1,721,185 research outputs found

    Elimination of the risks of transmission of Brazilian Spotted Fever through the management of capybaras (Hydrochoerus hydrochaeris) in a transmission area in the municipality of Itu-SP

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    A bactéria Rickettsia rickettsii é o agente etiológico da Febre Maculosa Brasileira (FMB), que tem ocorrido em torno de 80% de letalidade no sudeste do Brasil. A maioria dos casos de FMB no sudeste do Brasil tem sido associada à transmissão por Amblyomma sculptum em áreas onde esta espécie de carrapato foi mantida principalmente por capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris). Neste trabalho, avaliamos a expansão de uma população de capivaras em um condomínio residencial no Estado de São Paulo e as implicações dessa expansão para a ocorrência de carrapatos e FMB. Para esse fim, quantificações do número de capivaras foram feitas visualmente de 2004 a 2013. Em 2012, houve um caso humano da FMB na área, o que motivou uma intervenção oficial que consiste no cercamento do perímetro do residencial e na eutanásia de toda a população de capivaras entre 2012 e 2015. Posteriormente, as contagens de capivara durante 2016-2018 confirmaram a ausência de capivaras na área. A contagem de carrapatos no ambiente foi realizada por armadilhas de gelo seco (CO2) de 2005 a 2018, e os resultados são apresentados como número médio de carrapatos por armadilha. Durante 2017-2018, realizamos a captura de ratão do banhado (Myocastor coypus) nas áreas anteriormente ocupadas pelas capivaras. Finalmente, cães domésticos em 2006 e 2011, capivaras em 2012 e ratões do banhado em 2017-2018 foram testados sorologicamente para a presença de. anticorpos de anti-R. rickettsii. Os resultados mostram que o número de capivaras aumentou 5 vezes durante num período de 8 anos, de 2004 (quando 41 capivaras foram contadas) para 2012, quando 230 capivaras foram contadas e o programa de remoção foi iniciado devido a um caso de FMB naquele mesmo ano. Nenhuma capivara foi observada no condomínio durante as contagens de 2016 a 2018. As armadilhas de gelo seco coletaram duas espécies de carrapatos: A. sculptum e Amblyomma dubitatum. O número de carrapatos adultos de A. dubitatum foram geralmente mais altos do que os adultos de A. sculptum durante 2005-2006; no entanto, durante 2012-2013, A. sculptum superou em número A. dubitatum por uma grande diferença. Durante 2016-2018 (após a remoção de capivaras), o número de ambas as espécies foi sempre muito baixo e estatisticamente semelhante. Considerando cada espécie separadamente, os números de A. dubitatum foram relativamente constantes durante 20052013. Em contraste, os números de A. sculptum mostraram um aumento significativo de 2005-2006 para 2012. Comparando o número de carrapatos adultos por armadilha com o número de capivaras no condomínio, o baixo número de adultos de A. sculptum durante 2005 -2006 coincidiu com números relativamente baixos de capivaras (<80). Por outro lado, em 2012 foram contabilizados os maiores números de carrapatos e capivaras de A. sculptum (230 animais). Apenas quatro ratões do banhado foram capturados durante 2017-2018, infestadas por 0 a 5 ninfas de A. dubitatum. Todas as amostras de sangue caninos de 2006 (30 cães) e 2011 (10 cães) foram soronegativas para R. rickettsii, assim como as quatro ratões do banhado de 2017 - 2018. De um total de 172 capivaras testadas em 2012-2013, 83 (48,3%) foram sororeativos para R. rickettsii. Nossos resultados indicam que o surgimento do FMB no condomínio foi conseqüência do aumento da população de capivaras na área, que por sua vez, proporcionou o incremento da população de A. sculptum. A eutanásia de toda a população de capivaras condomínio resultou na supressão local ambiental da quantidade de A. sculptum e A. dubitatum, eliminando os riscos de novos casos de FMB entre moradores do condomínio.The bacterium Rickettsia rickettsii is the etiological agent of Brazilian spotted fever (BSF), which has occurred around 80% fatality rates in southeastern Brazil. Most of the BSF cases in southeastern Brazil have been associated with the transmission by Amblyomma sculptum in areas where this tick species has been maintained chiefly by capybaras (Hydrochoerus hydrochaeris). Herein, we evaluated the expansion of a capybara population in a residential park in the state of São Paulo, and the implications of such expansion to occurrence of ticks and BSF. For this purpose, quantifications of the number of capybaras were done visually from 2004 to 2013. In 2012, there was a BSF human case in the area, what motivated an official intervention consisting of the compete fencing of the residential park and the culling of the entire capybara population from 2012 and 2015. Thereafter, capybara countings during 2016-2018 confirmed the absence of capybaras in the residential park. Quantification of ticks in the environment was performed by dry ice (CO2) traps from 2005 to 2018, and the results are presented as mean number of ticks per trap. During 2017-2018, we performed capture of nutrias (Myocastor coypus) in the areas previously occupied by capybaras. Finally, domestic dogs in 2006 and 2011, capybaras in 2012, and nutrias in 2017-2018 were serologically tested for the presence of anti-R. rickettsii antibodies. Our results show that capybara number increased 5 times during an 8-year period, from 2004 (when 41 capybaras were counted) to 2012, when 230 capybaras were counted and the culling program was initiated because of a BSF case in that same year. No capybara was seen in the residential Park during the countings of 2016 - 2018. Dry ice traps collected two tick species: A. sculptum and Amblyomma dubitatum. The number of A. dubitatum adult ticks were generally higher than A. sculptum adults during 20052006; however, during 2012-2013, A. sculptum outnumbered A. dubitatum by a large difference. During 2016-2018 (after capybara culling), the number of both species were always very low and statistically similar. Considering each species separately, the numbers of A. dubitatum were relatively constant during 20052013. In contrast, the numbers of A. sculptum showed a marked increase from the 20052006 to 2012. Comparing the number of adult ticks per trap with the number of capybaras in the residential park, the low numbers of A. sculptum adult ticks during 2005-2006 coincided with relatively low capybara numbers (< 80). On the other hand, in 2012 we counted the highest numbers of both A. sculptum ticks and capybaras (230 animals). Only four nutrias were trapped during 20172018, which were infested by 0 to 5 nymphs of A. dubitatum. All canine blood samples from 2006 (30 dogs) and 2011 (10 dog) were seronegative to R. rickettsii, as were the four nutrias from 2017 2018. From a total of 172 capybaras tested in 2012-2013, 83 (48.3%) were seroreactive to R. rickettsii. Our results indicate that the emergence of BSF in the residential park was a consequence of the increase of the capybara population in the area, which in turn, provided the increment of the A. sculptum population. Culling the entire capybara population of the residential park resulted in the local suppression of the environmental burdens of A. sculptum and A. dubitatum, eliminating the risks of new BSF cases among residents of the residential park

    Genetic profile and susceptibility of different Amblyomma sculptum tick populations to infection by Rickettsia rickettsia pathogen

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    Recentemente, o táxon Amblyomma cajennense sofreu uma divisão sistemática, através de estudos morfológicos, moleculares e biológicos. No Brasil, Amblyomma sculptum (pertencente ao complexo Amblyomma cajennense) tem sua importância em saúde pública relacionada à transmissão de Rickettsia rickettsii, agente etiológico da Febre Maculosa, doença esta considerada de maior importância dentre as enfermidades transmitidas por carrapatos na América Latina. A Febre Maculosa Brasileira (FMB) tem seu destaque de ocorrência na região sudeste do país, onde A. sculptum está bem estabelecido e quase sempre relacionado à presença de capivaras. Porém, nem todas as áreas da região sudeste com presença de carrapatos A. sculptum e capivaras tem notificações de transmissão de R. rickettsii para humanos. O intuito do presente estudo foi avaliar, em condições de laboratório, a susceptibilidade da infecção por R. rickettsii em seis populações geograficamente distintas de A. sculptum. Dessa forma, foi realizada a quantificação da perpetuação transestadial, da transmissão transovariana e de possíveis efeitos deletérios da infecção nos carrapatos. Além disso, tentou-se correlacionar a susceptibilidade à infecção das diferentes populações de carrapatos (de áreas endêmicas e não endêmicas para FMB) ao perfil genético das mesmas, através dos marcadores 16S rDNA mitocondrial e ITS2 nuclear. Com base nos resultados encontrados, pode-se constatar diferenças na susceptibilidade à infecção por R. rickettsii entre as seis populações de A. sculptum estudadas, muito embora todas elas se mostraram parcialmente refratárias à infecção por R. rickettsii. No entanto, não foi observado nenhum padrão específico de variabilidade nos parâmetros biológicos e reprodutivos de carrapatos infectados e não infectados. A partir dos resultados de caracterização molecular, não foi possível verificar divergências genéticas entre as diferentes populações para o marcador ITS2 nuclear. Da mesma forma, com a análise do marcador 16S rDNA mitocondrial não constatou-se divergências genéticas que pudessem ser atribuídas à maior susceptibilidade ou refratariedade dos carrapatos à infecção por R. rickettsii. Porém, vale ressaltar que variabilidade nucleotídica neste marcador foi observada entre algumas populações, que parece seguir padrões geográficos de origem. A exceção para este resultado foi a população de Belo Horizonte (Pampulha), que apresentou variabilidade intrapopulacional, com genótipo semelhante à população do Parque Nacional Grande Sertão Veredas (GSV), ambas do estado de Minas Gerais e um segundo genótipo idêntico ao de Itu, no estado de São PauloRecently, the taxon Amblyomma cajennense taxon resulted in a systematic division, through morphological, molecular and biological studies. In Brazil, Amblyomma sculptum (belonging to the Amblyomma cajennense complex) has its importance in public health related to Rickettsia rickettsii transmission, the etiologic agent of spotted fever, disease that is considered the most important among the tick-borne diseases in Latin America. Brazilian Spotted Fever (BSF) has its occurrence in the southeastern region of the country where A. sculptum is well established and is almost always related to presence of capybaras. However, not all areas of southeastern of Brazil with A. sculptum ticks and capybaras have notifications of transmission of R. rickettsii to humans. This study aimed to evaluate, under laboratory conditions, the R. rickettsii susceptibility among six geographically distinct populations of A. sculptum. To this purpose, the transestadial perpetuation, transovarial transmission and possible deleterious effects of R. rickettsii infection were quantified in the six tick populations. In addition, we attempted to correlate the susceptibility to infection of different populations of ticks (from BSF-endemic and BSF-non-endemic areas) to the genetic profile of them through the markers mitochondrial 16S rDNA and nuclear ITS2. The results show differences in the susceptibility to infection with R. rickettsii among the six A. sculptum populations, although all populations were partially refractory to R. rickettsii infection. However, it was not observed any specific pattern of variation in biological and reproductive parameters of infected and uninfected ticks. Results of molecular characterization did not indicate genetic divergence between the populations for nuclear ITS2 marker. In the same way, analysis of mitochondrial 16S rDNA marker found no genetic differences that could be attributed to increased susceptibility or refractory of ticks to infection by R. rickettsii. However, it is note worth that nucleotide variability in this marker was observed among some populations, which seems to follow geographical patterns of origin. The exception to this result was the Belo Horizonte (Pampulha) population, which showed intrapopulation variability, having a similar genotype to the Grande Sertão Veredas population (GSV), both from the state of Minas Gerais and a second identical genotype to the Itu, from the state of São Paul

    Pesquisa dos agentes Anaplasma, Borrelia, Coxiella, Ehrlichia, Rickettsia e Hepatozoon em carrapatos (Acari: Ixodoidea: Argasidae, Ixodidae) do Chile e estudo taxonômico de Ornithodoros capensis sensu lato (Argasidae) na América do Sul

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    Until 2014, scientific knowledge on the diversity of Chilean Ixodoidea summarized 19 species and only agents of Borrelia and Rickettsia genera had been detected. The objectives of this study were to evaluate the occurrence of further agents of Anaplasma, Borrelia, Coxiella, Ehrlichia, Rickettsia and Hepatozoon by means of molecular tools. Obtained sequences were inserted into a phylogenetic context in order to evaluate their relatedness to microorganisms of know pathogenic roles. As agents of Coxiella genus resulted to be related to endosymbiotic bacteria, data on these organisms was used to perform a taxonomic study with ticks of the Ornithodoors capensis sensu lato complex. The results confirm that Chilean ticks harbor at least three new borrelial, one new rickettsial, and three new Hepatozoon species for science. Moreover, Rickettsia amblyommatis, Rickettsia hoogstraalii and Rickettsia lusitaniae are added to the list of Chilean rickettsiae. Although ticks were positive to Anaplasmataceae PCRs, an accurate study including longer fragments of the 16S RNA targeted gene must be performed in order to confirm their specific identity. Coxiella-like endosymbionts are specific of every of the four O. capensis s. l. species analyzed in this study, and therefore constitute a useful tool in order to confirm the identities and define genetic boundaries of ticks of this group in South America. Finally, the results of this study add at least five new species of Argasidae family into Chilean fauna of ticks, and point the occurrence of several forms that need further assessment in order to accurately confirm their identities.Até 2014, o conhecimento científico sobre a diversidade de Ixodoidea no Chile estava representado por 19 espécies e apenas agentes infecciosos dos gêneros Borrelia e Rickettsia haviam sido descritos. O objetivo deste estudo foi o de avaliar a ocorrência de outros patógenos transmitidos por carrapatos por meio de técnicas moleculares orientadas para a deteção de Anaplasma, Borrelia, Coxiella, Ehrlichia, Rickettsia e Hepatozoon. As sequências obtidas foram analisadas filogeneticamente, identificando-se suas posições em comparação à de organismos de papeis patogénicos já conhecidos. Como os agentes do gênero Coxiella apresentaram proximidade filogenética em relação a bactérias congenêricas endosimbiontes, os dados sobre estas foram utilizados para realizar um estudo taxonômico em carrapatos do complexo Ornithodoros capensis sensu lato. Em geral, os resultados confirmam a presença de pelo menos três novas espécies de Borrelia, uma nova Rickettsia, e três novas espécies de Hepatozoon para a ciência. Rickettsia amblyommatis, Rickettsia hoogstraalii e Rickettsia lusitaniae foram inseridas como novos agentes associados a carrapatos no Chile. Embora alguns carrapatos fossem positivos para a presença de bactérias da família Anaplasmataceae, futuros estudos devem ser desenvolvidos para confirmar a sua condição especifica, especialmente através da obtenção de maiores fragmentos do gene codificante para RNA 16S. Os organismos tipo Coxiella são específicos para cada uma das quatro espécies de carrapatos do grupo O. capensis analisados neste estudo. Portanto, constituem uma ferramenta de valor taxonômico para confirmar as identidades e limites genéticos destes. Finalmente, os resultados deste estudo adicionam pelo menos cinco novas espécies de carrapatos para a família Argasidae no Chile e apontam a ocorrência de várias morfotipos de condição incerta que precisam de maiores análises para esclarecer a com certeza a sua posição taxonômica

    Infecção experimental de Capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris) com uma cepa de Rickettsia rickettsii derivada de Amblyomma sculptum

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    Brazilian Spotted Fever (BSF) is recognized as the most lethal tick-borne disease in Brazil and other countries in the western hemisphere. Rickettsia rickettsii is its etiological agent, and in its natural history, ticks and mammals perform an essential epidemiologic role. In southeastern Brazil, Amblyomma sculptum is the main incriminated vector and capybaras have been recognized as amplifier hosts. Previous studies have comproved that capybaras are susceptible to infection with R. rickettsii and that develop a rickettsemia of sufficient length to infect naïve A. sculptum ticks. These studies used for infection a strain of R. rickettsii isolated from Amblyomma aureolatum ticks (strain Taiaçu) without performing subsequent infection challenges in immune animals. Herein, we present the results of an experimental study infecting capybaras with a R. rickettsii -strain isolated from A. sculptum (strain Itu) identifying clinical, haematological and pathological features, rickettsemic period and subsequent transmission of R. rickettsii to susceptible A. sculptum tick populations with a sequential analysis of their vectorial competence; also, we performed subsequent infections to evaluate the mentioned variables in immune or convalescent animals. Five capybaras, from two non-endemic regions in São Paulo state, were infected with R. rickettsii (strain Itu) through tick infestations with infected A. sculptum adults. Rectal temperature and clinical signs were registered during a 30-day following period and skin and blood samples collected, each two days, for guinea pig inoculation, DNA extraction, haematology and immunofluorescence antibody test (IFA). Also, capybaras were infested with non-infected A. sculptum ticks (nymphs and adults) in two feeding chambers (one to feed with infected adults and another to feed separated from infected adults), which were further collected, incubated and posteriorly used for infestation of susceptible rabbits and DNA extraction. These procedures were repeated during subsequent capybara infections. During primoinfection, four out of five capybaras presented clinical signs and two died, showing vascular gross lesions at necropsy. Based on guinea pig inoculation, rickettsemia was present in all capybaras with a mean duration of 9.2 days (range: 6-12 days). Rickettsia DNA was amplified in blood and skin samples from capybaras and some hematologic variables (PCV, and leucocyte count) were altered during infection. All individuals presented serological responses and maintain antibody titres during the following period (307-555 days) and, in convalescent capybaras, antibodies were detected before each subsequent infection. In those animals, no clinical signs nor rickettsemia were detected after each infection challenge. Samples of ticks collected during primoinfection of all capybaras amplified Rickettsia DNA with infectious rates of 4.6-30.0% and 5.0-100.0% in molted nymphs and adults, respectively. Also, after infestations with these ticks, rabbits presented clinical signs and serologic reactivity. By contrast, ticks collected during subsequent capybara infections did not amplify Rickettsia DNA and rabbits infested with them did not exhibited clinical signs nor antibody response. Notably, a batch of ticks collected from capybara 5, during the second infection, that fed adjacent with infected adults, amplified Rickettsia DNA, suggesting a probable R. rickettsii non-systemic horizontal transmission. In conclusion, in the present study it was corroborated capybara susceptibility to infection with R. rickettsii (strain Itu) and similar infection variables when comparing with strain Taiaçu. However, new clinical and tick transmission patterns were registered in first- infected and immune animals.A Febre Maculosa Brasileira (FMB) é reconhecida como a doença transmitida por carrapatos com maior letalidade no Brasil e outros países do hemisfério ocidental. Rickettsia rickettsii é seu agente etiológico e, na sua história natural, os carrapatos e mamíferos cumprem um papel essencial. No sudeste brasileiro, Amblyomma sculptum é o principal vetor incriminado e as capivaras têm sido reconhecidas como hospedeiros amplificadores. Estudos prévios têm comprovado que as capivaras são suscetíveis à infecção com R. rickettsii e apresentam uma rickettsemia prolongada que possibilita a infecção de populações de A. sculptum suscetíveis. Os estudos citados, usaram na infecção, uma cepa de R. rickettsii isolada de carrapatos Amblyomma aureolatum (cepa Taiaçu), sem executar novos desafios de infecção em animais imunes. No presente trabalho, apresentamos os resultados de uma infecção experimental de capivaras com uma cepa de R. rickettsii isolada de carrapatos A. sculptum (cepa Itu) identificando variáveis clínicas, hematológicas e patológicas, o período de rickettsemia e a subsequente transmissão de R. rickettsii a populações de carrapatos A. sculptum suscetíveis, com uma análise sequencial da sua competência vetorial. Adicionalmente, foram executados desafios posteriores para estudar os parâmetros citados em animais imunes ou convalescentes. Cinco capivaras, de duas áreas não endêmicas no estado de São Paulo, foram infectadas com R. rickettsii (cepa Itu) através de infestações com carrapatos A. sculptum infectados. A temperatura retal e os sinais clínicos foram avaliados por um período de acompanhamento de 30 dias e amostras de pele e sangue foram coletadas a cada dois dias, para inoculação de cobaias, extração de DNA, hematologia e reação de imunofluorescência indireta (RIFI). Adicionalmente, as capivaras também foram infestadas com carrapatos A. sculptum não infectados (ninfas e adultos) em duas câmaras de alimentação (uma junto com os adultos infectados e a outra separados dos adultos infectados), os quais foram posteriormente coletados, incubados e usados para infestar coelhos suscetíveis e para extração de DNA. Estes procedimentos foram repetidos através de infecções subsequentes nas capivaras. Na primoinfecção, quatro de cinco capivaras apresentaram sinais clínicos e duas delas morreram, exibindo lesões macroscópicas vasculares durante a necropsia. Baseando-se na inoculação das cobaias, houve rickettsemia em todas as capivaras com uma duração média de 9,2 dias (intervalo: 6-20 dias). DNA de Rickettsia foi amplificado em amostras de sangue e pele das capivaras e algumas variáveis hematológicas (hematócrito e contagem de leucócitos) se alteraram durante a infecção. Todos os indivíduos apresentaram respostas sorológicas, mantiveram títulos de anticorpos durante o período de acompanhamento (307-555 dias) e, nos animais convalescentes, anticorpos foram detectados prévio a cada desafio ulterior. Em aquelas capivaras, não foram registrados nem sinais clínicos nem rickettsemia depois de cada um dos desafios. As amostras de carrapatos coletadas durante a primoinfecção, de todas as capivaras, amplificaram DNA de Rickettsia com taxas de infecção de 4,6-30% para ninfas e 5,0-100.0% para adultos. Adicionalmente, depois das infestações com estes carrapatos, os coelhos apresentaram sinais clínicos e reação sorológica. Pelo contrário, carrapatos coletados durante os desafios posteriores não amplificaram DNA de Rickettsia e os coelhos infestados com estes não exibiram sinais clínicos nem resposta de anticorpos. Salienta-se que um lote de carrapatos coletados da capivara 5, durante a segunda infeção, que se alimentaram junto com os adultos infectados, amplificaram DNA de Rickettsia, sugerindo uma provável transmissão horizontal não sistêmica. Em conclusão, no presente estudo foi corroborada a susceptibilidade das capivaras à infecção com R. rickettsii (cepa Itu) e a apresentação de variáveis de infecção similares quando comparada com a cepa Taiaçu. Não obstante, novas características clínicas e de infecção de carrapatos foram registradas em animais primo-infectados e imunes

    Minimum feeding period of Rickettsia rickettsii-infected Amblyomma aureolatum ticks to transmit the bacterium to vertebrate hosts

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    Rickettsia rickettsii é uma bactéria Gram-negativa, intra-celular obrigatória, causadora de uma grave riquetsiose em humanos, chamada no Brasil de Febre Maculosa Brasileira (FMB). Os carrapatos vetores de R. rickettsii para humanos, conhecidos até o momento no Brasil são Amblyomma cajennense e Amblyomma aureolatum. O presente estudo avaliou o tempo mínimo de parasitismo de A. aureolatum (ninfas não-alimentadas, machos adultos em jejum e pré-alimentados), infectadas por R. rickettsii, para que ocorra a transmissão da bactéria para o hospedeiro vertebrado. Para a produção de ninfas infectadas, foi mantida uma colônia de carrapatos em laboratório, infectados por R. rickettsii através de infestação em cobaias (Cavia porcellus) inoculadas por essa bactéria (Cepa Taiaçu). Para os experimentos com as ninfas de A. aureolatum, dividiram-se as cobaias em dez grupos de duas, sendo essas infestadas com dez ninfas cada uma. Após 2 horas da infestação (fixação da primeira ninfa), o primeiro grupo (G1) teve todas suas ninfas removidas. Após 4 horas de infestação, um segundo grupo (G2) de cobaias teve todas suas ninfas removidas de forma semelhante. Este procedimento foi repetido com os demais grupos, cada um em um determinado número de horas após a infestação: após 6 (G3), 8 (G4), 12 (G5), 18 (G6), 24 (G7), 36 (G8) e 48 (G9) horas. Para um último grupo (G10), as ninfas foram deixadas em parasitismo até seu desprendimento natural (cerca de 10 dias). Os experimentos realizados com carrapatos machos adultos em jejum seguiram os mesmos períodos utilizados para as ninfas, para fixação e retirada de carrapatos, assim como o número de cobaias. Nos experimentos com carrapatos machos adultos previamente alimentados - 48 horas em coelhos (Oryctolagus cuniculus), utilizaram-se os períodos de fixação e retirada de carrapatos idênticos aos experimentos anteriores, e além desses foi necessária a utilização de períodos menores de fixação de A. aureolatum, variando entre um minuto e uma hora. As cobaias foram avaliadas clinicamente todos os dias, e sacrificadas 21 dias após a infestação. Amostras de sangue foram colhidas e testadas para presença de anticorpos anti-R. rickettsii. Carrapatos retirados das cobaias de todos os grupos foram testados por PCR, a fim de se certificar que estavam infectados por R. rickettsii. De acordo com os resultados obtidos, ninfas não alimentadas de carrapatos A. aureolatum, infectados por R. rickettsii, necessitam realizar o repasto sanguíneo por um período mínimo de 12 horas, para que ocorra a transmissão da bactéria ao hospedeiro vertebrado; carrapatos adultos não alimentados, infectados por R. rickettsii, necessitam realizar o repasto sanguíneo por um período mínimo de 10 horas, para que ocorra a transmissão da bactéria ao hospedeiro vertebrado; e carrapatos adultos infectados por R. rickettsii e pré-alimentados em coelhos por 48 horas, necessitam realizar o repasto sanguíneo por um período mínimo de 10 minutos, para que ocorra a transmissão da bactéria ao hospedeiro vertebrado, utilizando-se cobaias como modelo experimental.Rickettsia rickettsii is the causative agent of the most severe rickettsiosis, known in Brazil as Brazilian Spotted Fever (BSF). Tick vectors of R. rickettsii to humans in Brazil are Amblyomma cajennense and Amblyomma aureolatum. The present study determined the minimum feeding period required for A. aureolatum-infected unfed nymphs, unfed adults, and fed adults to transmit infective forms of R. rickettsii to naïve guinea pigs. For this purpose, we used nymphs and adults of a laboratory colony of A. aureolatum, previously shown to be 100% infected by R. rickettsii strain Taiaçu. Infected nymphs were allowed to infest 10 groups of hosts, each containing 2 guinea pigs, with each individual guinea pig receiving 10 infected. After two hours of parasitism (counting from the moment when the first infected nymph attached to the skin), this group had all infected nymphs manually removed and saved for further molecular analysis. After 4 hours of infection, guinea pigs of a second group had all their nymphs similarly removed. This procedure was repeated with the other groups, each at a given number of hours after infestation: 6, 8, 12, 18, 24, 36, and 48h. For an additional group, nymphs were allowed to complete feeding period (96-120h). In another experiment, this whole procedure was performed with adult ticks, being one infected male tick per naïve guinea pig. In a third experiment, adult male ticks were pre-fed on rabbits for 48h before allowing to feed on naive guinea pigs for 1, 3, 5, 10, 20, 40 or 60 minutes, and then for 2 to >48h. Clinical signs and rectal temperature were evaluated daily in each guinea. Blood samples were collected at 21 days after infestation, and tested for presence of anti-R. rickettsii antibodies. All removed ticks in all groups showed to contain rickettsial DNA by PCR. According to the results, unfed nymphs of R. rickettsii-infected A. aureolatum ticks must feed for a minimum of 12 hours to transmit the bacterium to the vertebrate host; unfed R. rickettsii-infected adult ticks must feed for a minimum of 10 hours for transmission to occur, while previously fed adult ticks must feed for a minimum of 10 minutes to transmit R. rickettsii to vertebrate hosts, using guinea pigs as experimental model

    Survey for rickettsial infection of the spotted fever group in dogs, small mammals and ticks in endemic and non-endemic areas of the Pampa and Atlantic forest biomes in the state of Rio Grande do Sul

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    Em 2005 o primeiro caso de Febre Maculosa Brasileira (FMB) foi reconhecido no estado do Rio Grande do Sul (RS), Brasil. Desde então até abril de 2016 doze casos foram confirmados, sendo que quatro destes são autóctones do município de Cerro Largo, área considerada endêmica para a enfermidade riquetsial. Neste mesmo período o RS também notificou 58 casos suspeitos ao Ministério da Saúde. No RS são encontrados dois biomas, Mata Atlântica e Pampa, este último não ocorrendo em outras unidades federativa do país. Até o momento, inexistem estudos relatando a infecção por riquétsias na ixodofauna gaúcha. Desta forma, o presente estudo teve como objetivo pesquisar a infecção de riquétsias do Grupo da Febre Maculosa (GFM) em cães, pequenos mamíferos e carrapatos; através da Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI), qPCR e tentativa de isolamento de riquétsias em cultivo celular dos ixodídeos coletados em área endêmica (Cerro Largo) e áreas não endêmicas nos biomas Pampa e Mata Atlântica no RS. Na sorologia (RIFI), 33,5 % (55/164), 2,9% (1/33), 40% (16/40) dos pequenos mamíferos e 8,3% (3/36), 13,9% (5/36) e 20,4 (28/137) dos cães coletados na Mata Atlântica, Pampa e área endêmica para FMB, respectivamente, foram sororreagentes para pelo menos um dos seis antígenos de riquétsias testados. Oito espécies de carrapatos foram coletadas no local de Mata Atlântica, sendo: Amblyomma aureolatum, Amblyomma brasiliense, Amblyomma incisum, Amblyomma ovale, Haemaphysalis juxtakochi, Ixodes loricatus, Rhipicephalus microplus e Amblyomma yucumense com destaque para esta última que foi descrita como uma espécie nova. Já para o fragmento de Pampa quatro espécies foram encontradas (A. aureolatum, A. ovale, Amblyomma tigrinum e Rhipicephalus sanguineus) e na área endêmica para FMB no RS, coletamos cinco espécies de carrapatos, Amblyomma dubitatum, Amblyomma longirostre, A. ovale, I. loricatus e R. microplus. Detectamos molecularmente pela primeira vez no RS, Candidatus Rickettsia amblyommii em A. longirostre e A. brasiliense, Candidatus Rickettsia andeanae em A. aureolatum e A. tigrinum, Rickettsia bellii em I. loricatus, Rickettsia rhipicephali em A. yucumense e H. juxtakochi, Candidatus Rickettsia asemboensis em pulgas no Brasil e de extrema importância para o conhecimento da epidemiologia da FMB no RS, detectamos Rickettsia sp. cepa Mata Atlântica em A. ovale oriundos de Cerro Largo (área endêmica para FMB no RS). Como primeiros isolamentos de riquétsia para o estado do RS, isolamos R. bellii de I. loricatus coletados na Mata Atlântica e área endêmica para FMB no RS. O presente estudo é pioneiro em relação a investigação comparativa sobre FMB nos biomas Pampa e Mata Atlântica e também o primeiro estudo molecular e isolamento de riquétsias em cultivo celular de amostras coletadas no RS, BrasilIn 2005 the first Brazilian Spotted Fever (BSF) case was confirmed in the Rio Grande do Sul (RS) state, Brazil. Ever since until April 2016, twelve cases have been confirmed, and four of them are native from Cerro Largo city, an area considered endemic to the riquetsial illness. During the same period, RS also notified 58 suspected cases to the Ministry of Health. There are two distinct biomes in RS, Atlantic Forest and Pampa, the later restricted to RS within the Brazilian land. Until now, no studies reported rickettsial infection in the ixodofauna of RS. Thus, this study aimed to investigate the rickettsial infection of Spotted Fever Group (SFG) in dogs, small mammals and ticks; by immunofluorescence assay (IFA), qPCR and attempted rickettsial isolation in cell culture from ticks collected in an endemic area (Cerro Largo) and non-endemic areas in Pampa and Atlantic Forest biomes of RS. Through serology (IFA), 33.5% (55/164), 2.9% (1/33) and 40% (16/40) small mammals, and 8.3% (3/36), 13.9 % (5/36) and 20.4 (28/137) dogs from the Atlantic Forest, Pampa, and BSF-endemic area, respectively, were seroreactive (titer ≥64) to at least one of the six rickettsia antigens tested. Eight species of ticks were collected in the Atlantic Forest: Amblyomma aureolatum, Amblyomma brasiliense, Amblyomma incisum, Amblyomma ovale, Haemaphysalis juxtakochi, Ixodes loricatus, Rhipicephalus microplus and Amblyomma yucumense, the later described as a new species. In the Pampa fragment, four tick species were found (A. aureolatum, A. ovale, Amblyomma tigrinum and Rhipicephalus sanguineus), and five tick species (Amblyomma dubitatum, Amblyomma longirostre, A. ovale, I. loricatus, R. microplus) in the BSF-endemic area of RS. We performed the first molecular detection in the RS state of "Candidatus Rickettsia amblyommii" in A. longirostre and A. brasiliense; "Candidatus Rickettsia andeanae" in A. aureolatum and A. tigrinum; Rickettsia bellii in I. loricatus; Rickettsia rhipicephali in A. yucumense and H. juxtakochi; and "Candidatus Rickettsia asemboensis" in fleas in Brazil. Noteworthy, we detected the pathogen Rickettsia sp. strain Atlantic rainforest in A. ovale ticks from Cerro Largo (endemic area for BSF in RS). We also performed the first isolation in cell culture of rickettsia from RS state, which comprised R. bellii from I. loricatus collected in the Atlantic Forest and the BSF-endemic area. This study is the first comparative research about rickettsiae among Pampa and Atlantic Forest biomes, and also the first molecular detection and isolation in cell culture of rickettsiae from Rio Grande do Sul, Brazi

    Research of the Rickettsia parkeri infection in humans, dogs, horses, opossuns (Didelphis spp) and Amblyomma ticks in Paulicéia municipaly, São Paulo State

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    Em trabalho recente, foi encontrada a infecção de 9,7% da população de Amblyomma triste por Rickettsia parkeri, agente etiológico de riquetsiose humana, na várzea do Rio Paraná, no município de Paulicéia. Desta forma o presente trabalho busco a soroprevelência de anticorpos anti-R. parkeri em humanos, cavalos, cães e gambás; e a prevalência de infecção por R. parkeri em ectoparasitas e diferentes áreas do local. Os carrapatos adultos e ninfas coletados foram identificados com chaves específicas e as larvas por técnicas moleculares (PCR para gene 16S rRNA mitocondrial, seguido de sequenciamento). Também foi feito o teste de presença de DNA de Rickettsia. Amostras de soro sanguineo de cães, cavalos e humanos foram analisadas pela técnica de reação de imunoflurescência indireta, para a pesquisa de anticorpos anti-R. rickettsii, R. parkeri, R. bellii, R. amblyommii, R. riphicephalii e R. felis. De 1699 carrapatos coletados, a maioria (1511) foi Amblyomma. Cajennense. Os demais pertenciam às espécies A. coelebs (6), A. triste (2), A. dubitatum (114), Rhipicephalus (Boophilus) microplus (55), Dermacentor nitens (10) e Amblyomma rotundatum (1). Somente 2 ninfas da espécie A. coelebs estavam infectadas com Rickettsia, com sequências 99% de identidade para o gene ompA R. amblyommii. Dos soros de humanos coletados 25 foram negativos e somente um apresentou títulos ≤64 para R. parkeri e R. rickettsii. De 140 soros dos equinos, 24% apresentou anticorpos anti-Rickettsia, com títulos variando de 64 a 1024, sendo que nove amostras tinham títulos anti-R. parkeri pelo menos quatro vezes maior que os para demais espécies de Rickettsia, indicando a R. parkeri como provável antígeno homólogo. Em 55 amostras de cães 7,7% apresentaram anticorpos anti-Rickettsia, com títulos variando de 64 a 256. Para duas amostras a R. parkeri foi o provável antígeno homólogo. Analisando os questionários epidemiológicos dos eqüinos, juntamente com os resultados sorológicos, a regressão logística indicou associação estatisticamente significante entre a presença de anticorpos anti-Rickettsia com as varáveis independentes (i) acesso à várzea (ii) e tempo de residência na região, os quais podem ser considerados fatores de risco para rickettsiose na região estudada. Foram capturados quatro gambás (Didelphis albiventris) e todos tinham anticorpos para R. parkeri, R. rickettsii, R. amblyommii e R. rhipicephalii, porém sem variação de pelo menos quatro vezes entre os títulos. Os gambás estavam infestados com ninfas A. cajennense e A. coelebs, todas negativas para o PCR para Rickettsia. Em vista destes resultados pode-se dizer que os animais domésticos e os gambás estiveram em contato com bactérias do gênero Rickettsia na região estudada, onde a várzea parece ser a principal foco de carrapatos infectados.In recent work, 9.7% of the Amblyomma triste of the marsh by the Paraná River in Paulicéia, State of São Paulo, was found infected with Rickettsia parkeri, the etiological agent of spotted fever rickettsiosis in humans. Based on this report, the present study aimed to determine soroprevelence of anti-R. parkeri antibodies in humans, horses, dogs and opossuns, and the prevalence of rickettsial infection in ectoparasites, in different areas of Paulicéia. While ticks were identified by using current morphological Keys for adults and nymphs, larva were identified to species by molecular methods (PCR targeting the mitochondrial 16S rRNA gene followed by DNA sequencing). Ticks were tested by PCR for the presence of Rickettsia DNA. Animal and human sera samples were tested by immunofluorescence assay (IFA) for the presence of antibodies reactive to R. rickettsii, R. parkeri, R. belli, R. amblyommii, R. riphicephalii and R. felis. From 1699 collected ticks, a vast marjority (1511) was Amblyomma. cajennense. The remaining were the especies A. coelebs (6), A. triste (2), A. dubitatum (114), Rhipicephalus (Boophilus) microplus (55), Dermacentor nitens (10) and Amblyomma rotundatum (1). Only two nymphs of A. coelebs were found infected by Rickettsia, yielding DNA sequences 99% identical to the gene ompA of R. amblyommii. 25 of human sera collected were negative, except for one for one that showed endpoint titer ≤64 to both R. parkeriand R. rickettsii. Among horses, 24% sera contained anti Rickettsia antibodies, with titles ranging from 64 to 1024, nine samples showed anti-R. parkeri titles at least four times higher than the remaining Rickettsia species, indicating that these animals had been infected by R. parkeri. For 55 dogs, 7.7% anti Rickettsia antibodies, with endpoint titles ranging from 64 to 256. For two canine serum R. parkeri was considered the possible agent responsible for the infection. Through statistical analyses of the serological results with independent variables, the presence of seropositive horses was significantly associated with (i) grazing in the marsh (ii) and being for more than 8.5 years in the region; these two independent variables were considered to be risk factors for rickettsiosis in the study region. A total of four opossums (Didelphis albiventris) were captured. All four had antibodies reactive to R. parkeri, R. rickettsia, R. amblyommii and R. rhipicephalii, however, with less than 4-fold differences between endpont titers to different Rickettsia species. Opossums were found infested by nymphs of A. cajennense and A. coelebs, all negative to Rickettsia by PCR. Based in these results, it is concluded that domestic animals and opossums had been in contact with Rickettsia of the spotted fever group in the study region, where the marsh area seems to be the main focus of Rickettsia-infected tick

    Assessment of possible epidemiological variables associated with the spatial distribution of Rickettsia rickettsii infection in dogs and ticks in an endemic area to Brazilian spotted Fever in the Metropolitan Region of São Paulo

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    A Febre Maculosa Brasileira (FMB) é uma doença infeciosa aguda causada pela bactéria Rickettsia rickettsii e transmitida por diferentes espécies de carrapatos. Por gerar efeitos deletérios nos carrapatos, a transmissão horizontal da R. rickettsii por meio de um hospedeiro amplificador é crucial para a sua manutenção na população de carrapatos em áreas endêmicas para a FMB. Na Região Metropolitana de São Paulo, o carrapato Amblyomma aureolatum é o vetor da R. rickettsii; no entanto, não se sabe qual vertebrado poderia atuar como hospedeiro amplificador para essa espécie de carrapato. O cão doméstico é o principal hospedeiro dos adultos de A. aureolatum nas áreas endêmicas desta região metropolitana, sendo um ótimo sentinela para a ocorrência da doença em humanos. Para avaliar a capacidade do cão em atuar como hospedeiro amplificador, carrapatos adultos de A. aureolatum foram alimentados em dois grupos de cães: o grupo infectado e o grupo controle, infestados respectivamente por carrapatos infectados com R. rickettsii e por carrapatos não infectados. Todos os cães do grupo infectado desenvolveram bacteremia suficiente para infectar as fêmeas de A. aureolatum, e parte delas foi capaz de transmitir a bactéria para sua progênie. A fim de investigar as possíveis variáveis associadas à exposição de cães a R. rickettsii, um inquérito sorológico foi conduzido em cães do bairro Recreio da Borda do Campo, município de Santo André, área endêmica para FMB. Por meio de tal inquérito, obtiveram-se 31% de amostras positivas. Por meio de uma regressão logística, obteve-se que as variáveis que mostraram associação à soropositividade dos cães foram “maior frequência de acesso não supervisionado à rua”, “menor distância ao caso humano de FMB mais próximo” e “maior distância à principal via de acesso ao bairro”. Por fim, para avaliar a dinâmica populacional de cães foram realizadas campanhas de captura e recaptura fotográficas em duas áreas do bairro com diferentes densidades de animais soropositivos. Foram realizadas quatro campanhas ao longo de nove meses. A abundância de cães não foi diferente entre as duas áreas, no entanto a área com maior densidade de cães soropositivos apresentou também uma maior entrada de novos indivíduos. Com esse estudo, pudemos demonstrar que parte das fêmeas de A. aureolatum alimentadas em cães infectados por R. rickettsii são capazes de transmitir a bactéria de forma eficiente para parte de sua progênie, indicando que o cão poderia atuar como hospedeiro amplificador da R. rickettsii para essa espécie de carrapato. Nossos resultados confirmam o excelente papel do cão como sentinela de casos humanos de FMB, além de mostrar a associação da exposição de cães a R. rickettsii ao acesso não supervisionado a rua. A maior presença de cães soropositivos nas áreas mais distantes da via de acesso ao bairro poderia estar associada a uma maior introdução de novos indivíduos, especialmente por meio de abandonos frequentes, como foi relatado por moradores do bairro e verificado em nosso estudo de avaliação da dinâmica populacional dos cães.Brazilian Spotted Fever (BSF) is an acute infectious disease caused by the bacterium Rickettsia rickettsii and transmitted by different ticks species. Due to deleterious effects caused on ticks by this bacterium, the horizontal transmission of R. rickettsii through an amplifier host is crucial for its maintenance in the tick population in BSF endemic areas. The tick Amblyomma aureolatum is the vector of R. rickettsii In the Metropolitan Region of São Paulo; however, it is not known which vertebrate could act as an amplifier host for this tick species. The domestic dog is the main host for A. aureolatum adults in BSF endemic areas located in this metropolitan region, being an excellent sentinel for BSF human cases. In order to assess dog\'s ability to act as an amplifier host, adult ticks of A. aureolatum were allowed to feed on two groups of dogs: the infected group and the control group, which were respectively infested with R. rickettsii infected ticks and with uninfected ticks. All dogs in the infected group developed a bacteremia sufficient to infect A. aureolatum females, and part of them was able to transmit the bacteria to their progeny. In order to investigate the possible variables associated with dog exposure to R. rickettsii, a serological survey was conducted on dogs from the Recreio da Borda do Campo neighborhood, municipality of Santo André, a BSF endemic area. By conducting this survey, it was possible to obtain 31% of positive samples. Through a logistic regression, it was found that the variables that showed an association with dogs\' seropositivity were “ frequency of unsupervised access to the street”, “shorter distance to the nearest human BSF case” and “greater distance to the main access road to the neighborhood”. Finally, to assess the population dynamics of dogs, photographic capture and recapture campaigns were carried out in two areas of the neighborhood with different densities of seropositive animals. Four campaigns were carried out over nine months. The abundance of dogs did not differ between the two areas, however the area with the highest density of seropositive dogs also presented a greater entry of new individuals. In this study, we were able to demonstrate that part of A. aureolatum females fed on dogs infected with R. rickettsii are able to transmit the bacteria efficiently to part of their progeny, suggesting that the dog could act as an amplifier host for R. rickettsii for this tick species. Our results confirm the excellent role of the dog as a sentinel for BSF human cases, in addition to showing the association of dog exposure to R. rickettsii with unsupervised access to the street. The greater presence of seropositive dogs in the most distant areas of the access road to the neighborhood could be associated with a greater introduction of new individuals, especially through frequent abandonments, as was reported by residents of the neighborhood and verified in our dog population dynamics study

    Morphological description and redescription of nymphal stages and taxonomic key to nymphs of the Amblyomma species (Acari: Ixodidae) that occur in Brazil

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    Juntamente com o estágio larval, o estágio ninfal de carrapatos do gênero Amblyomma é o mais agressivo para seres humanos que adentram áreas habitadas por animais silvestres e alguns domésticos. No entanto, devido à inexistência de descrição morfológica do estágio ninfal de muitas das espécies de Amblyomma que ocorrem no Brasil, juntamente com a falta de uma chave taxonômica para esses carrapatos, muito pouco se sabe sobre a biologia e ecologia das ninfas de Amblyomma spp que parasitam humanos e animais no país. A grande maioria dos estudos tem se concentrado no estágio adulto de Amblyomma spp, por se tratar do único em que há descrições morfológicas e chave taxonômica para todas as espécies conhecidas. No presente estudo, a descrição morfológica do estágio ninfal, com características importantes ilustradas através da microscopia eletrônica de varredura, foi realizada para ninfas das seguintes 15 espécies de carrapatos do gênero Amblyomma que ocorrem no Brasil, para as quais o estágio ninfal permanecia sem descrição: Amblyomma aureolatum (Pallas, 1772), Amblyomma auricularium (Conil, 1878), Amblyomma calcaratum Neumann, 1899, Amblyomma coelebs Neumann, 1899, Amblyomma fuscum Neumann, 1907, Amblyomma humerale Koch, 1844, Amblyomma incisum Neumann, 1906, Amblyomma latepunctatum Tonelli-Rondelli, 1939, Amblyomma naponense (Packard, 1869), Amblyomma nodosum Neumann, 1899, Amblyomma ovale Koch, 1844, Amblyomma pacae Aragão, 1911, Amblyomma pseudoconcolor Aragão, 1908, Amblyomma scalpturatum Neumann, 1906, Amblyomma varium Koch, 1844. Em adição, o estágio ninfal das seguintes 12 espécies de Amblyomma, que haviam sido previamente descritas, foram redescritas: Amblyomma brasiliense Aragão, 1908, Amblyomma cajennense (Fabricius, 1787), Amblyomma dissimile Koch, 1844, Amblyomma dubitatum Neumann, 1899, Amblyomma longirostre (Koch, 1844), Amblyomma oblongoguttatum Koch, 1844, Amblyomma parkeri Fonseca e Aragão, 1952, Amblyomma parvum Aragão, 1908, Amblyomma romitii Tonelli-Rondelli, 1939, Amblyomma rotundatum Koch, 1844, Amlyomma tigrinum Koch, 1844, Amblyomma triste Koch, 1844. As descrições e redescrições totalizaram 27 espécies, não contemplando apenas duas (Amblyomma geayi Neumann, 1899 e Amblyomma goeldii Neumann, 1899) das 29 espécies de Amblyomma que ocorrem de forma estabelecida no Brasil. As ninfas utilizadas para a descrição ou redescrição morfológica foram provenientes de colônias de laboratório, iniciadas com fêmeas adultas previamente identificadas e colhidas na natureza. A única exceção foi A. parkeri, que foi redescrita a partir de um único exemplar disponível em coleção. Para cada espécie, são apresentadas ilustrações obtidas através de microscopia eletrônica de varredura de pelo menos quatro regiões anatômicas dos carrapatos: capítulo dorsal, capítulo ventral, escudo dorsal e coxas I, II, III, IV. Por fim, foi construída uma chave dicotômica para auxílio na identificação taxonômica do estágio ninfal de 27 espécies de Amblyomma estabelecidas no Brasil.Together with the larval stage, the nymphal stage of ticks of the genus Amblyomma are the most aggressive ticks for humans entering in areas inhabited by wild life and some domestic animals. However, due to the inexistence of morphological description of the nymphal stage of many Amblyomma species that occur in Brazil, together with the lack of a taxonomic key for these ticks, little or nothing is known about the biology and ecology of Amblyomma spp nymphs that parasitize humans and animals in the country. The great majority of the studies have concentrated in the tick adult stage, for which morphological descriptions and taxonomic keys are available for all known species. In the present study, the morphological description of the nymphal stage, illustrating important characters through scanning electron microscopy, was performed for nymphs of following 15 Amblyomma species that occur in Brazil, for which the nymphal stage had never been described: Amblyomma aureolatum (Pallas, 1772), Amblyomma auricularium (Conil, 1878), Amblyomma calcaratum Neumann, 1899, Amblyomma coelebs Neumann, 1899, Amblyomma fuscum Neumann, 1907, Amblyomma humerale Koch, 1844, Amblyomma incisum Neumann, 1906, Amblyomma latepunctatum Tonelli-Rondelli, 1939, Amblyomma naponense (Packard, 1869), Amblyomma nodosum Neumann, 1899, Amblyomma ovale Koch, 1844, Amblyomma pacae Aragão, 1911, Amblyomma pseudoconcolor Aragão, 1908, Amblyomma scalpturatum Neumann, 1906, Amblyomma varium Koch, 1844. In addition, the nymphal stage of the following 12 Amblyomma species, which had been previously described, were redescribed: Amblyomma brasiliense Aragão, 1908, Amblyomma cajennense (Fabricius, 1787), Amblyomma dissimile Koch, 1844, Amblyomma dubitatum Neumann, 1899, Amblyomma longirostre (Koch, 1844), Amblyomma oblongoguttatum Koch, 1844, Amblyomma parkeri Fonseca e Aragão, 1952, Amblyomma parvum Aragão, 1908, Amblyomma romitii Tonelli-Rondelli, 1939, Amblyomma rotundatum Koch, 1844, Amblyomma tigrinum Koch, 1844, Amblyomma triste Koch, 1844. The descriptions and redescriptions totalized 27 species. Only two species (Amblyomma geayi Neumann, 1899 and Amblyomma goeldii Neumann, 1899) out of the 29 Amblyomma species established in Brazil were not included in the present study. Nymphal specimens used for morphological descriptions or redescriptions were derived from laboratory colonies that were started with field-collected adult ticks, previously identified to species. The only exception was A. parkeri, which was redescribed from a single nymphal specimen that was available in a tick collection. For each tick species, scanning electron microscopy-photographs are presented for at least four anatomic regions: dorsal capitulum, ventral capitulum, dorsal scutum, and coxae I, II, III, IV. Finally, a dichotomic key was constructed to support taxonomic identification of the nymphal stage of 27 Amblyomma species established in Brazil

    Experimental infection of the tick Amblyomma cajennense with the bacterium Rickettsia rickettsii, the etiological agent of Brazilian spotted fever: evaluation of the transovarial and transstadial transmissions, effect of the infection on the biological parameters of the tick, and the capacity of larvae, nymphs, and adults to transmit the bacterium to vertebrates

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    Amblyomma cajennense é a principal espécie de carrapato incriminada na transmissão de Rickettsia rickettsii, agente etiológico da febre maculosa brasileira (FMB), no Brasil e outros países da América do Sul. O presente trabalho foi realizado com a finalidade de avaliar e quantificar a ocorrência das transmissões transovariana e transestadial de R. rickettsii em A. cajennense, verificando o efeito da infecção nos parâmetros biológicos do carrapato, e finalmente, a capacidade de larvas, ninfas e adultos transmitirem a bactéria para vertebrados. Para tal, cobaias (Cavia porcellus) infectadas experimentalmente com R. rickettsii foram infestadas com larvas e ninfas, para alimentação dos adultos de A. cajennense foram utilizados coelhos infectados. A biologia desses carrapatos expostos à R. rickettsii foi acompanhada até a geração seguinte de ninfa. Amostras de cada estágio evolutivo (larva, ninfa, adulto, ovo, larva, ninfa) foram testadas por PCR em tempo real para determinar a freqüência de carrapatos infectados por Rickettsia. Também foram quantificadas as transmissões transovariana e transestadial de R. rickettsii no carrapato A. cajennense. Cobaias e coelhos não infectados, utilizadas para infestação de cada um dos estágios parasitários do carrapato, foram avaliadas clinicamente e por sorologia, a fim de verificar a ocorrência da transmissão de R. rickettsii para esses animais. Em todas as infestações com carrapatos expostos previamente a R. rickettsii dentro de uma mesma geração, os animais adoeceram com febre alta (temperatura retal >40oC), lesão escrotal e alta letalidade, indicando a transmissão transestadial de R. rickettsii nos carrapatos, sendo esta confirmada por PCR e sorologia dos animais. Quanto à transmissão transovariana, esta ocorre em baixa quantidade nos grupos GL (infectado na fase de larva) e GN (infectado na fase de ninfa), pois das 12 cobaias (seis do grupo GL e seis do grupo GN), apenas três apresentaram sinais clínicos, e somente uma veio a óbito. Um total de oito animais foram positivos à RIFI (reação de imunofluorescência indireta), porém destes, seis apresentaram títulos baixos, entre 128 e 512, provavelmente devido a um pequeno desafio imunológico. As cobaias infestadas com larvas oriundas de fêmeas pertencentes ao grupo GA (infectado na fase adulta) não se apresentaram clinicamente alteradas nem sorologicamente reativas. Sugerindo que transmissão transovariana no grupo GA seja algo raro, pois apesar da progênie de uma das fêmeas ter sido positiva à PCR, nenhuma das cobaias infestadas com larvas ou ninfas de segunda geração manifestou quaisquer evidências do contato com R. rickettsii. Paralelamente, carrapatos não expostos a R. rickettsii (grupo controle GC) foram mantidos nas mesmas condições dos carrapatos infectados, para avaliar a existência de um possível efeito deletério da infecção por R. rickettsii na biologia do carrapato, os quais foram evidenciados com a maior mortalidade de larvas infectadas do grupo GL na primeira e na segunda gerações, além de alterações nos parâmetros biológicos das fêmeas ingurgitadas dos grupos expostos a R. rickettsii. Os resultados encontrados comprovam que a R. rickettsii é maléfica ao A. cajennense, bem como a existência de transmissão transestadial e transmissão transovariana, porém esta ultima em baixa quantidade. Isto ressalta a importância de hospedeiros amplificadores e de outros carrapatos na epidemiologia da Febre Maculosa Brasileira.Amblyomma cajennense is the main tick species incriminated in the transmission of Rickettsia rickettsii, the etiological agent of Brazilian spotted fever, in Brazil and in other South American countries. The present work aimed to evaluate and quantify the transovarial and transstadial of R. rickettsii in A. cajennense, verifying the effect of the infection on biological parameters of the tick, and finally, to evaluate the capacity of larvae, nymphs, and adults to transmit the bacterium to vertebrates. For these purposes, guinea pigs (Cavia porcellus), experimentally infected with R. rickettsii, were artificially infested with uninfected larvae and nymphs, while adult ticks were allowed to infest experimentally-infected rabbits (Oryctolagus cuniculus). The biology of these R. rickettsii-exposed ticks was accomplished until the next generation of nymphs, always having samples of each developmental stage (F1 larva, nymph, and adult, and F2 egg, larva, and nymph) tested by real-time PCR to determine the frequency of infected ticks. In parallel, uninfected control ticks were exposed simultaneous to the same protocols. Infested guinea pigs and rabbits were evaluated clinically and for serology, to verify the occurrence of transmission of R. rickettsii to these animals. In all infestations with ticks previously exposed to R. rickettsii, within the same generation, there were infested animals that presented high fever (rectal temperature >40oC), scrotal lesion, and high lethality, indicating transstadial transmission of R. rickettsii in the ticks, confirmed by PCR on ticks and serology of the animals. Regarding transovarial transmission, it occurred at low levels in females that had been exposed to R. rickettsii during the larval stage (GL) and during the nymphal stage (GN), since only 3 out of 12 guinea pigs (six from GL, and six from GN) infested with F2 larvae presented clinical alterations, with a single lethality. However, eight animals became seropositive by IFA (immunofluorescence assay), from which six had low titers anti-R. rickettsii, between 128 and 512, possibly due to weaker immunological challenges. Guinea pigs exposed to larvae derived from GA females (exposed to R. rickettsii during the adult stage) did not ´present any clinical alteration nor became serologically positive, indication that transovarial transmission is rare in this group. Despite of a single progeny that became PCR-positive, out of others that were all negative, no guinea pig infested with F2 larvae or nymphs from GA females showed evidence that they were in contact with R. rickettsii, similarly to the control group. In relation to a possible effect of R. rickettsii in the tick survival and developmental, there were a higher mortality of infected larvae from the GL group in both first and second laboratory generations, and lower reproductive performance of engorged females from the infected groups. The results show that R. rickettsii has deleterious effects to A. cajennense. There are both trasstadial and transovarial transmissions of R. rickettsii in A. cajennense, however transovarial transmission is at low rates, highlighting the importance that amplifier hosts and other tick species should have in the epidemiology Brazilian spotted fever
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