1,721,018 research outputs found

    EVALUATION OF THE EFFECTIVITY OF STABILIZATION SPLINTS WITH BILATERAL BALANCED GUIDANCE FOR THE CONTROL OF INTERNAL TMJ DERANGEMENTS

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    O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de placas estabilizadoras com guia balanceada bilateral, placas com guia pelo canino e placa não oclusiva. Para tal, utilizou-se uma amostra de 57 indivíduos, portadores de sinais e sintomas de deslocamento do disco com redução, com queixa de dor na ATM e sensibilidade à palpação na mesma, em pelo menos um dos lados os quais foram aleatoriamente distribuídos em três grupos: 1º grupo: composto por 19 indivíduos que receberam, como forma de tratamento, uma placa estabilizadora modificada, cujo desenho permita que durante os movimento excursivos houvesse sempre contato simultâneo de parte dos dentes em todos os segmentos da placa. 2º grupo: composto por 20 indivíduos que receberam como forma de tratamento uma placa estabilizadora convencional com guia pelo canino que estabelecia desoclusão de todos os outros dentes nos movimentos excursivos. 3º grupo: composto por 18 indivíduos que receberam uma placa não oclusiva cujo desenho não interferia com a oclusão. Toda a amostra foi acompanhada durante 6 meses, sendo avaliada através da escala de análise visual (EAV); palpação da ATM, dos músculos elevadores da mandíbula, análise dos movimentos da mandíbula e ruído articular. Uma avaliação do relato do paciente em relação ao ruído articular, alteração da oclusão e conforto também foi feita. Os resultados demonstraram que o tipo de guia não influenciou o comportamento de redução da dor, porém ambas as placas oclusais foram superiores à não-oclusiva em relação à escala de dor. E que, estatisticamente, apesar da obtenção de resultados semelhantes com relação aos movimentos de abertura, lateralidade esquerda, protrusivo, dor articular à palpação e na dor à palpação da maioria dos músculos analisados, nesse experimento, as placas com guia balanceada (grupo I) e as com guia pelo canino tiveram melhores resultados clínicos, nesses itens analisados. Com relação ao relato dos indivíduos para o conforto com a placa e ruído articular, houve uma melhor associação para o grupo I e II. Baseados no acima exposto, conclui-se que não há diferença entre a guia balanceada e a guia pelo canino no tratamento de indivíduos com deslocamento do disco com redução.The aim of this study was to evaluate the effect of balanced splints with bilateral balanced guidance, canine guidance and nonoccluding splints. For that purpose, a study sample was employed comprising 57 individuals presenting with signs and symptoms of disc displacement with reduction and complaint of TMJ pain and tenderness to palpation of the TMJ at least at one side, who were randomly assigned to three groups: 1st group: 19 individuals submitted to therapy with a modified splint, the design of which allowed simultaneous contact of part of the teeth on all parts of the splint during excursive movements. 2nd group: 20 individuals submitted to therapy with a splint with canine guidance, which established disocclusion of all other teeth during excursive movements. 3rd group (control group): 18 individuals who received a nonoccluding splint that did not interfere with the occlusion. The entire sample was followed for 6 months and submitted to evaluation by means of the visual analogue scale (VAS), palpation of the TMJ and jaw elevator muscles and analysis of the mandibular movements and joint sounds. An evaluation concerning the patients report regarding the joint sounds, occlusal changes and comfort was also performed. The results demonstrated that the type of guidance did not influence the behavior as to pain reduction, yet both occlusion splints were better than the nonoccluding splint as to the pain scale. Besides, despite of the achievement of similar outcomes in relation to opening, left lateral movement, protrusive movement, TMJ pain to palpation and also pain to palpation of most muscles analyzed, there were statistically better outcomes for the splints with balanced guidance (group I) and the splints with canine guidance. Concerning the subjects reports for comfort with the splint and joint sound, there was a better association for groups I and II. On this basis, it was concluded that there is no difference between the balanced guidance and the canine guidance for the treatment of individuals with disc displacement with reduction

    Avaliação da Reprodutibilidade Interexaminadores, na Polpação Muscular, Após um Programa de Calibração

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    O objetivo deste estudo foi avaliar a concordância interexaminadores na palpação muscular, após um programa de calibração, assim como, determinar as variações dessa concordância em relação ao tempo, a determinado músculo e ao lado palpado. Para tal, utilizou-se uma amostra de 32 indivíduos, proporcionalmente divididos em relação ao sexo, escolhidos aleatoriamente nas diversas clínicas (dores orofaciais, prótese, periodontia, cirurgia e dentística) da Faculdade de Odontologia de Bauru, da Universidade de São Paulo. Esta amostra foi dividida em dois grupos: sintomático, composto por 16 indivíduos que apresentavam sinais e sintomas de DTM, com queixas compatíveis com patologias de origem muscular e, assintomático, composto por 16 indivíduos, sem queixas de sintomas de DTM. Os exames de palpação foram realizados por quatro examinadores,previamente treinados, utilizando-se um programa de calibração, que consistiu de instruções detalhadas relativas ao exame, demonstração da localização dos músculos e da força exercida durante a palpação. Foram realizados 3 exames: inicial, intermediário (30 dias após) e final (45 dias após o início da pesquisa), utilizando-se músculos de mastigação (Masséter e Temporal) e cervical (Esternocleidomastoideo). A análise de presença ou severidade de resposta do paciente foi feita através de uma escala ordinal de 0 a 3. Apesar da presença de variáveis inerentes à análise da dor, como a oscilação dos sinais e sintomas do paciente, diferenças na reação do indivíduo e na interpretação da dor do paciente pelo examinador, verificou-se, através do teste de concordância de Kendall, que o programa de calibração foi efetivo na obtenção de concordância interexaminadores, obtendo-se valores entre 0.56 (origem do Masséter Superficial) e 0.84 (Esternocleidomastoideo Médio), considerados de aceitáveis a excelentes. O tempo não alterou essa concordância não havendo, também, diferenças na concordância entre os diversos músculos, assim como para o lado palpado. Concluiu-se que programas de calibração podem ser efetivos na padronização da palpação muscular, o que credencia tal procedimento como uma importante etapa no exame das Disfunções Temporomandibulares.This study aimed to evaluate the interexaminer agreement when performing muscle palpation, after a trainning and calibration program. Reliability related to the time of examination and the side palpated were also addressed. Sample was composed of 32 individuals, matched for sex and divided into two groups: symptomatic (16 patients presenting with myogenic TMD) and asymptomatic (16 patients with no TMD symptoms). Palpation procedures were perfomed in three different times by four examiners, in masticatory (masseter and temporalis) and cervical (sternocleidomastoid SCM) muscles. The prescuse and severity of muscle tenderness was judge by an ordinal scale (from 0" to 3"). Kendalls concordance test measured agreement between examiners. SCM has shown the highest concordance (0.84) while the worst result was found for the origin of masseter (0.56). Levels of concordance for all muscles were considered fair and excellent, regardless the side or the time of examination. Authors concluded that a calibration program is able to standardize muscle palpation, which makes such procedure an important step in TMD evaluation

    Influence of acute physical exercise and pleasurable Autonomous Sensory Meridian Response (ASMR) activity on experimental pain modulation in asymptomatic individuals and in patients with chronic myofascial pain of the masticatory muscles

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    A relação entre exercício físico e dores crônicas tem sido cogitada há muito tempo. Em teoria, a prática regular de exercício físico teria um efeito benéfico como coadjuvante no controle de quadros álgicos crônicos. Entretanto, parte dos pacientes com doenças crônicas sentem exacerbação de alguns sintomas após a atividade o que explica o fato desses indivíduos serem incapazes de ativar o caminho endógeno de inibição da dor durante os exercícios. Outra estratégia para esses pacientes é a modulação da dor através de manipulações cognitivas como a indução da Resposta Meridiana Sensorial Autônoma que provoca uma experiência semelhante as encontradas no mindfullness e yoga. Logo, objetivo principal do presente estudo é comparar a variação de resposta à modulação endógena da dor experimental em indivíduos assintomáticos e em indivíduos com dor miofascial crônica da musculatura mastigatória, antes, durante e após do exercício físico (efeito agudo do exercício) ou uma experiência de ASMR. A amostra foi composta por 32 voluntários, com idade entre 18 e 60 anos, sedentários, sendo 17 indivíduos saudáveis e 15 indivíduos com diagnóstico de dor miofascial crônica da musculatura mastigatória (DMMC). Estes 32 indivíduos foram alocados randomicamente em 4 grupos, com base na realização do exercício aeróbico ou do ASMR. Além disso, foram realizados testes do eixo biopsicossocial em todos os indivíduos da amostra. Como resultado, não houve diferença estatisticamente significante entre as duas intervenções e nem entre os grupos. Somente o estresse (PSS), ansiedade (GAD-7) e estado geral de saúde (SF-36) tiveram uma correlação positiva com o LDP. A ausência de diferença significativa entre os grupos SAU e DMMC pode sugerir que indivíduos com dor miofascial mastigatória crônica, isoladamente (sem outras comorbidades) possuam um padrão de modulação similar ao dos indivíduos saudáveis. A ansiedade e estresse tiveram uma redução no limiar de dor à pressão nos pacientes com dor enquanto o estado de saúde geral causou um aumento no LDP, 30 minutos após intervenção.The relationship between physical exercise and chronic pain has been considered for a long time. In theory, the regular practice of physical exercise would have a beneficial effect as an adjunct in the control of chronic pain. However, part of patients with chronic diseases experience exacerbation of some symptoms after activity, which explains the fact that these individuals are unable to activate the endogenous pain inhibition pathway during exercise. Another strategy for these patients is pain modulation through cognitive manipulations such as the induction of the Autonomous Sensory Meridian Response that causes an experience similar to those found in mindfulness and yoga. Therefore, the main objective of the present study is to compare the variation of response to endogenous modulation of experimental pain in asymptomatic individuals and in individuals with chronic myofascial pain of the masticatory muscles, before, during and after physical exercise (acute effect of exercise) or an experience of ASMR. The sample consisted of 32 volunteers, aged between 18 and 60 years, sedentary, 17 healthy individuals and 15 individuals diagnosed with chronic myofascial pain of the masticatory muscles (DMMC). These 32 subjects were randomly allocated into 4 groups, based on whether they performed the exercise or the ASMR. In addition, biopsychosocial axis tests were performed on all individuals in the sample. As a result, there was no statistically significant difference between the two interventions or between the groups. Only stress (PSS), anxiety (GAD-7) and general health status (SF-36) had a positive correlation with PPT. The absence of a significant difference between the SAU and DMMC groups may suggest that individuals with chronic masticatory myofascial pain, alone (without other comorbidities) have a modulation pattern similar to that of healthy individuals. Anxiety and stress demonstrated a reduction in pressure pain threshold while general health status caused an increase on PPT after 30 minutes of intervention

    Avaliação longitudinal da efetividade das placas oclusais reposicionadoras no controle de patologias da ATM: comparação com placas oclusais estabilizadoras e um grupo controle

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    O objetivo desse estudo foi avaliar a efetividade das placas oclusais reposicionadoras no controle de patologias intra-articulares da ATM, quando comparadas a um tratamento convencional (placa estabilizadora) e um grupo sem tratamento (controle). A amostra contou de 52 pacientes portadores de sinais e sintomas de desordens intra-articulares da ATM, divididos, aleatoriamente em três grupos, de acordo com o procedimento empregado: grupo I (n=20), utilizou placa estabilizadora, grupo II (n=18) utilizou placa reposicionadora e grupo III (n=14), sem nenhum tratamento. Toda a amostra foi acompanhada durante um ano, sendo avaliada através de questionários anamnésicos, palpação muscular e da ATM, movimentação mandibular e detecção de sons articulares. Uma avaliação da condição oclusal também foi realizada nos diferentes períodos de exame. Os resultados demonstraram uma maior efetividade das placas reposicionadoras na redução inicial da dor relatada pelo paciente, assim como uma diminuição na sensibilidade a palpação na ATM. Todos os grupos mostraram-se semelhantes após seis meses de controle em relação aos sintomas, assim como em relação aos ruídos articulares. Os índices de palpação muscular mostraram-se melhor para todos os grupos, sendo que a oclusão também não se alterou significantemente. Baseado no acima exposto, conclui-se que a terapia de uso parcial das placas reposicionadoras constitui-se num meio efetivo de controle das patologias intra-articulares da ATM.The aim of this study was to evaluate the effectiveness of repositioning occlusal splints partial use in the management of TMJ intra-articular disorders. A comparison group (using stabilization splints) a control group (with no treatment) were also part of this study. The sample was constituted by 52 patients with complaints of TMJ noises and pain, randomly divided into three groups: I - stabilization splints (n=20), II - repositioning splints (n=18) and III (no treatment). The whole sample was evaluated by means of TMJ and muscle palpation, mandibular range of motion, occlusal contacts and pain Visual Analogue Scale (VAS) for one year. Repeated measurements ANOVA, two way ANOVA, Kruskal-Wallis and Mc Nemar's tests accounted for the statistical analysis. Results have shown a significant improvement (p<0,01 in pain report (VAS) and palpation index for group II. No significant occlusal changes were present in any group. Indeed , muscle palpation values also decreased regardless the group studied (p<0.05). Similar results for pain and join noises reduction were observed after the sixth month of follow-up for the entire sample (including the control group). Based on that, it was concluded that the partial use of repositioning splints are important tools in the management of TMJ pathologies

    Avaliação das alterações dolorosas, inflamatórias e somatossensoriais em pacientes durante tratamento ortodôntico

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    Experimental tooth movement has been shown to induce inflammation and release of chemical mediators. Inflammation can also alter nerve function that can be measured with Quantitative Sensory Testing (QST). Various authors have studied orthodontic pain and the different factors that modify it. But, to our knowledge none studied a possible individual endogenous analgesia effect on orthodontic induced-pain. The aim of the present study was to investigate the impact of orthodontic separator and short-term fixed orthodontic appliance on the somatosensory function and gingival cervicular fluid (GCF) levels of IL-1, IL-8, IL-6 and TNF-. Thirty patients were evaluated as follow: baseline, 24h-after elastomeric separator (24h-aES), 24h and 1 month after bonding the fixed appliance (aBFA) at maxillary and mandibular arch. The outcome variables were: self-reported pain, QSTs (current perception threshold, cold detection threshold, warm detection threshold, mechanical detection threshold, mechanical supra threshold and wind-up ratio, CPM and sample from the GCF in order to assess cytokines profile (IL-1, IL-8, IL-6 and TNF-). ANOVA and Tukeys post hoc analyses were performed (a = 5%). The participants were divided in two groups: G1) RESPONDERS (more than 10% decrease in WUR); G2) NON-RESPONDERS (not show more than 10% decrease in WUR). T-test for independent sample was performed. A Bonferroni correction lowered the significance level to 0.1% (p = 0.001) as the cut-off point to establish the statistical significance for the mean difference between CPM responders and non-responders. Patients were less sensitive to pin prick pain (MST) at 24h (p<0.020) and 1month-aBFA (p<0.002) when compared to baseline. Significant increases in IL-6 levels were observed 24h-aBFA (p<0.023) and in IL-1 (p<0.001) and TNF- (p<0.026) levels at 1 month-aBFA when compared to baseline values (p<0.023). There was no significant difference in somatosensory function, pain report and GCF cytokines when compared between G1 and G2. In conclusion, orthodontic-induced inflammation may have a modality specific effect on somatosensory function of the trigeminal system. In addition, elastic separators seem not an ideal model to study possible inflammatory changes following orthodontic tooth movement. Moreover, CPM efficiency may not significantly influence somatosensory function, pain intensity or released of inflammatory cytokines following orthodontic tooth movement up to 1 month. However, remained to be confirmed and further investigations are required in intraoral somatosensory assessment.O movimento dentário experimental demonstrou induzir inflamação e liberação de mediadores químicos. A inflamação também pode alterar a função nervosa que pode ser medida através de testes quantitativos sensoriais (QST). Vários autores estudaram a dor ortodôntica e os diferentes fatores que a modificam. Mas, ao nosso conhecimento, não há estudos avaliando o efeito da analgesia endógena individual na dor induzida por ortodontia. O objetivo do presente estudo foi investigar o impacto do separador ortodôntico e do aparelho ortodôntico fixo de curta duração na função somatossensorial e nos níveis do fluido cervical gengival (GCF) de IL-1, IL-8, IL-6 e TNF-. Trinta pacientes foram avaliados da seguinte forma: valores basais, 24 horas após separador elástico (24h- AES), 24h e 1 mês após a ligação do aparelho fixo (aBFA) no arco maxilar e mandibular. As variáveis avaliadas foram: dor, QSTs (limiar de percepção elétrica, limiar de detecção ao frio, limiar de detecção ao quente, limiar de detecção mecânica, supralimiar mecânico e razão de somação temporal, CPM e amostra do GCF para avaliar perfil das citocinas ( IL-1, IL-8, IL-6 e TNF-). A ANOVA e as análises post hoc de Tukey foram realizadas (a = 5%). Os participantes foram divididos em dois grupos: G1) CPM-RESPONDENTES (diminuição de mais de 10% em WUR); G2) CPM-NÃO RESPONDENTES (não mostra mais de 10% de diminuição na WUR). Foi realizado teste T para amostra independente. Uma correção de Bonferroni reduziu o nível de significância para 0,1% (p = 0,001) como ponto de corte para estabelecer a significância estatística para a diferença média entre G1 o G2. Os pacientes eram menos sensíveis à dor de pin (MST) às 24h (p <0,020) e 1 mês-aBFA (p <0,002) quando comparado à linha de base. Observaram-se aumentos significativos nos níveis de IL-6 níveis 24h-aBFA (p <0,023) e nos níveis de IL-1 (p <0,001) e TNF- (p <0,026) em 1 mês-aBFA quando comparados aos valores basais (p < 0,023). Não houve diferença significativa na função somatossensorial, no relatório da dor e citocinas do FCG quando comparadas entre G1 e G2. Em conclusão, a inflamação induzida por ortodontia pode ter um efeito de modalidade específico na função somatossensorial do sistema trigeminal. Além disso, os separadores elásticos não parecem ser um modelo ideal para estudar possíveis alterações inflamatórias após o movimento dentário ortodôntico. Além disso, a eficiência de CPM pode não influenciar significativamente a função somatossensorial, intensidade da dor ou liberação de citocinas inflamatórias após o movimento dentário ortodôntico até 1 mês. No entanto, outras investigações são necessárias na avaliação somatossensorial intraoral

    Evaluation of orthodontic treatment on signs and symptoms of temporomandibular dysfunction, bruxism, pain hypervigilance, anxiety and depression

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    Novos estudos são necessários para elucidar com maior clareza o impacto da ortodontia na saúde dos músculos mastigatórios e das articulações temporomandibulares. A associação do estudo de sinais e sintomas de DTM com a investigação dos fatores psicossociais apresentam perspectivas promissoras, assim como o conhecimento da presença de hábitos parafuncionais. Entender como os fatores psicossociais interferem nos resultados dos tratamentos clínicos pode trazer contribuições enriquecedoras para a odontologia. Um modelo que tem sido aceito no entendimento da etiologia das DTM é o modelo biopsicossocial, que envolve uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Segundo essa perspectiva, entende-se que um problema biológico pode ter antecedentes psicológicos, assim como consequências comportamentais. O objetivo deste trabalho é avaliar a influência da ortodontia no desenvolvimento de sinais e sintomas de disfunção temporomandibular, no relato de bruxismo, na hipervigilância à dor e nos sintomas de depressão e ansiedade. 111 pacientes iniciando tratamento ortodôntico foram examinados em 3 sessões: t1 (no momento da instalação do aparelho), t2 (dois meses após a instalação), e t3 (seis meses após o início do tratamento). Nas 3 sessões os pacientes foram examinados clinicamente para avaliação oclusal, limiares de dor à pressão e aplicações de questionários de bruxismo, hipervigilância, depressão e ansiedade. Foram feitas comparações a respeito de cada variável quantitativa considerando os três tempos de avaliação através de Análise de variância (ANOVA) a um critério. O teste t foi utilizado para avaliar diferenças entre as médias das variáveis quantitativas no tempo inicial (t1) e tempo final (t3) de avaliação. Para avaliar o efeito da ortodontia sobre variáveis qualitativas oclusais foi utilizado o teste exato de Fisher. Foram considerados estatisticamente significantes aqueles resultados que apresentaram nível de significância igual ou menor que 0,05. O presente estudo demonstrou que a ortodontia não interfere no surgimento de sinais e sintomas de disfunção temporomandibular, sendo que não houve diferenças na presença de ruído articular e no LDP em nenhum dos sítios durante os períodos avaliados. Os resultados apontaram que nos grupos que não possuíam bruxismo do sono (controle), houve um aumento no relato de bruxismo em vigília após o início da ortodontia. Considerando o grupo de pacientes com maiores sintomas de ansiedade, encontrou-se maior presença de relato de bruxismo em vigília. Por último, os resultados demonstraram que a ortodontia não alterou os escores do questionário de hipervigilância à dor e os sintomas de ansiedade e depressão.Further studies are needed to elucidate more clearly the impact of orthodontics on the health of the masticatory muscles and temporomandibular joints. The study of the association of signs and symptoms of TMD with psychosocial factors have promising prospects, as well as the presence of parafunctional habits. Understanding how psychosocial factors affect the results of clinical treatments can bring great contributions to dentistry. A model that has been accepted in the understanding of the etiology of TMD is the biopsychosocial model, which involves a combination of biological, psychological and social factors. From this perspective, it is understood that a biological problem may have psychological backgrounds, as well as behavioral consequences. The objective of this study is to evaluate the influence of orthodontics in the development of signs and symptoms of temporomandibular disorders, the report of bruxism, hypervigilance to pain, and symptoms of depression and anxiety. 111 patients initiating orthodontic treatment were examined in 3 sessions: t1 (at the time of orthodontic appliance installation), t2 (two months after installation), and t3 (six months after the start of the treatment). In the three sessions, patients were examined clinically for occlusal evaluation, pain pressure thresholds were measured, and bruxism, hypervigilance, depression and anxiety questionnaires were applied. Comparisons were made with respect to each quantitative variable considering the three phases of evaluation through a multi-way analysis of variance (ANOVA). The t test was used to assess differences between means of quantitative variables at the initial time (t1) and end time (t3) evaluation. To evaluate the effect of orthodontics on occlusal qualitative variables we used Fisher\'s exact test. This study showed that orthodontics does not interfere with the appearance of signs and symptoms of temporomandibular dysfunction, and there were no differences in the presence of articular noise and LDP on any of the sites during the evaluation period. The results showed that the group that did not reported sleep bruxism (control), showed an increase in the reporting of awake bruxism after the start of orthodontics. Considering the group of patients with higher anxiety symptoms, we found a greater presence of daytime bruxism report. Finally, the results showed that orthodontics did not alter the scores of pain hypervigilance questionnaire and symptoms of anxiety and depression

    Análise sistemática do reflexo de piscar nociceptivo: confiabilidade e associação com fatores psicológicos

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    The present study aimed to estimate the reliability of the nociceptive blink reflex (nBR) and to evaluate the possible association between the nBR and various pain-related psychological measures: the Anxiety Sensitivity Index-3 (ASI-3), the Fear of Pain Questionnaire III (FPQ-III), the Pain Vigilance and Awareness Questionnaire (PVAQ), the Somatosensory Amplification Scale (SSAS), the Pain Catastrophizing Scale (PCS) and the Situational Pain Catastrophizing Scale (S-PCS). Twenty-one healthy participants were evaluated in two sessions. The nBR was elicited by a so-called nociceptive-specific electrode placed over the entry zone of the right supraorbital (V1R), infraorbital (V2R) and the mental (V3R) nerve and left infraorbital (V2L) nerve. The outcomes were: (a) individual electrical sensory (I0) and pain thresholds (IP); b) root mean square (RMS), area-under-thecurve (AUC) and onset latencies of R2 responses; and c) stimulus-evoked pain on a 0-10 numerical rating scale. The questionnaires ASI-3, FPQ-III, PVAQ, SSAS, PCS and S-PCS were also applied. Intraclass Correlation Coefficients (ICCs) and Kappa statistics were computed as a measure of the reliability (=5%). Besides, Pearson correlation coefficient was used to associate the average of nBR measurements among all sites and the questionnaires. The significance level was set up after a Bonferroni correction (adjusted =0.8%). ICCs were fair to excellent in 82% of the psychophysical measures and in 86% of V1R, V2R and V2L nBR parameters, whereas the V3R showed poor reliability in 52%. ICCs for intrarater reliability were fair to excellent in 70% of measurements (V3R showed the lowest values) and in 75% of interrater measurements. All kappa values showed at least fair agreement and the majority of the nBR measures (93%) were considered to have moderate to excellent reliability. There was no correlation for any pair of variables considering the adjusted significance level (p>0.008) and only a single significant correlation considering the standard significance level (p 0,008) e somente foi constatada uma correlação significante considerando o nível de significância padrão (p<0,005), em que a intensidade de dor em 50% do IP apresentou uma correlação positiva entre pequena e moderada com o PCS. O nBR e suas medidas psicofísicas associadas pode ser considerado um teste com suficiente confiabilidade para avaliar a função nociceptiva trigeminal. Por outro lado, parece que o nBR não está associado com fatores psicológicos em participantes saudáveis

    Avaliação da influência de estresse psicológico experimental na resposta de testes sensoriais quantitativos em pacientes com disfunção temporomandibular

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    Background: Quantitative sensory testing (QST) is a promising method for assessing the mechanisms that contribute to the development and maintenance of painful Temporomandibular Disorders (TMD). All QST responses rely on the participant´s perception; therefore a number of cognitive and psychological factors are known to directly influence results, including psychological stress. Aims: To assess the effects of experimental psychological stress on QST response in TMD patients and healthy volunteers. Methods: 20 women with myofascial TMD and 20 healthy women underwent a standardized QST protocol, including cold detection threshold (CDT), warm detection threshold (WDT), cold pain threshold (CPT), heat pain threshold (HPT), mechanical pain threshold (MPT), pressure pain threshold (PPT) and wind up ratio (WUR) at the masseter muscle. QST was conducted before and after to the Paced Auditory Serial Addition Task (PASAT), inducing acute psychological stress. ANOVA with repeated measures was performed to assess the effect of group and time on the reported stress and absolute values of QST. The significance level was set at 5% (p=0.050). Furthermore, Z-score profiles were generated. Results: The PASAT induced a significant stress reaction (p0.050). Conclusion: The experimental psychological stress induces thermal hypoesthesia and thermal hyperalgesia on masticatory muscle, regardless of the presence of TMD painful. Overall, these findings emphasize the importance of considering the psychological stress when judging QST findings.Contextualização: Teste sensorial quantitativo (QST) é um método promissor para avaliar os mecanismos que contribuem para o desenvolvimento e manutenção das Disfunções Temporomandibulares (DTM) dolorosas. As respostas de QST dependem da percepção do participante; portanto, uma série de fatores cognitivos e psicológicos, como o estresse, podem influenciar os resultados. Objetivo: Avaliar a influência do estresse psicológico experimental na resposta de QST em pacientes com DTM e voluntários saudáveis. Métodos: 20 mulheres com DTM (Dor Miofascial) e 20 mulheres saudáveis foram submetidas a um protocolo padronizado de QST, incluindo limiar de detecção ao frio (CDT), limiar de detecção ao calor (WDT), limiar de dor ao frio (CPT), limiar de dor ao calor (HPT), limiar de dor mecânica (MPT), limiar de dor a pressão (PPT) e somação temporal de dor (WUR) na região de masseter. QST foi realizado antes e após teste de estresse psicológico laboratorial denominado Paced Auditory Serial Addition Task (PASAT). ANOVA foi realizada para avaliar o efeito de grupo e tempo sobre o estresse relatado e valores de QST a um nível de significância de 5% (p = 0,050). Ademais, perfis Z-score foram gerados. Resultados: PASAT induziu aumento significativo no relato de estresse (p 0,050). Conclusão: O estresse psicológico experimental induz hipoestesia térmica e hiperalgesia térmica na musculatura mastigatória independente da presença de DTM dolorosa. Esses achados enfatizam a importância de considerar o estresse psicológico do particpante ao interpretar os resultados de QST

    Avaliação em tempo real do bruxismo em vigília: um estudo multidimensional em populações assintomáticas e com sintomas dolorosos de DTM

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    This study aimed to investigate psychological and somatosensory profiles associated with awake bruxism (AB) through ecological momentary assessment (EMA), identifying factors that contribute to the development of painful temporomandibular disorders (TMD) in individuals who exhibit AB behaviors. The first study compared 230 adults divided into two groups: individuals with painful TMD (n=72) and asymptomatic controls (n=122). EMA was used over a 7-day period to capture real-time frequencies of AB behaviors (relaxed jaw muscles, tooth contact, clenching, jaw bracing, and grinding). Pressure pain thresholds (PPTs) and conditioned pain modulation (CPM) tests were conducted, alongside assessments of muscle fatigue (bite force and endurance time) and psychological variables (GAD-7, PSS, STAI-T, STAI-S). The second study focused on a sample of 72 patients with painful TMD, stratified into a clinical elevated symptoms of anxiety and a clinical normative-anxiety group based on GAD-7 t-scores. EMA was used for AB behavior recording, and participants completed psychological questionnaires assessing stress (PSS), depression (PHQ-9), and pain catastrophizing (PCS). In the first study, the TMD group exhibited a significantly higher overall AB frequency (77.8%) compared to the control group (45.5%), with tooth clenching and jaw bracing being the most frequent behaviors. TMD patients also showed lower PPTs, reduced bite force and endurance, and higher anxiety scores. The self-reported anxiety (GAD-7) emerged as the only significant predictor of painful TMD in individuals with AB. The second study confirmed these findings: the elevated anxiety group demonstrated significantly greater AB frequency, particularly tooth clenching, alongside higher stress, depression, and catastrophizing scores. Tooth clenching behavior showed moderate correlations with both stress levels and pain intensity. The findings from both studies underscore the role of anxiety, as a key contributor to the transition from AB to painful TMD. Awake bruxism, when associated with high psychological distress, appears not only as a behavioral marker but also as a potential amplifier of muscle fatigue and pain perception. These results support the integration of EMA in clinical assessment and highlight the importance of targeting psychological factors in preventive and therapeutic strategies for orofacial pain.Este estudo teve como objetivo avaliar o bruxismo em vigília (BV) por meio da avaliação ecológica momentânea (AME), identificando fatores como os psicológicos e somatossensoriais que podem contribuir para o desenvolvimento das disfunções temporomandibulares (DTM) dolorosas em indivíduos que apresentam comportamentos de BV. O primeiro estudo comparou 230 adultos divididos em dois grupos: indivíduos com DTM dolorosa (n=72) e controles assintomáticos (n=122). A AME foi utilizada ao longo de um período de 7 dias para captar, em tempo real, a frequência dos comportamentos de BV (músculos da mandíbula relaxados, contato dentário, apertamento, contração mandibular e ranger dos dentes). Testes de limiares de dor à pressão (LDP) e modulação condicionada da dor (CPM), foram realizados, juntamente com avaliações de fadiga muscular (força de mordida e tempo de resistência) e variáveis psicológicas (GAD-7, PSS, IDATE-T, IDATE-E). O segundo estudo concentrou-se em uma amostra de 72 pacientes com DTM dolorosa, estratificados em dois grupos com base nos escores T do GAD-7: um grupo com sintomas clinicamente elevados de ansiedade e outro com ansiedade normativa. A AME foi utilizada para registrar os comportamentos de BV, e os participantes responderam a questionários psicológicos para avaliação do estresse (PSS), depressão (PHQ-9) e catastrofização da dor (PCS). No primeiro estudo, o grupo com DTM apresentou uma frequência significativamente maior da frequência total de BV (77,8%) em comparação aos controles (45,5%), sendo o apertamento dentário e a contração mandibular os comportamentos mais frequentes. Os pacientes com DTM também apresentaram limiares de dor à pressão mais baixos, redução da força e da resistência muscular, além de escores mais elevados de ansiedade. A ansiedade (GAD-7) emergiu como o único preditor significativo de DTM dolorosa em indivíduos com BV. O segundo estudo confirmou esses achados; o grupo com ansiedade elevada apresentou frequência significativamente maior de BV, especialmente o apertamento dentário, além de escores mais altos de estresse, depressão e catastrofização. O comportamento de apertamento mostrou correlações moderadas tanto com os níveis de estresse quanto com a intensidade da dor. Ambos estudos ressaltam a importância dos fatores psicológicos, em especial a ansiedade, como fator associado no BV para o desenvolvimento de uma DTM dolorosa. O bruxismo em vigília, quando associado a altos níveis de sofrimento psicológico, parece atuar não apenas como marcador comportamental, mas também como um amplificador da fadiga muscular e da percepção dolorosa. Esses resultados apoiam a integração da EMA na avaliação clínica e reforçam a importância de abordar os fatores psicológicos nas estratégias preventivas e terapêuticas da dor orofacial

    Validação do uso de questionários, exame físico e aparelho portátil de eletromiografia para o diagnóstico do Bruxismo do Sono

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    The presented study intended to compare two methods for assessing Sleep Bruxism (SB): International Classification of Sleep Disorders diagnostic criteria (ICSD-3) and a portable single-channel electromyography (EMG) device (Grindcare) with gold standard polysomnographic (PSG) examination. The comparison with PSG was used to determine an appropriate cut-off value and the number of nights of sleep with the Grindcare device necessary for a valid/reliable SB diagnosis. Twenty consecutive post-graduate students and staff at Bauru School of Dentistry composed the sample. Each participant underwent interview, clinical assessment, the Grindcare for five consecutive nights and a PSG exam. The discrimination between bruxers and non-bruxers was based only on the PSG analysis. Data about electromyography per hour with Grindcare (EMG/h) and PSG (bursts/h) were scored. The validity of ICSD-3 criteria and the Grindcare device were assessed by using receiver operating characteristics (ROC) curve analysis (AUC), likelihood ratios (LR), the diagnostic odds ratio (DOR) and Bland-Altman analysis. The ICSD-3 diagnostic criteria items for SB had fair to moderate concordance with PSG diagnosis, with AUC ranging from 0.55 to 0.75. The best value of agreement was obtained by the report of SB more than once a week associated with a report of transient morning jaw muscle pain or fatigue with a moderate, but significant agreement with the PSG SB diagnosis (AUC=0.75) with 90% specificity, positive LR=6 and DOR=13.5. When the frequency of self-reported SB increased to more than 4 times per week, the combination of this finding with tooth wear had also high values of agreement with PSG SB diagnosis (AUC= 0.75, LR=6, DOR=13.6). Bland-Altman analysis of the EMG bursts/h showed positive agreement between Grindcare device and PSG exam. The ROC analyses also showed that using a minimum of 18 EMG/h for 3 nights and 19 EMG/h for 5 nights in Grindcare as cut-offs resulted in a 90% specificity and positive LR equal to 5. Since there is considerable heterogeneity in the results, the application of ICSD-3 for SB clinical diagnosis may be limited. Moreover, the Grindcare is able to predict SB diagnosed by PSG with a reasonable accuracy, when used for 3 or 5 consecutives nights, and it may be a valid choice in clinical practice for SB assessment.O presente trabalho comparou dois métodos de diagnóstico para Bruxismo do Sono (BS): critérios de diagnóstico da Classificação Internacional de Distúrbios do Sono (ICSD-3) e um aparelho portátil com um canal de eletromiografia (EMG) (Grindcare) com o exame padrão ouro, polissonografia (PSG). A comparação com a PSG foi utilizada para determinar valores de corte apropriados e o número de noites necessárias para diagnóstico do BS válido e confiável com o Grindcare. Vinte estudantes da pós graduação e funcionários da Faculdade de Odontologia de Bauru participaram da amostra. Cada participante se submeteu a entrevista, exame físico, uso do Grindcare por cinco noites consecutivas e exame de PSG. A descriminação entre participantes com e sem bruxismo foi baseado somente na análise da PSG. Dados sobre EMG por hora de uso do Grindcare (EMG/h) e PSG (bursts/h) foram anotados. A validade dos critérios ICSD-3 e do Grindcare foram avaliados pela análise da área sob a curva (ASC) ROC (receiver operating characteristics), razão de probabilidade (RP), razão de possibilidade de diagnóstico (RPD) e análise de Bland-Altman. Os itens do ICSD-3 para BS obtiveram pouca a moderada concordância com o diagnóstico por PSG, com ASC de 0,55 até 0,75. O melhor valor de concordância obtido foi o relato de BS mais do que uma vez na semana associado ao relato de dor transitória na musculatura mastigatória ou fadiga pela manhã com moderada, mas significativa concordância, (ASC=0,75) com especificidade de 90, RP positiva=6 e RPD=13,5. Quando a frequência do relato de BS aumentou para 4 vezes na semana, a combinação do relato com desgaste dentário também apresentou valores altos de concordância com o diagnóstico realizado através de PSG (ASC= 0,75, RP=6, RPD=13,6). A análise de Bland-Altman dos EMG bursts/h mostrou uma concordância positiva entre os resultados do Grindcare e PSG. A análise pela curva ROC também mostrou que, se utilizado o mínimo de 18 EMG/h por 3 noites e 19 EMG/h por 5 noites de uso do Grindcare como valores de corte, a especificidade do teste é de 90% e a RP positiva de 5. Como há considerável heterogeneidade nos resultados, a aplicação dos critérios de diagnóstico da ICSD-3 para BS pode estar limitada. Ainda, o aparelho Grindcare está apto a predizer BS diagnosticado pela PSG, quando utilizado por 3 ou 5 noites consecutivas, e pode ser um recurso válido para a prática clínica
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