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Gramsci no Brasil 2021-2022
This is the abstract of the article in Portuguese by Marcos Del Roio and Gianni Fresu giving a review of publications on Gramsci in Brazil over the decade 2011-2019; publications abroad are not considered except for certain important translations. Special attention is paid to the influence of Gramscian approaches in practical life
Gramsci in Brasile. Un esempio riuscito di traducibilità filosofica
Grazie a un crescente interesse internazionale, l’opera di Antonio Gramsci è oggi ritenuta di fondamentale importanza per ambiti scientifici molto diversi tra loro, trovando traduzione (in senso filosofico e non solo linguistico) all’interno di realtà profondamente diverse da quelle di cui egli si occupò in forma prevalente. In questo panorama il Brasile è uno dei laboratori più attivi e stimolanti, anzitutto perché il suo pensiero è rielaborato e attualizzato alla luce delle peculiarità culturali e sociali nazionali. In una realtà come quella brasiliana, storicamente segnata da forme atipiche di modernizzazione dall’alto, con ricorrenti sospensioni delle libertà costituzionali e colpi di Stato autoritari, alcune categorie gramsciane hanno trovato applicazioni analitiche e politiche sorprendenti. Una riappropriazione creativa del lascito gramsciano, funzionale tanto alla rilettura della complessa storia coloniale di questo Paese quanto alla comprensione delle grandi contraddizioni che ancora oggi ne segnano la vita politica
Gramsci and the emancipation of the subaltern
In his Prison Notebooks, Gramsci worked with the notion of subaltern classes and groups, a concept that has been incorporated by the Social Sciences and current Historiography. Correlatedly, problems of common sense, folklore and religion are presented. It is important to raise the question of the theoretical and political implications of Gramsci's elaborations, contextualizing them within the entirety of his theoretical and political production, even if only to contest the common uses of the concept and their real relationship to Gramsci, or to examine to what extent this author can be considered relevant for interpretations of the conditions of social struggle in contemporary capitalism. © 2008 Revista de Sociologia e Política.Departamento de Ciência Política Universidade de São Paulo (USP), São PauloDepartamento de Ciência Política Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), São PauloDepartamento de Ciência Política Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), São Paul
Gramsci e a educação do educador
Com a fundação, em 1919, da revista L'Ordine Nuovo - que atravessou fases diversas -, Gramsci tratou de desenvolver uma teoria e uma prática política que tinham no problema de educação um elemento constitutivo essencial. Até a sua prisão, em 1926, Gramsci passou por três diferentes momentos de elaboração dessa questão. Um primeiro momento no qual ele dá prioridade à cisão, ao antagonismo e à auto-atividade dos trabalhadores diante do capital, no próprio cerne do processo produtivo capitalista. Educação, então, confunde-se com auto-educação. O momento que se segue é o da necessidade de se educar o Partido Comunista, recém-fundado, particularmente a sua direção. O terceiro momento é pensado como necessidade de se educar o educador das massas, reflexão que aparece no seu papel de dirigente principal do Partido Comunista Italiano (PCI)
A Gramsci’s Journey
The journey towards the publication of Gramsci’s writings is well known, especially The Prison Notebooks. A journey that involved widespread disclosure of Gramsci’s name and work until he became the most renowned Italian author in the world. But this journey that has not yet reached completion and has only recently reached Africa and Asia, while reaches increased depth in Europe, North America and Latin America.Department of Political and Economics Sciences São Paulo State University, São PauloDepartment of Political and Economics Sciences São Paulo State University, São Paul
Resenha: Gramsci e a Revolução Russa
Resenha:LOLE, Ana; GOMES, Victor L. C.; DEL ROIO, Marcos. (Org.). Gramsci e a Revolução Russa. Rio de Janeiro: Mórula, 2017
APRESENTAÇÃO: BUKHÁRIN E O DEBATE TEÓRICO FILOSÓFICO NA RÚSSIA
Nesta edição da seção "Documentos", fazemos uma homenagem. Nikolai Ivanovich Bukhárin (1888-1938) foi um dos mais notáveis intelectuais do bolchevismo. Desenvolveu trabalhos voltados principalmente para a economia, mas também para outras áreas, como filosofia e sociologia. Dito de outro modo, Bukhárin buscou contribuir para a teoria marxista do ponto de vista filosófico e político e com isso fundamentar e desenvolver o projeto de capitalismo monopolista de Estado, conhecido como Nova Economia Política, que foi concebido por Lenin
Lenin and the Conditions for Socialist Transition
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)CNPq: 305907/2015-8The organic crisis of capital carries ever greater risks of degenerating social human life into some form of highly destructive technological barbarism. But the advances of science and technology posit the question of socialist transition, that is, of the historical process of overcoming capitalism and of capital itself. A century after the Russian revolution, the material conditions for transition are much more present in the world, even if cultural and spiritual conditions are lacking. The analysis of the reasons why the socialist transition did not even begin in Lenin's time can be of great importance for this reflection and once again gain decisive importance for the future of humanity
György Lukács: e a emancipação humana
Published"Qual a importância de se debater a obra do pensador húngaro György Lukács neste início de século XXI?
É em tom de urgência que a figura de György Lukács (1885-1971), seguramente uma das mais influentes do século XX, surge como referência incontornável para se pensar a emancipação humana. Fruto dos debates realizados no III Seminário Internacional Teoria Política do Socialismo, György Lukács e a emancipação humana conta com a colaboração de alguns dos principais estudiosos nacionais e internacionais da obra do pensador húngaro, como José Paulo Netto, Nicolas Tertulian, Sergio Lessa, Ivo Tonet, Csaba Varga, Mauro Luis Iasi, Antonino Infranca, Ester Vaisman e Miguel Vedda, entre outros.
Diante de um quadro de crise econômica, com fortes indícios de ser estrutural, de esgotamento do padrão civilizatório modernizador e de regressão de consciência histórica, torna-se cada vez mais claro que a universalização da dinâmica do capital e de seu poder político coloca a humanidade diante de uma encruzilhada decisiva para o seu futuro. As próximas décadas serão determinantes para saber se o ser social se entregará à barbárie ou encontrará a rota de sua emancipação na plena humanidade.
Constituído em um momento de fragmentação teórica e fechamento histórico, o projeto de Lukács de renascimento do marxismo e de sua concepção de totalidade, avesso às formas modernas de mistificação e totalitarismo político, é de especial relevância para nosso tempo, dominado pela dissolução da ideia de verdade, pelas filosofias da desconstrução e pelo que os autores descrevem como o “irracionalismo contemporâneo”.
Organizada em três partes – dialética e trabalho; política e revolução; estética e luta ideológica –, em um reflexo do caráter multifacetado da obra de Lukács, o livro revela as múltiplas frentes nas quais se apresenta a relevância do pensamento lukacsiano hoje. Na introdução, o pensador húngaro Csaba Varga defende, como marco teórico definitivo, o incompleto projeto ontológico de Lukács – presente nas páginas póstumas de Para uma ontologia do ser social – como “uma das mais elevadas sínteses de sua obra e que deve ser vista como sua última e duradoura mensagem”. Daí a difícil tarefa a que os autores deste livro se propõem, pois parte da inestimável riqueza da obra lukacsiana está também em sua incompletude: trata-se de um projeto que só se realizará plenamente no momento da emancipação humana.
Mais do que um atestado da relevância do pensamento de Lukács para a contemporaneidade, o livro reflete sua urgência em tempos de barbárie social. Nas palavras de Angélica Lovatto, que assina a orelha, György Lukács e a emancipação humana representa “uma importante trincheira para o combate ao avanço da onda pós-moderna com a qual nos debatemos em difícil peleja nestes tempos bicudos de crise da ordem societária do capital e seus efeitos nefastos para o mundo do trabalho”. Constitui leitura e ponto de partida obrigatórios para pensar a reconstrução dos patamares teórico-práticos – sólidos, mas não dogmáticos – para a tão almejada emancipação humana
Marx e a dialética da sociedade civil
PublishedO livro Marx e a Dialética da Sociedade Civil, resultado do já tradicional “Seminário Internacional de Teoria Política do Socialismo”, da Faculdade de Filosofia e Ciências da Unesp (FFC), em sua quinta edição, vem colaborar para a consolidação das inúmeras pesquisas sobre a Teoria Social Marxiana, que estão sendo desenvolvidas em diversas universidades brasileiras, latinoamericanas e europeias.
Esses estudos internacionais se alargaram para afrontar as questões centrais de nossa época, em particular, após a crise das breves experiências socialistas e “socializantes” do século XX, em que a FFC teve papel de vanguarda, quando em abril de 1993 – em meio à onda de pessimismo e de ataques ao marxismo, notoriamente, as apressadas conclusões sobre a “impossibilidade” do socialismo a conhecida teoria do “fim da história” – organizou o seminário Liberalismo e Socialismo: Novos e Velhos Paradígmas.
Os temas abordados no livro inserem-se no amplo debate do assim chamado “marxismo do século XXI” e constituem buscas de alternativas e de repostas teórico-políticas para as novas demandas do capitalismo, enquanto ser social em situação de crise estrutural. Complexos aspectos da teoria marxiana são postos em discussão, iniciando-se pela necessária revisão das publicações tradicionais dos textos de Marx e Engels, agora redimensionados pelo ambicioso projeto MEGA², de publicação dos originais de acordo com a disposição organizativa dos manuscritos. Além disso, conceitos como revolução, consciência, alienação, trabalho e negatividade dialética são abordados com sofisticação e originalidade.
Não poderia faltar, nesse denso debate, a questão das reflexões conceptuais no “jovem” e no “velho” Marx, assim como o próprio conceito polêmico de “sociedade civil”, ao qual Marx chamou de bürgerlisch Gesellschaft, ao criticar os limites teóricos da definição hegeliana e liberal da sociabilidade burguesa.
Este livro dinâmico, atual e vibrante é a demonstração da pertinência histórica das questões abordadas pelas reflexões de Marx e por sua Teoria Social
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