1,720,973 research outputs found

    Use of ascitic fluid filtration as way to improve the microbiologic diagnosis of Spontaneous Bacterial Peritonitis in patients withcirhosis

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    A Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) é atualmente a complicação infecciosa mais frequente em indivíduos com cirrose hepática e ascite. A PBE é comumente subdiagnosticada dada a manifestação clínica habitualmente inespecífica com que ela se apresenta. Em face disso, a análise citológica do líquido ascítico a partir da paracentese diagnóstica constitui um recurso diagnóstico indispensável para confirmar a presença de PBE. Contagens superiores a 250 polimorfonucleares/mm³ no líquido ascítico na presença ou não de culturas positivas estabelecem o diagnóstico. Em menos de 40% dos casos a cultura do líquido ascítico é positiva, acarretando uma terapia empírica que resultam comumente em subtratamento ou supertratamento, induzindo inapropriadamente a resistência bacteriana. Assim, o presente trabalho procurou através de um estudo experimental laboratorial padronizar e, verificar a viabilidade técnica da filtragem a vácuo do líquido ascítico como forma de otimizar o diagnóstico microbiológico da PBE. A padronização da técnica inicialmente pode ser verificada em ensaios pilotos e a viabilidade da técnica foi confirmada por meio do processamento do líquido ascítico daqueles pacientes que apresentaram confirmação citológica para PBE. Foram incluídos 36 pacientes com cirrose hepática, atendidos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP-USP) no período de novembro de 2017 a junho de 2019. Dentre eles, 17 (47,2%) apresentaram citologia compatível com PBE e, nesses últimos, a cultura pelo método semi-automatizado foi positiva em 6 casos (35,3%) e pelo método de filtragem a vácuo do líquido ascítico em 2 casos (11,8%). Conclui-se que a filtragem à vácuo não eleva a sensibilidade do diagnóstico microbiológico da PBE em relação ao método padrão. Por esse motivo é necessário o desenvolvimento de novas técnicas que aprimorem esse diagnóstico, de modo a nortear a terapia antimicrobiana nos pacientes acometidos por essa grave infecção.Nowadays, Spontaneous Bacterial Peritonitis (SBP) is the most common infection in individuals with liver cirrhosis and ascites. SBP is commonly underdiagnosed, usually given the nonspecific clinical manifestation. On the face of it cytological analysis from diagnostic paracentesis constitutes an indispensable diagnostic resource to confirm the presence of SBP or discard it. Counts greater than 250 polymorphonuclear cells / mm³ in ascites fluid in the presence or absence of positive cultures establish the diagnosis. In less than 40% of cases ascitic fluid culture is positive, leading to empirical antibiotocoteraphy commonly resulting in undertreatment or overteatment, inappropiately inducing bacterial resistance. So, the present study trough experimental laboratory analysis tried to standardize and verify the technical feasibility of vacuum filtration of ascitic liquid as a way to improve the microbiological diagnosis of SBP. The standardization of the technique could initially be verified in pilot trials and the feasibility of the technique was confirmed by ascitic fluid processing of those patients who presented cytological confirmation for SBP. This study included 36 patients with liver cirrhosis who were consulted at Ribeirão Preto Medical School, University of São Paulo, from November 2017 to June 2019. Among them, 17 (47.2%) presented cytology compatible with SBP and, in the latter, culture by the semi-automated method was positive in 6 cases (35.3%) and by the vacuum filtration method of ascitic fluid in 2 cases (11.8%). In conclusion, vacuum filtration does not increase the sensitivity of SBP microbiological diagnosis in relation to the standard method. For this reason, it is necessary to develop new techniques to diagnostic improvement in order to guide antimicrobial therapy in patients affected by this severe bacterial infection

    Evaluation of the effectiveness of nasal application of silver sulfadiazine for decolonization of patients with methicillin-resistant Staphylococcus aureus in hospital

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    O sistema de saúde é desafiado diariamente por complicações infecciosas relacionadas à assistência, que constituem grave problema de saúde pública mundial, aumentando a morbidade e a mortalidade dos pacientes assistidos e elevando os custos hospitalares. O Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), endêmico em várias instituições de saúde no mundo, é um dos principais agentes etiológicos de infecção relacionada à assistência à saúde. A colonização é um importante fator na patogênese das infecções causadas pelo MRSA, elevando o risco de uma infecção em portadores nasais desta bactéria. Além disso, sabe-se que pacientes colonizados ou infectados representam um importante reservatório desta bactéria. Atualmente, a descolonização dos portadores de MRSA é uma medida recomendada para o controle da disseminação desta bactéria. A mupirocina tem sido amplamente utilizada para a descolonização nasal, no entanto cepas de MRSA resistentes à mupirocina tem se tornado mais frequente na última década. Além disso, a formulação de mupirocina disponível no Brasil é inadequada para aplicação em mucosas, causando efeitos adversos intoleráveis. Uma vez que a sulfadiazina de prata é bastante ativa contra o MRSA in vitro, este estudo se propôs avaliar a efetividade da aplicação intranasal dessa substância para a descolonização de pacientes hospitalizados e colonizados por MRSA. Trata-se de um ensaio clínico randomizado, duplamente cego, controlado com placebo, cuja intervenção consistiu na terapia de descolonização nasal, com a aplicação intranasal de gel de sulfadiazina de prata a 1%, duas vezes por dia, associado a utilização de clorexidina degermante a 2% para o banho diário, por 5 dias consecutivos nos pacientes internados em um hospital terciário, com colonização nasal por MRSA, demonstrada por meio de cultura seletiva de swab nasal. O desfecho primário do estudo foi a identificação de swab nasal negativo para MRSA coletado imediatamente após o fim do tratamento. A comparação da taxa de descolonização nasal entre os grupos foi feita usando-se o teste do Qui quadrado, com correção de Person, e por meio de um modelo de regressão logística. Foram identificados 279 pacientes colonizados por MRSA, no entanto 156 apresentavam critérios de exclusão e 79 não estavam mais internados no momento da inclusão, sendo incluídos 44 pacientes. A mediana de idade dos incluídos foi de 57,5 anos. Após a randomização, restaram 22 pacientes em cada grupo. Oito pacientes não completaram o protocolo, e foram excluídos da análise. A descolonização nasal foi obtida em 10/16 pacientes (62,50%) no grupo controle e 10/20 (50,00%) no grupo experimental (p=0,453). A descolonização corporal global ocorreu em 8/16 (50,00%) no grupo controle e 9/20 (45,00%) no grupo experimental (p=0,765). Na análise multivariada, nenhuma das variáveis independentes incluídas, a saber sexo, idade, uso de sulfadiazina de prata, e uso de antimicrobianos sistêmicos com atividade anti-MRSA exibiu associação com o desfecho primário. Não houve diferença, entre os grupos, na incidência de infecções por MRSA após o término da terapia. Dois pacientes apresentaram irritação nasal no grupo experimental. De acordo com os nossos resultados, a sulfadiazina de prata a 1% não foi superior ao placebo para a descolonização de pacientes com colonização nasal por MRSA.The health system is daily challenged by health-care associated infections, which constitute a global public health problem, increasing morbidity and mortality of assisted patients as well as hospital costs. The methicillin-resistant Staphylococcus aureus (MRSA), endemic in several facilities worldwide, is a major etiologic agent of health-care associated infections. MRSA colonization is a relevant risk factor in the pathogenesis of infections caused by MRSA. Moreover, it is known that colonized or infected patients represent an important reservoir of this pathogen. Currently, the decolonization of MRSA carriers is a recommended measure to control the spread of this pathogen. Mupirocin has been widely used for nasal decolonization, however MRSA strains resistant to mupirocin has become more common over the last decade. In addition, mupirocin formulation available in Brazil is inappropriate for application to mucosal causing intolerable side effects. Once silver sulfadiazine is active against MRSA in vitro, this study aimed to evaluate the effectiveness of intranasal application of this substance for decolonizing hospitalized patients harboring MRSA. This is a randomized, double-blind, placebo-controlled trial, which intervention consisted in intranasal application of silver sulfadiazine gel 1%, twice a day, associated with the use of chlorhexidine soap 2% for daily bath for 5 consecutive days in patients admitted to a tertiary hospital with nasal MRSA colonization, demonstrated by selective culture of nasal swab. The primary endpoint of the study was the identification of negative nasal swab for MRSA collected immediately after the end of treatment. Comparison of decolonization rate between groups was performed using Person\'s corrected chi square, and through a logistic regression model. From 279 patients colonized by MRSA identified, 156 met exclusion criteria and 79 were no longer in hospital at the time of inclusion, so 44 patients were included. The median age of those included was 57.5 years. After randomization, 22 patients remained in each group. Eight patients did not complete the protocol and were excluded from analysis. Nasal decolonization was achieved in 10/16 patients (62.50%) in the control group and 10/20 (50.00%) in the experimental group (p = 0.453). The global body decolonization occurred in 8/16 (50.00%) in the control group and 9/20 (45.00%) in the experimental group (p = 0.765). In multivariate analysis, none of the included independent variables, namely sex, age, use of silver sulfadiazine, and use of systemic antibiotics with anti-MRSA activity showed association with primary endpoint. There was no difference between groups in the incidence of MRSA infections after the end of therapy. Two patients had nasal irritation in the experimental group. According to our results, silver sulfadiazine 1% was not superior to placebo for decolonizing patients with nasal MRSA colonization

    Drug interactions in medical prescriptions in primary health care: an epidemiological study

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    A atenção básica constitui a porta preferencial de entrada do paciente na rede de atenção à saúde. A Estratégia de Saúde da Família (ESF) possui ações de organização do cuidado, prevenção e promoção de saúde, ampliando a resolutividade de questões e gerando impacto direto na saúde das pessoas e da coletividade. A maioria dos atendimentos em saúde geram prescrições medicamentosas, o que pode levar a situações de iatrogenia clínica. Adversidades relacionados a medicamentos são um grande problema em saúde pública, pois estão relacionados à morbimortalidade, internações hospitalares e aumento dos gastos públicos. As interações medicamentosas fazem parte dos problemas relacionados a medicamentos e elas podem ser evitadas ou minimizadas. Existem dois tipos principais de interações farmacológicas: As interações farmacodinâmicas e farmacocinéticas. O presente projeto teve por objetivo avaliar possíveis interações medicamentosas relevantes na ESF, a fim de minimizar problemas relacionados a medicamentos, contribuindo assim para a promoção do uso racional e seguro dos fármacos. Além disso, destaca-se que os estudos sobre interações medicamentosas na atenção básica são escassos. A coleta de dados deu-se nas unidades de ESF I,II,III,IV,V e VI do Distrito Oeste do município de Ribeirão Preto, tendo sido admitidos na pesquisa 266 participantes que contemplaram os critérios de inclusão. As interações medicamentosas foram classificadas em quatro categorias de acordo com grau e risco crescente respectivamente, são elas interações tipo B, C, D e X. Foram encontradas 840 interações medicamentosas, dentre as mais relevantes D (108) e X (6). A pesquisa identificou que a maioria das prescrições analisadas foi proveniente de medicamentos de uso contínuo com interações potencialmente relevantes de uso cotidiano no âmbito da atenção básica. Espera-se que este trabalho possa contribuir para auxiliar o médico de saúde da família no monitoramento de futuros pacientes que venham a necessitar dessas combinações medicamentosas com potencial de interação relevantes.Primary care is the patient\'s preferred gateway to the health care network. The Family Health Strategy (ESF) has actions to organize care, prevention and health promotion, expanding the resolution of issues and generating a direct impact on the health of people and the community. Most health care generates drug prescriptions, which can lead to clinical iatrogenic situations. Drug-related problems are a major public health problem, as they are related to morbidity and mortality, hospital admissions and increased public spending. Drug interactions are part of drug-related problems and they can be avoided or minimized. There are two main types of drug interactions: Pharmacodynamic and pharmacokinetic interactions. The present project aimed to evaluate possible relevant drug interactions in the ESF, in order to minimize drug-related problems, thus contributing to the promotion of the rational and safe use of drugs. In addition, it is noteworthy that studies on drug interactions in primary care are scarce. Data collection took place at the FHS units I, II, III, IV, V and VI in the West District of the city of Ribeirão Preto, with 266 participants having been admitted to the research who met the inclusion criteria. Drug interactions were classified into four categories according to degree and increasing risk, respectively, they are type B, C, D and X interactions. 840 drug interactions were found, among the most relevant D (108) and X (6). The research identified that most of the prescriptions analyzed came from drugs of continuous use with potentially relevant interactions of daily use in the scope of primary care. It is hoped that this work can contribute to help the family health doctor in the monitoring of future patients who may need these drug combinations with relevant interaction potential

    Study of the victims of road traffic crashes cared for at the Emergency Unit of the Ribeirão Preto Medical School Clinical Hospital from 2009 to 2020: clinical-epidemiological characterization of patients and traumas, care provided and factors associated with death

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    Introdução: Lesões decorrentes do trânsito causam cerca de 1,35 milhão de mortes por ano em todo o mundo, às quais se acrescentam 20 a 50 milhões de vítimas com lesões não-fatais, mas que implicam sequelas capazes de produzir efeitos ao longo da vida, como incapacidades de toda ordem. A despeito da sua enorme relevância sanitária, especialmente nos países menos desenvolvidos, o assunto não tem merecido a devida atenção no que diz respeito a investigações que possam auxiliar no seu conhecimento e prevenção. Objetivo: Estudar as vítimas de lesões decorrentes de trânsito atendidas na Unidade de Emergência (UE) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da Universidade de São Paulo (USP) no período de 2009 a 2020, identificando características clínicas e epidemiológicas relacionadas aos pacientes e aos traumas, cuidados prestados e fatores associados à ocorrência de óbito. Métodos: O estudo foi desenvolvido seguindo dois componentes: 1) Modelo descritivo, abordando as características epidemiológicas das ocorrências e as principais características clínicas e epidemiológicas das vítimas; 2) Modelo caso-controle, visando identificar fatores de risco associados à ocorrência de óbito. Critérios de Inclusão: Foram incluídas as vítimas de acidentes de trânsito que deram entrada na UE do HCFMRP-USP entre 1º de janeiro de 2009 e 31 de dezembro de 2020 e que foram enquadradas nas categorias V01 a V99 da Classificação Internacional de Doenças (CID 10). Critérios de Exclusão Ausência de anotação dos valores da Escala de Coma de Glasgow e da pressão arterial sistólica na ficha de admissão; ausência da descrição das lesões anatômicas no prontuário médico; pacientes com óbito constatado na admissão (morto ao chegar); pacientes classificados nos intervalos V81-V82 (acidentes ferroviários), V90-V94 (acidentes de transporte por água) e V95-V97 (acidentes aéreos). Fonte de informações: Os dados foram obtidos do banco de trauma criado e mantido pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH) da Instituição. As informações contidas no banco são aquelas que constam de uma ficha específica de registro de traumas preenchida para cada paciente com esta condição atendido na UE. Resultados: Foram incluídas 10.822 vítimas de acidentes de trânsito. Ocorreu predomínio absoluto do sexo masculino em todas as faixas etárias, com acometimento mais intenso entre indivíduos jovens, especialmente nas idades entre 20 a 39 anos, em pessoas solteiras, de escolaridade máxima correspondente ao ensino fundamental e residentes em Ribeirão Preto. As ocorrências predominaram aos finais de semana, elevando-se a partir da sexta feira e atingindo pico aos finais do domingo. Os principais índices de gravidade das lesões (escala de coma de Glasgow, Injury Severity Score - ISS, Revised Trauma Score - RTS e Trauma and Injury Severity Score - TRISS) revelaram predominância de pacientes com lesões leves e moderadas no conjunto dos participantes. O coeficiente de letalidade foi igual a 5,3%, com as principais causas de óbito representadas por traumatismos cranioencefálicos, choque hemorrágico e choque séptico. Na análise univariada, as variáveis associadas à ocorrência de óbito foram: doença cardíaca prévia, doença cérebro vascular prévia, septicemia, diabetes insípido, doença cardíaca pós-internação, insuficiência renal aguda, choque hipovolêmico, cirurgia não neurológica, neurocirurgia, transfusão sanguínea, Glasgow < 9, RTS <5 e pressão arterial sistólica <76. Na análise multivariada utilizando a técnica de regressão logística não condicional, as variáveis que se mostraram independentemente associadas ao risco de óbito foram: diabetes insipido, doença cardíaca pós-internação, insuficiência renal aguda, choque hipovolêmico, cirurgia não neurológica, transfusão sanguínea, Glasgow <9, RTS < 5 e pressão arterial sistólica < 76. Conclusões: os acidentes de trânsito representam problema de saúde pública relevante em nosso meio, tanto pelo grande número de ocorrências como pelas sequelas e mortes. Sua abordagem descritiva permitiu conhecer padrões epidemiológicos bem definidos no que diz respeito às vítimas, com máximo risco sendo observado em indivíduos jovens do sexo masculino, predominando aos finais de semana e com grande envolvimento de motocicletas. A utilização de índices de gravidade revelou um grande número de lesões leves no conjunto dos participantes, sinalizando para a necessidade de uma reorganização do sistema de regulação médica. A abordagem analítica dos óbitos, realizada pelo uso de um modelo caso-controle, evidenciou as principais covariáveis que predizem a sua ocorrência. Estudos deste tipo são fundamentais para subsidiar a implementação de políticas públicas voltadas à prevenção dos acidentes de trânsito e à redução da morbimortalidade a eles associada, em nosso meio.Introduction: Road traffic-related crashes cause about 1.35 million deaths per year worldwide, adding 20 to 50 million victims with non-fatal injuries, which imply sequelae capable of producing lifelong effects, such as disabilities of every order. Despite its enormous public health relevance, mainly in less developed countries, there have been few investigations capable of providing useful epidemiological information to sustain public policies toward prevention and reduction of casualties. Objective: To study victims of road traffic injuries treated at the Emergency Unit of the Ribeirão Preto Medical School University Hospital (University of São Paulo, Brazil) from 2009 to 2020, identifying clinical characteristics and epidemiological aspects related to patients and trauma, care provided to the victims and factors associated with the occurrence of death. Methods: The study was developed following two components: 1) Descriptive model, approaching the epidemiological characteristics of the occurrences and the main clinical and epidemiological characteristics of the victims; 2) Case-control model, aiming to identify risk factors associated with the occurrence of death. Inclusion Criteria: Victims of road traffic crashes who entered the Hospital between January 1, 2009, and December 31, 2020, who were classified in categories V01 to V99 of the International Classification of Diseases (ICD 10). Exclusion Criteria: Absence of Glasgow Coma Scale and systolic blood pressure values on the admission form; absence of description of anatomical lesions in the medical record; patients with death confirmed on admission (dead on arrival); patients classified in the ranges V81-V82 (railway accidents), V90-V94 (water transport accidents) and V95-V97 (aircraft accidents). Information source: Data were obtained from the trauma bank created and maintained by the Hospital Epidemiological Surveillance Unit, which is powered by information registered for each trauma patient treated at the Hospital. Results: 10,822 victims of traffic accidents were included. There was an absolute predominance of males in all age groups, with more intense involvement among young individuals, especially those aged between 20 and 39 years, in single people, with the maximum education corresponding to elementary school and living in Ribeirão Preto city. Occurrences predominated on weekends, increasing from Friday onwards and reaching a peak on Sunday evening. Among all the participants, the leading indices of injuries (Glasgow coma scale, Injury Severity Score - ISS, Revised Trauma Score - RTS and Trauma and Injury Severity Score TRISS) revealed a predominance of patients with mild and moderate injuries. The fatality coefficient was 5.3%, with the leading causes of death represented by traumatic brain injury, hemorrhagic shock and septic shock. In the univariate analysis, the variables associated with the occurrence of death were: previous heart disease, previous cerebrovascular disease, sepsis, diabetes insipidus, post-admission heart disease, acute renal failure, hypovolemic shock, non-neurological surgery, neurosurgery, blood transfusion, Glasgow < 9, RTS <5 and systolic blood pressure <76. In the multivariate analysis using the unconditional logistic regression technique, the variables that were independently associated with the risk of death were: diabetes insipidus, post-admission heart disease, acute renal failure, hypovolemic shock, non-neurological surgery, blood transfusion, Glasgow <9, RTS < 5 and systolic blood pressure < 76. Conclusion: road traffic crashes represent a relevant public health problem due to many occurrences and the sequelae/deaths. Its descriptive approach made it possible to identify well-defined epidemiological patterns about the victims, with the maximum risk being observed in young male individuals, predominantly on weekends and with the significant involvement of motorcycles. The severity indices revealed many mild injuries among the participants, signaling the need for a reorganization of the medical regulatory system. The analytical approach to deaths, performed using a case-control model, showed the main covariates that predict their occurrence. Studies of this type are essential to subsidize the implementation of public policies to prevent traffic accidents and to reduce associated morbimortality

    Identification of medication errors and adverse events related to antimicrobials and their clinical impact in a teaching hospital

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    Eventos adversos relacionados aos erros de medicação e reações adversas a medicamentos são importantes problemas de saúde pública, uma vez que estão associados ao prolongamento de tempo de internação hospitalar, maior oneração do sistema de saúde e maior morbimortalidade. Os antimicrobianos representam uma classe relevante de medicamentos que têm sido associados à ocorrência de eventos adversos, o que pode contribuir para a resistência bacteriana. O presente trabalho teve como objetivo principal descrever a ocorrência de erros de medicação e reações adversas, os principais antimicrobianos envolvidos em cada um dos incidentes e seus possíveis danos nos pacientes admitidos no ano de 2020 em um hospital público, assim como os fatores de risco relacionados a estes incidentes. Para tanto, foi conduzido um estudo farmacoepidemiológico transversal, através de busca ativa pela análise retroativa de prontuário de pacientes que fizeram uso de antimicrobianos padronizados como \"uso restrito\" pela instituição a fim de identificar erros de medicação e reações adversas relacionados ao uso destes antimicrobianos. A análise estatística dos dados foi realizada com o programa STATA. A vancomicina (35,3%) foi o antimicrobiano mais frequente envolvido nos erros de medicação identificados e a anfotericina b desoxicolato (68,7%) foi o mais frequente nas reações adversas. Erros de prescrição (97,6%) foram os principais incidentes relacionados a antimicrobianos de uso restrito encontrados na pesquisa e a nefrotoxicidade (42,2%) foi a principal reação adversa identificada por estas medicações. Pela análise multivariada, houve associação entre o número de comorbidades dos pacientes e doença pulmonar obstrutiva crônica com a ocorrência de erros de medicação (p<0,05), assim como o número de antimicrobianos prescritosteve associação com erro de medicação e reação adversa (Odds Ratio= 1,70; Intervalo de Confiança 95%= 1,35 - 2,14 e Odds Ratio = 2,33 ; Intervalo de Confiança 95%= 1,79 - 3,01, respectivamente). 30,3% da população de estudo sofreu algum evento adverso relacionado ao uso de antimicrobiano. Os resultados aqui apresentados indicam que erros de medicação e reações adversas são problemas frequentemente associados ao uso de antimicrobianos, com potencial repercussão negativo para a saúde em níveis individual e coletivo. Essas constatações reforçam a importância de ações educativas e programas de stewardship nas instituições hospitalares para a promoção do uso racional de antimicrobianos, favorecendo uma assistência segura e de elevada qualidade.Adverse events related to medication errors and adverse drug reactions are important public health problems, since they are associated with prolonged hospital stays, higher burden of health care costs and increased morbidity and mortality. Antimicrobials have been associated with the occurrence of adverse events, which may contribute to bacterial resistance. The main objective of this study was to describe the occurrence of medication errors and adverse reactions, the main antimicrobials involved in each incident and their possible harm to patients admitted in 2020 to a public hospital, as well as related risk factors. To this end, a crosssectional pharmacoepidemiological study was carried out, through an active search by retroactive analysis of the medical records of patients who used antimicrobials standardized as \"restricted use\" by the institution in order to identify medication errors and adverse reactions related to the use of these antimicrobials. Statistical analysis of the data was performed using the STATA program. Vancomycin (35.3%) was the most frequent antimicrobial involved in medication errors and amphotericin b deoxycholate (68.7%) was the most frequent in adverse reactions. Prescription errors (97.6%) were the main incidents related to restricted use antimicrobials found in the survey and nephrotoxicity (42.2%) was the main adverse reaction identified by these medications. By multivariate analysis, there was a correlation between the number of comorbidities of patients and chronic obstructive disease with medication errors (p<0.05), as well as the number of antimicrobials prescribed was related to medication error and adverse reaction (Odds Ratio= 1.70; Confidence Interval 95%= 1.35 - 2.14 and Odds Ratio = 2.33; Confidence Interval 95%= 1.79 - 3.01, respectively). 30.3% of the sample suffered, at last, an adverse event related to the use of antimicrobials. Our results show that medication error and adverse drug reaction are common problems associated with the use of antimicrobials, with a potential negative impact over the individual and public health. These finds highlight the relevance of continuous education and stewardship programs in the hospital setting to promote the rational use of antimicrobials, favoring safe and quality care

    Clinical and epidemiological characteristics of occurrences involving traumatic brain injury (TBI) admitted in a university hospital

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    Traumatismos craniencefálicos (TCE) constituem a primeira causa de morte de vítimas de trauma que chegam vivas ao atendimento hospitalar, sendo causados, na sua grande maioria, por quedas e acidentes automobilísticos. Além da mortalidade, esses eventos produzem um grande número de casos de incapacidades temporárias ou permanentes, de modo especial em indivíduos jovens. O presente trabalho teve por objetivo estudar características clínicoepidemiológicas dos pacientes com TCE de todas as etiologias atendidos na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (UEHCFMRP) no período de 1º de janeiro de 2010 a 31 de dezembro de 2016 (componente 1) e a qualidade de vida das vítimas de TCE com alta hospitalar entre os dias 1º de janeiro e 31 de julho de 2015 (componente 2). Para o componente 1, foram analisadas informações de 3.775 pacientes com TCE notificados no banco de dados do Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar. Após consentimento na participação, foi realizado o componente 2, em que 29 indivíduos foram visitados para a aplicação de instrumentos específicos para os objetivos do estudo, (SF-36, Escala de AVD de Lawton e Brody, HADS, FQ-VP, Questionário referente ao processo reabilitativo). Em todos os anos estudados, TCE foram predominantes em homens, brancos, jovens, solteiros, de baixa escolaridade e profissionalmente ativos. Em números absolutos, os acidentes de tráfego terrestre continuam sendo os mais frequentes mecanismos causadores de TCE. Após um ano de trauma a maioria das pessoas continua sem emprego e não incluída socialmente, e percebem comprometimento de sua qualidade de vida. Os resultados deste estudo permitem conhecer evidências sobre a previsibilidade do contexto da ocorrência do TCE, bem como das alterações de vida que ele promoverá ao traumatizado, independentemente do seu grau de gravidade. Tomadas em conjunto, essas informações podem nortear a implementação de estratégias preventivas que possam mitigar esse grave problema de saúde pública.Traumatic brain injuries (TBI) are the leading cause of death of trauma victims who are admitted to a hospital in the most severe cases due to falls and automobile accidents. In addition to mortality, these events produce a large number of cases of temporary or permanent disability, especially among young individuals. Such people undergo long and expensive rehabilitation processes, and typically require special adaptations and equipment, as well as teams of specialized staff. Still, most of them cannot, after the medium term, manage their own lives and re-start their daily activities and professional and school commitments. This study aimed to evaluate clinical and epidemiological characteristics of patients with TBI of all etiologies admitted to the Emergency Unit of Hospital das Clínicas of the Ribeirão Preto Medical School of (UE-HCFMRP) between January 1st, 2010 and December 31, 2016 (component 1) and quality of life among TBI victims between 1st January and 31st July 2015 (component 2). For component 1, information from 3,775 patients with TBI (reported to) was analyzed in the database of the Center for Hospital Epidemiological Surveillance. After consent to participation, component 2 was performed, in which 29 individuals were visited for the fullfilliing of specific tools for the study goals (SF-36, Lawton and Brody ADL Scale, HADS, FQ-VP, Reference Questionnaire to the rehabilitation process). In the whole studied interval, TBI were predominant among men, whites, youngsters, single, low education and professionally active people. In absolute numbers, traffic accidents continue to be the most frequent mechanism causing TBI. One year after hospital discharge, most people remain unemployed and socially excluded, and perceive impairment of their quality of life. The results of this study allow us to know the evidence about the predictability of the context of the occurrence of TBI, as well as life changes that it will determine to the traumatized, regardless of their degree of severity. Taken together, that information can lead the development of preventive strategies aimed to control this frequent and severe public health problem

    Adverse post-vaccine event (APV) referred to a tertiary referral outpatient clinic: a descriptive retrospective study

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    Introdução: Evento adverso pós vacina (EAPV) é qualquer ocorrência médica indesejada após a vacinação, não possuindo necessariamente uma relação causal com o uso de uma vacina, no período de até 30 dias após a vacinação. A maior parte dos eventos adversos pós vacina descritos são leves e/ou esperados, oriundos da estimulação do sistema imunológico. Porém uma minoria dos casos evolui com eventos adversos graves, necessitando avaliação especializada. O ambulatório de reação vacinal da HC FMRP-USP recebe a demanda dos pacientes que necessitam de avaliação de risco para o processo de vacinação, seja por histórico de evento adverso pós vacina ou por fazer parte de grupo de risco para determinada vacina. Objetivo: Descrever a rotina de atendimento do ambulatório de reação vacinal do HC FMRP-USP (descrição dos casos, manejo das situações de risco e procedimentos realizados), durante o período de 14 julho de 2016 à 13 de junho de 2019. Método: Estudo retrospectivo descritivo realizado através de análise de prontuário eletrônico. Resultados: Foram analisados um total de 254 pacientes de todas as faixas etárias, 87 (34%) encaminhados após EAPV e 167 (66%) encaminhados para avaliação de risco à vacinação. Após avaliação dos casos houve contraindicação de vacina para 2 (0,8%) pacientes; 90 (35,4%) pacientes apresentavam risco de EAPV igual ao da população em geral, sendo encaminhados para seguimento em UBS; 150 (59,1%) pacientes foram encaminhados para procedimento de vacinação assistida; e 12 (4,7%) pacientes não apresentavam necessidade de mais dose da vacina envolvida no EAPV relatado. Foram realizados 153 procedimentos de vacinação assistida, e houve apenas 4 (2,6%) eventos adversos leves após o procedimento. Conclusão: O presente estudo corrobora a ampla segurança das vacinas adotadas pelo Programa Nacional de Imunização à medida que identifica incidência muito baixa de reações adversas pós-vacinais mesmo em uma população de risco mais elevado para tais ocorrências.Introduction: Adverse post-vaccine event (APV) is any undesired medical occurrence after vaccination, not necessarily having a causal relationship with the use of a vaccine, within a period of up to 30 days after vaccination. Most of the post-vaccination adverse events described are mild and/or expected, arising from the stimulation of the immune system. However, a minority of cases evolve with serious adverse events, requiring specialized evaluation. The HC FMRP-USP vaccine reaction outpatient clinic receives the demand of patients who need a risk assessment for the vaccination process, either because of a history of post-vaccination adverse events or because they are part of a risk group for a particular vaccine. Objective: To describe the routine care of the vaccine reaction outpatient clinic of the HC FMRP-USP (case description, management of risk situations and procedures performed), during the period from July 14, 2016 to June 13, 2019. Method: Descriptive retrospective study, carried out through analysis of electronic medical records. Results: A total of 254 patients of all age groups were analyzed, 87 (34%) referred after APV and 167 (66%) referred for risk assessment for vaccination. After evaluating the cases, there was a contraindication for the vaccine for 2 (0.8%) patients; 90 (35.4%) patients had an APV risk equal to that of the general population and were referred to the basic health unit; 150 (59.1%) patients were referred for assisted vaccination procedure; and 12 (4.7%) patients didn´t need more doses of the vaccine involved in the reported APV. A total of 153 assisted vaccination procedures were performed, and there were only 4 (2.6%) mild adverse events after the procedure. Conclusion: The present study corroborates the broad safety of the vaccines adopted by the National Immunization Program as it identifies a very low incidence of post-vaccination adverse reactions even in a population at higher risk for such occurrences

    Prevalence of serological markers for hepatitis B and C and potential risk factors in patients with diabetes mellitus at a Basic Health District Unit, Ribeirão Preto- SP, 2014.

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    Estudo observacional transversal que teve como objetivos caracterizar os pacientes com diabetes mellitus segundo as variáveis demográficas e clínicas; estimar a prevalência de infecção pelo vírus da hepatite B e C e a cobertura vacinal contra hepatite B em pacientes com diabetes mellitus e identificar potenciais fatores de risco relacionados. A amostra de conveniência foi constituída de 255 pacientes com diabetes mellitus que compareceram à consulta médica nos ambulatórios de Endocrinologia e de Clínica Médica Integrado de Unidade Distrital de Saúde de Ribeirão Preto-SP, no período de julho a dezembro de 2014. As variáveis demográficas selecionadas foram sexo, idade e escolaridade e, as clínicas o uso de insulina, monitoramento da glicemia capilar, história de intervenções médicas, cirúrgicas, diagnósticas e terapêuticas e situações e comportamentos de risco para hepatite B e C. Os marcadores sorológicos investigados foram HBsAg, Anti-HBc IgG, Anti-HBc IgM, Anti-HBs e Anti-HCV. Considerou-se vacinação completa três ou mais doses da vacina contra hepatite B registrada. Para a coleta de dados utilizou-se um questionário, consulta ao registro de vacinação no Sistema Informatizado de Gestão em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde e coleta de sangue venoso. Os dados foram apresentados por meio de estatística descritiva. A análise univariada das possíveis associações entre as variáveis demográficas e clínicas e os desfechos infecção pelo vírus da hepatite B e C e cobertura vacinal contra hepatite B, foi determinada pelos testes de Qui-quadrado corrigido por Pearson ou Teste exato de Fisher bicaudal e Wilcoxon para amostras não pareadas. Para a análise multivariada, foi construído um modelo de regressão logística onde foram incluídas as variáveis que exibiram p<0,2 na análise univariada. Valores de \'p\' inferiores a 5% foram considerados significativos. Os resultados mostraram que 16,8% dos pacientes apresentaram marcador Anti-HBc total reagente, 8,2% Anti-HBs isolado e 75% foram não reagentes para todos os marcadores de hepatite B. Nenhum caso de HBsAg reagente foi encontrado na amostra estudada. Quanto à infecção pelo vírus da hepatite C, 3,3% dos pacientes apresentaram marcador anti-HCV reagente. A prevalência de infecção pelo vírus da hepatite B (Anti-HBc reagente) em pacientes com diabetes mellitus foi de 16,8%, superior à nacional e mostrou-se diretamente associado ao tempo da doença. A prevalência de infecção pelo vírus da hepatite C (Anti-HCV reagente) foi de 3,3%, superior à nacional, mas não teve associação com as variáveis demográficas e clínicas investigadas. A cobertura vacinal contra hepatite B mostrou-se baixa (15%) em pacientes com diabetes mellitus evidenciando a sua vulnerabilidade a essa doença grave e potencialmente fatal. Maior escolaridade e o trabalho na área da saúde foram associados à melhor cobertura vacinal. Estes resultados fornecem subsídios importantes para a avaliação da prática clínica dos enfermeiros na atenção primaria à saúde para a prestação de cuidados relacionados à cobertura vacinal a pessoas com diabetes mellitus. Assim, esforços devem ser empenhados pelos profissionais e serviços de saúde para enfrentar o desafio de prover ampla cobertura vacinal a essa população, garantindo a prevenção da infecção pelo vírus da hepatite B e CA cross-sectional observational study aimed at characterizing patients with diabetes mellitus according to demographic and clinical variables; to estimate the prevalence of hepatitis B and C virus infection and vaccine coverage in patients with diabetes mellitus and to identify potential related risk factors. The convenience sample consisted of 255 patients with diabetes mellitus who attended the medical consultation in the outpatient clinics of Endocrinology and Integrated Medical Clinic of the District Health Unit of Ribeirão Preto-SP, from July to December 2014. The selected demographic variables the use of insulin, capillary blood glucose monitoring, history of medical, surgical, diagnostic and therapeutic interventions and risky situations and behaviors for hepatitis B and C. The serological markers investigated were HBsAg, Anti -HBc IgG, Anti-HBc IgM, Anti-HBs and Anti-HCV. Three or more doses of the registered hepatitis B vaccine were considered complete vaccination. To collect data, a questionnaire was used, consulting the vaccination record of the Health Management Computerized System of Health of the Municipal Health Department and venous blood collection. The data were presented by means of descriptive statistics. Univariate analysis of possible associations between demographic and clinical variables and outcomes of hepatitis B and C virus infection and vaccine coverage against hepatitis B was determined by the Pearson-corrected chi-square test or Wilcoxon\'s exact Fisher\'s test for Unpaired samples. For the multivariate analysis, a logistic regression model was constructed in which variables that exhibited p <0.2 were included in the univariate analysis. Values of \'p\' below 5% were considered significant. The results showed that 16.8% of the patients presented total anti-HBc marker reagent, 8.2% Anti-HBs alone and 75% were non-reactive for all hepatitis B markers. No case of HBsAg reagent was found in the sample studied. Regarding hepatitis C virus infection, 3.3% of the patients presented anti-HCV marker reagent. The prevalence of hepatitis B virus (Anti-HBc reagent) in patients with diabetes mellitus was 16.8% higher than the national level and was directly associated with the time of diabetes mellitus. The prevalence of hepatitis C virus infection (Anti-HCV reagent) was 3.3%, higher than the national level, but had no association with the demographic and clinical variables investigated. Hepatitis B vaccination coverage was shown to be low (15%) in patients with diabetes mellitus evidencing their vulnerability to this serious and potentially fatal disease. Higher schooling and work in the health area were associated with better vaccine coverage. These results provide important insights for the evaluation of nurses\' clinical practice in primary health care for care related to vaccination coverage for people with diabetes mellitus. Thus, efforts must be made by health professionals and services to meet the challenge of providing ample vaccination coverage to this population, ensuring the prevention of hepatitis B and C virus infectio

    Alcoholic solution for hand hygiene with different concentrations of glycerol: evaluation of tolerance and compliance by health professionals in intensive care

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    As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) são consideradas um grande problema para a segurança do paciente e sua vigilância e prevenção devem ser prioridade. A higiene de mãos é a medida mais importante para prevenção de IRAS. O uso do álcool gel é o método mais simples e mais eficaz para se evitar IRAS apesar de muitas vezes ocasionar perda da integridade da pele. Neste estudo composto por profissionais de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto, os participantes foram convidados a utilizar 4 formulações alcoólicas (A, B, C e D) com diferentes concentrações de glicerol para a higiene de mãos durante os turnos de trabalho. A formulação A continha etanol a 80% (vol / vol) e glicerol 1,45% (V / V), a solução B etanol a 80% (vol / vol) e glicerol 0,75% (V/V), a formulação C etanol a 80% (vol / vol) e glicerol 0,50% (V / V) e a formulação D apenas etanol a 80% (vol / vol), todas preparadas pelo departamento de farmácia do hospital, único a saber o conteúdo de cada um dos frascos entregues em cada fase do estudo. Para a avaliação da tolerância da pele, realizou-se uma avaliação visual e objetiva da integridade da pele das mãos dos participantes, que efetuaram também uma auto avaliação dessa condição após pelo menos sete dias de uso de cada uma das formulações testadas. Para mensuração da adesão à prática de higiene de mãos observou-se em todas às fases do estudo por observação direta a realização desta prática. Dos 45 participantes potencialmente elegíveis, cinco não completaram todas as fases do estudo devido à interrupção do trabalho na UTI. Quanto à avaliação da pele as variáveis fissura e escamosidade foram mais frequentes quando os participantes usaram a formulação sem glicerol, mas não variaram entre as outras três formulações. A média das diferenças de adesão entre as fases 1,45% versus 0,75%; 1,45% versus 0,50% e 1,45% versus 0, foram respectivamente 9,71%; 5,86% e 6,82%. Esses dados sugerem que a adesão à higiene de mãos foi superior na fase glicerol 1,45% comparada com as demais fases, sem, entretanto, nenhuma média ter sido superior a 10%. A fase glicerol 0,50% obteve a menor diferença em relação à concentração padrão. Considerando estes achados, concluímos que a formulação alcoólica com glicerol a 0,50% poderia ser passível de utilização na prática clínica, podendo a mesma ser testada em diferentes instituições de saúdeHealthcare-associated infections (HAI) are a major problem for patient health and safety, and their prevention must be a high priority. Hand hygiene is the most important preventive measure against HAI. The use of alcohol gel is the simplest and most effective method to avoid HAI although it often causes loss of skin integrity. In this study, the participants were assigned to use one of four formulations of an alcohol gel (A, B, C and D with different concentrations of glycerol) for hand hygiene during work shifts. The study was carried out in four phases, in each one the alcoholic formulation with a specific concentration of glycerol was used. The formulations were tested sequentially, in random order. Formulation A contained 80% (vol / vol) ethanol and 1.45% (V / V) glycerol, formulation B ethanol 80% (vol / vol) and glycerol 0.75% (V / V), formulation C ethanol at 80% (vol / vol) and glycerol 0.50% (V / V) and formulation D was made up of just 80% ethanol (vol / vol). All the gels were prepared by the hospital\'s pharmacists, who were the only ones to know the contents of the gel-containing bottles. To assess skin tolerance, a visual and objective assessment of the skin integrity of the participants\' hands was performed, which also performed a self-assessment of this condition after at least seven days of use of each of the formulations tested. Compliance with hand-hygiene practices was monitored and measured throughout the study by the direct observation of the researcher. There were 45 participants eligible for the study. Five, however, were not able to complete all phases of the study due to the discontinuation of their working in the ICU. Regarding skin evaluation, the variables fissure and scaliness were more frequent when the participants used the formulation without glycerol but their frequency did not vary with the other three formulations. The mean of compliance differences between the phases was 1.45% versus 0.75%; 1.45% versus 0.50% and 1.45% versus 0, were respectively 9.71%; 5.86% and 6.82%. These data suggest that compliance to hand hygiene was superior in the glycerol phase, 1.45% compared to the other phases, but no average was greater than 10%. The 0.50% glycerol phase had the smallest difference from the standard. According to these findings, we concluded that the alcoholic formulation with 0.50% glycerol might be used in clinical practice and could be tested in other hospital
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