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Aula-teatro terr@. Pesquisa: Acácio Augusto, Aline Passos, Anamaria Salles, Beatriz Scigliano Carneiro, Cecília Oliveira, Edson Passetti, Eliane Knorr, Gustavo Ramus, Gustavo Simões, Leandro Siqueira, Luíza Uehara, Mauricio Freitas, Salete Oliveira, Sofia Osório e Thiago Rodrigues. Apresentação em 25 e 26 de outubro de 2010, reapresentação na programação de recepção aos novos calouros da Faculdade de Ciências Sociais da PUC-SP, no dia 24 de fevereiro de 2011. O texto aqui publicado se refere à apresentação de 26 de outubro de 2010. Com: Acácio Augusto, Aline Passos, Anamaria de Aguiar e Salles (Ana), Andre Degenszajn, Beatriz Scigliano Carneiro (Bia),Cecília Oliveira, Eliane Knorr (Lili), Gustavo Ramus (Cabelo), GustavoSimões (Gus), Joana Egypto (convidada), Salete Oliveira, Sofia Osório, TalitaVinagre (convidada) e Thiago Rodrigues. Produção gráfica: Andre Degenszajn.Operadora de luz: Anamaria de Aguiar e Salles. Operadora de som: LuízaUehara. Assistências: Leandro Siqueira. Sonofonia: Vitor Osório (convidado).Preparação corporal: Joana Egypto e Talita Vinagre (convidadas). Textoe trilha musical: Acácio Augusto e Edson Passetti. Coordenação e ambientação:Edson Passetti
Amizade: (ensaio: Focault, Nietzsche, Stirner)
Comecei a compreender a amizade pertinente ao campo da estética da existência de Michel Foucault, um autor que não se dedicou ao tema, mas que propicia, especialmente pela arte final de sua criação, instrumentos desbravadores de caminhos libertários, alheios à idealização. Em Foucault encontrei, pela primeira vez, respostas ao incômodo lirismo fraternal, lançando-me à sua procedência em Nietzsche. Mas quando eu me encontrava nesta encruzilhada, pensando em trilhar este percurso, resolvi minhas memórias, como quando se remexe as estantes de livros por não ter com o que se ocupar, as nossa bibliotecas de Babel, e reparei, novamente, em Max Stirner. O que me movia em busca de acertos com o saber anarquista, seu universalismo incômodo, sua atual crítica à microfísica do poder, e defesa da liberdade, encontrava aí um desconcertante ponto de inflexão. Andei com um caranguejo de Foucault à Stirner, passando por Nietzsche, trazendo na bagagem a relação amizade e liberdadeConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológic
Um anarquismo menor: práticas libertárias no Japão imperial
A harmonia comumente refere-se à sensação de tranquilidade, a uma agradável melodia aos ouvidos
ou a um certo equilíbrio. No Japão, o termo tem como uma de suas proveniências o Kokutai (corpo
nacional), documento estabelecido oficialmente ainda na segunda metade da Era Tokugawa, que
manifestava a ausência de confronto e veneração ao Imperador. O Kokutai modificou-se ao longo
dos anos e prevaleceu mais do que um documento, um costume com reflexos tanto na obediência,
devoção ao Imperador e a uma rígida hierarquia, como na perseguição a qualquer um que
pretendesse realizar mudança nessa organização. Diante dessa pretensa harmonia japonesa,
investigou-se práticas libertárias no Japão por meio dos arquivos anarquistas no Brasil, na Suiça e
no Japão da análise genealógica do poder sugerida por Michel Foucault da noção de arquivo
monumento enquanto heterotopias anarquistas elaborada por Edson Passetti. São espaços sem a
pretensão de abarcar toda a história, mas interessados na vitalidade das lutas anarquistas. Assim,
expõe-se práticas libertárias no Japão Imperial na invenção de novos costumes e em confronto direto
à obediência alastrada e fortalecida com o Kokutai. Anarquistas inventaram associações, periódicos,
realizaram traduções, estabeleceram contatos com anarquistas em outros cantos do planeta,
experimentaram o amor livre, desentenderam-se, travaram ardorosas discussões, transformaram-se,
lançaram-se no terrorismo, encararam a morte e, por vezes, o suicídio. Apresentam-se, também, os
desdobramentos das lutas anarquistas no pós-II Guerra Mundial, suas respostas às bombas de
Hiroshima e Nagasaki e a luta pacifista que os atravessaram. Tais práticas são situadas enquanto
expansão da vida, noção elaborada pelo anarquista Ôsugi Sakae, e compreendida como um
incessante desacostumar-se a obedecer na afirmação da vida livre e no combate à conquista expressa
pelo Estado, governo, polícia, voto, justiça e moral. São práticas de um anarquismo menor em
combate incessante ao governo e à autoridade centralizada, sem acordos ou concessões com
afirmação da revoltaThe word Harmony usually refers to a sense of tranquility, a pleasant melody to one’s ears, or
some balance. In Japan, one of the origins of this word is the Kokutai (national entity), an official
document released during the second half of Tokugawa period that stated the absence of conflict
and the worship of the Emperor. The Kokutai has changed over the years and become not only a
document but a tradition that would lead to obedience and devotion to the Emperor, a rigid
hierarchy, and the persecution to anyone who intended to carry out any change towards this
organization. Given this false Japanese harmony, the present work investigated libertarian
practices in Japan through the anarchists papers in Brazil, Switzerland, and Japan, using a
genealogical analysis of power proposed by Michel Foucault, and the concept of monument
archive expressed in the anarchist heterotopias developed by Edson Passetti. Those are not spaces
to embrace History as a whole, nonetheless, they target the vitality within the anarchist struggles.
Therefore, it shows the libertarian practices in the Empire of Japan, with the invention of new
costums and the direct struggles against the obedience spread and reinforced by the Kokutai. The
anarchists created associations, journals, provided translations, kept contact with other anarchists
around the planet, experienced free love, argued among themselves in passionate altercations,
transformed themselves, embraced terrorism, faced death and, sometimes, suicide. The present
work also shows how anarchist struggles unfolded at the post–World War II, the anarchists
responses to the atomic bombings of Hiroshima and Nagasaki, and their pacifist struggles. These
practices are placed as the expansion of life, a concept developed by the anarchist Ōsugi Sakae,
understood as the constant untraining of obedience, and the assertion of a free life in the fight
against the State conquests such as the government, the police, voting, the justice court, and
morals. These are practices of a minor anarchism in a continuous fight against government and
centralized authority. No compromises or arrangements but the affirmation of revoltCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPE
O desconcerto anarquista de John Cage
Em 1988, John Cage inventou Anarchy, livro em que, a partir de escritos
experimentais, valorizou as vidas de mulheres e homens anarquistas que marcaram seu
percurso ético-estético libertário desde meados dos anos 1940 até a década de 1990,
quando em seus últimos trabalhos, “number pieces” (1987-1992), apresentou o que
denominou “harmonia anárquica”. Foi a partir da coexistência com artistas e militantes
na Black Mountain College, no final da década de 1940, assim como em Nova York
com o The Living Theatre (TLT), que o artista já conhecido por seu corajoso “piano
preparado” passou a elaborar o anarquismo como prática de vida. “4’33” (1952), ação
direta contra a representação musical dos sons e em favor da incorporação dos ruídos
excluídos pelas salas de concerto, irrompeu empolgada por essa aproximação
libertária. Nas décadas seguintes, vivendo ao lado de artistas e anarquistas, afastado da
cidade, em Stonypoint, iniciou a publicação de how to improve the world (you only
make matters worse) (1965-1982), diário mantido por mais de quinze anos e no qual
apresentou a lida com os escritos de Henry David Thoreau, preocupações antimilitares
e ecológicas. Apesar de quase ausente das biografias e estudos sobre o trabalho do
artista, John Cage experimentou o anarquismo como o que Edson Passetti definiu
heterotopias de percurso. Assim, para além de Anarchy e de obras nitidamente
antiautoritárias, o artista realizou a anarquia na maneira própria de levar adiante a
existência, fazendo da vida também uma invenção, afirmando um caminho outro,
noção valorizada pelos filósofos cínicos, segundo Michel Foucault, para diferenciar o
traço de vidas escandalosas daquelas que reiteram convenções e valores usuais. Foi
este o caminho que esta tese acompanhou, estabelecendo reverberações de John Cage
em atitudes anarquistas contemporâneasIn 1988, John Cage invented Anarchy, an experimental-writing book in which he
praised the lives of anarchist women and men who had influence his anarchist ethicalaesthetical
trajectory from mid-1940s to the 1990s. This influence was explicit until
the last of his works, entitled “number pieces” (1987-1990), in which he presented
what he called the “anarchical harmony”. During the 1940s, John Cage, by then an
already famous artist after his “prepared piano”, started experiencing anarchism as a
life practice in contact with artists and militants in the Black Mountain College and
with The Living Theatre troupe in New York. In 1952, his piece 4’33” appeared as an
anarchist-oriented direct action against the musical representations of sounds and in
favour of the incorporation of noises excluded from the concert rooms. The following
decades, living alongside artists and anarchists in the country side location of
Stonypoint, Cage started publishing ‘how to improve the world (you only make
matters worse), a diary kept from 1965 to 1982 in which he engaged with Henry David
Thoreau’s writings, and antimilitary and ecological concerns. Although absent of
almost all biographies and studies on Cage’s work, the artist experimented the
anarchism in a fashion Edson Passetti calls “pathway heterotopies”. Beyond the book
Anarchy and other explicit antiauthoritarian works, Cage lively experienced anarchy in
the singular way he faced his existence, making out of the everyday life an invention in
which he affirmed an otherwise path. According to Foucault, the cynical philosophers
valued that notion to distinguish their scandalous lives from the other ones that reify
regular values and conventions. This dissertation followed this path by establishing the
reverberations between John Cage and the contemporary anarchist attitudesConselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNP
Transformações da Biopolítica (parte 1)
O Colóquio Transformações da Biopolítica foi promovido de 8 a 11 de outubro de 2012, no Tucarena da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), sob a coordenação do professor Edson Passetti, do Núcleo de Sociabilidade Libertária (Nu-Sol) , do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da PUC-SP. Ele foi uma atividade do Projeto Temático Fapesp “Ecopolítica: governamentalização planetária, novas institucionalizações e resistências na sociedade de controle”. Este vídeo traz as conversações promovidas por: Edson Passetti (PUC-SP), Laymert Garcia dos Santos (Unicamp), Peter Pál Pelbart (PUC-SP), Alfredo Veiga-Neto (UFRGS), Guilherme Castelo Branco (UFRJ), José Maria Carvalho Ferreira (Universidade Técnica de Lisboa), Thiago Rodrigues (UFF).Acesso: http://vimeo.com/couchmode/user9403359/videos/sort:date/62943153.
Metamorfoses da indisciplina: transtornados na sala de aula
A pesquisa Metamorfoses da Indisciplina: transtornados na sala de aula, vinculada ao Projeto Temático FAPESP Ecopolítica, teve por objetivo mapear as resistências infanto-juvenis à escola democrática e, também, as formas de captura dessas resistências. Por meio da problematização da história do presente proposta por Michel Foucault, a tese pretendeu tornar visíveis as metamorfoses da indisciplina que ocorrem em meio à emergência da ecopolítica, definida por Edson Passetti como o governo da vida do planeta. O lócus escolhido para a pesquisa foram as escolas públicas e particulares participantes do “Projeto Currículo Global para a Sustentabilidade”, criado pela Think Global, com destaque para a escola democrática Politeia. A escola democrática, indicada pelos coordenadores do projeto, pelos organismos internacionais e pelo Estado como a mais adequada para a nossa época, possui uma gestão participativa; baseia-se na pedagogia planetária, valorizando a sustentabilidade, o pluralismo cultural, o apaziguamento dos conflitos, as práticas lúdicas e poéticas e a liberdade de ação dos estudantes; quebra os muros e ocupa o bairro e a cidade; e pretende praticar uma justiça restaurativa cujos efeitos ampliam as penas na família e a na rede social de que os estudantes participam. A principal estratégia de governamentalidade dessa escola é a assembleia, momento em que acontecessem a confissão, a denúncia e a aceitação das regras/penas por parte dos estudantes. Apesar de muitas dessas novas práticas escolares existirem há mais de cem anos e muitas delas criadas por anarquistas e socialistas, neste começo do século XXI a escola democrática é tipicamente neoliberal e tem por objetivo formar inteligências resilientes e cidadãos-globais preparados para o trabalho na empresa. Constatou-se que as resistências de crianças e jovens à escola democrática vêm perdendo o estatuto de indisciplina ao metamorfosearem-se em transtornos de comunicação e de comportamento e, como tais, são tratados de forma preventiva-terapêutica. Por isso, é possível afirmar que a escola democrática produz (in)divíduos medicalizados resilientes, que, como cidadãos-globais, se conformam como cidadãos-polícia: competitivos, múltiplos, organizados e monitoráveisThe research Metamorphoses of indiscipline: unsettled in the classroom, linked to FAPESP Thematic Project Ecopolitics, aimed to map the resistances of children and young people to democratic school and also the ways of capturing these resistances. Through Michel Foucault’s problematization of the history of the present, the thesis intended to make visible the metamorphoses of indiscipline that occur in the emergence of ecopolitics defined by Edson Passetti as the government of the planet’s life. The locus chosen for the research were public and private participants schools of the "Global Curriculum Design for Sustainability", created by Think Global, highlighting the democratic school Politeia. The democratic school, indicated by the coordinators of the project, by international organizations and by the State as the most appropriate for our time, has a participative management; is based on planetary pedagogy, valuing sustainability, cultural pluralism, the appeasement of conflicts, playful and poetic practices and freedom of action of the students; breaks the walls and occupies the neighborhood and the city; and practices a restorative justice that expands the penalties for the family and the social network that the students participate. The main governamentality strategy of this school is the assembly, at which happen confession, denunciation and acceptance of rules / penalties for the students. Although many of these school practices exist for over a hundred years and have been created by anarchists and socialists, in the early twenty-first century democratic school is typically neoliberal and aims to form resilient intelligence and citizen global prepared to work in the company. What was found during the research is that children and youth resistances to this school are losing the indiscipline status when metamorphose in communication and behavioral disorders and, as such, are treated preventive-therapeutic manner. Therefore, it’s possible to say that the democratic school produces resilient and medicalized (in)dividuals, and more than educating citizens-global, this new education is shaping citizens-police: competitive, multiple, organized and monitorableFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paul
Joseph Déjacque, Le Libertaire, jornal publicado nos Estados Unidos entre 1858-1861
Apresentação e seleção de textos por Edson Passetti.Tradução do francês por Martha Gambini
Política e segurança pública: uma vontade de sujeição
Esta pesquisa aborda a convergência entre segurança pública e inovação tecnológica de armazenamento e distribuição de bases de dados criminais em rede, pleiteada nas décadas de 1990 e 2000 como condições de criação do Sistema Único de Segurança Pública. Em torno desta criação se desdobra um conjunto de saber e estratégias de poder e um inventário de métodos de gestão e alianças visando redução da criminalidade. Esta dissertação, percorrendo documentos como os Plano Nacional de Segurança Pública e Projeto Segurança Pública para o Brasil pretende problematizar a cumplicidade entre sociedade e polícia, uma difusa expropriação ou confinamento de vida e a importância do racismo de Estado, que atravessam o inventário de métodos de gestão e alianças como centros de lucro de controle do crime. As violências não cessam e planos, relatórios e documentos referentes à secretarias e fóruns sobre segurança pública incorporam o esboço geral de reformas e remetem a um constante fluxo de adesão, avaliação e monitoramento ativado pelo controle externo de ONGs, centros universitários de pesquisa, sociedade civil, técnicos e burocratas de governo. Na democracia gestão de segurança exigem combates abertos aos criminosos, à impunidade, declaram guerra para combater o mal na sociedade. Convocam a sociedade a aderir como aliada das polícias. A periferia como campo de concentração redesenha uma gestão que recentraliza o combate que uma sociedade aplica sobre ela mesma em nome da sentença que seleciona segmentos da população apartados e perigososThis research approaches the convergence between public security and technological innovation on storage and distribution of network-based criminal databanks, pleaded during the decades of 1990 and 2000 as conditions for the creation of the Integrated System of Public Security. Around this creation, a set of knowledge and strategies of power are developed, and a collection of management methods and connections aiming at the reduction of criminality. This dissertation, examining documents such as the National Security Plan and the project Public Security for Brazil, aims to discuss the complicity between society and the police, a diffuse expropriation or confinement of life and the importance of the Racism of State, which cut across the collection of management methods and alliances as profit centers of crime control. Violences never cease and plans, written reports and documents relating to bureaus and forums on public security incorporate the general draft of reforms and refer to a constant flow of adherence, evaluation and monitoring activated by the external control of NGOs, university research centers, civil society,, experts and government bureaucrats. Under democracy, security management requires open battles against criminals and impunity; declare war in order to strive against the evil in the society. Convokes society to adhere as police allies. The periphery as concentration camp re-shapes a management which re-centralizes the fight imposed by a society upon itself on behalf of the sentence that selects segregated and dangerous population segmentConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológic
verve 27
hugo fontana, christian ferrer, gustavo ramus, mayara de martini cabeleira, eliane k. carvalho, joão da mata, edson passetti & acácio augusto, lily livtak, luíza uehar
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