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Podcast Meio Tempo #067 - com Tarso Genro
A partir dos anos 90, a comunicação e a política passaram a aplicar-se diferente: não mais fluindo através de panfletagem e pelo rádio, mas de fluxos globais e financeiros que formam novos conceitos e relações sociais.
Neste episódio de Meio Tempo, Tarso Genro, ex-ministro e ex-governador do Rio Grande do Sul, conversou com Leila Sterenberg sobre as tecnologias informacionais e debateu em que medida as redes sociais transformaram a política. Com experiência, ele elenca processos comunicacionais distintos, reconhecendo uma mudança estrutural significativa, principalmente dada pela plataformização.
O podcast Meio Tempo é o programa da FGV Comunicação que aborda temas sobre a atualidade, trazendo conexões com a Comunicação Digital e a vida cotidian
Correspondência de Henrique Licht para Tarso Genro, candidato à Prefeito de Porto Alegre (RS)
O documento integra o acervo doado por Henrique Licht.Correspondência enviada por Henrique Licht à Tarso Genro na ocasião de sua candidatura para Prefeito de Porto Alegre. Apresenta sugestões para que possam ser ampliadas as atividades esportivas e recreativas da cidade, reconhecidas como de valor inestimável à educação, à saúde e à cidadania.DoaçãoEducação Física e Esport
Governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, participa de reunião na FGV/DAPP para avaliação de tecnologias aplicadas no Estado
O Governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, foi recebido nesta sexta-feira (11) na sede da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV/DAPP) para uma reunião de avaliação de programas e tecnologias aplicadas no Estado. Participaram do encontro o Secretário-Geral do Governo, Vinicius Wu, o Diretor da FGV/DAPP, Marco Aurélio Ruediger, e os pesquisadores Ricardo Rotenberg, Pedro Lenhard e Amaro Grassi. Em junho, o governador Tarso Genro participou de reunião com o Presidente da FGV, Carlos Ivan Simonsen Leal
A construção de Olívio Dutra e Tarso Genro pelo jornal Zero Hora antes da prévia que definiu o candidato do PT ao governo do Estado do Rio Grande do Sul em 2002
Este trabalho investiga o discurso do jornal Zero Hora referente a Olívio Dutra e Tarso Genro nos seis meses que antecederam à prévia eleitoral do Partido dos Trabalhadores (PT) para escolher seu candidato ao governo do estado nas eleições de 2002. A questão a ser respondida por esta pesquisa é: como estes dois políticos foram construídos por Zero Hora? A hipótese levantada é a de que o jornal utilizou uma estratégia de deslegitimação na construção de Olívio Dutra e calou-se em relação a Tarso Genro devido ao maior choque de interesses de Zero Hora com as correntes internas do partido que sustentavam Olívio Dutra. A metodologia utilizada foi análise de discurso proposta pela Escola Francesa. Constatou-se que Tarso Genro, de fato, esteve muito menos presente no discurso de Zero Hora que Olívio Dutra. Os assuntos tematizados pelo jornal referiam-se, em geral, a aspectos da administração estadual considerados negativos como, por exemplo, a CPI da Segurança Pública, a postura contemplativa da Brigada Militar frente aos movimentos sociais, especialmente ao MST, e a questão da Ford. No entanto, a hipótese foi apenas parcialmente confirmada porque no que dizia respeito à disputa entre os dois políticos, ambos estiveram presentes no discurso de Zero Hora com espaços semelhantes, ainda que Tarso Genro possa ter se beneficiado do grande número de textos publicados com pesquisas favoráveis a sua candidatura
O sistema estadual de participação popular e cidadã e o gabinete digital do governo Tarso Genro no Rio Grande do Sul
O artigo discute as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na gestão pública, em específico, no caso do governo do Rio Grande do Sul, durante a administração Tarso Genro (2011-2014). O objetivo é compreender o processo de adoção das TIC como forma de promover a participação cidadã, analisando um mecanismo do Sistema Estadual de Participação Popular e Cidadã (SISPARCI), o Gabinete Digital (GD). A progressiva presença das TIC na gestão pública é analisada desde a formação do meio técnico-científico-informacional enquanto elemento explicativo dos fenômenos contemporâneos. Em termos metodológicos, adota-se a ótica dos atores governamentais e da sociedade civil. A pesquisa se situa numa perspectiva crítico-cultural da tecnologia. Os resultados evidenciam a existência de dificuldades na implantação do sistema, a ocorrência de alterações na prática cidadã durante a vigência do SISPARCI e a descontinuidade da proposta com o encerramento do governo Tarso Genro
O sistema estadual de participação popular e cidadã e o gabinete digital do governo Tarso Genro no Rio Grande do Sul
O artigo discute as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na gestão pública, em específico, no caso do governo do Rio Grande do Sul, durante a administração Tarso Genro (2011-2014). O objetivo é compreender o processo de adoção das TIC como forma de promover a participação cidadã, analisando um mecanismo do Sistema Estadual de Participação Popular e Cidadã (SISPARCI), o Gabinete Digital (GD). A progressiva presença das TIC na gestão pública é analisada desde a formação do meio técnico-científico-informacional enquanto elemento explicativo dos fenômenos contemporâneos. Em termos metodológicos, adota-se a ótica dos atores governamentais e da sociedade civil. A pesquisa se situa numa perspectiva crítico-cultural da tecnologia. Os resultados evidenciam a existência de dificuldades na implantação do sistema, a ocorrência de alterações na prática cidadã durante a vigência do SISPARCI e a descontinuidade da proposta com o encerramento do governo Tarso Genro
O sistema estadual de participação popular e cidadã e o gabinete digital do governo Tarso Genro no Rio Grande do Sul
O artigo discute as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na gestão pública, em específico, no caso do governo do Rio Grande do Sul, durante a administração Tarso Genro (2011-2014). O objetivo é compreender o processo de adoção das TIC como forma de promover a participação cidadã, analisando um mecanismo do Sistema Estadual de Participação Popular e Cidadã (SISPARCI), o Gabinete Digital (GD). A progressiva presença das TIC na gestão pública é analisada desde a formação do meio técnico-científico-informacional enquanto elemento explicativo dos fenômenos contemporâneos. Em termos metodológicos, adota-se a ótica dos atores governamentais e da sociedade civil. A pesquisa se situa numa perspectiva crítico-cultural da tecnologia. Os resultados evidenciam a existência de dificuldades na implantação do sistema, a ocorrência de alterações na prática cidadã durante a vigência do SISPARCI e a descontinuidade da proposta com o encerramento do governo Tarso Genro
Cristovam Buarque, Tarso Genro e Fernando Haddad: três intelectuais de esquerda entre o dilema dos principios e o realismo político
Os intelectuais têm sido objeto de estudo em distintas áreas do conhecimento e integram um
debate cuja complexidade e importância são inquestionáveis. Esta investigação, sem reclamar
elementos novos em uma arena tão transitada, propõe um olhar específico sobre os
intelectuais do Partido dos Trabalhadores, objetivando compreender suas tensões e posições,
tanto na academia quanto na gestão pública. Privilegiando o recorte da política pública da
educação entre os anos de 2003 e 2006, nosso foco de atenção são os intelectuais do PT,
Cristovam Buarque, Tarso Genro e Fernando Haddad, seus dilemas e posicionamentos
quando à frente da agência orientadora de política educacional brasileira – MEC. Algumas
inquietações estiveram presentes na direção deste estudo: quais as tensões e/ou contradições
vivenciam tais intelectuais? Qual a continuidade e descontinuidade na argumentação e
discurso dos intelectuais em face da realidade da política educacional? Partimos algumas
hipóteses: o aparelho do Estado envolve intelectuais que sofrem com as contradições entre sua
liberdade de pensamento as demandas das políticas públicas; a gestão política tende a
transformar o papel dos intelectuais em funções tecnoburocratas; os intelectuais vivem a
tensão entre seus princípios e a orientação da política pública do partido que simpatizam ou
militam. A partir de cuidadoso levantamento documental e bibliográfico, articulamos duas
linhas de análise: os conteúdos que caracterizam os marcos ou perspectivas teóricas dos
intelectuais do PT e a ação política destes, particularmente, junto ao Ministério da Educação,
o que permitiu também uma melhor compreensão da política da educação do período.
Iniciamos nossa busca de respostas pelo PT, primeiro partido de esquerda, de viés socialista, a
assumir a Presidência da República no Brasil, pano de fundo onde transitam os intelectuais
em referência. Partido que, no lapso entre a sua fundação junto aos movimentos sociais e
sindicais e a ascensão ao poder com o apoio centrista e de antigos e históricos adversários
políticos e empresariais, vive suas próprias tensões, continuidades e descontinuidades, fraturas
e reconstruções. Compreender as tensões vivenciadas pelos intelectuais do PT, dilemas e
conflitos na relação entre a sua visão principista e a realidade da política pública orientada e
conduzida por esse mesmo partido, que possui suas próprias contradições, não nos permite
explicações rápidas ou a universalização respostas. Assim posto, encontramos em Cristovam
Buarque um intelectual autônomo, humanista que advoga em favor de uma modernidade ética
e, a exemplo de Sartre “é companheiro de rota” do Partido dos Trabalhadores, subordinando
os princípios do Partido aos seus próprios princípios. Utópico e obsessivo pela educação tem
sua ação política coerentemente articulada com sua visão de mundo e defesas teóricas. Tarso
Genro, por sua vez, defende em sintonia com as orientações do Partido um novo projeto de
nação socialista, radicalmente democrático, através de um novo contrato social e da criação de
uma nova esfera pública não estatal, que controle e induza o Estado. Sob o olhar da realidade
política e da produção e geração de políticas públicas, pode-se inferir sobre a fusão entre o
papel do intelectual Tarso Genro e do Partido, o que lhe assegura organicidade, porém sem
perder a crítica ao olhar para o próprio PT, investindo energia em dar-lhe um novo rumo,
compatível com as transformações da realidade. Em Fernando Haddad identificamos um
intelectual cujas produções acadêmicas se ocupam do repensar do legado marxista, mas que
se destaca pela atuação na gestão pública, desempenhando funções tecnocráticas e articulando
conhecimentos especializados para a formulação e implantação de políticas públicas. Assim,
circular no universo dos intelectuais supõe estar aberto à multiplicidade de dilemas, distinção
de tensões e particularização da continuidade e descontinuidade dos discursos
Cristovam Buarque, Tarso Genro e Fernando Haddad: três intelectuais de esquerda entre o dilema dos principios e o realismo político
Os intelectuais têm sido objeto de estudo em distintas áreas do conhecimento e integram um
debate cuja complexidade e importância são inquestionáveis. Esta investigação, sem reclamar
elementos novos em uma arena tão transitada, propõe um olhar específico sobre os
intelectuais do Partido dos Trabalhadores, objetivando compreender suas tensões e posições,
tanto na academia quanto na gestão pública. Privilegiando o recorte da política pública da
educação entre os anos de 2003 e 2006, nosso foco de atenção são os intelectuais do PT,
Cristovam Buarque, Tarso Genro e Fernando Haddad, seus dilemas e posicionamentos
quando à frente da agência orientadora de política educacional brasileira – MEC. Algumas
inquietações estiveram presentes na direção deste estudo: quais as tensões e/ou contradições
vivenciam tais intelectuais? Qual a continuidade e descontinuidade na argumentação e
discurso dos intelectuais em face da realidade da política educacional? Partimos algumas
hipóteses: o aparelho do Estado envolve intelectuais que sofrem com as contradições entre sua
liberdade de pensamento as demandas das políticas públicas; a gestão política tende a
transformar o papel dos intelectuais em funções tecnoburocratas; os intelectuais vivem a
tensão entre seus princípios e a orientação da política pública do partido que simpatizam ou
militam. A partir de cuidadoso levantamento documental e bibliográfico, articulamos duas
linhas de análise: os conteúdos que caracterizam os marcos ou perspectivas teóricas dos
intelectuais do PT e a ação política destes, particularmente, junto ao Ministério da Educação,
o que permitiu também uma melhor compreensão da política da educação do período.
Iniciamos nossa busca de respostas pelo PT, primeiro partido de esquerda, de viés socialista, a
assumir a Presidência da República no Brasil, pano de fundo onde transitam os intelectuais
em referência. Partido que, no lapso entre a sua fundação junto aos movimentos sociais e
sindicais e a ascensão ao poder com o apoio centrista e de antigos e históricos adversários
políticos e empresariais, vive suas próprias tensões, continuidades e descontinuidades, fraturas
e reconstruções. Compreender as tensões vivenciadas pelos intelectuais do PT, dilemas e
conflitos na relação entre a sua visão principista e a realidade da política pública orientada e
conduzida por esse mesmo partido, que possui suas próprias contradições, não nos permite
explicações rápidas ou a universalização respostas. Assim posto, encontramos em Cristovam
Buarque um intelectual autônomo, humanista que advoga em favor de uma modernidade ética
e, a exemplo de Sartre “é companheiro de rota” do Partido dos Trabalhadores, subordinando
os princípios do Partido aos seus próprios princípios. Utópico e obsessivo pela educação tem
sua ação política coerentemente articulada com sua visão de mundo e defesas teóricas. Tarso
Genro, por sua vez, defende em sintonia com as orientações do Partido um novo projeto de
nação socialista, radicalmente democrático, através de um novo contrato social e da criação de
uma nova esfera pública não estatal, que controle e induza o Estado. Sob o olhar da realidade
política e da produção e geração de políticas públicas, pode-se inferir sobre a fusão entre o
papel do intelectual Tarso Genro e do Partido, o que lhe assegura organicidade, porém sem
perder a crítica ao olhar para o próprio PT, investindo energia em dar-lhe um novo rumo,
compatível com as transformações da realidade. Em Fernando Haddad identificamos um
intelectual cujas produções acadêmicas se ocupam do repensar do legado marxista, mas que
se destaca pela atuação na gestão pública, desempenhando funções tecnocráticas e articulando
conhecimentos especializados para a formulação e implantação de políticas públicas. Assim,
circular no universo dos intelectuais supõe estar aberto à multiplicidade de dilemas, distinção
de tensões e particularização da continuidade e descontinuidade dos discursos
Mensalão transformou PT e contribui para crise política
Partido ainda vive ‘sob a sombra’ do escândalo, afirma Tarso Genro
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