Portal de Periódicos da Univali (Universidade do Vale do Itajaí)
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Determinação das propriedades mecânicas de material híbrido compósito para estruturas aeronáuticas
Com o desenvolvimento da tecnologia as indústrias vêm observando que os materiais híbridos (compósitos) são uma solução promissora, devido a combinação das suas distintas propriedades mecânicas. Entretanto um dos grandes desafios a serem dominados é o processo de manufatura e a interface de união entre os materiais. As análises de simulação numérica têm sido amplamente aplicadas e estudadas como ferramentas básicas para prever o comportamento de materiais compósitos híbridos. Contudo, para que a simulação seja eficaz, é necessário, primeiramente, um conhecimento amplo sobre as propriedades mecânicas do material a ser estudado. Para avaliar o potencial de melhoria nas características dos materiais, foram desenvolvidos o total de 15 corpos de prova na forma de painéis sanduíche, compostos por duas camadas de fibra de carbono 334HM impregnadas com resina epóxi e um núcleo constituído de alumínio 6063-T6. O núcleo do material foi preparado com três superfícies distintas, sendo 5 ensaios a natura, 5 ensaios lixados com lixa nº60 e 5 ensaios jateados com microesferas, afim de prever as possíveis melhoras de adesão entre o núcleo e o compósito, e após a laminação, os corpos de prova foram submetido ao ensaio de flexão de três pontos utilizando uma máquina de ensaios universal. Através da aplicação de diferentes forças e cargas, foram avaliadas as respostas dos materiais e sua capacidade de suportar tensões e deformações, além das características de adesão entre o compósito e o núcleo do material híbrido. Esse processo permitiu a obtenção de dados essenciais que foram utilizados para calcular as cargas limites dos materiais, incluindo a tensão de flexão, modulo elástico, tensão de tração e limites de escoamento. Após a comparação entre os resultados das diferentes superfícies concluísse que a preparação da superfície do alumínio jateado teve um desempenho superior as demais, em vista que sua rugosidade permite a melhor adesão da resina/fibra com o material, além disso, este também apresentou o melhor comportamento mecânico proporcionando uma melhoria de cerca de 44,40% nas suas características em comparação com alumínio 6063-T6 puro
Desenvolvimento de uma biblioteca de modelos 3D de tetrápodes marinhos
O presente trabalho teve como objetivo o desenvolvimento de uma Biblioteca de Modelos 3D de Tetrápodes Marinhos, visando criar uma solução digital que suprisse lacunas identificadas em plataformas públicas já existentes, como Sketchfab, Thingiverse e MorphoSource. O levantamento inicial demonstrou que essas plataformas, apesar de úteis, não atendiam integralmente às necessidades do projeto, em especial no que diz respeito ao armazenamento gratuito de modelos. Assim, optou-se pelo desenvolvimento de um sistema local, com requisitos voltados à visualização e importação de modelos 3D em formatos amplamente utilizados (.OBJ e .STL), cadastro de informações descritivas dos modelos, controle de usuários com permissões diferenciadas e acesso público para download. A metodologia aplicada envolveu o uso da linguagem Ruby em conjunto com o framework Rails, escolha justificada pela experiência prévia do grupo de pesquisa LIBGeo com essas tecnologias. O sistema foi implantado em um servidor institucional utilizando Docker, o que garantiu maior portabilidade, escalabilidade e agilidade durante a etapa de desenvolvimento. A estrutura inicial do sistema contemplou a implementação de um login seguro, com autenticação por e-mail e senha. Foram definidos dois perfis de usuários: administradores, com permissões de edição e exclusão de qualquer conteúdo, e usuários padrão, com acesso restrito à edição apenas de seus próprios modelos. A modelagem da biblioteca foi concebida de modo a refletir a especificidade do acervo, centrado em organismos únicos do ambiente marinho. Para isso, foi criada a entidade “ocorrência” (occurrence), que permite vincular múltiplos modelos tridimensionais a um mesmo exemplar, como crânio, membros ou outras partes anatômicas. O sistema possibilita o cadastro de informações detalhadas de cada ocorrência, incluindo nome, descrição e local de coleta do animal. Além disso, foram desenvolvidas funcionalidades de listagem, permitindo ao usuário visualizar todas as ocorrências cadastradas e associar novos modelos 3D de forma prática. A cada novo upload, o sistema organiza e relaciona os arquivos ao respectivo animal, possibilitando a navegação entre diferentes modelos associados a uma mesma ocorrência. O sistema desenvolvido até o momento está funcional, capaz de atender às demandas de armazenamento de modelos 3D. A criação de perfis diferenciados de usuários surgiu no momento da modelagem do sistema, pois se viu que era necessário ter usuários com capacidade de ver e gerenciar os demais usuários. Do mesmo modo, a associação de múltiplos modelos a uma mesma ocorrência também não estava prevista inicialmente. Entretanto, durante o desenvolvimento, se notou que o foco eram animais/indivíduos, e por isso foi necessário primeiro construir um cadastro dos indivíduos, para depois vincular modelos no sistema. A possibilidade de download anônimo dos modelos vai permitir que a plataforma seja uma alternativa viável às soluções públicas inicialmente investigadas. O uso do Docker, por sua vez, amplia o potencial de replicação da biblioteca em outros servidores, favorecendo sua expansão e manutenção futura. Como desenvolvimentos futuros, estão previstas melhorias relacionadas à finalização e aprimoramento da plataforma, em especial a visualização dos modelos 3D, a otimização da interface de usuário e a implementação de recursos adicionais (download de modelos de resoluções diferentes) e monitoramento. Também se projeta a disponibilização pública da biblioteca em ambiente web, de modo a ampliar o acesso de pesquisadores e interessados, bem como a integração com bancos de dados externos de biodiversidade, fortalecendo sua relevância científica e acadêmica
Por que escolhemos a educação infantil? Motivações de docentes de educação física na primeira etapa da educação básica
O estudo objetiva analisar as motivações que docentes de Educação Física apresentam sobre a escolha profissional de atuar na Educação Infantil em um município do Vale do Itajaí-SC. O estudo justifica-se pela necessidade de compreender as razões que levam esses professores e professoras a escolher a docência na primeira infância, buscando contribuir na valorização de políticas de formação inicial e continuada. Utilizou-se abordagem qualitativa e interpretativa (Severino, 2017) no estudo, com aplicação de questionário via Google Forms durante uma formação continuada, cujas 45 respostas foram analisadas e categorizadas. Os resultados indicaram três principais motivos para a escolha profissional: afinidade com a faixa etária atendida (51%), necessidade ou oportunidade de emprego (38%) e outros motivos diversos (11%). Verificou-se que, independentemente da motivação inicial, a prática pedagógica baseada na ludicidade, na expressão corporal e na socialização foi determinante para a identificação e permanência dos profissionais no contexto educacional. Conclui-se que a experiência prática, aliada ao reconhecimento e à possibilidade de acompanhar o desenvolvimento integral das crianças, constitui o principal fator de motivação desses profissionais, reforçando a necessidade de políticas de formação inicial e continuada que potencialize teoria e prática para a consolidação da identidade docente nesse contexto
Família e adolescência contemporânea: compreendendo vulnerabilidades e caminhos para a resiliência
A adolescência é uma fase de muitas mudanças entre a infância e a vida adulta, um período de turbulência, de crises e de reorganizações internas e externas, que acontecem principalmente devido às relações. O adolescente busca um lugar para se encontrar, refletir, sonhar, se identificar, crescer e se recuperar. Seus comportamentos são um reflexo de suas emoções, por isso, tanto a família quanto os profissionais da educação têm papel fundamental. Este estudo faz parte de uma pesquisa de mestrado em Psicologia e de um projeto maior, intitulado “Parentalidade positiva e promoção do desenvolvimento saudável em famílias com filhos adolescentes: proposição e verificação de evidências de validade de programas de intervenção online”. Como desdobramentos desta pesquisa maior, esta dissertação está voltada para a promoção de resiliência e tem como objetivo final elaborar manuais online de orientação para promoção de resiliência em adolescentes aplicado a familiares e profissionais da educação no contexto da adolescência. Para fins deste estudo em específico o objetivo foi de conhecer as demandas e vulnerabilidades dos adolescentes na contemporaneidade na visão de pais e mães de adolescentes com desenvolvimento típico. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter descritivo, vinculada a projeto interinstitucional em Psicologia do Desenvolvimento e da Saúde. Foram utilizadas entrevistas semiestruturadas realizadas com familiares de adolescentes, previamente coletadas em etapa anterior do projeto. As entrevistas foram transcritas e analisadas por meio da técnica de análise de conteúdo (Bardin, 2016), respeitando-se os preceitos éticos da Resolução CNS 466/2012. A análise dos dados possibilitou a identificação de cinco categorias principais: Comunicação Familiar; Responsabilidade e Compromisso; Limites e Regras; Autonomia e Independência; Sexualidade e Gênero. Os familiares relataram dificuldades em manter diálogos abertos e consistentes, em promover a responsabilidade dos adolescentes e em estabelecer limites equilibrados. Também expressaram preocupações quanto à conquista de autonomia, frequentemente associada a comportamentos de risco, e incertezas diante da diversidade sexual e de gênero. Conclui-se que, na visão dos familiares, as principais vulnerabilidades contemporâneas dos adolescentes concentram-se em aspectos relacionais e no desenvolvimento da autonomia. Esses achados reforçam a necessidade de programas de apoio e orientação às famílias, com ênfase em práticas parentais positivas e promoção de resiliência, a fim de contribuir para a saúde mental e o bem-estar juvenil. Alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente os objetivos 3 (Saúde e bem-estar) e 4 (Educação de qualidade), esta pesquisa busca contribuir com práticas psicológicas inovadoras que respondam aos desafios das famílias e das escolas na contemporaneidade
A gestão democrática na rede pública municipal de ensino de Balneário Camboriú
A gestão democrática é tema central no debate educacional contemporâneo, influenciando todas as unidades escolares e exigindo adequações nos sistemas de ensino estadual e municipal, sendo sua efetividade dependente da autonomia, legitimidade e participação ativa de todos os envolvidos no processo escolar. O princípio da Gestão Democrática é respaldado pela Constituição Federal de 1988, pela LDBEN (1996) e pelos Planos Nacionais de Educação, especialmente o PNE 2014-2024, que reforça a meta 19 ao prever a participação direta de profissionais, estudantes e familiares na formulação de projetos político-pedagógicos e planos de gestão escolar. Contudo, a implementação das políticas educacionais enfrenta tensões entre meritocracia e participação democrática, refletindo disputas por projetos educacionais e sociais. A gestão democrática abrange diversas dimensões: administrativa, relacionada a planos de gestão, escolha de diretores, atuação de colegiados e estrutura organizacional; pedagógica, envolvendo a construção do projeto político-pedagógico e a definição de práticas de ensino; relacional, que articula redes de ensino, instituições parceiras e diferentes esferas de interação; e social, voltada à inclusão, equidade de gênero, diversidade e combate a discriminações, consolidando uma escola plural e democrática
Deslocamento de cargas para elevar o autoconsumo fotovoltáico residencial
O aproveitamento da energia fotovoltaica em residências configura-se como alternativa eficaz para reduzir perdas na rede elétrica e custos ao consumidor, mas o descompasso entre os horários de geração solar e o perfil de consumo doméstico ainda limita a fração de autoconsumo. Este estudo buscou quantificar o impacto do deslocamento de cargas sobre esse indicador, sem a utilização de baterias de armazenamento. Para tal, foi modelado um sistema fotovoltaico residencial de 2,34 kWp, considerando nove cargas com diferentes potências médias, durações de operação e janelas de flexibilidade para acionamento ao longo do dia. A partir desse conjunto, foram simulados três cenários distintos de despacho: o Cenário 01 manteve os horários originais de operação das cargas, o Cenário 02 concentrou as operações no período noturno e o Cenário 03 realocou os equipamentos para coincidir com o platô de maior geração solar. Os resultados demonstraram que o Cenário 03 elevou o autoconsumo de 46% para 77% e reduziu em 55% a energia adquirida da rede elétrica, ao passo que o Cenário 02 aumentou em 26% a dependência em relação ao fornecimento externo. Conclui-se que ajustes simples de horário, baseados exclusivamente em janelas temporais de operação, já são capazes de promover ganhos expressivos de eficiência energética e reduzir a injeção de excedentes na rede, mostrando-se uma alternativa viável em contextos de compensação parcial de energia elétrica e contribuindo para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável relacionados à energia limpa, inovação tecnológica, cidades sustentáveis e consumo responsável
Luto de profissionais da saúde mental que perderam seu paciente por suicídio: uma revisão de escopo
O luto por suicídio, fenômeno complexo e multicausal, extrapola o círculo íntimo e alcança serviços e equipes de saúde, afetando profissionais diretamente envolvidos no cuidado, com repercussões emocionais, identitárias e organizacionais. Entre esses profissionais, observam-se dor, culpa, vergonha e medo de responsabilização, com mudanças defensivas na prática, como hipervigilância, retração do vínculo terapêutico e evitação de casos de maior risco, frequentemente em contexto de “luto privado” sustentado por estigma e barreiras ao acesso a apoio psicológico formal. Objetivou-se analisar a produção científica dedicada às reações de luto e às estratégias de enfrentamento de profissionais da saúde mental após o suicídio de pacientes. Conduziu-se revisão de escopo segundo as diretrizes do Joanna Briggs Institute e do PRISMA-ScR, com buscas em Portal CAPES, PubMed, APA PsycInfo, Cochrane Library e ScienceDirect, em português e inglês, orientadas pelo modelo PCC. Foram identificados 491 registros; 48 duplicatas foram removidas, resultando em 443 registros únicos; 424 foram excluídos na triagem de títulos e resumos; 14 textos completos foram avaliados; 6 foram excluídos; 8 estudos foram incluídos
A presença de crianças migrantes haitianas e as de segunda geração na educação infantil e o desvelar das expressões da branquitude no cotidiano infantil
A presença de crianças migrantes e de segunda geração, nascidas no Brasil e inseridas nas instituições de Educação Infantil (EI), configura-se como uma realidade cada vez mais expressiva no cenário educacional brasileiro. Trata-se de um fenômeno que demanda atenção, sobretudo porque expõe tensões e desafios relacionados ao pertencimento, à ausência de políticas públicas eficazes de acolhimento e integração, bem como às práticas discriminatórias e xenofóbicas que atravessam o cotidiano escolar. Crianças oriundas de fluxos migratórios, como as haitianas, e as de segunda geração nascidas no Brasil ou que vieram muito pequenas para cá (Braga, 2019), vivenciam situações de racismo institucional e xenofobia que, ao invés de serem combatidas, muitas vezes são (re)produzidas e naturalizadas no interior das instituições educativas. A Educação Infantil, espaço que deveria primar por uma prática docente acolhedora, promotora da diversidade baseada em um currículo intercultural e antirracista, acaba por vezes invisibilizando as infâncias migrantes e negras. Os currículos, em sua maioria, permanecem alinhados a uma lógica eurocentrada, que pouco dialoga com a interculturalidade e com a diversidade de experiências e saberes presentes no cotidiano infantil, reforçando assim estruturas hierárquicas que consolidam desigualdades raciais e culturais. Como afirmam Bento (2002; 2012) e Schucman (2012), a branquitude mantém-se como norma hegemônica, não nomeada e não marcada, mas que organiza e estrutura as relações sociais, inclusive na primeira infância
Os comportamentos interferentes de crianças com diagnóstico de TEA nível 3 de suporte e as intervenções baseadas em evidências: uma revisão integrativa
O presente estudo apresenta uma revisão integrativa de literatura sobre comportamentos interferentes em crianças com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 3 de suporte e das intervenções baseadas em evidências que utilizam o Treinamento de Comunicação Funcional (FTC), ressaltando o papel dos cuidadores no processo de intervenção. Foram realizadas buscas em bases de dados entre os anos de 2020 e 2025, considerando estudos empíricos, teses, dissertações e artigos publicados em inglês, português e espanhol. A amostra final incluiu seis estudos publicados entre 2020 e 2024, majoritariamente nos Estados Unidos e um no Brasil. Os resultados evidenciaram que o Treino de Comunicação Funcional, associado a estratégias da Análise do Comportamento Aplicada (ABA), favorece a redução de comportamentos interferentes, como agressividade, birras, crises, autolesão, heterolesão, fuga e comportamentos de acesso a itens tangíveis, promovendo a comunicação funcional. As estratégias identificadas foram, o uso de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), estímulos discriminativos naturalísticos e arbitrários, esquemas encadeados de reforço, ensino de operantes verbais e intervenções mediadas por cuidadores, inclusive em formato remoto. Conclui-se que o Treino de Comunicação Funcional associado a estratégias da Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e ao envolvimento ativo de pais e cuidadores constitui uma prática baseada em evidências para promover a comunicação funcional em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 3 e reduzir os comportamentos interferentes, embora haja limitações metodológicas quanto ao tamanho de amostras e à ausência de ensaios clínicos randomizados, o que demanda investigações futuras mais robustas e representativas
O DIREITO FUNDAMENTAL À SEGURANÇA E O DEVER DE PROTEÇÃO DE DEFENSORAS E DEFENSORES DOS DIREITOS HUMANOS NO CONTEXTO DAS PLATAFORMAS DIGITAIS
Contextualization: In Brazil, human rights defenders, including Indigenous people, quilombolas, traditional peoples, and communities, have used digital platforms to give visibility to their agendas. It turns out that, just as in the real world, in the virtual world, hate speech, threats of the most diverse forms and configurations, as well as delegitimization, have proliferated. Therefore, it is necessary to analyze the dimension of the effectiveness of the fundamental right to security in the context of digital platforms/social networks, especially due to the impossibility of delimiting rigid frames between physical reality and the platformization of life and, in this sense, of operating with a guarantee of appropriate duties.
Objectives: Analyzing the role of the State, information flows, and the digital architectures of platforms, emphasizing the functioning of social networks and media and the responsibility that should be attributed to them, guaranteeing the safety of everyone, particularly defenders and human rights defenders.
Method: The approach method is hypothetical-deductive, through exploratory research using bibliographic and documentary review, as well as case studies.
Results: The state failed to comply with its duties of care and digital platforms failed to exercise due diligence in ensuring the safety of their users, particularly human rights defenders who, because of their inherent vulnerability, should be subject to additional protection.Contextualización: En Brasil, los defensores de derechos humanos, incluidos pueblos indígenas, quilombolas, pueblos y comunidades tradicionales, han utilizado plataformas digitales para dar visibilidad a sus agendas. Resulta que, al igual que en el mundo real, en el mundo virtual han proliferado los discursos de odio, las amenazas de las más diversas formas y configuraciones, así como la deslegitimación. Por lo tanto, es necesario analizar la dimensión de la efectividad del derecho fundamental a la seguridad en el contexto de las plataformas digitales/redes sociales, especialmente por la imposibilidad de delimitar marcos rígidos entre la realidad física y la plataformatización de la vida y, en este sentido, de operar con garantía de funciones adecuadas.
Objetivos: Analizar el papel del Estado, los flujos de información y las arquitecturas digitales de las plataformas, con énfasis en el funcionamiento de las redes y medios sociales y la responsabilidad que se les debe atribuir, a fin de garantizar la seguridad de todos, en particular defensores y defensoras de derechos humanos.
Método: El enfoque metodológico es hipotético-deductivo, mediante investigación exploratoria a través de la revisión bibliográfica y documental, así como estudios de caso.
Resultados: Hubo incumplimiento de los deberes de diligencia por parte del Estado y de debida diligencia por parte de las plataformas digitales en materia de garantizar la seguridad de sus usuarios y en particular en relación con las personas defensoras de derechos humanos que, por su vulnerabilidad inherente, debería estar sujeto a protección adicional.Contextualização: No Brasil, defensoras e defensores de direitos humanos, dentre eles indígenas, quilombolas, povos e comunidades tradicionais, têm utilizado as plataformas digitais para dar visibilidade às suas pautas. Ocorre que, assim como no mundo real, no plano virtual tem proliferado o discurso do ódio, ameaças das mais diversas formas e configurações, assim como deslegitimação. Assim, necessário analisar a dimensão da eficácia do direito fundamental à segurança na conjuntura das plataformas digitais/redes sociais, sobretudo em razão da impossibilidade de delimitar molduras rígidas entre a realidade física e a plataformização da vida e, nesse sentido, de operar com garantia dos deveres apropriados.
Objetivos: Analisar o papel do Estado, os fluxos de informação e as arquiteturas digitais das plataformas, com ênfase no funcionamento das redes e mídias sociais e na responsabilidade que lhes deve ser atribuída, de sorte a garantir a segurança de todos, em particular dos defensores e defensoras de direitos humanos.
Métodos: O método de abordagem é hipotético-dedutivo, através da pesquisa exploratória mediante revisão bibliográfica e documental, bem como estudos de caso..
Resultados: Verificou-se o descumprimento dos deveres de cuidado por parte do Estado e de devida diligência por parte das plataformas digitais no que toca à garantia da segurança dos seus usuários e em especial em relação aos defensores e às defensoras de direitos humanos que, por sua vulnerabilidade ínsita, deveriam ser alvo de proteção adicional