1,721,018 research outputs found
Evaluation of primary health care in Campo Grande, MS
Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.A estratégia de Saúde da Família é hoje no Brasil o modelo adotado para a oferta de
cuidados de saúde no nível primário. Sua expansão traz como conseqüência o desafio da
avaliação do seu desempenho, com vistas a garantir a cobertura e a qualidade da atenção
prestada. O estudo desenvolvido avaliou a inserção, organização e impacto da ESF, a partir
de entrevistas com gestores da Atenção Básica e análise da evolução das internações por
condições sensíveis à atenção primária, referentes aos anos de 2000 e 2009. Foi construído
um indicador-síntese com o objetivo de classificar o grau de adesão à proposta da Atenção
Básica, na cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Observa-se que, apesar de o
município ter apresentado um aumento da cobertura da ESF de 23,4 pontos percentuais no
período analisado e alcançar um impacto satisfatório, a Atenção Básica apresenta algumas
fragilidades na inserção e organização dos serviços oferecidos, estabelecendo desafios
complexos para o sistema de saúde. Os resultados obtidos neste estudo podem servir de
subsídios para os gestores na identificação de prioridades e assim corroborar com a
expansão de uma Atenção Básica à saúde de qualidade.The Family Health Strategy is the model that has currently been adopted for the
provision of primary health care in Brazil. Its expansion in the country entails the challenge
of assessing its performance to ensure optimal health care coverage and quality. In the
present study, we evaluated the insertion, organization and impact of the Family Health
Strategy by means of interviews with primary health care managers and through the analysis
of the evolution of hospitalizations that were prevented through adequate primary health
care in the period between 2000 and 2009. A synthesis indicator was developed to measure
adherence to this Primary Health Care model in the city of Campo Grande, State of Mato
Grosso do Sul, Brazil. The Family and Health Strategy expanded its coverage in the city by
23.4 percentage points during the period of analysis. However, despite the fact that it
achieved a satisfactory impact in the city, Campo Grande's Primary Health Care system
showed weaknesses as far as the insertion and organization of its health care services, which
causes a set of complex challenges. The data that is presented in this study may aid
managers in identifying priorities for health care quality improvements
Neonatal mortality in 12 municipalities of Mato Grosso who joined the pact for reducing child mortality, 2008
Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.Introdução: A mortalidade infantil é um indicador sensível das condições de vida
de uma população. No Brasil, nos últimos 20 anos, a maior redução da mortalidade
infantil foi no componente pós-neonatal, tornando as mortes no período neonatal
precoce o maior contingente de óbitos do primeiro ano de vida. Em 2008, o
Ministério da Saúde reafirmou o compromisso das Metas do Objetivo do Milênio em
reduzir em 5% ao ano a mortalidade infantil entre 2009 e 2010, nos municípios da
Amazônia legal e do Nordeste, sendo Mato Grosso contemplado com 12
municípios Objetivo: Avaliar o perfil de mortalidade neonatal e fatores de riscos
associados nos doze Municípios do Estado de Mato Grosso que aderiram ao Pacto
pela Redução da Mortalidade Infantil no ano de 2008. Métodos: Estudo de coorte
retrospectivo com 27.170 nascidos vivos e 248 óbitos neonatais, cujas mães
residiam nos 12 municípios de Mato Grosso que aderiram ao Pacto pela Redução
da Mortalidade Infantil e Neonatal. Foi feito a vinculação dos Sistemas de
Informação de nascidos vivos e de óbitos mediante relacionamento probabilístico.
As variáveis independentes foram agrupadas no modelo hierárquico que incluíram
as características maternas, da assistência ao parto e do recém-nascido. Foi
calculado o Risco Relativo bruto e ajustado, através da Regressão de Poisson
considerando o intervalo de confiança de 95%. Resultados: O período neonatal
precoce representou 70,6% dos óbitos. A taxa de mortalidade neonatal precoce no
conjunto dos 12 municípios foi de 9,1/1000NV. Permaneceu significativamente
associada ao óbito neonatal no modelo multivariado final ter realizado menos de 6
consultas pré-natais; migrar para outro município para realização do parto; peso ao
nascer < 2500g; Apgar <7 no 1º e 5° minutos de vida; sexo masculino e presença
de anomalias congênitas. Conclusão: Os fatores assistenciais relacionados ao pré-natal, parto, e recém-nascido se confirmaram como risco para a morte nos
primeiros 27 dias de vida. A qualidade da atenção ao pré-natal, a melhoria do
acesso e da organização da assistência obstétrica e ao RN são fatores que podem
reduzir a mortalidade neonatal, aumentando a sobrevida dos recém-nascidos. Para
que se obtenha êxito na redução da mortalidade neonatal é imprescindível o
cumprimento das diretrizes do Programa de Humanização ao Parto e Nascimento
(PHPN), e mais recente do projeto Rede Cegonha, além da efetivação da vigilância
da morte neonatal.Introduction: Infant mortality is a sensitive indicator of the living conditions of a
population. In Brazil, the last 20 years, the largest reduction of infant mortality was
in the post-neonatal deaths in developing the early neonatal period the highest
number of deaths in the first year of life. In 2008 the Ministry of health reaffirmed the
commitment of the Millennium goals on reducing child mortality in 5%, in neonatal
component in 2009 and 2010 in the municipalities of the Amazon and Northeast and
Mato Grosso awarded 12 municipalities. Objective: to evaluate the profile of
neonatal mortality and the risk factors in twelve municipalities in the State of Mato
Grosso, this joined the Covenant of infant mortality in the year 2008. Methods:
retrospective cohort study with 27.170 births and 248 deaths of mothers who were
resident in 12 municipalities of Mato Grosso and who adhered to the Pact for
reducing Neonatal and infant mortality. He was made linking the Information
Systems of births and deaths through probabilistic linkage. The independent
variables were grouped in a hierarchical model that included maternal
characteristics, and newborn care. We calculated the Relative Risk crude and
adjusted by Poisson regression considering the confidence interval of 95%.
Results: in the early neonatal period the proportion of deaths was 70.6%. The
general rate of early neonatal mortality was 9.1/1000NV. Remained significantly
associated with neonatal death in the final multivariate model have performed less
than 6 prenatal visits; migrate to another county for completion of delivery, birth
weight <2500 g; Apgar score <7 at 1 and 5 minutes of life, male and presence of
congenital anomalies. Conclusion: The social factors related to prenatal care,
childbirth, and newborn if confirmed as risk for death during the first 27 days of life.
The quality of prenatal care, improving access, organization of obstetric assistance and RN, with appropriate support and monitoring of neonatal death, we could
minimize the impact of neonatal death, increasing the survival rate of newborns. In
order to get success in reducing neonatal mortality is essential compliance with the
guidelines of the Program for the Humanization Childbirth (PHPN), and more recent
design Stork Network, in addition to effective surveillance of neonatal death
Factors associated with gestational weight gain in a sample of pregnant women in the municipality of Rio de Janeiro, 2008
Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.O ganho de peso materno é um importante indicador no acompanhamento da evolução
da gravidez. Destaca-se pela forte relação com os desfechos da gestação, tendo
implicações diretas na saúde materno-infantil. Esse indicador sofre influência de fatores
obstétricos, sociodemográficos, assistenciais, comportamentais, psicológicos, dietéticos
entre outros. Esta Dissertação é um subprojeto de um estudo seccional que avaliou a
assistência pré-natal em gestantes atendidas nas unidades do Sistema Único de Saúde
(SUS), de 2007 a 2008, no município do Rio de Janeiro. Nosso objetivo foi avaliar os
fatores associados à inadequação do ganho de peso entre as gestantes no 3º trimestre
gestacional. A coleta das informações foi feita por meio de um questionário pré-testado
em estudo piloto e realizada por profissionais previamente treinados. A amostra
analisada contabilizou 1079 gestantes. A adequação do ganho ponderal (variável
desfecho) foi feita através do cálculo da quantidade de peso preconizada pelo Instituto
de Medicina (2009) de acordo com a idade gestacional no momento da entrevista. Foi
aplicado o modelo de regressão logística multinomial, no qual as gestantes com ganho
de peso abaixo ou acima das recomendações foram comparadas àquelas com ganho
ponderal adequado. Os dados obtidos revelaram que gestantes com menor escolaridade
(<7 anos de estudo) têm menor chance (OR=0,48; IC 0,33-0,70) de ganho de peso
insuficiente. Por outro lado, maior chance de ganho de peso excessivo foi observada
entre mulheres com hipertensão arterial (OR=1,88; IC 0,98-3,61). Foi também
verificada uma tendência no ganho de peso excessivo em todas as categorias de estado
nutricional pré-gestacional, em que valores de OR de 1,88 (baixo peso), 4,06
(sobrepeso) e 5,86 (obesidade) - estatisticamente significativos - foram encontrados. Os
diferentes fatores determinantes do ganho de peso insuficiente e excessivo encontrados
nesse estudo são facilmente identificáveis no início da gestação e potencialmente
preditores de desfechos desfavoráveis na gravidez. A tendência observada em relação ao
ganho de peso excessivo é um fator preocupante devido às suas implicações com os
desfechos na gravidez, tanto para a mulher quanto para o bebê. O aprofundamento dessa
temática é imprescindível para a proposição de melhorias efetivas na qualidade do
atendimento prestado às gestantes e, fomenta ainda, discussão necessária para a garantia
de que as recomendações atualmente adotadas sejam as melhores orientações oferecidas
a essas mulheres.The maternal weight gain is an important indicator in monitoring the outcome of
pregnancy. It is highlighted by the strong relationship with adverse pregnancy
outcomes, with direct implications on maternal and child health. This indicator is
influenced by obstetric factors, sociodemographic, health care, behavioral,
psychological, dietary and others. This thesis is a subproject of a cross-sectional study
that assessed the quality of prenatal care among pregnant women assisted by the Unified
Health System (SUS) units, from 2007 to 2008 in the city of Rio de Janeiro. Our
objective was to evaluate factors associated with inadequate weight gain among
pregnant women in third trimester of pregnancy. Data collection was done through a
questionnaire pre-tested in a pilot study and previously performed by trained
professionals. The sample accounted for 1079 pregnant women. The adequacy of
weight gain (outcome variable) was obtained by calculating the amount recommended
by the Institute of Medicine (2009) weight according to gestational age at the time of
interview. A multinomial logistic regression model was used, in which pregnant women
with weight gain above or below the recommendations was compared to those with
adequate weight gain. Data obtained revealed that pregnant women with a lower
education (<7 years at school) are less likely (OR = 0.48, CI 0.33 to 0.70) to have
insufficient weight gain. On the other hand, the greatest likelihood of excessive weight
gain was observed among women with a diagnosed of high blood pressure (OR = 1.88,
CI 0.98 to 3.61). It was also noticed that there is a growing trend for excessive weight
gain in all categories of prepregnancy nutritional condition, in wich OR values of 1.88
(underweight), 4.06 (overweight) and 5.86 (obese) - statistically significant - were
found. The different determinants of insufficient and excessive weight gain found in this
study are easily identifiable in early pregnancy and potential predictors of unfavorable
outcomes for the pregnancy. The trend in relation to excessive weight gain is a concern
due to its implications for pregnancy outcomes, considering both woman and the baby.
It is essential to study this topic further in order to propose effective improvements in
the quality of care provided to pregnant women, and encourage much needed debates to
make sure that the recommendations currently adopted are indeed the best guidance for
these women
Morbidity auto-referred: inter-relations between the measures utilizing the facts of the world health in Brazil, 2003
Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.Esta tese foi elaborada sob a forma de três artigos, analisando os dados da
Pesquisa Mundial de Saúde, realizada no Brasil em 2003. Trata-se de um inquérito de base populacional, representativo da população brasileira residente em domicílios permanentes. Foram selecionados 5.000 indivíduos com 18 anos ou mais, por amostragem probabilística, realizada em três estágios: setores censitários, domicílio e indivíduo selecionado para responder ao questionário. O primeiro artigo, intitulado “Características sócio-demográficas, cobertura de tratamento e auto-avaliação da saúde dos indivíduos que referiram seis doenças crônicas no Brasil, 2003”, abordou o perfil dos entrevistados que responderam afirmativamente à pergunta sobre a presença de diagnóstico de seis doenças crônicas: artrite, angina, asma, esquizofrenia, depressão e diabetes. Ao se comparar a prevalência desses agravos segundo idade e sexo, com aqueles que não referiram
nenhuma destas doenças, verificou-se um aumento da prevalência com a idade, sendo todas as doenças mais freqüentes entre as mulheres, exceto a angina. Neste estudo, destacou-se a elevada prevalência da depressão em ambos os sexos. Em relação à cobertura de tratamento (pelo menos uma vez na vida) e o uso de medicamentos nas duas últimas semanas, foi evidenciada a baixa cobertura em ambas as situações. A análise da escolaridade revelou taxas significativamente mais elevadas de doença entre aqueles com ensino fundamental incompleto entre os portadores de diabetes. A presença de qualquer uma das doenças analisadas
associou-se positivamente com pior auto-avaliação de saúde. No segundo artigo, “Medidas de morbidade referida e percepção de doença
de longa duração: uma análise dos dados da Pesquisa Mundial de Saúde no Brasil” avaliou-se as inter-relações entre as três medidas de morbidade referida: auto-5 avaliação de saúde, percepção de doença de longa duração e a presença de diagnóstico auto-referido das seis doenças pesquisadas.
Consistentemente, as mulheres referiram pior auto-avaliação de saúde e
maior percepção de doença de longa duração quando comparadas com os homens, assim como aqueles com 50 anos ou mais, quando comparados com os mais jovens. Os entrevistados com diagnóstico de diabetes apresentaram as piores avaliações da sua saúde. Quanto maior a associação de doenças (presença de co-morbidades), tanto pior a avaliação da própria saúde. Conclui-se que as medidas utilizadas para
avaliação do estado de saúde mostraram inter-relações significativas, sendo
suficientemente sensíveis para monitorar o bem-estar do indivíduo, através de perguntas simples, que podem ser utilizadas em inquéritos de saúde regulares. Finalmente, no terceiro artigo, “Morbidade referida e utilização de serviços de saúde no Brasil”, abordou-se a relação entre as medidas de morbidade e o uso de serviços de saúde. Por meio de procedimentos de regressão logística, verificou-se que a percepção de doença de longa duração foi a medida que melhor explicou o uso de serviços. Além disso, observou-se que indivíduos com menor escolaridade são mais suscetíveis a iniqüidades no acesso e uso de serviço de saúde, ainda que com pior auto-avaliação da sua saúde.This thesis was developed through three articles based on data from World Health Survey carried out in Brazil in 2003. This survey was representative of Brazilian population living in permanent households. Five thousand 18-year-old or more individuals were selected by probabilistic sample in three stages: census tracts, household and selected person to answer the questionnaires. The first article named “Socio-demographic characteristics, treatment coverage and self-rated health of individuals who reported six chronic diseases in Brazil, 2003” approached the profile of interviewed people that answered positively to the question about the diagnosis of six chronic diseases: arthritis, angina, asthma, schizophrenia, depression
and diabetes. It was verified an increase of prevalence with age when compared the prevalence of these ailments according to age and sex to those who didn’t refer to any of the diseases. Otherwise all the illnesses were more frequent among women except angina. The high prevalence of depression on both sexes is also remarkable. In relation to treatment coverage (at least once in a lifetime) and medicine use in the last two weeks both situations presented low coverage. The analysis by educational level showed larger statistically significant rates among those with incomplete schooling for individuals with diabetes. The presence of any of the analyzed diseases was positively associated to the worst self-rated health.
The second article “Morbidity measures and long-standing illness: an analysis of Brazilian World Health Survey” evaluated the interrelationships among the three morbidity measures: self-rated health, long-standing illness perception and reference to the diagnosis of the six researched diseases.
When compared to men women presented worst self-rated health and long-standing illness perception as well as individuals with 50-year-old or more when compared to younger people. The individuals with diabetes diagnosis presented the worst self-rated 7 health. The higher the illnesses association (co-morbidity) the worst the self-rated health. It’s possible to conclude that the measures used to evaluate health condition presented
significant interrelationship, being sensitive enough to monitor the individual’s welfare through simple questions that may be applied to regular health surveys. Finally, the approach of the third article “Self morbidity and health care utilization in Brazil” was about the relationship between the morbidity measures and health care utilization. Through logistic regression procedures it was possible to verify that the long standing illness perception was the best measure that have explained the health care
utilization. Besides that, it was also noticed that individuals with lower educational level are more likely to inequalities both in access and health care utilization, although with worst self-rated health
Association between dietary patterns gestational and birth weight
Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.O efeito da alimentação materna sobre o peso ao nascer é uma questão de grande
importância para a saúde infantil. Apesar disto, poucos são os estudos que abordam este
tema. Esta dissertação tem como objetivo principal estabelecer os padrões de consumo
alimentar durante o terceiro trimestre gestacional através da análise fatorial por
componentes principais e avaliar a associação destes padrões com o peso ao nascer. Este
estudo faz parte de um projeto maior intitulado: “Capital Social e Fatores Psicossociais
associados à Prematuridade e ao Baixo Peso ao Nascer”, realizado nos municípios de
Petrópolis e Queimados no período de dezembro de 2007 a agosto de 2008. Trata-se de
um estudo observacional, do tipo coorte prospectiva com quatro ondas de seguimento:
gestação, puerpério, três e seis meses pós-parto. A presente dissertação utilizou dados
da primeira e segunda onda de segmento e contou com a participação de 1298 gestantes.
As informações sobre o consumo alimentar foram obtidas através da aplicação de um
questionário de freqüência alimentar semiquantitativo. Os padrões alimentares foram
obtidos através de análise fatorial exploratória, utilizando-se o método de rotação
Varimax. Foram identificados quatro padrões de consumo, que explicavam 36,4% da
variabilidade, compostos da seguinte forma: (a) padrão Prudente, composto por leite,
iogurte, queijo, frutas e suco natural, biscoito sem recheio e carne de
frango/boi/peixe/fígado o qual explica 14,9% do consumo; (b) padrão Tradicional
composto por feijão, arroz, vegetais, pães, manteiga/margarina, açúcar e respondeu por
8,8% da variação do consumo; (c) padrão Ocidental, composto por batata/aipim/inhame,
macarrão, farinha/farofa/angu, pizza/hambúrguer/pastel, refrigerante/refresco, carne de
porco/salsicha/lingüiça/ovo responsável por 6,9% da explicação da variância; e (d)
padrão Lanche, composto por biscoito recheado, biscoitos salgadinhos tipo
Skiny®
/Fofura®
/Fandangos®
, chocolate e achocolatado, explicando 5,7% da
variabilidade de consumo. Aplicou-se modelo de regressão linear multivariado para
estimar a associação entre padrões de consumo alimentar e variáveis maternas. O
padrão Prudente associou-se positivamente a idade materna (β = 0,014; p=0,013), classe
social C e B (β = 0,192; p=0,002), e inversamente a anemia gestacional (β = -0,114;
p=0,049).O padrão Tradicional associou-se negativamente ao município de Queimados
(β= -0,193; p= 0,001), ao diabetes gestacional (β= -0,533; p= 0,03) e positivamente ao
tabagismo (β=0,167; p= 0,047). O padrão Ocidental associou-se inversamente ao nível
de escolaridade materna (β=-0,028; p=0,011) e positivamente a multiparidade (β=
0,219; p= 0,020). Por fim, o padrão Lanche associou-se inversamente a idade materna
(β= -0,045 p<0,001) e positivamente as classe sociais C e B (β= 0,133; p= 0,019). A
relação entre padrões de consumo alimentar e peso ao nascer foi estimada através de
regressão logística multinomial multivariada. Esta análise revelou que mulheres
pertencentes ao primeiro tercil de consumo do padrão Lanche tinham uma chance cinco
vezes menor de darem a luz a bebês com macrossomia (OR= 0,20; p=0,001), quando
comparadas a mulheres pertencentes ao 3º tercil deste padrão. Conclui-se que a
abordagem “a posteriori” para a identificação de padrões alimentares foi eficaz para a
compreensão dos hábitos alimentares da população estudada; que os padrões
alimentares compostos majoritariamente por alimentos saudáveis estiveram associados
a melhores condições socioeconômicas e a menor ocorrência de intercorrências
gestacionais; que o consumo do padrão Lanche é desaconselhável não somente pela
péssima qualidade nutricional dos alimentos que o compõe, mas também devido ao seu
efeito negativo sobre o peso ao nascer.The effect of diet during pregnancy on birth weight is an issue of great
importance for child health. Despite this, there are few studies that have examined this
relation. This dissertation aims to establish the main dietary patterns among pregnant
women using factor analysis, to establish the association between these patterns and
birth weight and to investigate the main maternal characteristics associated with each
dietary pattern. This study stems from a bigger study, called “Social Capital and
psychosocial factors associated with prematurity and low birth weight”, carried out in
two cities: Petrópolis and Queimados, in the State of Rio de Janeiro, Brazil. It is a
longitudinal study with four waves of follow-up: gestation, postpartum, three and six
months postpartum. However, only data of the first and second wave have been
included in this study. Food intake was assessed by a food frequency questionnaire. An
exploratory factor analysis was used for pattern identification. The Principal component
extraction was performed and the Varimax rotation was applied to ease factor
interpretation. Four factors were identified: “Prudent” pattern (dairies, crackers, fruit
and meat), which explained 14,9% of the data variation; “Traditional” pattern (rice,
beans, vegetables, bread, butter and sugar), explained 8,8% of variation;
“Western”pattern (fast food, processed meat, eggs, sweet drinks, and other food high
carbohydrate content), explained 6,9 % of variation and “Snack”pattern (salty snacks,
sandwich cookies, and chocolate), explained 5,7% of variation. The “Prudent” pattern
was positively associated with maternal age (β=0.014, p=0.013), social class C and B
(β=0.192 p=0.002) and negatively associated with gestational anaemia (β=-0.014, p=
0.049). The “Traditional” pattern was inversely associated with Queimados city (β = -
0.193, p=0.001), gestational diabetes (β=-0.553, p=0.003), and positively with smoking
(β=0.167, p=0.047). The “Western” pattern was inversely associated with instruction
level (β=-0.028, p=0.011) and positively with parity (β =0.219, p=0.020). The “Snack”
pattern was positively associated with high social class (β=0.133, p=0.019) and
inversely associated with maternal age (B=-0.045; p<0.001).A multinomial logistic
regression procedure was applied to estimate the association between food patterns and
birth weight. The odds ratio for macrosomia was lower for those in the first tertile of
“Snack” pattern (OR=0,20; p=0,001).Conclusions: The implementation of factor
analysis was efficient to identify dietary patterns among Brazilian pregnant women.
Two dietary patterns were considered healthy (Prudent and Tradicional) and were
associated with better socioeconomic conditions and lower incidence of pregnancy
complications. The consumption of “Snack’ pattern should be discouraged not only
because of the poor nutritional quality of the food that composes it but also because of
its potential negative effect on birth weight
Low Birth Weight Prevalence and Associated Factors in Guarani Indigenous Children in the South and Southeast: a baseline analysis of the first cohort of indigenous births in Brazil
Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.A relativa escassez de estudos sobre os determinantes do BPN em povos indígenas, além da possível diferença nos seus determinantes em decorrência das suas diferentes condições de vida levou à realização de revisão sistemática para identificar os fatores associados ao BPN
em crianças indígenas do mundo, caracterizando fatores etiológicos associados à prematuridade e ao crescimento intrauterino insuficiente (CII). Foram identificados vinte e quatro estudos, a maioria deles nos EUA, Canadá e Austrália. Os fatores associados ao CII e à prematuridade foram semelhantes aos observados nos não indígenas: incluindo condições
obstétricas desfavoráveis, desnutrição materna, tabagismo e idade materna nos extremos da idade fértil. Para o BPN, soma-se a esses fatores, as características ambientais, localização geográfica e acesso limitado aos cuidados de saúde nas comunidades indígenas. Os fatores etiológicos para BPN em povos indígenas ainda recebem pouca atenção, particularmente na América Latina. Nos estudos analisados observaram-se limitações nas informações sobre etnicidade, idade gestacional e fatores culturais, importantes para o estudo do BPN, particularmente na população indígena. Novos estudos devem apresentar explicitamente os critérios utilizados para definir etnicidade e maior clareza sobre a fonte da informação sobre a
idade gestacional, além de investigar as variáveis contextuais e culturais dos grupos estudados. A sistematização desses determinantes norteou as análises do segundo artigo ―Fatores de risco para Baixo Peso ao Nascer, Prematuridade e Crescimento intrauterino insuficiente na Primeira Coorte de Nascimento Indígena no Brasil‖. Foi realizado um recorte transversal a partir da linha de base da primeira coorte de nascimentos indígenas no Brasil conduzida em 55 aldeias Guarani no Sul e Sudeste do país. O período de recrutamento de nascimentos ocorreu entre 01/06/2014 a 31/05/2016. Estimou-se as prevalências de BPN, prematuridade e crescimento intrauterino insuficiente e seus fatores de risco. As prevalências de BPN, prematuridade e CII foram de 14,4%, 18,7% e 6,0% respectivamente. As variáveis associadas ao BPN no modelo final foram o uso principal do fogo de chão (OR: 2,46 / IC95%: 1,05-5,75), o uso de material alternativo para forrar a parede ou teto do domicílio (OR: 2,7 IC95%: 1,25-5,8), primiparidade (OR: 2,28/ IC95%: 1,16-4,45), < 6 consultas de pré-natal (OR=1,98/IC95%:1,04-3,77) e anemia (OR=12,3/IC95%: 2,96-51,14). No modelo final para prematuridade manteve-se a idade materna menor que 18 anos (OR: 1,94/
IC95%:1,09-3,47) e menos que 6 consultas de pré-natal (OR: 2,9/ IC95%: 1,33-4,05). Para o crescimento intrauterino insuficiente, manteve-se significativo a primiparidade (OR: 3,11/ IC95%: 1.25-7,74), infecção urinária (OR: 2,87/IC95%: 1,13-7,31) e tabagismo materno (OR: 4,24/ IC95%: 1.06-16.99). Neste estudo identificamos prevalências de BPN, prematuridade e
crescimento intrauterino insuficiente superiores as verificadas na maioria da literatura publicada, tanto em povos indígenas quanto em povos não indígenas de diferentes países. Ambos os estudos, indicam que os desfechos analisados estão associados a fatores de risco modificáveis por meio de ampliação do acesso oportuno e qualificado ao pré-natal e
mostraram causas comuns relacionadas à pobreza e acesso limitado aos cuidados de saúde, as quais podem ser abordadas com o objetivo de reduzir a morbimortalidade relacionada. Este estudo reforça ainda, a importância dos determinantes sociais e ambientais na determinação do BPN.Indigenous peoples present a possible difference in their health determinants as a result of their different living conditions, which could have a distinct influence on LBW aspects. However, there is a relative paucity of studies about determinants of LBW in this population, which culminated in a systematic review to identify the factors associated with LBW in indigenous children in the world and to characterize the etiological factors associated with prematurity and poor intrauterine growth.Twenty-four studies were identified, most of them in the United States, Canada and Australia. Factors associated with poor intrauterine growth and prematurity were similar to those observed in non-indigenous individuals, including maternal malnutrition, smoking, and maternal age at the extremes of childbearing age. For BPN, besides these factors, the environmental characteristics, geographic location and access to health care in the indigenous communities were also mentioned. Prematurity and poor intrauterine growth showed common causes related to poverty and limited access to
health care, which can be approached with the aim of reducing morbidity and mortality. The etiological factors for LBW in indigenous peoples still receive little attention particularly in Latin America. New studies should explicitly state the criteria used to define ethnicity and greater clarity about the sources of information of the gestational age information, as well as
to investigate the contextual and cultural variables of the groups studied. Based on these findings, the systematization of determinants guided the analysis of the second article "Risk factors for low birth weight, prematurity and poorintrauterine growth in the first indigenous birth cohort in Brazil". For this, a cross-sectional study was performed from the baseline data of the first cohort of indigenous births in Brazil conducted in 55 Guarani villages in the South and Southeast of the country. The period of recruitment of births occurred between 06/01/2014 to 05/31/2016. The objective was to estimate the prevalence of LBW, prematurity and poor intrauterine growth and its risk factors. The prevalence of LBW, prematurity and poor intrauterine growth were 14.4%, 18.7% and 6.0%, respectively. The variables associated to LBW in the final model were: main use of floor fire (OR: 2.46 / 95% CI: 1.05-5.75), use of alternative material to line the wall or ceiling of the home (OR: 2.7 95% CI: 1.25-5.8), primiparity (OR: 2.28 / 95% CI: 1.16-4.45), less than six prenatal visits (OR = 1.98 / 95 %: 1.04-3.77) and anemia (OR = 12.3 / 95% CI: 2.96-51.14). In the final model of prematurity remained the maternal age under 18 years old (OR: 1.94 / 95% CI: 1.09-3.47) and less than six prenatal visits (OR: 2.9 / 95% CI: 1.33-4.05). For poor intrauterine growth , in the final model, remained the pimps (OR: 3.11 / 95% CI: 1.25-7.74), urinary tract infection (OR: 2.87 / 95% CI: 1.13-7, 31) and maternal smoking (OR: 4.24 / 95% CI: 1.06-16.99). In this study, we identified prevalence rates of LBW, prematurity and poor intrauterine growth higher than published literature both in indigenous peoples and in non-indigenous peoples of different countries. The results indicate that these outcomes are associated with modifiable risk factors by means of the extension of timely and qualified access to prenatal care. This study also reinforces the importance of social and environmental determinants in determining LBW
Mortality maternal in the town of Belém, Pará in the year of 2004
Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.Maternal mortality is one of the main health indicators for women in childbearing age, thus
reflecting the quality of the health care system and the access the populations has to its
services.
Even with growing investments aimed to reduce such mortality, the rates continue high,
especially in developing countries. The complications of hypertension in pregnancy, of
abortion, the hemorrhages and puerperal infection still prevail as causes of maternal deaths
and, most of the times, result from inadequate care the woman receives during the puerperal
pregnancy cycle.
Maternal mortality is still a serious problem to be faced in Brazil. However, very little is
known about its real magnitude. In some places, maternal death is disguised in the Death
Certificate (DC) with causes that can only be known through investigation. This shows the
need to investigate the deaths of women in childbearing age by means of sources other than
the DC such as hospital records, prenatal records, necropsy reports, information gathered
from family members and from those professionals who assisted the patient.
Since maternal death is such an event with a high degree of avoidability, it is necessary to
identify its causes and the factors that might be contributing to its occurrence so that the
magnitude of maternal death can be known, thus allowing for prevention-oriented strategies
to be established.
This study aimed to describe the profile of maternal mortality in the city of Belém, Pará
State, in 2004.
The work is presented as an article and its data sources were the Mortality Information
System, the Information System on Live Births, referring to 2004 data, hospital and prenatal
records, reports by the Medico-Legal Institute (IML), and interviews with the patients’
family members.
The results found show that the Maternal Mortality Ratio in Belém is high and that most of
the maternal deaths in 2004 were considered as avoidable by means of adequate care during
prenatal, parturition and puerperium.A mortalidade materna é um dos principais indicadores de saúde das mulheres em idade
fértil, refletindo a qualidade do sistema de saúde e do acesso da população aos seus serviços.
Mesmo com ampliação de investimentos visando reduzir essa mortalidade, seus níveis
continuam elevados, especialmente nos países em desenvolvimento. As complicações da
doença hipertensiva da gravidez, do aborto, as hemorragias e a infecção puerperal ainda
predominam como causas de óbitos maternos e, na maioria das vezes, decorrem da
inadequada assistência recebida pela mulher durante o ciclo gravídico-puerperal.
A mortalidade materna ainda é um grave problema a ser enfrentado no Brasil,
entretanto pouco se conhece sobre a sua real magnitude. Em alguns locais o óbito materno é
mascarado na declaração de óbito (DO) por causas que só serão conhecidas através da
investigação. Isso mostra a necessidade de se investigar os óbitos de mulheres em idade
fértil utilizando outras fontes além da DO, como prontuários hospitalares, prontuários de
pré-natal, laudos de necropsias, informações obtidas dos familiares e de profissionais que
prestaram atendimento à paciente.
Sendo o óbito materno um evento com alto grau de evitabilidade é preciso identificar
suas causas e os fatores que possam estar contribuindo para a sua ocorrência, para assim
conhecer a magnitude da mortalidade materna o que possibilitará o estabelecimento de
estratégias para sua prevenção.
Este estudo teve como objetivo descrever o perfil da mortalidade materna no
Município de Belém/PA no ano de 2004.
O trabalho é apresentado sob a forma de artigo. Teve como fontes de dados o Sistema
de Informações sobre Mortalidade, o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos,
referentes ao ano de 2004, prontuários hospitalares, prontuários de pré-natal, laudos do
Instituto Médico Legal e entrevistas com familiares da paciente.
Os resultados encontrados mostram que a Razão de Mortalidade Materna no
Município de Belém é elevada e que maioria das mortes maternas ocorridas no ano de 2004
foi considerada evitável por meio de assistência adequada ao pré-natal, parto e puerpério
Association between dietary patterns gestational and birth weight
O efeito da alimentação materna sobre o peso ao nascer é uma questão de grande
importância para a saúde infantil. Apesar disto, poucos são os estudos que abordam este
tema. Esta dissertação tem como objetivo principal estabelecer os padrões de consumo
alimentar durante o terceiro trimestre gestacional através da análise fatorial por
componentes principais e avaliar a associação destes padrões com o peso ao nascer. Este
estudo faz parte de um projeto maior intitulado: “Capital Social e Fatores Psicossociais
associados à Prematuridade e ao Baixo Peso ao Nascer”, realizado nos municípios de
Petrópolis e Queimados no período de dezembro de 2007 a agosto de 2008. Trata-se de
um estudo observacional, do tipo coorte prospectiva com quatro ondas de seguimento:
gestação, puerpério, três e seis meses pós-parto. A presente dissertação utilizou dados
da primeira e segunda onda de segmento e contou com a participação de 1298 gestantes.
As informações sobre o consumo alimentar foram obtidas através da aplicação de um
questionário de freqüência alimentar semiquantitativo. Os padrões alimentares foram
obtidos através de análise fatorial exploratória, utilizando-se o método de rotação
Varimax. Foram identificados quatro padrões de consumo, que explicavam 36,4% da
variabilidade, compostos da seguinte forma: (a) padrão Prudente, composto por leite,
iogurte, queijo, frutas e suco natural, biscoito sem recheio e carne de
frango/boi/peixe/fígado o qual explica 14,9% do consumo; (b) padrão Tradicional
composto por feijão, arroz, vegetais, pães, manteiga/margarina, açúcar e respondeu por
8,8% da variação do consumo; (c) padrão Ocidental, composto por batata/aipim/inhame,
macarrão, farinha/farofa/angu, pizza/hambúrguer/pastel, refrigerante/refresco, carne de
porco/salsicha/lingüiça/ovo responsável por 6,9% da explicação da variância; e (d)
padrão Lanche, composto por biscoito recheado, biscoitos salgadinhos tipo
Skiny®
/Fofura®
/Fandangos®
, chocolate e achocolatado, explicando 5,7% da
variabilidade de consumo. Aplicou-se modelo de regressão linear multivariado para
estimar a associação entre padrões de consumo alimentar e variáveis maternas. O
padrão Prudente associou-se positivamente a idade materna (β = 0,014; p=0,013), classe
social C e B (β = 0,192; p=0,002), e inversamente a anemia gestacional (β = -0,114;
p=0,049).O padrão Tradicional associou-se negativamente ao município de Queimados
(β= -0,193; p= 0,001), ao diabetes gestacional (β= -0,533; p= 0,03) e positivamente ao
tabagismo (β=0,167; p= 0,047). O padrão Ocidental associou-se inversamente ao nível
de escolaridade materna (β=-0,028; p=0,011) e positivamente a multiparidade (β=
0,219; p= 0,020). Por fim, o padrão Lanche associou-se inversamente a idade materna
(β= -0,045 p<0,001) e positivamente as classe sociais C e B (β= 0,133; p= 0,019). A
relação entre padrões de consumo alimentar e peso ao nascer foi estimada através de
regressão logística multinomial multivariada. Esta análise revelou que mulheres
pertencentes ao primeiro tercil de consumo do padrão Lanche tinham uma chance cinco
vezes menor de darem a luz a bebês com macrossomia (OR= 0,20; p=0,001), quando
comparadas a mulheres pertencentes ao 3º tercil deste padrão. Conclui-se que a
abordagem “a posteriori” para a identificação de padrões alimentares foi eficaz para a
compreensão dos hábitos alimentares da população estudada; que os padrões
alimentares compostos majoritariamente por alimentos saudáveis estiveram associados
a melhores condições socioeconômicas e a menor ocorrência de intercorrências
gestacionais; que o consumo do padrão Lanche é desaconselhável não somente pela
péssima qualidade nutricional dos alimentos que o compõe, mas também devido ao seu
efeito negativo sobre o peso ao nascer.The effect of diet during pregnancy on birth weight is an issue of great
importance for child health. Despite this, there are few studies that have examined this
relation. This dissertation aims to establish the main dietary patterns among pregnant
women using factor analysis, to establish the association between these patterns and
birth weight and to investigate the main maternal characteristics associated with each
dietary pattern. This study stems from a bigger study, called “Social Capital and
psychosocial factors associated with prematurity and low birth weight”, carried out in
two cities: Petrópolis and Queimados, in the State of Rio de Janeiro, Brazil. It is a
longitudinal study with four waves of follow-up: gestation, postpartum, three and six
months postpartum. However, only data of the first and second wave have been
included in this study. Food intake was assessed by a food frequency questionnaire. An
exploratory factor analysis was used for pattern identification. The Principal component
extraction was performed and the Varimax rotation was applied to ease factor
interpretation. Four factors were identified: “Prudent” pattern (dairies, crackers, fruit
and meat), which explained 14,9% of the data variation; “Traditional” pattern (rice,
beans, vegetables, bread, butter and sugar), explained 8,8% of variation;
“Western”pattern (fast food, processed meat, eggs, sweet drinks, and other food high
carbohydrate content), explained 6,9 % of variation and “Snack”pattern (salty snacks,
sandwich cookies, and chocolate), explained 5,7% of variation. The “Prudent” pattern
was positively associated with maternal age (β=0.014, p=0.013), social class C and B
(β=0.192 p=0.002) and negatively associated with gestational anaemia (β=-0.014, p=
0.049). The “Traditional” pattern was inversely associated with Queimados city (β = -
0.193, p=0.001), gestational diabetes (β=-0.553, p=0.003), and positively with smoking
(β=0.167, p=0.047). The “Western” pattern was inversely associated with instruction
level (β=-0.028, p=0.011) and positively with parity (β =0.219, p=0.020). The “Snack”
pattern was positively associated with high social class (β=0.133, p=0.019) and
inversely associated with maternal age (B=-0.045; p<0.001).A multinomial logistic
regression procedure was applied to estimate the association between food patterns and
birth weight. The odds ratio for macrosomia was lower for those in the first tertile of
“Snack” pattern (OR=0,20; p=0,001).Conclusions: The implementation of factor
analysis was efficient to identify dietary patterns among Brazilian pregnant women.
Two dietary patterns were considered healthy (Prudent and Tradicional) and were
associated with better socioeconomic conditions and lower incidence of pregnancy
complications. The consumption of “Snack’ pattern should be discouraged not only
because of the poor nutritional quality of the food that composes it but also because of
its potential negative effect on birth weight
Comparison of maternal and neonatal outcomes in a normal delivery center and SUS public hospitals in low-risk births
No Brasil, a assistência ao parto é caracterizada predominantemente por um modelo
tecnocrático, iatrogênico e centrado no profissional de saúde. A desconstrução deste modelo
passa por um forte movimento social que estimula a prática do cuidado centrada na mulher e
baseada nas melhores evidências científicas, além de ampliar o acesso a novas ambiências na
assistência ao parto. Neste contexto, os Centros de Parto Normal surgem como modalidade de
atenção ao parto de baixo risco, em ambiente peri-hospitalar. O objetivo desta tese é analisar
dois modelos de atenção ao parto e práticas assistenciais entre mulheres de baixo risco
obstétrico, em relação às intervenções/intercorrências durante o trabalho de parto e parto e suas
repercussões nos resultados perinatais. Ela está apresentada sob a forma de dois artigos. O
primeiro artigo “Modelos de atenção ao parto e nascimento: comparação de resultados
maternos e neonatais entre um Centro de Parto Normal e Hospitais SUS no Brasil”,
compara a ocorrência de intervenções e desfechos maternos e neonatais entre as mulheres
admitidas em um Centro de Parto Normal (CPN) na cidade de Belo Horizonte, com aquelas
cujo atendimento ao parto foi realizado em hospitais que atendem 100% pelo SUS, na região
Sudeste, incluídas na Pesquisa Nascer no Brasil. A análise englobou os nascimentos ocorridos
entre 2011 e 2012 em ambas as pesquisas. Para estimativa de possível efeito causal do local do
parto sobre os desfechos estudados foi utilizado o escore de propensão ajustado pelas
covariáveis: idade, raça/cor, paridade, integridade da bolsa amniótica e dilatação do colo uterino
no momento da internação. Esta estratégia analítica visa compensar a falta de comparabilidade
entre os grupos em estudos observacionais, questão essencial para inferência causal sem viés,
utilizando o modelo de respostas contrafatuais. Regressões logísticas foram utilizadas para
estimar as razões de chance (OR) e respectivos intervalos de 95% de confiança (IC95%) entre
o local de parto (CPN e Hospital) e os desfechos analisados, ponderados pelo escore de
propensão. As mulheres que tiveram parto no CPN (n=1561), comparadas com aquelas com
parto hospitalar (n=913) apresentaram maior chance de uso de métodos não farmacológico de
alívio da dor durante o trabalho de parto (OR = 2,94; IC95%: 2,47-3,49), presença de
acompanhante (OR = 90,13; IC95%: 62,92-129,11); e outras posições para o parto (OR=3,19;
IC95%: 2,06-4,95). Em contrapartida tiveram menor chance de serem submetidas à episiotomia
(OR =0,05; IC95%: 0,04-0,07), uso de ocitocina durante o trabalho de parto (OR= 0,26; IC95%:
0,21-0,31), cesariana (OR = 0,67; IC95%: 0,51-0,87), parto instrumental (OR = 0,53; IC95%:
0,39-0,71) e parto em posição litotômica (OR = 0,003; IC95%: 0,002-0,004). Ocorreu nenhum
óbito materno no hospital e CPN. Em relação aos recém-nascidos, os que nasceram no CPN
tiveram menor chance de Apgar < 7 no quinto minuto de vida (OR =0,63; IC95%: 0,43-0,92),
reanimação na sala de parto (OR = 0,32; IC95%:0,24-0,42), uso de oxigênio (OR =0,32;
IC95%: 0,26-0,43) e aspiração de vias aéreas superiores (OR = 0,14; IC95%: 0,12-0,16) e maior
chance de ter contato pele a pele com a mãe na primeira hora de vida (OR = 49,66;
IC95%:37,59-65,60). Não houve diferenças em relação à admissão em unidade intensiva e
infecção neonatal na comparação do CPN com hospital. Ocorreram três óbitos neonatais entre
os que nasceram no hospital e nenhum no CPN. O estudo mostra diferenças importantes em
relação ao modelo de cuidado ao parto e nascimento, evidenciando uma assistência mais
intervencionista e não baseada em boas práticas, entre mulheres e RN que tiveram assistência no hospital comparados com CPN. Estes resultados tornam-se ainda mais relevantes por se
tratar de mulheres de baixo risco obstétrico. O segundo artigo “Parto na água: benefícios para
mulher de baixo risco e o recém-nascido” compara o uso de procedimentos, intercorrências
no parto e pós-parto e desfechos nos recém-nascidos entre as mulheres que realizaram o parto
na água em relação àquele cujo parto vaginal foi realizado fora da água. Este estudo utilizou
informações coletadas de um Centro de Parto Normal localizado na cidade de Belo Horizonte,
MG, no período de 2001 a 2012. Para comparação entre os dois tipos de parto foram incluídas
no estudo as mulheres que preenchessem os critérios de elegibilidade para o parto na água,
totalizando 6.835 gestantes, das quais 5.934 realizaram o parto fora da água e 901 que
realizaram o parto dentro da água. Neste estudo também foi utilizado o escore de propensão e
as estimativas dos efeitos causais calculadas pelas razões de chance (OR) e respectivos intervalos
de 95% de confiança (IC95%). As mulheres que tiveram parto na água (13,2%), comparadas com
aquelas com parto fora da água (86,8%), apresentaram menor chance de serem submetidas a
episiotomia (OR 0,05; IC 95%: 0,02-0,12) e à laceração perineal de 3ºgrau (OR =0,49; IC
95%:0,33-0,74). Não houve nenhuma morte materna entre as mulheres do estudo. Os bebês que
nasceram na água tiverem menor chance de serem reanimados (OR =0,66; IC 95%: 0,47-0,95),
uso de oxigênio inalatório (OR =0,64; IC 95%:0,44-0,93), aspiração de vias aéreas superiores
(OR =0,70; IC 95%:0,61-0,82), lavagem gástrica (OR =0,78; IC 95%:0,62-0,99), admissão em
UCI (OR =0,66; IC 95%0,49-0,89) e em UTI (OR =0,66; IC 95%:0,46-0,90). Houve apenas
um óbito neonatal entre os que nasceram fora da água. Conclusão: O parto na água não aumenta
os desfechos adversos maternos e neonatais, apresentando inúmeros benefícios e segurança
para mãe e filho.In Brazil, childbirth care is predominantly characterized by a technocratic, iatrogenic and
health-centered model. The deconstruction of this model involves a strong social movement
that stimulates the practice of women-centered care and is based on the best scientific evidence,
as well as increasing access to new environments in childbirth care. In this context, Normal
Birth Centers appear as a modality of attention to low risk childbirth, in a peri-hospital
environment. The objective of this thesis is to analyze two models of childbirth care in Brazil,
among women of low obstetric risk, in relation to interventions / intercurrences during labor
and delivery and their repercussions on perinatal outcomes. It will be presented in two different
papers. The first paper "Models of attention to childbirth and birth: comparison of
maternal and neonatal outcomes between a Normal Birth Center and Hospitals that
belong to the National Health System in Brazil" compares the occurrence of maternal and
neonatal interventions and outcomes among women admitted to a Normal Birth Center in Belo
Horizonte city, with those whose attendance for the delivery was performed in hospitals that
provide 100% care for the National Health System (SUS) in the Southeast, included in the
“Born in Brazil” Survey. The analysis encompassed births between 2011 and 2012 in both
surveys. To estimate the possible causal effect of the place of delivery on the outcomes studied,
the propensity score was used adjusted for the covariates: age, race / color, parity, integrity of
the amniotic pouch and dilation of the cervix at the time of admission. This analytical strategy
aims to compensate the lack of comparability between the groups in observational studies, an
essential question for causal inference without bias, using the model of counterfactual
responses. Logistic regressions were used to estimate the odds ratios (OR) and respective 95%
confidence intervals (95% CI) between the place of delivery (NBC and Hospital) and the
analyzed outcomes weighted by the propensity score. Women who had delivered at the NBC
(n = 1561) compared to those with hospital delivery (n = 913) had a greater chance of using
non-pharmacological methods of pain relief during labor (OR = 2.94; %: 2.47-3.49), presence
of companion (OR = 90.13; 95% CI: 62.92-129.11); and other positions for delivery (OR =
3.19, 95% CI: 2.06-4.95). On the other hand, they had less chance of being submitted to
episiotomy (OR = 0.05, 95% CI: 0.04-0.07), oxytocin use during labor (OR = 0.26, 95% CI:
0.21 -0.31), cesarean section (OR = 0.67, 95% CI: 0.51-0.87), instrumental delivery (OR =
0.53, 95% CI: 0.39-0.71) and delivery in lithotomy position (OR = 0.003, 95% CI: 0.002-
0.004). There were no maternal deaths at the hospital and NBC. In relation to the newborns,
those who were born in the NBC had a lower chance of Apgar <7 at the fifth minute of life (OR
= 0.63, 95% CI: 0.43-0.92), resuscitation in the delivery room (OR = 0.32, 95% CI: 0.24-0.42),
oxygen use (OR = 0.32, 95% CI: 0.26-0.43) and upper airway aspiration (OR = 0.14 ; 95% CI:
0.12-0.16) and a higher chance of skin-to-skin contact with the mother in the first hour of life
(OR = 49.66; 95% CI: 37.59-65.60). There were no differences regarding admission to intensive
care unit and neonatal infection in the comparison to NBC with hospital. There were three
neonatal deaths among the women who had children in the hospital and no maternal death in
the NBC. The study shows important differences regarding the model of delivery and birth care,
showing a more interventionist and not based on good practices, between women and the
newborn who had hospital care compared to the NBC. These results are even more relevant because they are women of low obstetric risk. The second paper, "Delivery in water: benefits
for low risk women and the newborn" compares the use of procedures, intercurrences at birth
and postpartum, and outcomes in newborns among women who delivered in water relative to
those whose vaginal delivery was performed out of water. This study used data collected from
a Normal Birth Center located in Belo Horizonte city, Minas Gerais State, between 2001 and
2012. Only women who met the eligibility criteria for in water birth, totaling 6,835 pregnant
women, of which 5,934 opted for out-of-water birth and 901 who chose to deliver in water. In
this study, the propensity score and estimates of the causal effects calculated by odds ratio (OR)
and its respective 95% confidence intervals (95% CI) were also used. Women who had
delivered in water (13.2%), compared to those with out-of-water delivery (86.8%), were less
likely to undergo episiotomy (OR 0.05, 95% CI 0.02 -0.12) and perineal laceration of 3rd degree
(OR = 0.49, 95% CI: 0.33-0.74). There were no maternal deaths among the women in the study.
Infants who were born in water were less likely to be reanimated (OR = 0.66, 95% CI: 0.47-
0.95), inhaling oxygen use (OR = 0.64, 95% CI: 0.44 (OR = 0.70, 95% CI: 0.61-0.82), gastric
lavage (OR = 0.78, 95% CI: 0.62-0, 99), ICU admission (OR = 0.66, 95% CI 0.49-0.89) and
ICU (OR = 0.66, 95% CI: 0.46-0.90). There was only one neonatal death among those born out
of water. Conclusion: Birth in water does not increase maternal and neonatal adverse outcomes,
presenting numerous benefits and safety for mother and child
Using capture-recapture methods for estimating the underreporting of notification of congenital Chagas in Argentina em 2012
Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.A partir del éxito relativo del control de la transmisión vectorial y transfusional, el chagas
congénito se ha establecido como un problema de salud pública, siendo una importante vía
de transmisión en zonas endémicas y no endémicas de la Argentina. Se estima que el 5 % de
los hijos de madres positivas nacen con la infección. Hasta el momento no existe manera de
prevenir la transmisión congénita de Chagas. El tratamiento en la embarazada está
contraindicado, pero es efectivo y bien tolerado en niños y bebés en la fase aguda de la
infección, con tasas de curación cercanas al 100%. Por ese motivo es de vital importancia
garantizar el diagnóstico y tratamiento de todos los niños con riesgo de transmisión
congénita. Con este objetivo, la Argentina ha adoptado el tamizaje prenatal para Chagas de
todas las embarazadas y la notificación obligatoria a través del Sistema Nacional de
Vigilancia de la Salud (SNVS) de todas las embarazadas con Chagas y de todos los niños
hijos de madre positiva, para posibilitar las acciones de seguimiento. Otro sistema que
recopila información sobre las embarazadas con Chagas es el Sistema Informático Perinatal
(SIP).
El objetivo de este trabajo fue analizar el subregistro de notificación de Chagas congénito en
la Argentina, durante 2012, a través de métodos de captura y recaptura (MCR), a nivel
nacional y regional. Para ello se utilizaron tres fuentes de datos: dos de ella provenientes del
módulo de Vigilancia por laboratorio (SIVILA) del SNVS, la base de notificación de
embarazadas positivas para Chagas y la base de recién nacidos de madres con Chagas y la
tercera correspondiente a las mujeres con Chagas notificadas al SIP. Se realizó el
relacionamiento probabilístico de los datos y luego se aplicaron MCR basados en el enfoque
de cobertura de la muestra para la estimación del número de recién nacidos con riesgo de
transmisión vertical (TV) de Chagas.
Los resultados indican que para el periodo de estudio (01/01/2012 al 30/09/2012) nacieron
aproximadamente 18000 niños con riesgo de transmisión vertical, lo que significa que sólo
1 cada 5 embarazadas con Chagas y sólo 1 de cada 15 recién nacidos de madre positiva fueron
registrados en SIVILA-SNVS, con marcadas diferencias regionales, Los MCR resultaron
útiles para el objetivo de este estudio, sin embargo es importante prestar atención a las
limitaciones de estos métodos para la obtención de estimaciones confiables.Since the relative success of vector control and transfusional transmission, congenital Chagas
has became a concerning public health problem, and is an important route of transmission in
endemic and non-endemic areas of Argentina. It is estimated that 5% of newbons from
infected mothers are born infected. So far there is no way to prevent congenital transmission
of Chagas. The treatment is contraindicated in pregnant women, but it is effective and well
tolerated in the acute phase of infection in children and infants, with cure rates approaching
100%. Therefore it is very important to ensure the diagnosis and treatment of all children at
risk of congenital transmission. With this objective, Argentina has adopted the antenatal
screening for Chagas of all pregnant women and mandatory report through the National
System of Health Surveillance (SNVS) of all pregnant women with Chagas and all newborns
from positive mothers, to enable monitoring actions. Another system collecting information
on pregnant women with Chagas is the Perinatal Information System (SIP).
The aim of this study was to analyze the under-reporting of congenital Chagas disease in
Argentina, in 2012, by capture-recapture methods (MCR), at national and regional level. The
data source were three lists: two from the laboratory monitoring module (SIVILA) of SNVS
(reports of positive pregnant women and reports newborns from positive mothers) and the
third corresponding to positive pregnant women reported to SIP. The probabilistic linkaje of
the data was performed and then MCR based on sample coverage approach were applied, in
order to estimate the number of infants at risk of vertical transmission (TV) Chagas.
The results showed there were born about 18,000 children at risk of vertical transmission of
Chagas during the study period (01/01/2012 to 30/09/2012), which means only 1 in 5
pregnant women with Chagas and only 1 in 15 newborns positive mother were registered in
the SIVILA-SNVS, with several differences among regions. The MCR were useful for the
purpose of this study, however it is important to take care of the limitations of these methods
to obtain reliable estimates
- …
