147 research outputs found
Contemporary real life cardioversion of atrial fibrillation: results from the multinational RHYTHM-AF study
Abstract not availableHarry J.G.M. Crijns, Bob Weijs, Anna-Meagan Fairley, Thorsten Lewalter, Aldo P.Maggioni, Alfonso Martín, Piotr Ponikowski, Mårten Rosenqvist, Prashanthan Sanders, Mauricio Scanavacca, Lori D. Bash, François Chazelle, Alexandra Bernhardt, Anselm K. Gitt, Gregory Y.H. Lip, Jean-Yves Le Heuze
Catheter Ablation for Atrial Fibrillation in Patients with Heart FailureMauricio Scanavacca and Edimar Alcides Bocchi
Response by Rivarola and Scanavacca to Letter Regarding Article, “Targets and End Points in Cardiac Autonomic Denervation Procedures”
Response by Rivarola and Scanavacca to Letter Regarding Article, “Targets and End Points in Cardiac Autonomic Denervation Procedures”
New perspectives in the treatment of cardiac arrhythmias and their application in Brazil
Pilot, prospective, randomized study on the effect of esophageal temperature monitoring with multipolar thermometer in incidence of esophageal lesions after left atrial ablation for the treatment of atrial fibrillation
INTRODUÇÃO: A fístula átrio-esofágica é uma das complicações mais temidas da ablação da fibrilação atrial. Sua fisiopatologia ainda não está completamente elucidada, porém, as lesões térmicas esofágicas são consideradas lesões precursoras. O aumento da temperatura intraluminal esofágica está associado ao seu surgimento. Diversas estratégias de prevenção dessas lesões já foram estudadas. A redução da potência de radiofrequência durante aplicações na parede posterior do átrio esquerdo e a monitorização da temperatura luminal esofágica são as estratégias mais usadas; porém, não há consenso quanto ao uso dessas abordagens. MÉTODOS: Pacientes encaminhados para ablação de fibrilação atrial foram randomizados em três grupos com vinte pacientes cada. Grupo 1: sem monitorização da temperatura esofágica e com redução de potência na parede posterior para 20 W. Grupo 2: termômetro unipolar (Braile Biomedical). Grupo 3 com termômetro multipolar (Circa S-Cath). Nos dois últimos grupos, caso a temperatura esofágica atingisse 37,5°C, a potência era reduzida para até 20 W. Em até três dias após a ablação, todos os pacientes foram submetidos a endoscopia digestiva alta e classificados de acordo com a presença de lesões esofágicas em quatro níveis. Grau I: hematoma; Grau II: eritema; Grau III: erosão; Grau IV: úlcera. Os pacientes foram seguidos por meio de contato telefônico e avaliados quanto à recorrência de fibrilação atrial por meio de Holter 24 horas e eletrocardiograma. RESULTADOS: As características basais dos pacientes eram semelhantes. Todos os pacientes foram submetidos à ablação de fibrilação atrial com isolamento das veias pulmonares e realizaram endoscopia. No grupo 3, não houve lesões esofágicas. Cinco pacientes tiveram lesões no grupo 1, sendo uma lesão grau II, duas grau III e duas grau IV. Por fim, seis no grupo 2: duas grau II, três grau III e uma grau IV (P=0,006). No grupo 3, foram atingidas temperaturas maiores do que no grupo 2 (37,9°C x 38,45°C, P=0,018). Não houve diferença entre os grupos no tempo para obter o isolamento das veias pulmonares nem no tempo total de aplicação de radiofrequência (P=0,250; P=0,253). Os pacientes com lesão esofágica foram submetidos a nova endoscopia sete a dez dias após o procedimento, e não foram encontradas lesões esofágicas. Os pacientes foram seguidos por seis meses; em dois pacientes, houve recorrência da fibrilação atrial; porém, sem diferença entre os grupos (P=0,45). CONCLUSÃO: O monitoramento da temperatura esofágica com termômetro multipolar reduziu a incidência de lesões esofágicas quando comparado ao uso de termômetro unipolar ou a não utilização de monitoramento esofágico durante ablação de fibrilação atrialINTRODUCTION: Atrioesophageal fistula is one of the most feared complications of atrial fibrillation ablation. Its pathophysiology is not yet fully elucidated, but esophageal thermal injuries are considered precursor injuries. The increase in esophageal intraluminal temperature is associated with its appearance. Several prevention strategies for these injuries have already been studied. Reduction of radiofrequency power during applications on the posterior wall of the left atrium and monitoring of esophageal luminal temperature are the most used strategies, however, there is no consensus on the use of these approaches. METHODS: Patients referred for atrial fibrillation ablation were randomized into three groups of twenty patients each. Group 1: without esophageal temperature monitoring and with posterior wall power reduction to 20W. Group 2: unipolar thermometer (Braile Biomedical) and group 3 with multipolar thermometer (Circa S-Cath). In the last two groups, if the esophageal temperature reached 37.5°C, the power was reduced to up to 20W. Within three days after ablation, all patients underwent upper digestive endoscopy and classified according to the presence of esophageal lesions at four levels. Grade I: hematoma, grade II: erythema, grade III: erosion and grade IV: ulcer. Patients were followed up by telephone and assessed for recurrence of atrial fibrillation using 24-hour Holter and electrocardiogram. RESULTS: Baseline patient characteristics were similar. All patients underwent atrial fibrillation ablation with pulmonary vein isolation and underwent endoscopy. In group 3 there were no esophageal lesions. Five patients had injuries in group 1, one being grade II, two grade III and two grade IV, and six in group 2: two grade II, three grade III and one grade IV (P=0.006). In group 3 higher temperatures were reached than in group 2 (37.9°C x 38.45°C, P=0.018). There was no difference, between the groups, in the time to obtain the isolation of the pulmonary veins or in the total time of radiofrequency application (P=0.250; P=0.253). All patients with esophageal injury underwent a new endoscopy seven to ten days after the procedure and no esophageal injuries were found. Patients were followed for six months and there was recurrence of atrial fibrillation in two patients, however, there was no difference between the groups (P=0.45). CONCLUSION: Esophageal luminal temperature monitoring with a multipolar thermometer reduced the incidence of esophageal lesions when compared to using a unipolar thermometer or not using esophageal monitoring during atrial fibrillation ablatio
Pulmonary vein isolation with PVAC Gold in elderly patients
Objetivo: Comparar a ablação com isolamento das veias pulmonares por cateter com o sistema PVAC Gold de segunda geração com o tratamento clínico em pacientes idosos ( 65 anos) com fibrilação atrial (FA) paroxística sintomática sem cardiopatia estrutural. Métodos: Estudo prospectivo, randomizado, com inclusão consecutiva de pacientes com FA paroxística, com idade 65 anos, divididos em 2 grupos: (1) o grupo de ablação com cateter PVAC Gold e (2) o grupo de tratamento clínico com drogas antiarrítmicas. Os desfechos primários foram recorrências de FA, progressão para formas de FA persistentes e mudanças na qualidade de vida por meio do escore de qualidade de vida da FA (QVFA). Resultados: Um total de 60 pacientes foram incluídos com a idade média de 72 ± 4,9 anos, sendo 53,3% do sexo feminino. Em um seguimento mediano de 719 dias, a análise global combinada mostrou que não houve diferença estatística na recorrência de FA (80,0% vs. 64,3%, p = 0,119). Um paciente do grupo PVAC (3,3%) e cinco (16,7%) pacientes do grupo DAA evoluíram para FA persistente (Razão de verosemelhança p = 0,073) ao final do seguimento. Ambas as estratégias apresentaram melhora semelhante no escore de qualidade de vida ao longo do seguimento (p < 0,01), não sendo observada diferença entre os grupos. No entanto, a maioria dos pacientes submetidos à ablação por cateter permaneceu sem droga antiarrítmica em comparação ao grupo clínico, (20% vs. 80%, p < 0,001). Oito pacientes (26,6%) do grupo ablação apresentaram lesões cerebrais agudas assintomáticas após o procedimento na avaliação pela ressonância magnética, exceto um paciente com hemiparesia transitória, sem sequelas ou impacto na avaliação pelo Mini Exame do Estado Mental (MEEM) ao longo de um ano. Conclusões: A ablação por cateter com PVAC Gold em pacientes idosos (65 anos) apresentou taxas de recorrência semelhantes em comparação ao tratamento ix clínico, com uso de menos drogas antiarrítmicas após dois anos de seguimento, sem diferença nos escores de qualidade de vida. Apesar da alta taxa de lesões isquêmicas na RNM após a ablação, não foram observadas alterações na avaliação cognitiva pelo MEEM e nenhum paciente apresentou sequela aparente ou permanenteObjective: To compare pulmonary vein isolation with the second-generation PVAC Gold system with clinical treatment in elderly patients ( 65 years) with symptomatic paroxysmal atrial fibrillation (AF) without structural heart disease. Methods: Prospective, randomized study, with consecutive inclusion of patients with paroxysmal AF, aged 65 years, divided into 2 groups: (1) the PVAC Gold catheter ablation group and (2) the clinical treatment group with antiarrhythmic drugs . Primary outcomes were AF recurrences, progression to persistent forms of AF, and changes in quality of life through the AF Quality of Life Score (QVFA). Results: A total of 60 patients were included with a mean age of 72 ± 4.9 years, of which 53.3% were female. At a median follow-up of 719 days, global pooled analysis showed no statistical difference in AF recurrence (80.0% vs. 64.3%, p = 0.119). One patient in the PVAC group (3.3%) and five (16.7%) patients in the AAD group progressed to persistent AF (Likewise ratio p = 0.073) at the end of follow-up. Both strategies showed a similar improvement in the quality of life score throughout the follow-up period (p < 0.01), with no difference being observed between the groups. However, most patients undergoing catheter ablation remained off antiarrhythmic drug compared to the clinical group (20% vs. 80%, p < 0.001). Eight patients (26.6%) in the ablation group had asymptomatic acute brain injuries after the procedure in the MRI assessment, except for one patient with transient hemiparesis, without sequelae or impact on the Mini Mental State Examination (MMSE) assessment throughout one year. Conclusions: Catheter ablation with PVAC Gold in elderly patients ( 65 years) had similar recurrence rates compared to medical treatment, with less antiarrhythmic drug use after two years of follow-up, with no difference in quality of life scores. Despite the high rate of ischemic lesions on MRI after ablation, no changes were observed in the cognitive assessment by the MMSE and no patient had apparent or permanent sequela
Efficacy and safety of parahisian accessory pathway ablation: randomized comparison between cryotherapy and radiofrequency energy sources
Fundamentação: A ablação percutânea permanece como estratégia de escolha para tratamento definitivo de vias acessórias de condução atrioventricular, contudo a depender da localização a taxa de sucesso e de complicações podem variar. As vias acessórias para-hissianas (VAPH) encontram-se perto do sistema nativo de condução, em particular proximidade ao feixe de His, e por isso há risco aqui de bloqueio atrioventricular total (BAVT) durante ablação. Existem atualmente duas modalidades de energia que podem ser utilizadas neste cenário, crioterapia e radiofrequência, porém até o momento não há estudos comparativos prospectivos e randomizados entre as duas modalidades. Objetivo: Avaliar o perfil de segurança e eficácia da ablação percutânea de VAPH, comparando os resultados obtidos com uso das duas modalidades de fonte de energia existentes na literatura: crioterapia (CRIO) e radiofrequência (RF). Métodos: estudo piloto prospectivo intervencionista, randomizado 1:1, não-cego, unicêntrico. Foram incluídos pacientes portadores de VAPH confirmados por estudo eletrofisiológico (EEF) com indicação de ablação conforme diretrizes vigentes. Resultados: Entre outubro/2018 e fevereiro/2020 foram randomizados 30 pacientes, 90% do sexo masculino e com idade média de 25 anos. A taxa de sucesso inicial foi igual entre os grupos RF e CRIO (93% vs. 87%, p=0,54), bem como taxa de recorrência (14% vs. 30%, p=0,3) e trauma mecânico da via (6% vs. 20%, p=0,28). Houve 2 casos de BAVT transitório no grupo CRIO, nos quais a amplitude do sinal do feixe de His era significativamente maior do que naqueles em que não houve a complicação (0,8 + 0,07mV vs. 0,35 + 0,17mV, p=0,004). A taxa de recorrência foi semelhante entre os grupos, bem como sobrevida livre de eventos em um ano de seguimento (Log-Rank p=0,286 para múltiplos procedimentos), com média de 1,2 procedimentos por paciente. Não houve surgimento de BAVT ou distúrbio de condução persistente em ambos os grupos. Acréscimo de monitor de eventos ao exame clínico munido de eletrocardiograma de repouso não identificou casos adicionais de recorrência. Conclusão: respeitando-se as limitações de tamanho da amostra e de incidência de eventos, a ablação percutânea de vias acessórias para-hissianas foi realizada com segurança e taxas de sucesso aceitáveis. Não foram identificados casos de BAVT persistente em ambos os grupos. O presente estudo gera a hipótese de equivalência entre as modalidades de energia, desde que empregadas em centro de expertise, e abre portas para ensaios de maior número amostralBackground: Percutaneous ablation remains the strategy of choice for definitive treatment of AV accessory pathways; however, success rate and complications may vary according to cardiac site. Parahisian accessory pathways (PHAP) are positioned near the native conduction system, and for this reason they pose a greater risk of total atrioventricular block (TAVB) during the procedure. There are currently two types of energy sources that can be used in this scenario, cryotherapy (CRYO) and radiofrequency (RF), but so far there are no randomized prospective comparative studies described in the literature. Objective: To evaluate the safety and efficacy profile of percutaneous PHAP ablation, comparing cryotherapy and radiofrequency (RF). Methods: prospective, non-blinded, single-center interventional randomized 1:1 pilot study. Patients included had PHAP confirmed by electrophysiological study (EPS) referred for ablation according to current guidelines were included. Results: 30 patients were randomized (90% male) between October/2018 and February/2020 with a mean age of 25 years. The initial success rate was the same between the RF and CRIO groups (93% vs. 87%, p=0.54), as well risk of recurrence (14% vs. 30%, p=0.3) and mechanical trauma of the pathway (6% vs. 20%, p=0.28). There were 2 cases of transient AVB in the CRYO group, in which the His bundle signal amplitude was significantly greater than in those without AVB (0.8 + 0.07mV vs. 0.35 + 0.17mV, p=0.004). The recurrence rate was similar between groups, as well as event-free survival after one-year follow-up (Log-Rank p=0.286 for multiple procedures), with a mean of 1.2 procedures per patient. There was no emergence of TAVB or persistent conduction disturbance in either group. The addition of an event monitor to the clinical examination with resting electrocardiogram did not identify additional cases of recurrence. Conclusion: with due limitations of sample size and incidence of events, percutaneous ablation of parahisian accessory pathways may be performed safely and with acceptable success rates. No occurrence of persistent TAVB was found in both groups. The present study generates the hypothesis that radiofrequency and cryotherapy may be equivalent regarding PHAP percutaneous ablation, as long as they are used in a center of expertise, and points toward a need for larger randomized multicenter trial
Evaluation of the use of two distinct techniques to close the transatrial access to the pericardial space in swine during a week: negative pressure and occlusion device
Introdução: O Acesso epicárdico transatrial pode ser uma alternativa ao acesso subxifoide para mapeamento e ablação de arritmias que envolvem fibras subepicárdicas. Estudos anteriores não avaliaram a segurança dessa estratégia após a fase aguda. Objetivos: Avaliar no período de uma semana a segurança do acesso pericárdico através de punção do apêndice atrial direito em suínos, usando duas diferentes técnicas para evitar sangramento pericárdico ao término do procedimento: manutenção de pressão negativa no espaço pericárdico por aspiração da bainha ou liberação de um dispositivo para oclusão do orifício de acesso ao pericárdio. Métodos: Foi realizada punção transatrial em 20 animais, seguida de mapeamento e ablação da superfície epicárdica por pelo menos 30 minutos com os animais heparinizados que foram divididos em dois grupos ao termino do procedimento: grupo A - composto por 10 animais, nos quais foi realizada aspiração da bainha com manutenção de pressão negativa do espaço pericárdico por 30 minutos, após a reitrada do cateter de ablação; e grupo B - composto também por 10 animais, nos quais um dispositivo de para ocluir o orifício atrial na retirada da bainha do espaço pericárdico. Após uma semana de observação, os animais foram sacrificados para verificação da presença de hemopericárdio e avaliação anatômica e histológica do coração. Resultados: No grupo A, foi possível atingir a superfície epicárdica em 9/10 animais após a punção transatrial. Um dos animais apresentou hemopericárdio com rápida deterioração da condição hemodinâmica, seguida de parada cardíaca. A análise post-mortem revelou laceração do AAD como causa do óbito. Excluindo esse animal, o volume médio de sangue aspirado durante os procedimentos sem acidentes foi de 7,0 ml ± 5,0 ml após a retirada da bainha e de 60,0 ml ± 28,0 ml ao seu término. Após um período de observação de 7 dias, pericardite fibrino-hemorrágica foi identificada em 3 animais, e em 6 deles o pericárdio tinha o aspecto usual. No grupo B foi possível atingir a superfície epicárdica em todos 10 animais. Após a punção transatrial, o volume médio de líquido aspirado no espaço pericárdico foi 4,5 ml ± 1,6 ml e de 5,5 ml ± 2,0 ml ao término da sessão. O posicionamento adequado da prótese oclusora (Konar-MF VSD) ao final do procedimento foi obtido em 90% (9/10) dos animais. Houve deslocamento da prótese para o espaço pericárdico em um dos animais. Ocorreu um óbito no pós-operatório imediato secundário a pneumotórax maciço (motivo). Após o período de observação de sete dias a análise post-mortem demonstrou, pericárdio de aspecto habitual, ausência de sangue ou aderências no espaço pericárdico, com a prótese adequadamente posicionada no apêndice atrial direito em 8 animais. No animal em que ocorreu embolização da prótese houve intensa reação inflamatória, com formação de pericardite fibrino-\\hemorrágica. Conclusão: O acesso transatrial por punção direta do apêndice atrial direito, na vigência de heparinização, permite o mapeamento e ablação da superfície epicárdica com segurança. A retirada da bainha após a manutenção da pressão negativa adiciona segurança com baixo sangramento no espaço pericárdico, mas não impede sua ocorrência. O uso do dispositivo de oclusão previne o sangramento após a retirada da bainha do espaço pericárdico desde que adequadamente posicionado e evitou a ocorrência da pericardite hemorrágica após uma semana de observaçãoIntroduction: Transatrial epicardial access may be an alternative to subxiphoid access in mapping and ablating arrhythmias involving subepicardial fibers. Previous studies have evaluated the safety of this strategy only acutely. Objectives: to assess the safety of pericardial access through the right atrial appendix in pigs during a period of one week evaluation, using two distinct techniques to close the access hole: negative pressure or release of the occlusion device at the end of the procedure. Methods: Transatrial puncture was performed in 20 animals, followed by mapping and epicardial surface ablation in heparinized animals. They were divided into the A (10 animals, whose pericardial space sheath was removed, maintaining a negative pressure for 30 min) and B (10 animals, placing the occlusion device in the hole through which the sheath passes through the appendix) groups. After a one-week observation, the animals were sacrificed to assess both the presence of hemopericardium and the anatomy and histology of the heart. Results: In Group A (10 animals), reaching the epicardial surface was possible in 9 animals. After transatrial puncture, the mean volume of blood aspirated during the procedure was 7.0 ml ± 5.0 ml (excluding the animal that died); after sheath removal at the end, the mean volume was 60.0 ml ± 28.0 ml. After transatrial puncture, one animal evolved with a rapid deterioration of its hemodynamic condition followed by cardiac arrest. Post-mortem analysis revealed DAA laceration as the cause of death. After the observation period, fibrino hemorrhagic pericarditis was identified in three animals, and the pericardium had the usual appearance in six of them. In Group B (10 animals), reaching the epicardial surface was possible in all animals. After transatrial puncture, the mean volume of fluid aspirated into the pericardial space was 4.5 ml ± 1.6 ml. At the end of the mapping, the mean volume of blood aspirated was 5.5 ml ± 2.0 ml. Proper positioning of the occluding prosthesis (Konar-MF VSD) at the end of the procedure was achieved in nine (90%) of the animals (in one animal, embolization to the epicardium occurred). One death occurred in the immediate postoperative period, secondary to massive pneumothorax. After the observation period, post-mortem analysis showed pericardium with the usual appearance, absence of blood or adhesion in the pericardial space, and the prosthesis properly positioned in the right atrial appendix in eight animals. In the animal in which prosthesis embolization occurred, an intense inflammatory reaction was identified with the formation of fibrino hemorrhagic pericarditis. Conclusion: In swine, the transatrial access for mapping and ablation of the epicardial surface is possible by direct puncture of the right atrial appendix in the presence of heparinization with the survival of the animals within a one-week observation. Negative pressure adds security to the control of bleeding after the sheath has been removed from the pericardial space but it does not prevent bleeding to occur. The use of the occlusion device prevents bleeding after the sheath is removed from the pericardial space provided that it is properly positioned, thus preventing hemorrhagic pericarditis occurs within a one-week observatio
Analysis of a new interpretation criterion for the differential diagnosis of wide QRS complex tachycardias
Introdução: O diagnóstico diferencial entre as taquicardias de complexo QRS largo é de grande importância, pois o diagnóstico incorreto pode acarretar terapias inadequadas e potencialmente fatais. Critérios eletrocardiográficos têm sido utilizados para diferenciar a taquicardia ventricular da supraventricular com aberrância de condução, usando-se medidas dos intervalos das ondas do QRS em milissegundos e padrões eletrocardiográficos peculiares, mas sua consequência direta é a dificuldade na memorização e em sua aplicabilidade clínica. Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar a acurácia diagnóstica de um novo critério eletrocardiográfico baseado no reconhecimento da negatividade do complexo QRS nas derivações DI, DII, V1 e V6, para o diagnóstico diferencial das taquicardias com QRS largo. Métodos: Foram avaliados 120 eletrocardiogramas de taquicardia ventricular ou taquicardia supraventricular com aberrância de condução por meio de dois métodos de avaliação: algoritmo de Brugada, que é composto por quatro passos, e um critério novo, composto por três passos para o diagnóstico. Os diagnósticos foram realizados com e sem conhecimento do dado clínico. As avaliações foram feitas por seis examinadores, sendo dois experientes na área (Grupo I), dois cardiologistas clínicos (Grupo II) e dois residentes de cardiologia na emergência (Grupo III). O padrão-ouro para o diagnóstico final foi o estudo eletrofisiológico. Resultados: Dos 120 pacientes, 68% apresentavam taquicardia ventricular e 32% taquicardia supraventricular com aberrância de condução. A idade dos pacientes variou de 17 a 85 anos, com média de 49,1 anos. A sensibilidade global foi maior (87,2%) quando o algoritmo de Brugada foi utilizado. A especificidade global foi maior (85,1%) com o critério novo. O valor preditivo positivo para taquicardia ventricular foi alto em ambos os métodos (90,9% no critério novo e 85,8% no algoritmo de Brugada). Os dois métodos tiveram boa acurácia (73,8% utilizando o critério novo e 81,4% o algoritmo de Brugada). O conhecimento do dado clínico não aumentou a acurácia diagnóstica. Entre os avaliadores mais experientes (Grupos I e II), a acurácia diagnóstica foi superior utilizando o algoritmo de Brugada em relação ao critério novo (84,6 e 85,8% vs. 74,2 e 74,6%). Para os avaliadores menos experientes (Grupo III), os dois métodos foram bastante semelhantes em termos de acurácia diagnóstica (73,7% no algoritmo de Brugada e 72,9% no critério novo), mas, para esses avaliadores, o critério novo apresentou maior especificidade que o algoritmo de Brugada (85,5% vs. 65,8%). Esses valores não mostraram alterações significativas com o conhecimento do dado clínico. O percentual de discordância entre os avaliadores foi maior utilizando o algoritmo de Brugada em relação ao critério novo (60,8% vs. 30%), e essa diferença persistiu com o conhecimento do dado clínico. Conclusão: O novo critério eletrocardiográfico apresentou boa acurácia no diagnóstico diferencial das taquicardias com QRS largo, podendo ser utilizado por médicos não especialista como alternativa ao algoritmo de Brugada. O conhecimento do dado clínico (presença ou não de cardiopatia) não aumentou a acurácia diagnóstica nos dois métodosIntroduction: The differential diagnosis of wide QRS complex tachycardia is of great importance because an incorrect diagnosis can lead to inappropriate and potentially deadly therapies. Electrocardiographic criteria have been used in an attempt to differentiate ventricular tachycardia from supraventricular tachycardia with aberrant conduction, measuring the QRS interval in milliseconds and peculiar electrocardiographic patterns, but its direct consequence is the difficulty in memorizing and its clinical applicability. Objective: The objective of this study was to evaluate the diagnostic accuracy of a new electrocardiographic criteria based on recognition of QRS complex negativity in leads DI, DII, V1 and V6 for the differential diagnosis of wide QRS tachycardias. Methods: We evaluated 120 ventricular tachycardia or supraventricular tachycardia with aberrant conduction electrocardiograms using two assessment methods: the Brugada algorithm, which consists of four steps, and a new proposed criterion, consisting of three steps to diagnosis. The diagnoses were performed with and without knowledge of the clinical data. Evaluations were made by six examiners, two experts in the area (Group I), two clinical cardiologists (Group II) and two in emergency cardiology residents (Group III). The gold standard for final diagnosis was the electrophysiological study. Results: Of the 120 patients, 68% presented with ventricular tachycardia and 32% presented with supraventricular tachycardia with aberrant conduction. The patients\' ages ranged from 17 to 85 years, with a mean age of 49.1 years. Global sensitivity was higher (87.2%) when Brugada algorithm was used. Global specificity was higher (85.1%) if the new criterion was used. Both methods presented a high positive predictive value for ventricular tachycardia (90.9% for the new criterion and 85.8% for the Brugada algorithm). Also, both methods had good accuracy (73.8% with the new criterion and 81.4% with the Brugada algorithm). Knowledge of clinical data did not increase diagnostic accuracy. Among the most experienced evaluators (Groups I and II), the diagnostic accuracy was superior using the Brugada algorithm compared with the new criterion (84.6 and 85.8% vs. 74.2 and 74.6%). For the less experienced evaluators (Group III), the two methods had very similar diagnostic accuracy (73.7% for the Brugada algorithm and 72.9% for the new criterion), but for those evaluators, the new criteria showed greater specificity than Brugada algorithm (85.5% vs. 65.8 %%). These values did not change significantly with knowledge of the clinical data. The percentage of disagreement among reviewers was higher for the Brugada algorithm than for the new criterion (60.8% and 30%, respectively), and this difference persisted with knowledge of the clinical data. Conclusion: The new electrocardiographic criteria showed good accuracy in the differential diagnosis of wide QRS tachycardias, and can be used by physicians not expert as an alternative to Brugada algorithm. Knowledge of clinical data (presence or absence of heart disease) did not increase the diagnostic accuracy for both method
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