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    Orientação profissional e o atual mundo do trabalho: a busca de um novo significado frente a um novo cenário

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    O presente trabalho busca situar como está posicionada a Orientação Profissional no Brasil, a partir da percepção de um grupo de orientadores profissionais, abaixo mencionados, no que diz respeito ao papel e ao compromisso dessa área do conhecimento frente à sociedade. O estudo tem como pressuposto a existência de um novo cenário no mundo do trabalho, com significativas conseqüências. A questão aqui pesquisada se refere à possibilidade do estabelecimento de uma relação dessa possível percepção, por parte dos sujeitos, com o seu compromisso e o seu desempenho profissionais. O contexto a ser analisado é o do atual mundo do trabalho, representado por uma situação econômica alicerçada na esfera financeira, por crescentes níveis de desemprego, pela extinção gradativa do emprego e pela precariedade das condições e das relações de trabalho, confirmando-se um cenário que inclui poucos e exclui muitos. As perguntas que norteiam esta pesquisa estão relacionadas, portanto, com o atual cenário e baseiam-se nas concepções dos orientadores sobre o mundo, o ser humano e o trabalho na sociedade. Elas permitem que, com base em tais pressupostos, se verifique como esses profissionais estão agindo com as populações junto às quais atuam: jovens que, em breve, ingressarão no mundo do trabalho, ou adultos que procuram um novo lugar, predominantemente em função dos fatores econômico-sociais acima mencionados. Como, por quais vias, com base em que elementos estão essas populações, na concepção dos orientadores profissionais pesquisados, sendo preparadas para viver o presente e o futuro é a pergunta deste estudo. E, no sentido de fundamentá-lo, foi investigado não apenas o que estão esses sujeitos pensando sobre o atual cenário e a respeito do seu próprio fazer, mas também como estão percebendo esse contextos e esse fazer, e de que modo o estão exercendo. A população pesquisada é constituída de orientadores profissionais das regiões Sul e Sudeste do Brasil, sócios da Associação Brasileira de Orientadores Profissionais - ABOP. Através da pesquisa foi possível verificar o que os sujeitos estão percebendo no atual mundo do trabalho bem como a maneira como nele estão atuando, como compartilham essas percepções e como situam a Orientação Profissional dentro desse quadro, propiciando uma discussão de profundidade sobre as evidências e as possibilidades de aquela vir a se constituir em um processo de maior significado na sociedade como perspectiva e como ação socialThis research seek to place as the Professional Guidance is positioned in Brazil, starting from the perception of a group of professional guides, below mentioned, with regard to the paper and to the commitment of this area of the knowledge before society. It has, as presupposition, the existence of new scenario in the world of work, with significant consequences in the resulting relationships: in the work and with the work. The issue here researched refers to the possibility of a relationship establishment of this possible perception, on the part of the subjects, with its commitment and professional performance. The context to be analyzed is concemed with the world of the present work, represented by an economic situation based in the financial sphere, by the growing unemployment levels, by the gradual extinction of the employment and by the precarious conditions and work relationships, confirming a scenario that includes few and excludes many. The guiding questions to the present research are related, therefore, with the current scenario, with base in the world conception of the human being and of the work in the society, as viewed by the referred guides. It is allowed to verify, based in these presuppositions, how these professionals are acting within the populations where they are playing: young that shortly will enter in the world of the work or adults that seek a new place, predominantly in function of the economic-social factors above exposed. How, through what means, with base in what elements are these populations being prepared to live the present and the future, in the conception of the researche? professional guides, it is the first question of present study. And, in the sense of establishing basis, it was researched what these subjects are thinking, perceiving, sharing and exercising, while professional guides, with relationship to the present scenario and with regard to their doing. The researched population is constituted of professional guides of the South and Southeast areas of Brazil, partners of ABOP- Associação Brasileira de Orientadores Profissionais (Professional Guides Brazilian Association). It was possible to verify what and how the researched subjects are perceiving the current scenario of the world of work and how they place the Professional Guidance inside that picture, favoring a depth discussion about the evidences and possibilities of the Professional Guidance to become a process oflarger meaning in the society, while perspective and social actionCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superio

    The negociation of senses about participation: a study of the dialogical processes of participatori budgeting of Ipatinga-MG through cidadany

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    BORBA, Gustavo Lopes. A negociação de sentidos sobre participação: Um estudo dos processos dialógicos do Orçamento Participativo de Ipatinga-MG, pelo viés da Cidadania. Dissertação de mestrado em psicologia social. São Paulo: PUC-SP, 2005. O trabalho buscou compreender como se dá a negociação de sentidos sobre participação na experiência do orçamento participativo implantado na cidade de Ipatinga-MG já há 16 anos. Com a instituição de novos enquadres de gestão pública a partir da redemocratização, essas experiências de democracia direta têm se propagado no Brasil e no mundo. Enquanto os cientistas sociais estão interessados nos aspectos políticos do processo, meu interesse como psicólogo social diz respeito a como esses novos processos têm significado mudanças na maneira das pessoas compreenderem o seu mundo. Utilizando o referencial de Hacking (2001) para trabalhar com a análise de matrizes que dão sustentabilidade a idéias e construtos humanos, os elementos materiais que compõem a experiência do OP foram buscados e considerados enquanto elementos que permeiam as relações sociais. Hacking parte da proposta construcionista em psicologia social para possibilitar um enfoque sobre sentidos, redes de socialidades e materialidades. Os sentidos também podem ser encontrados em documentos de domínio público (SPINK, 2000), que são materialidades circulantes no meio público, o que permite considerar os posicionamentos dos diversos agentes no campo. Os resultados da pesquisa permitiram encontrar que as negociações ocorrem com uma diferença entre a população e a prefeitura quanto à visão do processo do OP. A população tem uma visão mais ligada à possibilidade de verdadeira deliberação, depositando no OP a expectativa da resolução dos problemas da comunidade através do diálogo. A prefeitura vê o OP como um processo que aproxima o cidadão da prefeitura, de forma que ele possa ter mais conhecimentos sobre a gestão e as dificuldades administrativas. Além disso, a prefeitura parece ver no OP um processo que leva à melhoria da qualidade de vida da população. Os aspectos mais importantes para a negociação de sentidos foram: da parte da prefeitura, o uso de recursos de comunicação de massa, principalmente jornais e revistas, e o uso da estrutura da prefeitura para acolher os representantes da população insatisfeitos ou, ao contrário, para premiar os aliados. Da parte da população, a tradicional presença das associações de moradores se mostraram como um aspecto que se mantém baseado nas relações pessoais informais, mais do que sobre relações com caráter formal. Um exemplo disso é a pouca relevância dos conselheiros do OP junto à população, sendo mais importantes os próprios representantes de associações de moradores.BORBA, Gustavo Lopes. A negociação de sentidos sobre participação: Um estudo dos processos dialógicos do Orçamento Participativo de Ipatinga-MG, pelo viés da Cidadania. Dissertação de mestrado em psicologia social. São Paulo: PUC-SP, 2005. The work sought to understand how happens negotiation of senses about participation in the experience of the participatory budget (PB) implanted in the city of Ipatinga-MG, that exists for 16 years. By new ways of public management allowed by the re-democratization, those experiences of deliberative democracy have spread in Brazil and in the world. While the social scientists are interested in the political aspects of the process, my interest as a social psychologist concerns on how those new processes led to changes in the way that people will understand their own world. Working with the referential of Hacking (2001) for work with the analysis of matrices that embodies both ideas and human constructs, the material elements that compose the experience of the PB were sought and considered while elements that are part of the social relations. Hacking talks from the constructionist movement in social psychology aiming an approach about senses, nets of socialities and materialities. The senses also they can be found in documents of public domain (SPINK, 2000), that are rounding materialities in the public environment, what permits to consider the positionings of the diverse agents in the field. The research s results let us to find out that the negotiations occur with a difference between the population and the city hall as regards the vision of the process of the PB. The population is more prone to the possibility of true deliberation, depositing in the PB the expectation of the resolution of the problems of the community through the dialogue. The city hall sees the PB as a process that makes the citizen more closer of the city hall, so that they can be more aware about the management and the administrative difficulties. Besides, the city hall seems to consider the PB as a process that allows the improvement of the quality of life of the population. The most important aspects for the negotiation of senses were: of the part of the city hall, the mass communication resources use, mainly newspapers and magazines, and the use of the structure of the city hall for receive the representatives of the population unhappy or, on the contrary one, for award the allied. Of the part of the population, to traditional presence of the associations of inhabitants were shown like an aspect that itself remains based in the informal personal relations, more than about relations with formal character. An example of that is the little relevance of the counselors of the PB to the population, being more important the own inhabitants associations representatives.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológic

    Joining a queue... telling a little about the everyday of the unemployed worker in the city of Sao Paulo.

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    As filas de desemprego são hoje um fragmento comum à cidade de São Paulo, servindo enquanto indicadores de uma realidade contraditória entre a estrutura jurídica e a cultura política do Brasil, de sua perspectiva histórica relacionada ao mercado de trabalho e à forma de operacionalização das políticas públicas voltadas ao emprego, trabalho e geração de renda que ainda se mostram insipientes frente à alta demanda de trabalhadores desempregados de nosso país. A partir desse movimento, essa pesquisa corresponde a uma opção pelo cotidiano dos trabalhadores desempregados da cidade de São Paulo, trabalhando-se, em especial, as filas de desemprego da Força Sindical situadas nos bairros da Liberdade e do Largo Treze de Maio no bairro de Santo Amaro. Nessa perspectiva propomos amplificar as várias vozes presentes nestes espaços, buscando entender a partir dos sentidos ali presentes se as ações dos trabalhadores desempregados que freqüentam estas filas representam atos mobilizadores ou se são apenas paliativos. Para tanto, nos embasamos no referencial construcionista, enfocando a linguagem em ação, na concepção de apropriação de espaços apresentada por Milton Santos, na percepção sobre as relações em cidade proposta por Zygmunt Bauman e na discussão trazida por Michel de Certeau sobre o cotidiano. A partir do entrecruzamento de materialidades e sociabilidades surgidas nas conversas entre a pesquisadora e atores dos espaços das filas, estas são apresentadas e discutidas nesta narrativa partindo-se do pressuposto de que esse modo de organizar a espera nas cidades constitui um espaço comum de interações que permitem uma riqueza de construções sociais, aproximando estranhos que não apenas partilham lugares comuns, mas também uma cotidianidade densa e fluída de maneira a transformar estes espaços. As conversas relatadas na pesquisa nos levam a pensar o quanto toda a nossa cultura política, jurídica e econômica permeia as relações sociais levando a classe trabalhadora a curvar-se frente ao pouco que lhe tem sido ofertado, buscando freneticamente soluções individualizadas, sem delimitar exatamente o inimigo maior . Ainda assim, podemos discutir a importância destes espaços e das ações ali construídas enquanto uma possibilidade de agregação. Portanto, as filas enquanto espaços de pesquisa nos aproximam de um cotidiano permeado por todo nosso processo histórico, político e cultural, possibilitando uma discussão política a partir das rupturas entre o que é ditado constitucionalmente e o que é de fato vivido por nosso povo, trazendo novas perspectivas de se fazer pesquisa em Psicologia Social.ABSTRACT The unemployed workers in files are at the present time a usual part of Sao Paulo city. They serve as indicators of a contradictory reality between the juridical structure and the political culture of Brasil, of its historical perspective connected to the labor market and the way of putting in practice the public policies that aim the job, work and revenue that still are incipient faced to the high demand of unemployed workers of our country. From this situation on, this research means an option on the quotidian of the unemployed workers from the city of Sao Paulo, working specially on the Força Sindical files situated in the district of Liberdade and at Treze de Maio Square in the district of Santo Amaro. At this point of view, we purpose to enlarge the several voices present at these spaces, trying to understand by the senses present there if the actions of the unemployed workers who are in these lines represent moving actions or if they are only a palliative medicine. For this analysis, we have based on the constructionist reference, focusing on the language in action, on the conception of spaces appropriation presented by Milton Santos, on the perception about the relationships in the city proposed by Zygmunt Bauman and on the discussion brought by Michel de Certeau about the quotidian. From the crossing of materiality and sociability that had came up at the conversation between the researcher and the actors of the file spaces, they are presented and discussed assuming that the way of organizing the expectation in the cities establishes a common space of interaction that allows a richness of social constructions, making strangers being closer, strangers who do not only share common places, but also a dense and fluid everyday life in order to change these spaces.The conversation related on this research make us thinking about how much our whole political, juridical and economical culture is part of the social relationships, making the working class to bend down in front of the little which has been offered to them, looking forward individualized solutions frantically, without bordering exactly "the biggest enemy". Even so we can discuss the importance of these spaces and the actions that were built there, as a possibility of aggregation. Therefore the lines while spaces of research make us closer to a quotidian permeated by all our historical, political and cultural process, making possible a political discussion since the break between what is constitutionally imposed and what is lived in fact by our people, bringing new perspectives of making a research in Social Psychology. KEYWORDS: files (lines, queues), unemployment, everyday, conversation, making sense, social psychologyCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superio

    Era uma vez...Algumas histórias: as versões sobre o MST do Pontal do Paranapanema em dois jornais diários

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    Este trabalho teve como objetivo compreender e discutir os discursos sobre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) da região do Pontal do Paranapanema, no estado de São Paulo, presentes nos jornais Folha de São Paulo e O Imparcial, de Presidente Prudente (SP), entre os anos 1990 e 2000. Para tanto, inicialmente buscamos localizar o MST como parte do tecido histórico da enorme e violenta desigualdade na distribuição de terras no Brasil, e como herdeiro de vários outros movimentos sociais em torno da luta pela terra no país. No interior desse conjunto, a escolha da região do Pontal do Paranapanema (SP) se deu por ser onde a presença do MST mais causou impactos e mudanças nas relações sociais de uso e propriedade da terra. Para compreender os discursos sobre o MST do Pontal do Paranapanema através dos jornais diários, consideramos estes (os jornais) como documentos de domínio público, nos quais se veiculam e presentificam-se múltiplas dialogias e produções de sentido acerca dos temas que noticiam diariamente. Tal pressuposto exigiu-nos contemplá-los, simultaneamente, como: a) veículos de transmissão de diversas vozes, oriundas de diversos lugares e com diversos posicionamentos sobre os temas que noticiam (no caso, o MST do Pontal); b) como atores sociais com voz e posicionamentos próprios sobre tais temas; e c) como lugares de diálogo com os leitores - co-autores ativos dos sentidos e histórias contadas pelos jornais. Mostram-se, portanto, como espaços de expressão da dinâmica das tensões, conflitos, negociações e lutas hegemônicas e contra-hegemônicas de um tempo e lugar. Porém, os jornais não são iguais, e esses elementos simultâneos de aspectos que os compõem configuram produtos finais diferentes. Assim, o MST mostrado na Folha de São Paulo e o mostrado em O Imparcial são significativamente diferentes, uma vez que ambos os jornais têm linhas editoriais diferentes, falam com leitores também diferentes (a Folha, com um perfil de leitores mais heterogêneo por ser um jornal de circulação nacional, sendo O Imparcial de circulação regional), e presentificam vozes oriundas de lugares diferentes. Para a Folha, o MST do Pontal assume várias características, indo do movimento composto por massas de excluídos que lutam por um pedaço de chão até um movimento de esquerda radical com articulações com movimentos guerrilheiros, como o Sendero Luminoso. Entre estes dois pólos, uma gama de matizes são encontradas. Prevalece, contudo, definições que o colocam como parte de um mundo atrasado, pré-capitalista - como o âmbito rural do Pontal - que deve ser superado com políticas de modernização instituídas pelo governo. Para O Imparcial, o MST é posto no lugar do inimigo da região do Pontal e da nação, e deve ser extinguido. As diversas nomeações que recebe e as diversas vozes que falam dele confluem invariavelmente para esta definição. Necessário ressaltar, contudo, que não é intenção desta pesquisa apreender a verdade essencial do que está dito e dos sentidos produzidos nos jornais sobre o MST, já que os leitores são partícipes ativos e co-autores dos sentidos e histórias neles contadas. E é aqui que nos posicionamos como pesquisadores: como leitores dos jornais. Isso significa interpretá-los, e para tanto utilizamo-nos inevitavelmente de um repertório interpretativo construído em um lugar sócio-cultural e histórico, o lugar do pesquisador. Sendo assim, nos cabe, através de uma atenta e sistemática leitura, continuar o diálogo com os jornais, recontar suas histórias sobre o MST do pontal, buscando desvelar as vozes que falam e como falam, os posicionamentos e lugares de onde produzem seus argumentos, as suas intencionalidades, os intertextos, as redes de poder e contra-poder. Considerando ainda os discursos como práticas discursivas, ou seja, como ação social que dá sentido e materialidade ao mundo e às coisas, entendemos que participar destas conversas é contribuir para retomar o debate sobre a questão agrária e o significado do MST e, deste modo, contribuir para a reconstrução da realidade deste lugar, dos horizontes possíveis deste enredo

    The senses of solidary economics: ways to build a collective and organized autonomy

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    O presente estudo teve como objetivo comparar os sentidos sobre Economia Solidária presentes no Documento Base da I Conferência Nacional de Economia Solidária e os sentidos que estão em uso nos espaços de trabalho, de um grupo de trabalho informal constituído por mulheres da Comunidade Monte Moriá, para investigar as coerências e incoerências entre o que é discutido institucionalmente e o que é vivenciado no cotidiano das pessoas. Busca-se referenciar este campo com a perspectiva teórica do construcionismo social, usando referências da Economia Solidária de Singer (2006; 2004; 2000; 1999), Mance, (2003), Arruda (2006), Tiriba (2004), Souza (2006), bem como das práticas discursivas e produção de sentidos (Spink, M. J., 2000), na Psicologia Social. Os métodos que caracterizam esta pesquisa são o estudo de caso de um grupo de trabalho informal, entrevistas em profundidade realizadas com integrantes do grupo; além da observação participante em relação ao seu progresso durante um ano e meio e a análise do Documento Base que subsidiou a realização da I Conferência Nacional de Economia Solidária. O estudo permitiu concluir que se faz necessário maior aproximação do movimento da Economia Solidária institucionalizado com os atores sociais para torná-lo legítimo no cotidiano das pessoas e grupos da sociedade como um todoThis study has aimed at comparing the senses of Solidary Economics, which is contained in the Base Document of the I National Conference on Solidary Economics, to the sense being applied to the work spaces of an informal work team made up of women from the Moriá community and in order to investigate the coherence and incoherence between what is institutionally discussed and what is actually experienced in the day-to-day of people. This field of study endeavors to find support in the theoretical perspective of the social constructionism by using references such as Singer s Solidary Economics (2006; 2004; 2000; 1999), Mance, (2003), Arruda (2006), Tiriba (2004), Souza (2006), as well as the discursive practices and senses production (Spink, M. J., 2000), in the Social Psychology. The methods which characterize this research are the case study of an informal team work, in depth interviews made with the members of said team, the participative observation of its progress during a year and a half and the analysis of the Base Document, which subsidized the I National Conference on Solidary Economics. This study has enabled us to conclude that closer ties, between the Solidary Economics movement and the social players, are needed in order to legitimize this movement into the day-to-day of people and society groups as a whol

    Emancipation in everyday life: equalitarian initiatives in control societies

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    É possível que iniciativas igualitárias funcionem em meio a sociedades desiguais? E se é, como acontece? Essa indagação guiou um diálogo entre vozes acadêmicas e ativistas no percurso desta tese. Dentre as vozes acadêmicas, a tese apresenta , no capítulo 1, uma compreensão sobre os âmbitos do poder e a emancipação na atualidade. No capítulo 2, apresenta a epistemologia dos conhecimentos situados (Haraway, 1995) e, com essa base, o método da troca construtiva. Dentre as vozes ativistas, relata-se a convivência com quatro experiências de preocupação igualitária: duas na Catalunha o Centro Social Okupado Les nauS e Coop57, Cooperativa de Financiamento Ético e Solidário, narradas no capítulo 3- e duas na Venezuela - a cooperativa Santo Domingo Brasil e a rádio comunitária Gente 94.5 FM, que aparecem no capítulo 4. A partir desse encontro, a pergunta de pesquisa é revisitada. Primeiramente, apresenta-se um olhar provisório e situado sobre o poder e a emancipação. Do poder, tentando entender dinâmicas das quais as iniciativas devem se cuidar para não ficarem presas a elas; da emancipação, para compreender como podem fazê-lo e criar vida nova. No capítulo 5, depois de revisar os conceitos de poder, dominação e controle, é proposto o poder-dominação-controle como forma de captura da potência coletiva, que cresce em extensão e intensidade, buscando atravessar tudo e a todos/as no dia-a-dia, de formas múltiplas e complexas que podem parecer incoerentes entre si. Tende a se desterritorializar, a funcionar sem centro e a diluir-se por todo o corpo social, e justamente isso justifica a importância de situá-lo. No capítulo 6, propõe-se a emancipação como processo ou microprocesso de okupar (não invadir e sim ocupar o que era nosso e nos foi tomado). Okupar espaços de possibilidades liberadoras, que podem se articular em formas de luta a maior escala, que se constroem em processos de potência e resistência, de forma cotidiana e fractal, em experiências de revolução molecular (Guattari, 1984). Propõe-se uma compreensão ativa do cotidiano do lugar, da ação e do tempo, bem como a importância das práticas libertárias na construção da emancipação. Para uma conclusão possível, no capítulo 7, discute-se a noção de iniciativas como alternativa às palavras hegemônicas grupo e organização , e propõem-se também quatro jeitos de fazer ou práticas-chave que poderiam servir temporariamente para responder a pergunta de como iniciativas igualitárias funcionam em sociedades de controle, ajudando a que experiências tão diferentes quanto estas quatro sejam inteligíveis entre siIs it possible for equalitarian initiatives to work in unequal societies? And if it is, how does it happen? This question guided a dialogue between academic and activist voices in the process of doing this work. Through the academic voices, Chapter 1 presents a way of understanding power and emancipation nowadays. Chapter 2 presents the situated knowledge episthemological view (Haraway, 1995), and with this base, the constructive exchange method. As a part of the activist voices, chapter 3 discusses coexistance through two experiences with an equalitarian interest in Catalonia: the Les naus squat and Coop57 Ethical and solidarity financing cooperative. Chapter 4 relates the collective life of two equalitarian experiences in Venezuela - the Santo Domingo Brazil Cooperative and People 94.5 FM Community Radio . After that encounter, the research question is revisited. First, a temporary and situated understanding of power and emancipation is presented: Of power, trying to comprehend some dynamics that initiatives like these must take care of, so they avoid staying trapped in them; and of emancipation, to understand how can they do it and create new forms of life. Chapter 5, consequently, uses chapter 1 to review of the concepts of power, domination and control. Through this, it proposes power-domination-control as a way of capturing collective potencial, aiming to touch everything and everybody in everyday life, and to do this in multiple and complex ways, which could seem as incoherent between them. It tends to operate ungrounded, without having a center and expanding itself to all of society, and that is what justifies the importance of situating it. Chapter 6 proposes emancipation as a process, or a micro-process of squatting (not invading, but occupying what was ours and was taken from us). Squatting spaces of endless possibilities, that can articulate themselves in ways of struggle in a bigger scale, are constructed in resistance processes in an everyday practical way, in molecular revolution experiences (Guattari, 1984). It is proposed to look at everyday life, place, action and time in an active way, and also defends the importance of anarchist practices in constructing emancipation. For a possible conclusion, chapter 7 discuss initiatives as an alternative of the hegemonic words of group and organization ; it then proposes four methods, or key practices which could serve temporarily to answer the question of how equalitarian initiatives work in control societies, by looking at these very different experiences of four initiatives to get an overall understandin

    Cana e crack: sintoma ou problema? : um estudo sobre os trabalhadores no corte de cana e o consumo do crack

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    Neste estudo, pretende-se analisar a condição dos trabalhadores rurais, notadamente aqueles que se dedicam ao corte da cana-de-açúcar na região de Jaú/SP, intercalando a discussão entre o processo da formação histórica e cultural dessas populações e os aspectos relacionados com o uso e abuso de drogas, especificamente o crack. A metodologia de análise fundamenta-se na fenomenologia social, Alfred Schütz, dando forma teórica ao que o autor denomina o mundo da vida cotidiana, onde as pessoas não teorizam a respeito de suas práticas. Um mundo real e intersubjetivo, em que as pessoas interagem umas com as outras naturalmente; ou seja, a partir do senso comum, os homens vão interagir com seus valores, cultura, crenças, etc. Das entrevistas, tanto com os profissionais que realizaram atendimento aos cortadores de cana que estavam consumindo crack como com os próprios trabalhadores, surgiram vários questionamentos como: a droga relacionada ao trabalho; questões sociais; ruptura com os vínculos familiares e religiosos; a condição precária de sobrevivência desses trabalhadores inseridos num sistema baseado na exploração da mão-de-obra e expropriação de suas terras onde todos seus valores acabam sendo desenraizados. Assim, a intenção será analisar pontos em comum que possam oferecer respostas às questões sobre os porquês do consumo de crack por parte dessas populaçõesThis study analyses the rural workers condition bringing into focus the sugar cane cutters in the region of Jaú, State of São Paulo. The discussion goes through the process of historic and cultural formation of such population and the aspects related to the use and abuse of crack. The methodology for analysis is based on the social phenomenology, with which Alfred Schütz places under a theoretical view the concept of world of the everyday life meaning that people do not theorizes their daily practices. A real and intersubjective world on which people interact on each other naturally, that is to say that people interact based on their own values, culture, beliefs, and so on, following their common sense. The interviews made with the professionals who attended the sugar cane cutters who were crack consumers and with the workers brought up many questions such as the relationship between drugs and work; social questions; rupture of religious and familiar ties; precarious survival condition of these workers inserted in a system based on the labour exploitation and expropriation of their lands having as consequence the rootlessness of their values as a whole. In this way, the purpose of this study will be the analysing of the common reasons which lead that specific group to the consumption of crac

    Os trabalhadores da morte

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    Os trabalhadores da morte é uma monografia sobre os que lidam profissionalmente com a morte, seja na burocracia, preparando papéis, em áreas de apoio, fabricando caixões e urnas ou na operacionalização de serviços de preparar, velar, transportar, sepultar ou cremar corpos. O Serviço Funerário do Município de São Paulo, autarquia municipal, foi escolhido como principal fonte de estudo e coleta de material para a pesquisa, por ser a única instituição legalmente autorizada a executar os serviços funerários na cidade de São Paulo. A monografia apresenta-se sob forma de relato, das atividades e do cotidiano dos profissionais e suas impressões sobre o trabalho que executam. Dados históricos encontrados na bibliografia foram acrecidos ao relatos para ilustrar os costumes, as concepções mortuárias e o teatro da morte presentes no dia a dia desses trabalhadores. O relato tem por cenário baixos salários, pressões organizacionais, más condições de trabalho e temor aos desemprego, como parte para a maioria dos trabalhadores brasileiros. O estigma e o medo são os temas centrais da monografia. O estigma, discriminação no convívio social, decorre do preconceito contra o lidar com a morte. São estigmatizados mesmo os lotados em funções burocráticas. Se o estigma causa constrangimento ao trabalhador, ao sentir-se rejeitado na sociedade o medo da morte e a presença constante do sofrimento vai exigir-lhe um grande esforço psicológico para manter a naturalidade em suas rotinas de trabalho. O mecanismo de adaptação leva esses trabalhadores inicialmente a omitir o seu emprego na funerária, classificando-se apenas como funcionário da prefeitura. Os mais extrovertidos acabam por assumir a sua real função nos círculos de suas relações, às vezes de forma criativa. Variados e surpreendentes também são os mecanismos de proteção do medo da morte. Este primeiro estudo sobre os trabalhadores da morte deixa entrever um leque de possíveis novas análises neste campo. Questões ligadas à saúde física, saúde mental e convivência social podem ser aprofundadas para propiciar os conhecimentos e os instrumentos de intervenção no sentido de melhorar a sua qualidade de vid

    As possibilidades de uma ecologia de saberes: a negociação de sentidos no processo de incubação

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    Em razão das transformações no mercado de trabalho das últimas décadas, em especial, do desemprego de grande parte da população brasileira, preocupações com a geração de trabalho e renda e com a possibilidade de relações trabalhistas baseadas na autogestão começaram a ser incluídas nas agendas de muitos grupos, entidades e órgãos públicos. A economia solidária aparece como uma forma de criar espaços econômicos, sociais, políticos e culturais baseados em relações igualitárias de consumo, trabalho, troca, etc. Neste campo, a incubação de empreendimentos solidários é um tipo de intervenção social cujo objetivo é apoiar e fortalecer cooperativas, associações e grupos populares, a partir de assessorias técnicas e profissionais. Os processos de incubação se diferenciam entre si, de acordo com as especificidades de cada incubadora, no entanto, a noção circulante de incubação também se assemelha nesses diversos espaços. Acredita-se que os conhecimentos provenientes dos campos profissionais e universitários podem auxiliar os empreendimentos a se viabilizarem. A partir de uma discussão sobre o conhecimento e os processos organizativos autogestionários no cotidiano, o presente estudo teve como objetivo a identificação dos sentidos da incubação que circulam no entorno de uma incubadora de empreendimentos solidários da região de Campinas, SP. Através da participação em reuniões e em conve rsas sobre o tema com uma incubadora e com membros de empreendimentos, foram apontados dilemas do processo de incubação. A identificação dos sentidos da incubação, por duas vozes diferentes presentes nesse universo, permitiu problematizar a noção geral circulante. A questão que dirigiu o estudo diz respeito às possibilidades de construção de uma ecologia de saberes dentro da economia solidária, a partir da incubação de empreendimentos. Por ecologia de saberes, conceito utilizado por Boaventura de Souza Santos, compreende-se um sistema de saberes, de origens diferentes e, portanto, não apenas científicos, coexistindo na busca da construção de uma sociedade diferenteEm razão das transformações no mercado de trabalho das últimas décadas, em especial, do desemprego de grande parte da população brasileira, preocupações com a geração de trabalho e renda e com a possibilidade de relações trabalhistas baseadas na autogestão começaram a ser incluídas nas agendas de muitos grupos, entidades e órgãos públicos. A economia solidária aparece como uma forma de criar espaços econômicos, sociais, políticos e culturais baseados em relações igualitárias de consumo, trabalho, troca, etc. Neste campo, a incubação de empreendimentos solidários é um tipo de intervenção social cujo objetivo é apoiar e fortalecer cooperativas, associações e grupos populares, a partir de assessorias técnicas e profissionais. Os processos de incubação se diferenciam entre si, de acordo com as especificidades de cada incubadora, no entanto, a noção circulante de incubação também se assemelha nesses diversos espaços. Acredita-se que os conhecimentos provenientes dos campos profissionais e universitários podem auxiliar os empreendimentos a se viabilizarem. A partir de uma discussão sobre o conhecimento e os processos organizativos autogestionários no cotidiano, o presente estudo teve como objetivo a identificação dos sentidos da incubação que circulam no entorno de uma incubadora de empreendimentos solidários da região de Campinas, SP. Através da participação em reuniões e em conversas sobre o tema com uma incubadora e com membros de empreendimentos, foram apontados dilemas do processo de incubação. A identificação dos sentidos da incubação, por duas vozes diferentes presentes nesse universo, permitiu problematizar a noção geral circulante. A questão que dirigiu o estudo diz respeito às possibilidades de construção de uma ecologia de saberes dentro da economia solidária, a partir da incubação de empreendimentos. Por ecologia de saberes, conceito utilizado por Boaventura de Souza Santos, compreende-se um sistema de saberes, de origens diferentes e, portanto, não apenas científicos, coexistindo na busca da construção de uma sociedade diferenteConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológic

    Ticking: a psycho-socialanalysis of "telemarketing" activity

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    Esta dissertação apresenta o resultado obtido a partir do material coletado através de observações e entrevistascom operadores de duas empresas de "Telemarketing" receptivo. A base teórica para estudar tal material foi a psicanalítica. Enquanto a angústia de morte e as características neuróticas fundamentam o argumento psicanalítico, este trabalho seguiu um outro caminho, em uma brecha que a psicanálise permite. O processo psicológico utilizado para interpretar os fenômenos interpessoais foi a busca incessantepelo ideal de ego na composição da auto-estima do sujeito. Durante a análise das entrevistas, identificou-seque os teleoperadores se valem das relações sociais estabelecidas no próprio trabalho a fim de conviver com tarefas monótonas e pouco criativas. As trocas intersubjetivascom os colegas compensam o trabalho maçante além, de promover relações gratificantes que alimentam a subjetividade dos operadores. Através de um processo de identificação narcísica com o outro, eles recompõem sua identidade e a renovam no dia-a-dia. Esses trabalhadores não se deixam abater pela rotina que enlouquece e adoece (fato reconhecido por lei), mas conseguem constituir e renovar sua subjetividadeno cotidiano de suas relaçõesThis dissertation shows the result obtained ITomthe compiled material through observations and interviews with operators ITom two receptive "Telemarketing" companies. The theoretical basis used to study such material was the psychoanalytic afie. Whereas the anxiety of death and the neurotic characteristics substantiate the psychoanalyticstatement, this paper was guided through a gap left by the Psychoanalysis. The psychological process used to interpret the interpersonal relations was the continual search for the ego ideal to compound the individual's self esteem. During the analysis of the interviews, it was realized that the tele operators use their social relations at work to get along with their dull and "creativeless" tasks. The intersubjective interactions with co-workers make the boring work worthwhile as well as promoting gratifying relationships which nurture the operators subjectivity. Through a narcissistic identification process with the other, they rebuild their identity and renew it in the everyday life. These workers do not feel discouraged by the maddening and sickening routine (a fact recognized by law), but they succeed in constituting and renewing their subjectivity on the daily life oftheir relationship
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