de interesse em pesquisa são: estratégia e estudos organizacionais. O Prof. Marcelo é doutor em Administração pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e atualmente é professor na Universidade Federal da Paraíba, suas áreas de pesquisa são gestão escolar, educação em administração, estudos turísticos e teoria organizacional. Ambos professores apresentam vasta experiência de pesquisa em periódicos nacionais e internacionais com trabalhos de alto impacto na área de Administração. Desejo boas-vindas para os novos editores associados e tenho certeza que contribuirão significativamente para o processo evolutivo da BBR. Abrindo a edição, Novaes e Almeida analisam os efeitos dos estágios de ciclo de vida da firma sobre o disclosure voluntário e sobre o custo de capital. Com base em uma amostra de empresas brasileiras não financeiras entre os períodos de 2008 e 2014, os autores encontram evidências que o nível de disclosure é maior para empresas nos estágios de maturidade e crescimento. Adicionalmente, foram encontradas evidências que as empresas nos estágios de introdução e declínio apresentam um custo de capital próprio mais elevado. Os resultados auxiliam, os investidores, profissionais e reguladores na melhor compreensão dos incentivos das práticas de disclosure voluntário.  Nosso segundo artigo, de Batos, Bortolon e Maia, analisa se a utilidade dos sinais fundamentalistas para prever o retorno é alterada em contextos de alta volatilidade. Com base em uma amostra de empresas brasileiras não financeiras entre os anos de 2011 a 2018, os autores encontram evidências de alteração da capacidade explicativa dos sinais fundamentalistas em cenários distintos de volatilidade e para diferentes sensibilidades ao índice IVol-BR. Os achados podem impactar a tomada de decisão de gestores e investidores uma vez que viabiliza o delineamento de estratégias de investimento baseada em sinais fundamentalistas aderentes a cenários distintos de risco.  Em seguida, Januzzi, Bressan e Moreira investigam se a opacidade cria valor tanto para os investidores quanto para os gestores de fundo de hedge. Com base em uma amostra de 352 fundos brasileiros de hedge entre o período de 2010 a 2015, os autores encontram evidências que o nível de ativos opacos amplia o risco do fundo, mas não necessariamente contribui para um incremento do retorno ajustado ao risco recebido pelo investidor. O artigo inova ao explorar uma base única de derivativos, composta por posições em swaps, opções, futuros e termos, contribuindo dessa forma para uma melhor compreensão do mercado de fundo de hedge.  Nosso quarto artigo, de Azzari e Pelissari, analisa o papel antecedente da consciência da marca em outras dimensões do consumer-based brand equity e seu impacto na intenção de compra. Com base em uma pesquisa realizada com usuários de smartphones, os autores encontram evidências que a consciência da marca não afeta diretamente a intenção de compra, mas que essa relação existe apenas quando mediada pelas dimensões do consumer-based brand equity. Os resultados ajudam na compreensão de que conhecer a marca não é suficiente para gerar a intenção de compra dos consumidores. Seguindo, Bevilacqua, Freitas e de Paula investigam o que é uma marca inovadora na perspectiva dos gestores de empresas do Triângulo Mineiro e descrevem como os gestores administram as marcas inovadoras. Baseado em um estudo de casos múltiplos os autores encontram evidências da predominância das empresas que buscam responder às necessidades dos consumidores em relação as que procuram influenciar o consumo do mercado; que a inovação incremental é dominante; que há prevalência do estágio em que as inovações de sucesso melhoram a percepção da marca, a atitude e o uso dos consumidores. Fechando a edição, Pereira e Silva analisam um modelo compartilhado de negócio de iniciativas de mobilidade urbana sustentável que integra agentes públicos e privados na cidade de Fortaleza. Com base em um estudo de caso exploratório os autores demonstram como se estrutura a integração entre agentes públicos e privados por meio da implantação de iniciativas de mobilidade urbana compartilhada. Os resultados demonstram que para que a mobilidade compartilhada e sustentável seja implantada diversos atores são necessários, os quais precisam desempenhar papéis específicos às suas atividades. A pesquisa contribui para o debate sobre a organização de atores por meio de uma estrutura que operacionaliza e integra múltiplos atores em reconfigurações urbanas economicamente viáveis e sustentáveis na mobilidade compartilhada. Espero que você desfrute nossa seleção de artigos. Boa leitura a todos! Felipe Ramos – Editor-in-Chief - https://orcid.org/0000-0002-0469-917

    Dependência Espacial da Ecoeficiência da Agricultura em São Paulo

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    This research presents an eco-efficiency index for the municipalities of São Paulo, indicating how much it would be possible to maximize economic and environmental objectives, taking into account the best practices for the municipalities of this region. In this vein, we used the Data Envelopment Analysis method with directional distance functions based on the classic variables of multiproduct production function and the internalization of two externalities (one positive and one negative). The study also used the tools of exploratory spatial data analysis to verify the spatial autocorrelation and spatial heterogeneity of the calculated index. The results indicate that, on average, the analyzed municipalities are able to expand the production and forested areas by 59% and also to reduce degraded areas and inputs in the same proportion. Spatial analysis demonstrated the existence of spatial heterogeneity and autocorrelation between municipalities and the formation of large clusters. Based on these results, priorities for environmental intervention in the state are defined.Esta pesquisa apresenta um índice de ecoeficiência para os municípios de São Paulo que aponta em quanto é possível maximizar os objetivos econômicos e ambientais, tendo como referência as melhores práticas da região. Para isso, utilizou o método Análise Envoltória de Dados com funções distância direcionais a partir das variáveis clássicas da função produção, multiproduto e da internalização de duas externalidades (uma positiva e outra negativa). Houve uso também das  técnicas de análise exploratória de dados espaciais para verificar a autocorrelação espacial e a heterogeneidade espacial do índice calculado. Os resultados indicam que, em média, os municípios podem elevar a produção e as áreas de floresta em 59%, bem como reduzir as áreas degradadas e os insumos na mesma proporção. A análise espacial demonstrou a existência de heterogeneidade e autocorrelação espacial entre os municípios e a formação de grandes clusters. Com base nesses resultados, definem-se prioridades para a intervenção ambiental no estado

    Efeitos do Sistema de Controle Gerencial no Empowerment e na Resiliência Organizacional

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    The aim of this study is to examine the effects of the enabling perception of the Managerial Control System (MCS) on psychological empowerment and organizational resilience. A survey was conducted with 161 managers of Brazilian companies that had undergone the process of acquiring another company and a structural model was developed to answer the hypotheses of the research. The results show that the enabling perception of MCS is associated with psychological empowerment and capacity for organizational resilience, which indicates that the characteristics of the MCS affect managers’ motivation regarding their work environment and contribute to companies dealing effectively with adversities and contingencies. MCSs help organizations in the process of absorbing changes and regaining balance after some temporary disruption, as in the case of acquiring other companies. It is concluded that enabling MCSs favors the empowerment of managers and supports companies in dealing more effectively with the turbulence to which they are exposed.O estudo objetiva examinar os efeitos da percepção habilitante do Sistema de Controle Gerencial (SCG) no empowerment psicológico e na resiliência organizacional. Uma survey foi realizada com 161 gestores de empresas brasileiras que passaram por processos de aquisições de empresas e um modelo estrutural foi desenvolvido para responder às hipóteses da pesquisa. Os resultados mostram que a percepção habilitante do SCG está associada com o empowerment psicológico e com a capacidade de resiliência organizacional, e isso denota que as características do SCG afetam a motivação dos gestores em relação ao seu ambiente de trabalho e contribuem para as empresas lidarem com adversidades e contingências. Os SCG auxiliam as organizações no processo de absorver mudanças e retornar ao equilíbrio após alguma perturbação temporária, no caso de aquisições de empresas. Conclui-se que os SCG habilitantes favorecem o empoderamento dos gestores e apoiam as empresas para lidarem de forma mais eficaz com as turbulências a que estão expostas

    O/A Profissional: As Interfaces de Gênero, Carreira e Expatriação na Construção de Trajetórias de Mulheres Expatriadas

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    While the organizational world has been experiencing the phenomenon of expatriation, the availability of mobile and international careers stand out. The differences in the expatriate experience are gendered, and few studies focus primarily on the experiences of women. This research aims to analyze the construction of the career trajectories of 19 Brazilian expatriate women, using as conceptual bases the interfaces of gender, career, and expatriation. The experiences of the participants come near to each other but compose unique trajectories, including in their personal life and professional field. The study highlights a way of being and acting in the work environment, understood as “the” model of a professional woman expatriate, who intercalates elements perceived as masculine and/or feminine. The construction of this trajectory is anchored by elements that build and influence it: personal characteristics, support and family influence, affective relationships, motherhood, professional plans and organizations in which they work, and countries of destination. With the results, possible paths are envisioned for other women seeking this experience, considering the foregrounded implications shown by this study.Ao passo que o mundo organizacional vem vivenciando o fenômeno da expatriação, destacam-se a disponibilidade para mobilidade e as carreiras internacionais. Experiências em contexto de expatriação diferenciam-se com base no sexo, entretanto poucos estudos abordam as particularidades das mulheres. Esta pesquisa objetivou analisar a construção das trajetórias de carreira de 19 mulheres brasileiras expatriadas, utilizando como bases conceituais as interfaces de gênero, carreira e expatriação. As vivências das participantes aproximam-se, mas compõem trajetórias singulares, incluindo campo pessoal e profissional. Destacou-se um modo de ser e portar-se no ambiente de trabalho, compreendido como o/a profissional mulher expatriada, que intercala elementos percebidos como masculinos e/ou femininos. A construção dessa trajetória foi ancorada por elementos que a edificam e a influenciam: características pessoais, apoio e influência familiar; relacionamentos afetivos e maternidade; planos profissionais e organizações em que trabalham; e países de destino. Com os resultados, vislumbramse caminhos possíveis para outras mulheres que buscam essa experiência, levando em conta as implicações advindas.&nbsp

    Sinais Fundamentalistas em Cenários de Volatilidade: Evidências no Mercado Acionário Brasileiro

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    This article investigates whether the usefulness of fundamentalist signals to predict returns are altered in context of high volatility and also considering the sensitivity of assets to the IVol-BR volatility index. In times of high volatility, investors could make their decisions based on risk aversion and not only on the fundamentals signals of companies. In addition, it is possible to see how different delays in fundamentalist signals are related to future returns. The methodological choice is for estimators in panel data for the analysis of non-financial companies that have shares traded on B3 - Brasil, Bolsa, Balcão – in the period from 2011.3Q to 2018.2Q. The results show evidence of changes in the explanatory capacity of fundamentalist signals in different volatility scenarios, and for different sensitivities to IVol-BR. This finding may impact the decision-making of managers and investors as it enables the design of investment strategies based on fundamentalist signals adhering to different risk scenarios.Este artigo investiga se a utilidade dos sinais fundamentalistas para prever o retorno é alterada em contextos de alta volatilidade e considerando ainda a sensibilidade ou não dos ativos ao índice de volatilidade IVol-BR. Em momentos de alta volatilidade, os investidores poderiam tomar suas decisões voltados a uma aversão ao risco e não com base apenas nos fundamentos das empresas. Além disso, verifica-se como diferentes defasagens dos sinais fundamentalistas se relacionam com retornos futuros. A escolha metodológica é de estimadores para dados em painel para análise das empresas não financeiras que têm ações negociadas na B3 - Brasil, Bolsa Balcão - no período de 2011.3T a 2018.2T. Os resultados encontrados mostram indícios de alteração da capacidade explicativa dos sinais fundamentalistas em cenários distintos de volatilidade e para diferentes sensibilidades ao IVol-BR. Esse achado pode impactar a tomada de decisão de gestores e investidores uma vez que viabiliza o delineamento de estratégias de investimento baseadas em sinais fundamentalistas aderentes a cenários distintos de risco

    Impacto de crises sobre investimentos e financiamentos de companhias brasileiras: abordagem no contexto de restrições financeiras

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    The purpose of this paper is to investigate the impacts of financial crises on investments and financing of constrained and unconstrained Brazilian firms, specifically analyzing the impact of the 2008 subprime crisis and the 2015 Brazilian economic crisis. For this purpose, the companies were classified as constrained or non-constrained by the criterion of the existence or non-existence of ratings, using quarterly data between Q1 2007 and Q3 2016, and adopting the panel analysis as the method. The results indicate that only the Brazilian crisis of 2015 had a negative impact on corporate investments, with this impact being greater on constrained firms, with evidence that cash was more relevant to these firms. Regarding the impact of crises on leverage, the 2008 subprime crisis showed a greater negative impact on the leverage of constrained firms, accompanied by an increase in the proportion of short-term debt, mainly to these companies.O objetivo deste artigo é investigar os impactos de crises financeiras sobre investimentos e financiamentos de empresas brasileiras restritas e não restritas, analisando especificamente o impacto da crise do subprime de 2008 e a crise brasileira de 2015. Para isso, as empresas foram classificadas em restritas e não restritas pelo critério de existência ou não de rating, utilizando dados trimestrais entre o primeiro trimestre de 2007 e o terceiro trimestre de 2016, adotando como método a análise de dados em painel. Os resultados indicam que somente a crise brasileira de 2015 impactou, negativamente, os investimentos das empresas, sendo esse impacto maior sobre empresas restritas, havendo indícios de que caixa foi mais relevante para essas empresas. Em relação ao impacto de crises sobre a alavancagem, a crise do subprime de 2008 mostrou impacto maior, negativamente, sobre a alavancagem de empresas restritas, acompanhado de um aumento na proporção das dívidas de curto prazo principalmente para essas empresas

    Uma Análise da Tomada de Risco em Firmas Familiares Listadas na B3

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    This work analyses the statistical relationship between family firms and risk-taking. It seeks to contribute to the growing literature on family firms by reviewing the literature on the characteristics that distinguish them from non-family firms, aiming to innovate by approaching a less-used construct for this type of firm: risk-taking. The literature on both constructs is reviewed, using theoretical and empirical works to develop the following research hypothesis: tfamily firms are more averse to risk-taking than non-family firms. This hypothesis is tested empirically using econometrics procedures in a sample with 1188 observations from publicly traded companies listed on B3. The results indicate that the presence of family firms negatively affect risk-taking. Thus, it can be concluded that family firms seem to be less prone to risk-taking than non-family firms.O presente trabalho aborda a relação estatística entre firmas familiares e tomada de risco. Procura-se contribuir para a crescente literatura em firmas familiares ao realizar uma revisão da literatura das características que as distinguem de firmas não familiares, buscando inovar ao pesquisar um construto pouco trabalhado com esse tipo de firma: a tomada de risco. Revisa-se a literatura sobre ambos os construtos, utilizando pressuposto teórico e trabalhos empíricos para formular-se a seguinte hipótese de pesquisa: firmas familiares são mais avessas à tomada de riscos do que firmas não familiares. Essa hipótese é testada empiricamente através de procedimentos econométricos em uma amostra de 1188 observações de companhias de capital aberto listadas na B3. Os resultados indicam um efeito negativo da presença familiar na tomada de risco das firmas. Conclui-se que os resultados corroboram a hipótese de que firmas familiares seriam mais avessas à tomada de riscos que firmas não familiares

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