Entropia (E-Journal)
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A CENTRALIZAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO NA INTERFACE ENTRE SOCIOLOGIA E ECONOMIA
Dois conceitos relevantes da sociologia e da teoria econômica são mobilizados para entender o percurso e o papel do Estado no Brasil; enfatizando a genealogia de seu congênere em Portugal, que assume um lugar fundador e elementar. À análise sociológica se conecta ao tema da construção política patrimonialista e deste com o surgimento do capitalismo comercial, resultando, depois, em um empecilho para a formação de uma democracia madura e de um Estado moderno. Por outro lado, em uma perspectiva econômica, a abordagem do tema do Estado enfatiza o seu papel como propulsor do desenvolvimento ao longo do século XX, até a década de 1980, quando perdem forças as estratégias de crescimento e modernização pelo viés desenvolvimentista, passando a orientar-se cada vez mais por uma economia de mercado
KARL MARX: SOBRE O SUICÍDIO
Em 2006 foi lançado o quinto volume da coleção Marx-Engels, capitaneada pela Boitempo Editorial, apresentando ao público brasileiro um título pou- quíssimo conhecido e, pela primeira vez, vertido ao português: Sobre o Suicídio3. Este breve e instigante ensaio foi originalmente publicado no Gesellschaftsspiegel, Órgão de Representação das Classes Populares Despossuídas e de Análise da Situação Atual4 (ano II, número VII, Elberfeldt, janeiro de 1846), mas não acar- retou discussões significativas, tendo permanecido alheio à tradição marxista por várias décadas
A SUPEREXPLORAÇÃO DO TRABALHO ANTES, DURANTE E DEPOIS DA PRISÃO: HISTÓRIAS DE VIDA DE MULHERES EGRESSAS DO SISTEMA PENITENCIÁRIO
A partir de entrevistas de histórias de vida com 10 mulheres egressas do sistema penitenciário de Minas Gerais, mostramos como o trabalho precarizado sempre esteve presente em suas vidas, antes, durante e depois do cárcere. Fazendo parte do precariado, ou seja, das camadas mais vulneráveis e exploradas da classe trabalhadora, estas mulheres são alvo do sistema punitivo. O aumento do punitivismo é fundamental no atual estágio de desenvolvimento capitalista, em que as lacunas deixadas pela retração das políticas públicas são preenchidas com a criminalização a aprisionamento dos mais pobres. Durante o período em que cumpre a pena privativa de liberdade o presidiário ou a presidiária, mais uma vez, é submetido (a) ao trabalho precarizado, desta vez, no interior da prisão. A Lei de Execuções Penais (Lei 7.210/1984), atribuindo à atividade laboral um caráter mítico de ressocialização e de disciplina, não obriga que o trabalho no interior da prisão seja regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como podemos conferir no artigo 28 da LEP. As péssimas condições de trabalho vivenciadas antes e durante o período em que cumpriam pena privativa de liberdade não terminam quando a detenta recebe seu alvará de soltura. Agora ela tem um novo desafio: retomar sua vida com o estigma de ser uma mulher ex-presidiária. Para uma mulher que já acumula diversas desvantagens ao colocar-se no mercado de trabalho, tais como, baixa escolaridade, falta de apoio financeiro de membros da família, única responsável pelos filhos, etc., a passagem pela prisão pode apresentar-se enquanto elemento definitivo na sua permanência nas fileiras mais baixas do precariado. Ao entrevistarmos as mulheres egressas do sistema penitenciário, fica evidente o quanto a passagem pela prisão contribuiu para a reprodução e intensificação das desigualdades sociais já acumuladas ao longo de suas vidas
PARABELLUM: SOBRE O MODO DE SE FAZER A GUERRA PÓS 11 DE SETEMBRO
O presente artigo tem como objetivo analisar as transformações sobre a ideia de guerra ocorridas após o 11 de setembro bem como discutir o terrorismo. Diante da necessidade de compreensão histórica sobre essas temáticas são necessárias ferramentas multidisciplinares que o auxiliem a compreender as mudanças no tempo e no espaço responsáveis pela reconfiguração desses conceitos. Portanto, esse trabalho considera que a guerra e o terrorismo, além de estarem relacionadas, envolvem manifestações de poder em conflito, as quais resultam em práticas e discursos que, inevitavelmente, recorrem a violência propagada sob a justificativa de valores morais considerados superiores e necessários
MOVIMIENTOS SOCIALES MEXICANOS ANTE LA ECONOMÍA CRIMINAL Y EL ESTADO NARCO
Las clases dirigentes mexicanas se han empeñado en ser parte subordinada y dependiente del proyecto hegemónico en la globalización neoliberal. Ello ha implicado la destrucción de la estructura jurídico - económica - política existente, el detrimento del Estado de derecho y de los niveles de bienestar de amplios sectores de la población. Esta forma de proceder de las clases dominantes ha generado innumerables violaciones a los derechos ciudadanos y ha abierto espacios a la economía criminal y al Estado narco; también, una oleada de descontento de las clases populares y medias respecto de las nuevas condiciones socioeconómicas y políticas existentes, así como de las formas agresivas y extralegales con que los sectores dominantes se apropian de bienes, ejercen dominación política, control, desarticulación y criminalización de la protesta social.
Los movimientos sociales emblemáticos del último lustro muestran una considerable diversidad de sectores y de regiones del país en pie de lucha, usando nuevas tecnologías de información, estructuras organizativas horizontales, dirigencias invisibles pero capaces de activar redes sociales que hacen resonar protesta en escalas local, nacional e internacional y generar presión política. Estos movimientos, cual modernos profetas, denuncian las desviaciones en que las clases dominantes y el Estado incurren en su manejo de la economía y de la escasamente democrática estructura política y, con su discurso y acción, anuncian el tipo de estructura política y de relaciones socio-económicas que anhelan
DE VOLTA AS PERIFERIAS DO RECIFE: O REENCONTRO COM OS PROTAGONISTAS
O objetivo desse trabalho é apresentar a segunda etapa dessa pesquisa o qual o tema menciona, identificando as principais mudanças envolvendo: os âmbitos urbanos e sociais que ocorreram nas localidades da periferia do Recife: Três Carneiros, Dois Unidos e Morro da Conceição. A primeira etapa foi realizada com os representantes dessas comunidades, que direta ou indiretamente participaram da execução do projeto de urbanização os resultados foram apresentados no 17º Congresso Brasileiro de Sociologia - Porto Alegre (2015), já na segunda etapa os protagonistas pesquisados foram técnicos sociais e secretários municipais que estiveram à frente do referido projeto. Para isso, tornou se como referência inicial a dissertação de mestrado do próprio autor titulado: “Novas Práticas de Urbanização nas Periferias do Recife: As Comissões de Acompanhamento de Obra - 1995”, o que exigiu o retorno às áreas pesquisadas, possibilitando uma análise comparativa. Considerando o tempo transcorrido, o retorno há essas localidades foi realizado através da apresentação dos principais resultados da pesquisa realizada no passado, bem como, a exposição dos relatos na época concedidos. Para tal resultado, além de entrevistas e debates como metodologias, serão utilizados alguns autores para fundamentar e propiciar o embasamento teórico: Albuquerque, Bauman e Gatti.
 
NOCIONES SOBRE LA DIVISIÓN Y EL CONFLICTO SOCIAL EN TRABAJADORES ASALARIADOS DEL ÁREA METROPOLITANA DE BUENOS AIRES
El presente artículo tiene como objetivo analizar de manera exploratoria una serie de representaciones sociales acerca de la cohesión/división social y del conflicto social en trabajadores asalariados del Área Metropolitana de Buenos Aires (AMBA). La aproximación a esta cuestión se hizo en 2016 mediante una encuesta no probabilística a 121 trabajadores asalariados del AMBA, respetándose las proporciones de sexo y edad de la población ocupada de dicha área poblacional
IDENTIDAD Y MOVIMIENTOS SOCIALES EN ARGENTINA: UNA LECTURA A PARTIR DE LA TEORIA SOCIAL DE MANUEL CASTELLS
El estudio de la identidad de los movimientos sociales desarrollado por Manuel Castells ocupa un lugar destacado en su construcción teórica al señalar que el nuevo paradigma tecnológico, centrado en torno a las tecnologías de la información, ha modificado las bases de la sociedad a un ritmo acelerado propiciando la emergencia de múltiples expresiones de identidad colectiva que desafían la globalización. De allí que la problemática a desarrollar en el artículo sea el alcance analítico y empírico de las categorías identidad y movimientos sociales referenciadas por el autor a partir de las expresiones que tuvo la acción colectiva en Argentina durante la crisis de gobernabilidad entre los años 2001-2003. Problema que nos remite a considerar que el objetivo de la propuesta es escrutar la capacidad explicativa de dichos conceptos para poder discutir su aporte y limitaciones a partir de la dinámica, organización, repertorio de la protesta y marco interpretativo de la acción contenciosa desarrollada por los movimientos sociales a principios de siglo. Se utilizó una metodología cualitativa y se espera ofrecer un análisis crítico sobre el tema que contribuya a repensar la dimensión identitaria de los movimientos sociales
O DISCURSO COLONIZADOR DA MÍDIA BRASILEIRA SOBRE UMA LÍDER LATINO-AMERICANA: O CASO DA REELEIÇÃO DE CRISTINA KIRCHNER
Este artigo discorre sobre a cobertura da mídia impressa brasileira durante a campanha à reeleição da presidente argentina Cristina Kirchner, em 2011, com o objetivo de compreender como os jornais adotam um discurso colonizador sobre a líder latino-americana. Para tanto, foram estudados os discursos dos jornais Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo e O Globo – veículos de grande circulação no Brasil, tendo como corpus de análise reportagens, matérias e editoriais. A pesquisa adotou o aporte teórico-metodológico da Análise de Discurso, que conduziu a análise dos textos, além de recorrer a diversos autores da área da Comunicação Social e da Sociologia, a fim de abordar as questões referentes à formação, constituição e funcionamento da mídia e da América Latina. Sabendo-se que o estudo do discurso perpassa a questão da história, da ideologia e da luta de classes, a base de problematização aqui desenvolvida entende que a mídia constrói historicamente os discursos sobre a região e seus líderes, a partir de uma ótica colonizadora. Cristina Kirchner faz parte de um grupo de líderes latino-americanos que, na última década, adotaram posturas mais progressistas, como Luiz Inácio Lula da Silva, Hugo Chávez, Evo Morales e Rafael Correa, emergindo como expoentes de uma nova configuração política da região. Esse bloco de países em luta “antineoliberal” e “descolonial” se delineia mais fortemente em um momento em que os paradigmas de “esquerda” no mundo ainda vivem numa crise no entrelugar “discurso e prática”. Por isso é importante para este artigo trazer também uma breve análise do contexto sócio-histórico dos países ao Sul do continente, situando o papel da mídia brasileira que, claramente, segue na contramão das lutas emancipatórias latino-americanas, trazendo as marcas fortes deixadas pelas colonizações opressoras na região. Os veículos de comunicação comerciais surgiram de um mesmo processo: nasceram e foram legitimados por um modelo capitalista de concentração e, em tese, são eficientes mantenedores dessa prática. O poder da mídia é, acima de tudo, simbólico. Embora o tema “América Latina” venha ganhando força nos noticiários nacionais é condicionado por fortes críticas às posturas de seus líderes, que são, em alguns casos, explicitamente chamados de radicais ou sectários, chegando a ser demonizados. Mas, por ser mulher, vê-se que há um peso maior das palavras da mídia sobre a presidente argentina, simbolizando a repressão sofrida pela mulher latino-americana colonizada. Buscando coerência com a proposta deste trabalho, os autores latino-americanos foram privilegiados, sobretudo ao abordar a constituição da identidade latino-americana, as colonizações, as explorações, enfim, as origens desse lado Sul que tenta se reinventar. Ao final do artigo, é possível compreender, a partir do discurso da mídia sobre Cristina Kirchner, como os meios de comunicação discursivizam a América Latina, ressignificando as marcas simbólicas dos processos colonizadores
DISCURSOS DE PRIMERA PLANA SOBRE LOS CONFLICTOS OBREROS SUCEDIDOS EN TUCUMÁN ENTRE LA CRISIS ECONÓMICA DE 1965 Y EL CIERRE DE LOS INGENIOS EN 1966
En el marco de la exploración y comprensión de ideologías, representaciones e imaginarios como elementos heredados, el presente trabajo se propone describir el aspecto ideológico de los discursos de Primera Plana sobre los conflictos obreros que suceden en la provincia de Tucumán entre los años 1965 y 1966. Primera Plana es un semanario porteño de impacto masivo durante la década de los ‘60. Se funda a pedido de un sector de las Fuerzas Armadas y con financiamiento de empresas multinacionales instaladas en el país a partir de la presidencia de Arturo Frondizi (1958-1962). Durante este período el peronismo se encuentra proscripto y las Fuerzas Armadas condicionan la estabilidad de los gobiernos civiles. A partir de mediados de 1965, cuando se produce en Tucumán una de las mayores crisis económicas de sobreproducción de azúcar, Primera Plana le dedica a los conflictos obreros que suceden en dicha provincia una serie de notas. En junio de 1966, las Fuerzas Armadas derrocan al Presidente Arturo Humberto Illia (1963-1966). Al mes siguiente, en Tucumán, se cierran por decreto 11 de 27 ingenios.
El presente análisis se centra en los discursos de Primera Plana entre dicha crisis de sobreproducción y el golpe militar de junio de 1966. El método de análisis a utilizar es el propuesto por Eliseo Verón, que consiste en describir el aspecto ideológico de los discursos. Lo ideológico refiere a las condiciones de producción en las que son posibles ciertos discursos, es decir, la vinculación entre el texto y el lugar social en el que emerge. En cuanto al lugar social que condiciona la producción de un discurso, los discursos que construye y difunde Primera Plana se identifican con ciertos sectores sociales -urbanos y porteños. Por lo que, al tratarse de discursos sobre conflictos obreros de una provincia del interior de Argentina, estos condensan imaginarios y representaciones sobre el interior del país y el mundo del trabajo.
El análisis de estos discursos puede brindar claves de interpretación de los conflictos obreros sucedidos en la provincia, y, específicamente, de la mirada a partir de la cual se conocieron y difundieron tales hechos. Entonces, el objetivo es analizar los discursos de uno de los semanarios de la época, para poder comprender e interpretar el proceso de configuración de representaciones e imaginarios heredados sobre una situación, sus actores y el espacio, es decir: los conflictos obreros que suceden en Tucumán a partir de la mencionada crisis económica, el mundo del trabajo representado por los sindicatos y el interior del país.