Periódicos UFT (Universidade Federal do Tocantins)
Not a member yet
6757 research outputs found
Sort by
Cogito, sum: Uma análise do estatuto da primeira certeza de Descartes sob três perspectivas
In this paper, we will analyze the statute of Decartes’ Cogito from 3 perspectives: 1. as an inferential intuition, based on Peter Markie’s lecture; 2. As an performative act, baseds on Jaakko Hintikka lecture; 3. And, finally, in the form of an immediate intuition, baseds on Gueroult, Forlin and our own studies. In this way, we intend to demontrate the interpretative limitations of first two biases of lecture, emphasizing the need to conceive of the status of the Cogito in the light of immediate intuition, proposing an interpretation that highlights the inseparable and identity aspect of the parts that compose the interior of Descartes’s first certainty.No presente artigo, realizaremos uma análise do estatudo do Cogito de Descartes sob a luz de 3 perspectivas: 1. Enquanto uma intuição inferencial, baseados na leitura de Peter Markie; 2. Como um ato performático, baseados na leitura de Jaakko Hintikka; 3. E, por fim, sob a forma de uma intuição imediata, baseados na leitura de Gueroult, Forlin e em nossos próprios estudos. Com isso, pretendemos demonstrar as limitações interpretativas dos dois primeiros vieses de leiura, ressaltando a necessidade de conceber-se o estatuto do Cogito sob a luz da intuição imediata, propondo uma interpretação que ressalte o aspecto indissociável e identitário das partes que compõem o interior da primeira certeza de Descartes
Tradução: 11 teses sobre o problema do par documentário/ficção
Em 11 teses, o autor questiona e desconstrói o aparente paradoxo da conjunção documentário/ficção. O documentário não exclui a ficção (isso seria uma perigosa ilusão ideológica). A ficção tampouco exclui a realidade (mas a manuseia e a apresenta sob um novo aspecto)
Serras da desordem, imagens de descrença
Walking with Carapiru, a wandering survivor of the massacre of his people, passing through burning forests, photo albums and TV programs, we ask: what can the image do in the face of a destroyed world? We discovered, with The Hills of Disorder (2006), by Andrea Tonacci, that the image can do a lot: it can, above all, free itself from the pretension of grasping “the real” to learn more about itself and, thus, find its own world. For this very reason, we suspect that these are images of disbelief: they put us in doubt in the face of what we are watching so that we can better pay attention to what is within: imagination and narrative, fable and drift.Caminhando com Carapiru, sobrevivente errante do massacre de sua gente, passando por matas em chamas, álbuns de fotografia e programas de TV, perguntamos: o que pode a imagem diante de um mundo destruído? Descobrimos, com Serras da desordem (2006), de Andrea Tonacci, que a imagem pode muito: pode, sobretudo, libertar-se da pretensão de apreender “o real” para aprender mais sobre si e, assim, ser seu próprio mundo. Desconfiamos, por isso mesmo, que essas são imagens de descrença: elas nos põem em dúvida diante daquilo que assistimos para que melhor atentemos ao que está em seu íntimo: imaginação e narrativa, fabulação e deriva
Uma vinheta analítica da série Wanderlust
“Psychoanalytic treatment” and “psychoanalysis as an intervention in the capture of enjoyment” are the interpellation guides we will use to operate a psychoanalytic vignette from the series Wanderlust. To this end, we will make a surgical cut in the series in question, taking into account only an excerpt from episode 5, as it dramatizes a curious process of interventional reductions in the speeches of the protagonist Joy (Toni Collette), by her analyst Angela (Sophie Okonedo), from whose clinical management it is possible to make inflections on the power of psychoanalysis to penetrate the unconscious formation of enjoyment, as well as to raise possibilities of freeing oneself from its symptomatic capture.“O tratamento psicanalítico” e “a psicanálise como intervenção na captura do gozo” são guias interpeladores que utilizaremos para operar uma vinheta psicanalítica da série Wanderlust – navegar é preciso. Para tal fim, faremos um recorte cirúrgico na série em questão, levando em conta apenas um trecho do episódio 5, pois nele se dramatiza um curioso processo de cortes interventivos nas falas da protagonista Joy (Toni Collette), por parte de sua analista Angela (Sophie Okonedo), de cujo manejo clínico é possível fazer inflexões sobre a potência da psicanálise em penetrar na formação inconsciente do gozo, bem como suscitar possibilidades de libertar-se de sua sintomática captura.
 
O fanatismo da política da fé : Reflexões à luz de Michael Oakeshott
O presente artigo tem por objetivo analisar as confluências que o comportamento fanático compartilha com a concepção de política da fé, elaborada por Micheal Oakeshott. A primeira parte da reflexão parte da utilização de uma filosofia – a hitlerista – para fundamentar o uso, sistematizado e racional, da violência, a fim de explicitar a normalização da mesma em um sistema político. O segundo momento é direcionado a evidenciar as características religiosas do fanatismo político, interligando-as com a exaltação de algo que justifique a violência e com as hipóteses sobre como o ser humano adere uma ideia. Ao final, a terceira e a quarta parte são guiadas, respectivamente, pela introdução ao pensamento político de Oakeshott e as considerações acerca das convergências do fanatismo com a estrutura da política da fé
CAVARERO, A. Olha-me e narra-me. Filosofia da narração. Trad. Milena Vergas. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2025. 221 p.
Resenha de CAVARERO, A. Olha-me e narra-me. Filosofia da narração. Trad. Milena Vergas. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2025. 
Educação e contra-educação nas sociedades democráticas
The question of the relationship between education and democracy emerges from two perspectives. On the one hand, it relates to the role of educational institutions. On the other hand, it involves the democratic process itself, i.e. the interactions and power relations between groups and institutions in the context of delegating power, making collective decisions and implementing the decisions taken. In this article, I will seek to develop the idea that the democratic process consists of an educational exchange between civil society and the state, between the governed and the governors. I will try to demonstrate that this process occurs in such a way that it also produces counterproductive effects on education. The paradox of the democratic process lies in the fact that it enables collective decision-making through a “political pedagogy”, while at the same time engendering a kind of counter-pedagogy by arousing anti-social sentiments. The result is a political variant of Kant’s sociable sociability (ungesellige Geselligkeit), that is, a form of sociable sociability that manifests itself not only in terms of social cooperation (as in the “Essay on Universal History from a Cosmopolitan Point of View”), but also in terms of collective action to address problems that can only be solved jointly, both nationally and internationally. I intend to draw some conclusions from this description at both levels.A questão da relação entre educação e democracia emerge de duas perspectivas. Por um lado, está relacionada ao papel das instituições educacionais. Por outro, envolve o próprio processo democrático, ou seja, as interações e as relações de poder entre grupos e instituições no âmbito da delegação de poder, tomada de decisões coletivas e implementação das decisões tomadas. Neste artigo, buscarei desenvolver a ideia de que o processo democrático consiste em uma troca educativa entre a sociedade civil e o Estado, entre os governados e os governantes. Procurarei demonstrar que esse processo ocorre de tal forma que também produz efeitos contraproducentes à educação. O paradoxo do processo democrático reside no fato de permitir a tomada de decisões coletivas por meio de uma “pedagogia política”, enquanto, ao mesmo tempo, engendra um tipo de contrapedagogia ao despertar sentimentos antissociais. O resultado é uma variante política da sociabilidade sociável de Kant (ungesellige Geselligkeit), ou seja, uma forma de sociabilidade sociável que se manifesta não apenas em termos de cooperação social (como em "Ideia de uma História Universal com um propósito cosmopolita"), mas também em termos de ação coletiva para abordar problemas que só podem ser solucionados de forma conjunta, tanto em âmbito nacional quanto internacional. Pretendo extrair algumas conclusões dessa descrição em ambos os níveis
Justiça, justificação e democracia na teoria crítica de Rainer Forst
This article aims to present the relationship between justice and democracy based on Rainer Forst’s critical theory, thought of as normative contexts of justification and as a critique of arbitrary power relations. In a first moment, it presents the normative contexts of justice and justification and, in a second moment, the relationship of democracy with the contexts of justification and with the critique of arbitrary power. The fundamental thesis of this exposition is that a successful democracy is one that respects the normative plans of justification having as premises the individual as a (i) moral person holder of universal human rights, (ii) ethical person capable of tracing his life plans and having respected their cosmovisions and cultural bindings with their context of good life, (iii) person of right in which inviolable fundamental rights, political rights and social rights are guaranteed, (iv) political person understood as citizens capable of to be authors and co-authors of the decisions that concern them, guaranteeing them the right to participation and justification that implies a dynamic of giving and asking for reasons about their pretensions and the pretensions of their interaction partners.Este artigo pretende apresentar a relação entre justiça e democracia a partir da teoria crítica de Rainer Forst pensada como contextos normativos de justificação e como crítica das relações arbitrárias do poder. Num primeiro momento apresenta os contextos normativos de justiça e de justificação e num segundo momento a relação da democracia com os contextos de justificação e com a crítica do poder arbitrário. A tese subjacente a esta exposição é que uma democracia exitosa é aquela que respeita os planos normativos de justificação tendo como premissas o indivíduo como uma (i) pessoa moral detentora de direitos humanos universais, (ii) pessoa ética capaz de traçar seus planos de vida e de ter respeitado as suas cosmovisões e vinculações culturais com seu contexto de vida boa, (iii) pessoa de direito em que lhe são garantidos direitos fundamentais invioláveis, direitos políticos e direitos sociais, (iv) pessoa política entendida como cidadãos e cidadãs capazes de ser autores e coautores das decisões que lhes concernem garantindo-lhes o direito à participação e à justificação que implica a dinâmica do dar e pedir razões acerca de suas pretensões e das pretensões dos seus parceiros de interação
The Plasticity of the Earth: For a plastic reading of temporality in the Anthropocene epoch
The realisation of the fragile state of the Earth – brought about by the current environmental crisis – has forced us to become aware of the impact that we humans have on the Earth’s ecosystem. It is now increasingly accepted that we are in a new geological epoch called the Anthropocene, in which human beings have become a telluric or geological force. This prompts us to question what it means that the human being (a part of the Earth’s biosphere) has become so strong as to affect the Earth’s equilibrium and its impact so long-lasting as to access deep time. It is a clash of temporalities that Malabou addresses in the essay The Brain of History, or The Mentality of the Anthropocene and which is the starting point of our analysis aimed at understanding whether the concept of plasticity can once again be a driving scheme to understand the perceptual crisis that the Anthropocene poses to us and what a possible path to overcome the environmental crisis in which we participate might be. A tomada de consciência do estado de fragilidade da Terra – provocada pela atual crise ambiental – obrigou-nos a tomar consciência do impacto que nós, seres humanos, temos no ecossistema terrestre. É hoje cada vez mais aceito o fato de que nos encontramos em uma nova época geológica, designada por Antropoceno, em que os seres humanos se tornaram uma força telúrica ou geológica. Isto leva-nos a questionar o que significa o fato de o ser humano (uma parte da biosfera da Terra) se ter tornado tão forte ao ponto de afetar o equilíbrio da Terra e o seu impacto tão duradouro ao ponto de aceder ao tempo profundo. É um choque de temporalidades que Malabou aborda no ensaio O Cérebro da História, ou A Mentalidade do Antropoceno e que é o ponto de partida da nossa análise com o objetivo de perceber se o conceito de plasticidade pode voltar a ser um esquema motor para compreender a crise perceptiva que o Antropoceno nos coloca e qual o caminho possível para ultrapassar a crise ambiental em que participamos
COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O PORQUÊ E COMO GARANTIR A FORMAÇÃO INTEGRAL DA CRIANÇA
Education aims at the full development of the individual, preparing them for the exercise of citizenship and their qualifications for the job market (BRASIL, 1988). From this perspective, it is understood that a child\u27s comprehensive development encompasses cognitive and socio-emotional skills, given that today\u27s society and job market demand individuals with the capacity for adaptation, socialization, and emotional control. In this context, this article presents the results of research that sought to investigate how Early Childhood Education teachers can stimulate the development of socio-emotional skills in children. Through an integrative review, the main foundations and concepts of socio-emotional skills were listed, and practical examples of activities that promote the development of these skills in children were presented. Due to the scarcity of content related to this topic in the field of Education, the research focused on the field of Neuroscience, specifically Early Stimulation, to analyze the object of study. The research demonstrated the importance of teaching skills from early childhood and allows us to conclude that early stimulation offers many proposals that help teachers identify the pedagogical potential of everyday play and develop new ideas for their teaching practice, focusing on experiences that address children\u27s diverse learning styles.La educación tiene como objetivo el desarrollo integral del individuo, preparándolo para el ejercicio de la ciudadanía y su cualificación para el mercado laboral (BRASIL, 1988). Desde esta perspectiva, se entiende que el desarrollo integral de un niño abarca las habilidades cognitivas y socioemocionales, dado que la sociedad y el mercado laboral actuales demandan individuos con capacidad de adaptación, socialización y control emocional. En este contexto, este artículo presenta los resultados de una investigación que buscó investigar cómo los maestros de Educación Infantil pueden estimular el desarrollo de habilidades socioemocionales en los niños. A través de una revisión integradora, se enumeraron los principales fundamentos y conceptos de las habilidades socioemocionales, y se presentaron ejemplos prácticos de actividades que promueven el desarrollo de estas habilidades en los niños. Debido a la escasez de contenido relacionado con este tema en el campo de la Educación, la investigación se centró en el campo de la Neurociencia, específicamente en la Estimulación Temprana, para analizar el objeto de estudio. La investigación demostró la importancia de la enseñanza de habilidades desde la primera infancia y permite concluir que la estimulación temprana ofrece numerosas propuestas que ayudan al profesorado a identificar el potencial pedagógico del juego cotidiano y a desarrollar nuevas ideas para su práctica docente, centrándose en experiencias que aborden los diversos estilos de aprendizaje de los niños.A educação tem como objetivo o pleno desenvolvimento da pessoa, sua preparação para o exercício da cidadania e sua qualificação para o mercado de trabalho (BRASIL, 1988). Nessa perspectiva, entende-se que a formação integral da criança engloba as competências cognitivas e socioemocionais, visto que a sociedade e o mercado de trabalho atual demandam pessoas com capacidade de adaptação, socialização e com controle emocional. Nesse contexto, o presente artigo apresenta resultado de pesquisa que buscou investigar como os professores da Educação Infantil podem estimular o desenvolvimento das competências socioemocionais nas crianças. Por meio de uma revisão integrativa, foram elencados os principais fundamentos e conceitos de competência socioemocional e apresentados exemplos práticos de atividades que promovem a estimulação dessas competências nas crianças. Em virtude da escassez de conteúdo relacionado à temática no campo da Educação, a busca foi direcionada ao campo da Neurociência, especificamente da Estimulação Precoce para análise do objeto de estudo. A pesquisa demonstrou a importância do ensino de competências desde a primeira infância e permite concluir que a estimulação precoce apresenta muitas propostas que auxiliam o professor a identificar o potencial pedagógico das brincadeiras cotidianas e elaborar novas ideias para sua prática de ensino com foco nas vivências de experiências que trabalhem as diversas aprendizagens das crianças