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White middle-class men in Rio de Janeiro. The making of a dominant subject
Based on the biographical accounts of upper-middle-class white men living in wealthy parts of Rio di Janeiro, Valeria Ribeiro Corossacz analyzes specific experiences of whiteness as they are produced at the intersection of multiple categories, in particular gender, class, and sexuality. White middle class men in Rio de Janeiro investigates what it means to be classified as a white person and a man in a society known for its valorization of racial mixing and yet deeply structured by racism, class and gender inequalities. Ribeiro Corossacz focuses on certain experiences in the men’s biographical trajectories representing moments of apprenticeship in a specific model of white, heterosexual and heteronormative middle-class masculinity and describes how these experiences are constructed as normative. This book explores how class, gender and race privilege are mutually produced and perceived by these men as “normal”. Examining instances of silence and what is left unsaid but also these men’s ability to provide precise descriptions of power relations and violent episodes, the author encourages us to observe the condition of dominant subjects as a keystone of the reproduction social discrimination
O corpo da nação. Classificação racial e gestão social da reprodução em hospitais da rede pública do Rio de Janeiro
Segundo a declaração universal dos direitos humanos, em seu artigo primeiro: "todos os homens nascem livres e iguais em direito (...)". Mas o que dizer hoje sobre as classificações raciais supostas ordenar os seres humanos em superiores e inferiores, mais ou menos bem dotados para terem acesso ao "paraiso da modernidade"?O livro de Valéria Ribeiro Corossacz ultrapassa o terreno especulativo, ao estudar a mestiçagem como emblema da nacionalidade, para examinar como o "batismo social" dos certificados médicos e das certidões de nascimento constituem verdadeiros mecanismos de ordenação dos individuos e por conseguinte permitem melhor entender a relevância das classificações racialistas para a continuidade da ordem política.Ao nascer, cada bebê recebe um nome que o singulariza, identidade que só se torna duradoura e invariavel se declarado em cartório de registro civil, o que supõe que o pai ou a mãe levem a "declaração de nascidos vivos" no momento da declaração. A etnografia minuciosa das condições sociais e culturais do nascimento - enquanto fato biológico- e da incorporação de cada novo ser individualizado à naçao brasileira ("batismo social" ou ritos de passagem) permite a autora questionar o valor atual das categorias racialistas e como seu uso contribui para a reafirmação de hierarquias passadas (e ultrapassadas), inclusive nas relações de gênero. A pesquisa em maternidades do Rio de Janeiro permite prolongar a analise das formas sociais em que natalidade se processa, para refletir também sobre os modos de controle da natalidade, particularmente das altas taxas de esterilizaçao feminina. O estudo detalhado do processo de decisão sobre as escolhas em matéria de reprodução humana revela a disjunção entre exercício da sexualidade e maternidade, acentuando as diferenças na construção de futuros individuais ou intergeracionais, a dissimetria na responsabilidade de mulheres e de homens ao assegurar a procriação da espécie, recompondo as questões de ordem médica, jurídica e simbólica em jogo nos destinos sociais das crianças postas no mundo. Este estudo de caso de maternidades torna-se assim um potente instrumento para melhor entender a relação entre classificações pretensamente científicas e classificações ordenadoras de posições sociais. O nascimento de todo indivíduo, a irrupção de nova vida em uma configuração social, faz funcionar procedimentos médicos e jurídicos que permitem compreender como a nação moderna, enquanto coletividade instituida, se recria a cada instante nos corpos dos indivíduos que asseguram sua longevidade. Resumidamente: como a ordem política se inscreve nos corpos
Relatos de branquitude entre um grupo de homens brancos do Rio de Janeiro
L'articolo esamina l'intersezione delle gerarchie di colore, classe e genere nelle definizioni di bianchezza offerte da alcuni uomini bianchi di classe medio-alta di Rio de Janeiro. In particolare si analizzano le rappresentazioni delle figura della "tata" nera nella percezione della propria bianchezza da parte degli uomini intervistati
Chi è bianco, chi è nero. La politica delle quote universitarie per negros e le trasformazioni di un'identità meticcia
L'articolo discute la politica delle quote per studenti che si classificano come pardos e neri nelle università pubbliche brasiliane come esempio di politica volta a combattere il razzismo. In particolare si analizzano le pratiche e i discorsi sulle forme di classificazione razziale in contesti istituzionali in riferimento alla valorizzazione del meticciato e all'identità nazionale brasiliana
The uses of silence. Researching sexual harassment against female domestic workers in Brazil”,
In this paper I discuss the experiences of silence related to two fieldworks in Brazil (Rio de Janeiro), during which I was investigating the topic of sexual harassment against female domestic workers by male employers. In the first fieldwork I interviewed a group of upper-middle class men self-identifying themselves as white. With the aim of investigating their apprenticeship of whiteness and masculinity, I discussed their «sexual initiation» with female domestic workers. Men presented these «sexual initiations» as a form of «normal» violence, well known in Brazilian society. Even if for those men it was easy to name these harassments, I had to face the way they silenced the multiple forms of domination included in them (sexual, racial and class). In the second fieldwork, I interviewed female domestic workers and union organizer (most of them black) asking them to talk about the problem of sexual harassment by male employers. Contrary to the men, for female domestic workers it was much harder to talk about it: silence was the main code to relate to this experience, and I had to find out the right words to approach the question. Comparing these two fieldwork experiences I consider how silence can be at the same time a way to legitimate power relations and to contrast them
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