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    RECONHECIMENTO: UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA

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    As lutas por reconhecimento, diferentemente das lutas por redistribuição, não têm como orientação normativa, em primeiro plano, a eliminação das desigualdades econômicas, mas o combate ao preconceito e a discriminação de determinados grupos e indivíduos constituindo-se numa forma de opressão. O objetivo deste artigo é discutir os motivos pelos quais para a filósofa americana Nancy Fraser (1947) o reconhecimento concebido como autorrealização das identidades de indivíduos ou grupos tende a inviabilizar a construção de um paradigma de justiça que englobe, simultaneamente, reconhecimento e redistribuição. E demonstrar como essa autora elabora um modelo de reconhecimento, sem estar baseado na autorrealização identitária, que ela acredita ser possível promover a conciliação entre as lutas por reconhecimento com as lutas por a redistribuição

    A NEGOCIAÇÃO COLETIVA DOS BANCÁRIOS EM 2018 – MOBILIZAÇÃO E RESISTÊNCIA DE UMA CATEGORIA FRENTE À REFORMA TRABALHISTA

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    O ano de 2018 foi histórico para a negociação coletiva dos bancários do país. Foi a primeira negociação realizada depois da aprovação da Reforma Trabalhista pelo Congresso Nacional, ocorrida em julho de 2017, por meio da Lei nº 13.467/2017. Um período de grande apreensão por parte dos dirigentes sindicais bancários de todo o Brasil. Após estudos sobre os possíveis impactos que a reforma traria à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, todo o calendário de conferências regionais e mesas de negociação foi antecipado, no intuito de proteger o acordo anterior e que ele não perdesse sua validade antes da assinatura do novo acordo, pois a Reforma trouxe o fim da ultratividade dos acordos. Apesar de toda uma conjuntura adversa, os bancários conseguiram fechar uma nova CCT sem que seus direitos fossem perdidos, além de construírem um novo conjunto de instrumentos jurídicos que asseguraram os bancários por dois anos. Diante disso, esse trabalho tem a finalidade de fazer um registro do histórico da luta dos bancários e, em especial, dessa negociação, até então, inédita no país.  &nbsp

    O DESASTRE TECNOLÓGICO, A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA REPARAÇÃO E OS ATORES EM CONFLITOS

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    As ciências sociais se interessam por desastres tecnológicos na medida em que expressam ações e perspectivas de diferentes atores do cenário, demandas e reações coletivas colocando em evidência práticas sociais e mecanismos de intervenção do Estado. O texto objetiva abordar os conflitos políticos no processo de reparação, enfatizando o campo institucional de enfrentamento dos impactos aos atingidos pelos rejeitos de mineradora. Do ponto de vista metodológico, a principal fonte da análise é o desenho do acordo entre partes e os relatórios apresentados pela Fundação Renova, no processo de políticas mitigadoras para o cumprimento do acordo. No campo do desastre tecnológico do Rio Doce parece existir um confronto entre o que poderíamos chamar de vozes que brotam junto aos atores sociais e o intuito de produzir respostas para múltiplas demandas por uma burocracia. Enfim, o desastre é um fenômeno que exacerba a desestabilização das bases existenciais materiais e simbólicas, diante de cujo fenômeno estão chamados ao cenário tanto a burocracia estatal, atingidos e a empresa causadora

    A CIDADE DA MINORIA

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    Palmas, capital do estado do Tocantins, é a última cidade brasileira construída com base em um projeto de planificação. O início de sua construção data de Maio de 1990, portanto após a Constituição de 1988 que garante o direito à moradia. Apesar desses fatores, planejamento e direito à moradia constitucionalizado, Palmas conta com um déficit habitacional significativo ao longo da sua História. Mesmo seguindo o modelo de cidades já planejadas, Palmas é composta por diversos e grandes vazios urbanos, e mesmo assim há diversas pessoas com problemas relacionados à moradia, entende-se que não houve a instalação inicial do planejamento da capital que previa uma boa qualidade de vida para todos os moradores. O presente trabalho tem por objetivo central discutir como ocorreram as mobilizações de ocupações urbanas da cidade, através de aspectos históricos e sociais, diante dos problemas habitacionais. Temos como objetivo nesse trabalho de desnaturalizar discursos que avaliam déficit habitacional a questões de ordem individual, assim, analisamos movimentos de luta pela moradia e suas estratégias de resistência a um planejamento urbano excludente sendo as ocupações urbanas um exemplo pragmático

    LECCIONES DE LA PRIMAVERA ANDINA 2019

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    La reflexión que presentamos procura aportar a la búsqueda de alternativas de los movimientos sociales sudamericanos. Para esto partimos de la coyuntura actual donde mencionamos algunos de los rasgos de las protestas de septiembre, octubre y noviembre de 2019 en Ecuador, Chile y Bolivia, como punto de partida para inferir procesos de enseñanza-aprendizaje políticos de los sujetos colectivos no institucionales.   Desde el método de la Intervención sociológica el investigador sintetiza determinadas hipótesis, a partir de su lectura global del procesamiento del conflicto y del análisis de la autoreflexión de diversos participantes en el sujeto colectivo. Se procura así considerar elementos comunes de casos sudamericanos que nos permitan relacionar las demandas autónomas y particulares con los conflictos centrales de las sociedades estudiadas. Finalmente para pensar una pedagogía del movimiento social, en un momento crítico de los ciclos progresistas, acudimos a recuperar de la filosofía de la liberación Giulio Girardi y José Luis Rebellato algunas reflexiones para promover la formación de “pueblos-sujetos”. &nbsp

    ENTREVISTA: TARSO GENRO

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    Tarso Fernando Herz Genro é um advogado, jornalista, professor universitário, ensaísta, poeta e político brasileiro filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT).Foi duas vezes prefeito de Porto Alegre e ministro da Educação, das Relações Institucionais e da Justiça durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011).Em 3 de outubro de 2010, foi eleito governador do Rio Grande do Sul no primeiro turno, com mais de 54% dos votos válidos.Publicou, entre outros trabalhos: Introdução à crítica do direito, Literatura e ideologia, Direito individual do trabalho, Utopia possível, O futuro por armar, Moçambique: a caminho do socialismo, Acorda palavra (poesia) e Fontes da vida(ensaios de literatura e teoria da história)

    PODER EM MICHEL FOUCAULT E BYUNG-CHUL HAN: BIOPOLÍTICA, NEOLIBERALISMO E PSICOPOLÍTICA COMO DISPOSITIVOS PARA CONTROLAR CORPOS E PSIQUES NA SOCIEDADE INFORMACIONAL-DIGITAL

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    Este ensaio analisa o poder e seus significados a partir de trabalhos de dois pensadores contemporâneos: Michel Foucault e Byung-Chul Han. Nesse sentido, são apresentados excertos de obras dos filósofos, além da inclusão de outros pensadores como forma de dimensionar o debate. Dessa forma, a partir de uma chamada biopolítica (política voltada a gestão da vida) extraída da obra de Foucault e de uma psicopolítica (captura de mentes) de obras de Han, ambos convergindo em uma problematização acerca do neoliberalismo, busco analisar aspectos concernentes ao que seria um tipo de controle de psiques a partir do uso massivo de internet, da web e de mídias e redes sociais digitais, convergindo no momento atual, onde o digital parece se tornar o novo espaço para a articulação de um poder mais complexo e subjetivo

    POLÍTICAS URBANAS NO CONTEXTO DO CAPITALISMO GLOBAL E O USO DE INVESTIMENTOS PÚBLICOS E PRIVADOS NOS ESPAÇOS DE ELITE NA CIDADE DE FORTALEZA.

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    Este artigo se baseia em um estudo etnográfico realizado em um dos principais espaços públicos de um tradicional bairro de classe média alta na cidade de Fortaleza, no Nordeste do Brasil. Concentramo-nos em refletir, a partir do caso da Praça das Flores, no centro do bairro Aldeota, sobre a dinâmica de usos feitos de investimentos públicos e privados nos espaços urbanos, e como estes são indicadores de outros modos de manutenção e reforço de diferentes tipos de capitais e privilégios das elites nas cidades no contexto do capitalismo global. Analisamos a dinâmica de privatização da praça e de sua área verde por parte de uma importante incorporadora imobiliária, buscando entender como este grupo mobilizou interesses privados através de uma política urbana de “Adoção de Praças e Áreas Verdes”, realizando investimentos milionários em bairros de elite e reforçando formas de desigualdades de classe e raça na cidade, visto que estes investimentos não chegam em igual medida nos espaços urbanos da periferia

    PARTICULARIDADES NA FORMAÇÃO DO PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO: QUESTÕES PRELIMINARES ACERCA DA FUNDAÇÃO DO PCB

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    Às vésperas de completar 100 anos o Partido Comunista Brasileiro continua despertando interesse seja por sua própria história, que em muito se confunde com a história do Brasil, das lutas populares e sociais, e pelo simples fato de, dentro da atual realidade política, ser o mais antigo partido brasileiro, seja, também, pela curiosidade despertada por ver esse quase centenário partido com forte presença nas ruas marchando nas manifestações contrarias ao governo Bolsonaro e suas políticas. Por mais que sua história tenha sido visitada por especialistas de diversas ciências, tais como história, ciência política, sociologia e outras, bem como pela memória de antigos e atuais militantes, são poucos os consensos que se evidenciam ao se pesquisar sobre o Partido Comunista Brasileiro. Podemos, inclusive, afirmar que não apenas a história do PCB que é marcada por divergências e disputas, mas também o próprio estudo sobre sua história

    CONSTRUINDO O CONSENSO: A ATUAÇÃO DE O GLOBO COMO VULGARIZADOR DAS IDEIAS NEOLIBERAIS (1989-2002)

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    Neste artigo, analisamos a cobertura de O Globo entre 1989 e 2002, destacando o apoio do jornal às privatizações e ao programa neoliberal. O periódico procurou justificar as desestatizações disseminando uma determinada visão de Estado e de mercado

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