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Universalità e singolarità storica della Rivoluzione d'Ottobre. Da Lenin a Gramsci ai giorni nostri
Settembre 2018, Domenico Losurdo. Luta filosófica e revolução entre as duas revoluções, “Margem de esquerda”, Revista da Boitempo, ISSN 16787684
Gramsci e o fascismo
O presente texto buscou compreender o tratamento de Antonio Gramsci ao fascismo
italiano, no marco da complexidade, indicando elementos de sua origem, implementação
e consequências políticas e sociais para a Itália e Europa. Gramsci o define como uma
expressão política ocidental no momento em que as classes dominantes estão
fragmentadas e fragilizadas na relação com os grupos subalternos. Também indica que o
pensador não admite simplificações na leitura de um fenômeno que deve ser
compreendido pela dialética, uma vez que possui suas mediações em todas as dimensões
sociais, incluindo o campo cultural. De outro lado é também a indicação do limite das
classes dominantes por não conseguirem produzir a ampla sociabilidade, tendo que impor
seus projetos via coerção dos grupos subalternos. É um movimento que se expressa como
revolução passiva ou “revolução-restauração” e incorpora, especialmente a partir de1900, o modelo da cooptação de grupos inteiros para o projeto das classes dominantes,
também conhecido como transformismo
Civilização ocidental, ideologia colonial e fascismo.
O presente artigo apresenta algumas reflexões sobre o fascismo e seu significado no contexto dos embates hegemônicos que caracterizam a civilização ocidental. O fascismo se apresenta como o produto histórico do colonialismo e do seu legado ideológico autoritário e racista de dominação. O fascismo resulta da opressão da liberdade individual a fim de intensificar a exploração e a expropriação do trabalho para a acumulação intensiva do capital. Ressaltam-se as características do fascismo das primeiras décadas do século XX e o seu reaparecimento no momento de crise orgânica do capitalismo como um dos recursos de intensificação da exploração dos trabalhadores
O transformismo permanente: Gramsci e a crítica do fetichismo histórico e da mitologia nacional
A fraqueza das classes dirigente italianas é uma questão orgânica, presente em profundidade na obra de Gramsci, que abraça alguns plexos temáticos: a estagnação do desenvolvimento da civilidade comunal e a falta da formação de um estado unitário moderno; os limites do “Risorgimento” e a ausência de uma realizada dialética parlamentar na idade liberal, a «revolução passiva» como método permanente de modernização conservadora. Nessa temática tem um lugar central ainda o fenômeno da absorção, por parte do Estado e das classes dominantes, dos intelectuais e dirigentes do movimento operário nas fases de «inflexão histórica». A análise de Gramsci acerca deste fenômeno lança uma luz nova sobre o problema tipicamente italiano do «transformismo», não um simples fenômeno de maus costumes políticos, mas um preciso processo de cooptação, desde o “Risorgimento” e a partir desse período, através do qual as classes dominantes têm consolidado o seu poder, absorvendo metodicamente os elementos novos emersos dos acontecimentos políticos e sociais
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