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Reverberações sobre a felicidade
Essa grafia examina de maneira empírica o conceito sobre felicidade. De vasta magnitude, infere-se que a concepção sobre felicidade acha-se bem peculiar a cada indivíduo, quiçá e indubitavelmente a cada cultura. Trilhando vertentes a datar da Grécia antiga, o conceito sobre felicidade sempre despertou interesse nos grandes pensadores. Através dos séculos, reflexões sobre o objeto em questão ecoam pormenores sobre saúde, dinheiro, virtude, amor, prazer, desejo e espiritualidade. Recorrendo a Aristóteles, grande pensador grego, aluno de Platão e mentor de Alexandre o Grande, o conceito de felicidade é balizado a partir de considerações sobre a percepção que o indivíduo tem a respeito de tal aprazimento. Num outro tom, mas integrante da mesma orquestra, surge José Ortega y Gasset, pensador espanhol. Para Gasset, a felicidade é como mover-se por uma vereda que leva aquilo que viabiliza aprazimento ao ser. Por último, faço menção do maior revolucionário da raça humana, Jesus, chamado o Cristo. Para o líder dos cristãos, felicidade é entendida não como um coeficiente raso, mas como uma finalidade ou abdicação. Longe de concluir qualquer parecer ocluso sobre o tema, procuro apenas ressoar aquilo que transpõe séculos, fazendo-se sempre corrente. 
Espiritualidade em código: o impacto da IA no futuro da vivência religiosa
Vivemos em uma era de transição profunda, onde a inteligência artificial (IA) começa a moldar não apenas o trabalho, a comunicação e a economia, mas também as esferas mais íntimas e subjetivas da vida humana. Entre elas, destaca-se a experiência espiritual — aquela busca por sentido, transcendência e conexão com algo maior. Será possível que algoritmos venham a participar, ou até mesmo a transformar, a espiritualidade humana? Este artigo propõe uma reflexão sobre como a IA pode reconfigurar a forma como concebemos a alma, a fé, e o sagrado
Patografia e Teografia: a dor como lócus hermenêutico da experiência do sagrado:
This article proposes an interdisciplinary reflection on pathography, the narrative of pain and illness, and theography, the narrative of the experience of the divine, with pain as a privileged hermeneutic locus for the experience of the sacred. Based on the assumption that human suffering is not merely a clinical or psychological symptom, but also a spiritual and existential language, the text investigates how pain can become a space for revelation, listening, and reworking of meaning. The analysis integrates contributions from psychoanalysis, narrative theology, and the phenomenology of religion to demonstrate that, in the journey of pain, the subject can be deconstructed and reconstructed in their relationship with God, themselves, and the world. The article also examines how accounts of suffering, whether biblical, clinical, or autobiographical, function as hermeneutic devices that reveal an embodied theology, marked not by dogmatic abstraction, but by the real drama of existence. Ultimately, it is argued that pain, when narrated, becomes a text where the presence (or absence) of the sacred is experienced, interpreted and, often, reinterpreted.Este artigo propõe uma reflexão interdisciplinar entre a patografia, narrativa da dor e da enfermidade e a teografia, narrativa da experiência com o divino, tendo a dor como lócus hermenêutico privilegiado da experiência do sagrado. Partindo do pressuposto de que o sofrimento humano não é apenas sintoma clínico ou psicológico, mas também linguagem espiritual e existencial, o texto investiga como a dor pode se tornar um espaço de revelação, escuta e reelaboração do sentido. A análise integra contribuições da psicanálise, da teologia narrativa e da fenomenologia da religião para evidenciar que, na travessia da dor, o sujeito pode ser desconstruído e reconstruído em sua relação com Deus, consigo mesmo e com o mundo. O artigo examina ainda como relatos de sofrimento sejam eles bíblicos, clínicos ou autobiográficos funcionam como dispositivos hermenêuticos que revelam uma teologia encarnada, marcada não pela abstração dogmática, mas pelo drama real da existência. Em última instância, argumenta-se que a dor, ao ser narrada, se torna um texto onde a presença (ou ausência) do sagrado é experimentada, interpretada e, muitas vezes, ressignificada
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