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    Gramsci e o fascismo

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    O presente texto buscou compreender o tratamento de Antonio Gramsci ao fascismo italiano, no marco da complexidade, indicando elementos de sua origem, implementação e consequências políticas e sociais para a Itália e Europa. Gramsci o define como uma expressão política ocidental no momento em que as classes dominantes estão fragmentadas e fragilizadas na relação com os grupos subalternos. Também indica que o pensador não admite simplificações na leitura de um fenômeno que deve ser compreendido pela dialética, uma vez que possui suas mediações em todas as dimensões sociais, incluindo o campo cultural. De outro lado é também a indicação do limite das classes dominantes por não conseguirem produzir a ampla sociabilidade, tendo que impor seus projetos via coerção dos grupos subalternos. É um movimento que se expressa como revolução passiva ou “revolução-restauração” e incorpora, especialmente a partir de1900, o modelo da cooptação de grupos inteiros para o projeto das classes dominantes, também conhecido como transformismo

    Civilização ocidental, ideologia colonial e fascismo.

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    O presente artigo apresenta algumas reflexões sobre o fascismo e seu significado no contexto dos embates hegemônicos que caracterizam a civilização ocidental. O fascismo se apresenta como o produto histórico do colonialismo e do seu legado ideológico autoritário e racista de dominação. O fascismo resulta da opressão da liberdade individual a fim de intensificar a exploração e a expropriação do trabalho para a acumulação intensiva do capital. Ressaltam-se as características do fascismo das primeiras décadas do século XX e o seu reaparecimento no momento de crise orgânica do capitalismo como um dos recursos de intensificação da exploração dos trabalhadores

    O transformismo permanente: Gramsci e a crítica do fetichismo histórico e da mitologia nacional

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    A fraqueza das classes dirigente italianas é uma questão orgânica, presente em profundidade na obra de Gramsci, que abraça alguns plexos temáticos: a estagnação do desenvolvimento da civilidade comunal e a falta da formação de um estado unitário moderno; os limites do “Risorgimento” e a ausência de uma realizada dialética parlamentar na idade liberal, a «revolução passiva» como método permanente de modernização conservadora. Nessa temática tem um lugar central ainda o fenômeno da absorção, por parte do Estado e das classes dominantes, dos intelectuais e dirigentes do movimento operário nas fases de «inflexão histórica». A análise de Gramsci acerca deste fenômeno lança uma luz nova sobre o problema tipicamente italiano do «transformismo», não um simples fenômeno de maus costumes políticos, mas um preciso processo de cooptação, desde o “Risorgimento” e a partir desse período, através do qual as classes dominantes têm consolidado o seu poder, absorvendo metodicamente os elementos novos emersos dos acontecimentos políticos e sociais
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