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Pesquisador alerta para riscos da utilização de medicamentos ineficazes contra a covid-19
Apesar de não haver qualquer confirmação de eficácia pela Organização Mundial da Saúde, instituições científicas e órgãos regulatórios, alguns médicos adotaram o chamado “tratamento precoce contra a covid-19” no decorrer da pandemia. A “recomendação” consiste no uso de um “kit de medicamentos”, que seria responsável pela “proteção dos pacientes” contra a Covid-19. Um dos medicamentos indicados é o antibiótico azitromicina, usado no tratamento de infeções bacterianas. O que se sabe, porém, é que o uso indiscriminado desse tipo de medicamento pode trazer sérias consequências ao paciente. Especialista na área de Genética, com ênfase em Biologia Molecular e experiência na taxonomia molecular de micobactérias, o pesquisador Jesus Pais Ramos, do Centro de Referência Professor Hélio Fraga da ENSP, alerta para os riscos e os possíveis efeitos dessa combinação, como por exemplo o surgimento de bactérias multirresistentes. Confira os detalhes na entrevista concedida ao Informe ENSP
Trabalhadores da Saúde atuam em condições precárias diante da pandemia, concluem pesquisas apresentadas em debate do CNS
O Conselho Nacional de Saúde (CNS), por meio da Comissão Intersetorial de Recursos Humanos e Relações de Trabalho (Cirhrt), se reuniu nesta segunda (30/03) com o Ministério da Saúde e com pesquisadores para debater as condições de trabalho dos profissionais da Saúde em meio à pandemia. Os dados apresentados mostram que a situação caótica do país, em meio às negligências governamentais agravadas pela pandemia, estão trazendo muitos problemas aos profissionais da linha de frente contra a Covid-19. A pesquisadora Maria Helena Machado, da ENSP/Fiocruz, participou da atividade
Luto pelos profissionais de saúde
A pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca Maria Helena Machado e os pesquisadores Eleny Guimarães Teixeira e Neyson Pinheiro Freire, que fazem parte do estudo Condições de Trabalho dos Profissionais de Saúde no Contexto da Covid-19 no Brasil, escreveram artigo, publicado no jornal O Globo, de quarta-feira (7 de abril), em que detalham o perfil das mortes de médicos e da equipe de enfermagem que estão atuando na linha de frente da covid-19. De acordo com o texto, até fevereiro de 2021, foram 1292 profissionais mortos: 622 (48,1%) médicos, a maioria homens (88%) e acima dos 60 anos (75%); 200 enfermeiros (16,5%) e 470 (36,4%) de auxiliares e técnicos. O levantamento revela que, nos três primeiros meses de 2021, ocorreu um crescimento exponencial dos óbitos: a cada dia morreram cinco desses profissionais. Confira
Por que o Brasil levou tanto tempo para apresentar queda no número diário de mortes por Covid-19?
Grande parte dos países que vivenciaram a pandemia de Covid-19 reduziram o número diário de mortes registradas até um mês e meio depois do primeiro óbito pela doença. Já o Brasil começou a reduzir esse número somente 79 dias após o registro da primeira morte. Mas a que se deve esse fator? O pesquisador da ENSP Paulo Nadanovsky explica, no artigo publicado em seu blog, o porquê de o Brasil ter continuado a apresentar números mais altos de infecções e mortes diárias
A pandemia e seus desafios globais foi tema de debate no aniversário de 66 anos da ENSP
No seu terceiro dia de comemoração ao aniversário de 66 anos, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) debateu os principais desafios globais da pandemia. A mesa — que abordou temas que permeiam desde o tratamento da Covid-19 nas Nações Unidas até a Rede Estruturante no enfrentamento, principalmente de países da América Latina —, sob a coordenação do diretor do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cris/Fiocruz) e do Centro Colaborador em Saúde Global e Cooperação Sul-Sul da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e Organização Mundial da Saúde (OMS), Paulo Marchiori Buss, foi composta da presença do diplomata de carreira no Brasil e assessor do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cris/Fiocruz), Santiago Alcázar, do pesquisador do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cris/Fiocruz) e professor adjunto do Departamento de Saúde Internacional da Universidade de Georgetown (EUA), Luiz Augusto Galvão, e do assessor do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cris/Fiocruz), Sebastião Tobar. O livro Diplomacia da Saúde e Covid-19 - A meio do caminho, com previsão de lançamento para o mês de setembro de 2020, norteou as apresentações dos palestrantes, cada um abordando um capítulo, respectivamente. Ao todo, o livro é constituído por 23 capítulos e recebeu a colaboração de 41 autores. Além disso, os convidados falaram sobre como o Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cris/Fiocruz) está trabalhando no enfrentamento da pandemia
Fiocruz desenvolve novas vacinas para enfrentar Covid-19
Em colaboração com Ricardo Valverde (Agência Fiocruz de Notícias)Com o início da produção da vacina de Oxford/AstraZeneca-Fiocruz em território nacional, e a entrega de lotes ao Ministério da Saúde, esta etapa começa a dar os primeiros resultados à sociedade brasileira. Ainda este ano, o país terá uma vacina produzida totalmente no Brasil e já neste primeiro semestre será iniciada a fabricação dos primeiros lotes do insumo farmacêutico ativo (IFA), que deverá estar disponível para a população no segundo semestre. Será uma vacina 100% produzida no Brasil. Mas a Fiocruz continua, de forma complementar, apoiando o desenvolvimento de outros projetos que levem a novos imunizantes contra a Covid-19. O novo coronavírus é um grande desafio que possivelmente veio para ficar e, até onde a vista alcança, ainda serão necessárias muitas doses da vacina, não apenas em 2021, mas também além. No momento, a Fiocruz desenvolve sete outras vacinas, com parceiros diversos, nacionais e estrangeiros. Segundo o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fundação, Marco Aurélio Krieger, obter o domínio das novas plataformas tecnológicas de desenvolvimento de vacinas dará ao Brasil melhores condições de enfrentar não apenas a atual pandemia mas também novos desafios de saúde pública
Posicionamento da CONEP em relação ao tratamento experimental com cloroquina nebulizada
O Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) liberou, nesta sexta-feira 16/4/21, uma nota sobre o tratamento experimental com cloroquina nebulizada realizada no Instituto da Mulher e Maternidade Dona Lindu em Manaus. Na carta, a comissão ressaltou que o procedimento experimental foi realizado sem a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (Cep), nem pelo Conep
Covid-19: pandemia agravou condições adversas de trabalho dos profissionais de saúde
O Brasil conta hoje com mais de 200 mil estabelecimentos de saúde (ambulatorial ou hospitalar), possui cerca de 430 mil leitos e emprega diretamente mais de 3 milhões e 500 mil profissionais da saúde. Se o cenário pré-pandemia já indicava condições adversas, tais como aumento da carga de trabalho, baixos salários e adoção do multiemprego desse contingente majoritariamente feminino (70%), a pandemia de Covid-19 impôs diversos outros desafios como insegurança, sobrecarga de trabalho, stress e adoecimento físico e psíquico para boa parte do 1.5 milhão de profissionais da saúde na linha de frente da pandemia. O tema pautou a segunda mesa da semana de aniversário de 66 anos da ENSP, na terça-feira (1/9/20), em painel coordenado pela pesquisadora Márcia Teixeira, chefe do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde da ENSP (Daps/ENSP)
Saúde é bem público e também porta de saída da crise, diz Carlos Gadelha
“O grande motor do século XXI não é mais o petróleo, indústria automobilística ou aço; é a saúde, é o complexo da saúde”, sublinhou o coordenador de Ações de Prospecção e líder do grupo de pesquisa Desenvolvimento e Saúde da Fiocruz, Carlos Grabois Gadelha, representando a instituição, em audiência, no dia 8 de abril de 2021, da Comissão Geral da Câmara dos Deputados, para debater 'A quebra de patentes das vacinas para o combate ao vírus covid-19: licença compulsória'. Gadelha defendeu que é preciso viabilizar o acesso à saúde numa visão estratégica. “Há exatos vinte anos, a Fiocruz mostrou que, sem um complexo da saúde, o Brasil teria um SUS com pés de barro e a vida estaria sob ameaça”, disse. Neste momento, é o que a pandemia tem demonstrado. “Perguntem a qualquer profissional de saúde se podemos tratar uma pessoa acometida de covid sem tomógrafo, sem anestésico, sem antibiótico”, lembrou o pesquisador
Pandemia reforça vulnerabilidade dos povos indígenas
19 de Abril é reconhecido como o Dia da Diversidade Indígena, a data é um momento de reflexão sobre as origens da nação brasileira, buscando a valorização e reconhecimento da cultura indígena, reforçando a importância que os povos originários exerceram na construção sociocultural e histórica do Brasil. A pandemia de covid-19 reforçou ainda mais a vulnerabilidade dos povos indígenas. Dados sobre mortalidade e letalidade, por exemplo, apontam um risco maior de mortalidade de crianças indígenas por covid-19, se comparado a crianças não indígenas
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