Entropia (E-Journal)
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SINDICALISMO Y DISPUTAS SOCIOAMBIENTALES: LA TRANSICIÓN JUSTA EN CLAVE LATINOAMERICANA
El movimiento obrero y sus organizaciones han permanecido, en términos generales, distantes de los debates propios de los movimientos ecológicos y ambientales. En efecto, a lo largo de su consolidación en el mundo occidental los sindicatos se orientaron a la defensa y reivindicación de los derechos sociales y económicos de los trabajadores. El clivaje de clase operó como vector y organizador de su acción ligada a la obtención de recursos o a las luchas en torno a proyectos sociales emancipatorios, mientras que las problemáticas socio ambientales no estuvieron jerárquicamente representadas en las demandas del movimiento sindical
REFLEXÕES SOBRE A APROPRIAÇÃO SOCIAL DA NATUREZA E A LÓGICA DA ACUMULAÇÃO DO CAPITAL
Na segunda metade do século XX aconteceram fatos que tem influenciado as formas de perceber, compreender, agir, produzir e reproduzir das sociedades desde então. No que se refere as questões socioambientais destacam-se três. Primeiro a emergência da consciência acerca dos impactos sociais e ambientais que as pressões antrópicas exercem sobre o meio ambiente. Segundo uma virada epistemológica que coloca em tensão os que acreditam que o conhecimento técnico-científico dará respostas a grande parte das problemáticas que assolam o mundo contemporâneo e aqueles que questionam a capacidade de transformação das formas de produção de conhecimento que tem como pressupostos o racionalismo, o tecnicismo e o economicismo de matriz europeia. Terceiro o esfacelamento da perspectiva da sustentabilidade. Estes acontecimentos implicam transformações nas relações entre sociedade e natureza que alteram as dinâmicas sociais e os modelos segundos os quais a coletividade se organiza de maneira normativa. Mesmo porque, significam a apropriação dos recursos naturais para a reprodução do capital, o surgimento de riscos associados aos processos industriais que se apropriam destes recursos para a produção de bens e seus impactos nas formas de viver num mundo que tem se tornado insustentável. Neste contexto, este artigo analisa a apropriação social da natureza e a lógica da acumulação do capital e algumas das consequências e conflitos socioambientais associados a este processo
VIVIR EN LA COMUNIDAD: SENTIDO, COTIDIANIDAD Y UTOPÍAS. TRAYECTORIAS DE VIDA EN DOS COMUNIDADES DE LOS ALTOS DE CHIAPAS
Este texto mostra avanços na minha pesquisa sobre os sentidos da vida comunitária, produto do curso de pós-graduação em Antropologia Social no CIESAS-sudeste, México. O tema principal da pesquisa é a formação dos sentidos da vida comunitária, tomando como estudo duas comunidades diferentes em seus modos de vida, portanto, em seu jogo de linguagem Wittgensteniana. Por um lado, mostro como uma comunidade ecológica é "fundada" por um grupo de mulheres e, por outro lado, como uma comunidade de ideologia zapatista sobrevive, mas independente da organização oficial. A análise é feita através das narrativas de certos indivíduos na comunidade, mostrando as características operacionais, étnicas, sociais e organizacionais de seus contextos
APRESENTAÇÃO
O novo número da revista Entropia continua a manter sua política de valorização do intercâmbio com pesquisadores e pesquisadoras latinas americanas.
Nesse número, os autores tratam de temas vastos centrados nos debates aceca do feminismo, na luta contra a ditadura militar brasileira, na organização das mulheres no campo colombiano, entre outros pontos
A PARTICIPAÇÃO SOCIAL NO BRASIL E O CASO DOS CONSELHOS NACIONAIS COMO TENTATIVA DE FORTALECIMENTO DA DEMOCRACIA NO PÓS 1988
Com a consagração da Constituição no Brasil em 1988, há a previsão de espaços de participação social dentro de áreas focais como a educação, a assistência social e a saúde nas diferentes esferas de governo. Entretanto, não somente se restringindo a essas áreas, são institucionalizados diferentes espaços de participação para sociedade civil, sendo alguns deles os conselhos de políticas públicas, que serão replicados em grande número a partir desse período sem que, necessariamente, tenham devida atenção no que tange à avaliação e monitoramento. Neste contexto, o presente artigo tem como objetivo abordar este tema por meio de três partes: a primeira consiste em mapear o surgimento e a proliferação destes espaços em âmbito nacional – no período de 1988 a 2016; já a segunda consiste em analisar as principais causas para que esse fenômeno pudesse se desenvolver no contexto brasileiro; e a terceira traz luz à importância das contribuições de pesquisadores na literatura focada para tais dinâmicas. Isto posto, nas considerações finais são expostas as particularidades observadas do porquê se alcançara tamanha expansão destes espaços nos âmbitos nacional, estadual e municipal, além de trazer aspectos importantes a serem pensados para o melhor funcionamento destes conselhos
A REPRESSÃO ÀS TRABALHADORAS DO SEXO E A AÇÃO DO MOVIMENTO NINHO DURANTE A DITADURA NO CEARÁ (CEARÁ, 1964 – 1985)
A ditadura civil-militar brasileira baseava-se na Doutrina de Segurança Nacional, a qual tinha como foco o combate ao inimigo interno (comunistas, estudantes, intelectuais, prostitutas, feministas, movimentos sociais). As prostitutas, os homossexuais e travestis, foram um desses alvos do regime sofrendo forte repressão do sistema autoritário baseado numa moralidade cristã ambígua. Muitas prostitutas sofreram torturas, estupros, algumas foram até mesmo mortas, outras foram impedidas de trabalhar sofrendo perseguição e prisões constantes. Diante do desamparo da população pobre e dessa perseguição aos que fugiam dos padrões morais impostos, surge não só no Brasil, mas em toda a América Latina uma Igreja progressista de resistência a partir das ações de Pastorais Sociais, como o “Ninho Cearense” que inicia seu trabalho em Fortaleza com o baixo meretrício, nas regiões em que se empreendeu o “desfavelamento”, realizando um trabalho de amparo e formação. Quer-se, portanto, analisar a atuação da ala progressista da Igreja Católica no Ceará na resistência ao regime ditatorial através das ações do “Ninho Cearense” com as trabalhadoras do sexo no período
APRESENTAÇÃO
A ciência no Brasil foi duramente atingida pela pandemia. Enfrentando desde 2019 um governo que a desqualificava, assitimos com a pandemia a perda de intelectuais, o encolhimento de congressos e outras perdas que nos afetaram. A revista Entropia em seu número 10, continua nesses tempos sombrios divulgando pesquisas no campo das Ciências humanas. E nós, da equipe editorial, convidamos a leitura dessa edição
AMÉRICA LATINA, PARTICIPACIÓN DEL MOVIMIENTO URBANO Y LOS DESAFÍOS DE LA NUEVA AGENDA URBANA
Históricamente la ciudad ha representado el ideal de la vida social, el faro de la cultura y de la modernidad, centro de producción, de información, de decisión y de acumulación de capitales. El documento preparatorio de Hábitat III referido a ciudades inclusivas, señala que “la urbanización ofrece la posibilidad de nuevas formas de inclusión social, incluyendo mayor igualdad, acceso a servicios y nuevas oportunidades, y la participación y la movilización que refleja la diversidad de las ciudades, países y el mundo”.
Sin embargo, anota que existen diversos problemas que obstaculizan estas potencialidades, situados sobre todo en el plano de las decisiones políticas, de la gestión y de los instrumentos adecuados, y propone tres pilares la nueva Agenda urbana, planificación urbana, legislación urbana y financiación municipal, sin abordar de manera plena los cambios que se vienen desarrollado en general en las ciudades en el mundo, que son una consecuencia del proceso de globalización neoliberal que enfrentan nuestras sociedades
AÇÃO COLETIVA E CONFRONTO POLÍTICO: UMA LEITURA DAS MANIFESTAÇÕES DE JUNHO DE 2013 NO BRASIL
Junho de 2013 foi um mês extraordinário na sociedade brasileira. A mobilização em massa tomou conta das ruas das principais cidades do país estendendo-se, no decorrer dos dias, aos centros médios e periféricos. As questões pautadas pelos manifestantes demonstraram-se como fontes de consenso e divergência na condução do conflito político. Concomitantemente, a prospecção de que o país vivia numa inércia social foi contradita por uma maneira relativamente nova de ação coletiva respaldada e incentivada, principalmente, pela gramática da internet. Através dos blogs, redes sociais e mídias alternativas, os manifestantes propagaram suas indignações e reuniram forças para o confronto político questionando o poder instituído nas trincheiras da política e nos discursos propagados pela grande mídia. Por intermédio deste panorama, o presente artigo procura oferecer uma interpretação possível sobre as manifestações de Junho de 2013 que contemple três principais eixos: as características sobre o ativismo social na contemporaneidade; a ação coletiva de confronto e suas repercussões; e as consequências de Junho para sociedade brasileira
O CINEMA POLÍTICO E A POLITIZAÇÃO DA ARTE
O cinema surge já como mercadoria em um contexto de aceleração do cotidiano e aumento de imagens e sensações produzidas e reproduzidas pelos indivíduos. Desde sua origem, o cinema passou por diversas transformações em sua linguagem e também sua forma ideológica de utilização. O que são imagens políticas? E um cinema político? A possibilidade de representação e construção da realidade pelo cinema possibilitou a sua potencialidade de crítica e política. Produções cinematográficas passaram a refletir o momento histórico social ao mesmo tempo em que o representa. Produções amadoras e cinematográficas como “Arábia”, “Corpo elétrico” e “Pela Janela” demonstram uma trilogia que aborda o trabalho, dentre outras coisas, em um contexto de uma sociedade brasileira onde os direitos trabalhistas e repressões passaram ao debate