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    Congresso Luso-Brasileiro de Direito e Desenvolvimento Sustentável

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    Maria Clara Calheiros/ Maria Miguel Carvalho/ Anabela Gonçalves/ Sónia Moreira/ Ana Flávia Messa (coords.), Congresso Luso-Brasileiro de Direito e Desenvolvimento Sustentável, EDUM/JusGov, 2023.Esta obra apresenta uma visão abrangente e atualizada sobre a relação entre o Direito e a Sustentabilidade, reunindo textos de especialistas em di versas áreas do Direito, que expressam, de uma forma muito resumida, algumas das suas reflexões sobre os desafios jurídicos incluídos na Agenda 2030 das Nações Unidas. Esta obra coletiva reflete a política interdisciplinar da investigação que neste é desenvolvida, bem como o desejo de promover o português como língua de ciência, reunindo textos de professores portugueses e brasileiros que, no contexto do desenvolvimento humano e social de forma ambientalmente sustentável, definem as prioridades e aspirações de desenvolvimento sustentável global para 2030, visando a efetivação plena de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais. As coordenadoras desta publicação agradecem a disponibilidade demonstrada pelos Colegas das Faculdades de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie (S. Paulo), da Universidade de Londrina, da Universidade do Porto e da Escola de Direito da Universidade do Minho para participar nesta iniciativa.Esta publicação é financiada por fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I. P., no âmbito do Financiamento UID/05749/2020

    Law and justice in the thought of João Maria Ferreira Sarmento Pimentel

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    Tese de Doutoramento em Ciências Jurídicas (Especialidade em Ciências Jurídicas Gerais)João Maria Ferreira Sarmento Pimentel: democrata e patriota, lutou pela palavra e pela ação na implantação de um Estado de Direito Democrático, justo e fraterno em Portugal. Debateu-se com dedicação, amor e patriotismo, contra os regimes ditatoriais portugueses da Ditadura Militar, da Ditadura Nacional e do Estado Novo os valores instituídos na Constituição da República Portuguesa de 1911. Homem de visão e de ideais republicanos, encontra no jusnaturalismo racional a via para evidenciar, através da tópica, a antítese entre um Direito Pensado e um Direito Obedecido e os seus reais efeitos na realidade individual e social num povo. Um problema contemporâneo que se reserva de rigorosa observação e interpretação no domínio dos conceitos, dos interesses e dos valores da pessoa e da dignidade humana. Apresenta como legado o primado do Direito Natural sobre o Direito Positivo, numa perspetiva problemática da identidade, autenticidade e expressividade cultural que são expressões da liberdade de espírito e que se traduzem na liberdade de pensamento, na liberdade de expressão e na liberdade de informação. Manifestações de direitos fundamentais que são o garante da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade. Defende que a justa solução na aplicação do Direito Positivo passa, grosso modo, por uma harmonização com um Direito Suprapositivo — o Direito Natural, precisamente. Para se atingir esta harmonia, que possibilitará estatuir uma perfeita justiça, deve o homem, inicialmente, passar por um processo de culturalização através da educação como emancipação da pessoa humana e ao abrigo de um conhecimento atual e revisado, permitindo colmatar a ignorância e permitir uma mudança de mentalidade pela palavra. Contudo, o garante deste processo de culturalização, que não é somente pedagogia, está necessariamente vinculado à política na medida em que somente através de processos políticos e legislativos poderá o homem garantir este primado do direito natural da culturalização. Encontra na Constituição da República a justa representação ontológica do pluralismo jurídico. A reprodução dos direitos fundamentais, dos direitos humanos, das liberdades, dos direitos e das garantias do cidadão, desde que estatuídas em valores humanísticos e no interesse geral e realista do cidadão e da sociedade, bem como a estatuição dos poderes e limites da atividade política, evidenciam-se num molde da atividade política fomentada numa Ética Comum como instrumento de combate às falaciosas representações políticas, das quais se inclui necessariamente as representações legislativas, como estímulo à Concórdia Política e à Concórdia Legislativa. Uma democracia em ação, precisamente. Só resoluto o domínio problemático da cultura e da política, valores e convicções se poderá caminhar para uma identidade de perfeição da justiça, do direito e da democracia. Ideia natural e fundamental que se impõe à consciência do Homem, culminando no pleno uso dos direitos, liberdades e garantias. Todavia é ao direito internacional, como direito universal, e às instituições internacionais judiciais que reserva a solução, como vontade universal, para todos os domínios problemáticos entre Cultura, Política e Justiça.João Maria Ferreira Sarmento Pimentel: a Patriot and a Democrat, who fought with words and actions in the implementation of a fair and fraternal democratic constitutional state. With dedication, love and patriotism he advocated against the National Dictatorship and New State dictatorial portuguese regimes, the values established in the Constitution of the Portuguese Republic of 1911. Seen as a man of republican ideals and vision, find the rational jusnaturalism to show, through the topical, the antithesis between the Thought Law and the Obeyed Law and their real effects on a people’s individual and social realities, a contemporary issue which is of strict observation and interpretation in the field of concepts, interests and values of the person and human dignity. The primacy of Natural Law over Positive Law, in a perspective problem of identity, authenticity and cultural expressiveness, i.e. expressions of freedom of spirit, which translate to freedom of thought, freedom of expression and freedom of information, are his legacy — demonstrations of fundamental rights which guarantee liberty, equality and fraternity. He argues that the fair solution in Positive Law is achieved, roughly speaking, by a harmonisation with a suprapositive right — Natural Law, precisely. To achieve this harmony, which will make it possible to define a perfect justice, man should initially go through a process of culturalization and education as emancipation of the human person under a revised and up-to-date knowledge, addressing ignorance and allowing a change of mind by using words. However, to guarantee this culturalization process, which is not only pedagogy, it is necessary to link it to politics to the extent that only through political and legislative processes can one ensure the primacy of natural law. He finds in the Constitution of the Portuguese Republic a fair representation of the ontological of legal pluralism. The reproduction of fundamental rights, human rights, freedom, assurances and rights of the citizens, provided that they are present in humanistic values and in the general interest and realistic of the citizen and society, as well as the establishment of the powers and limits of political activity showing a pattern of sustained political activity in a Common Ethics as an instrument to fight against fallacious political representations, which necessarily include legislative representations, as a stimulus to Political Harmony and Legislative Concord, a democracy in action, precisely. Only when the problematic domain areas of culture and politics, values and beliefs are solved, can one move towards a perfect Justice, Law and democracy, a natural and fundamental idea in man’s consciousness, culminating in the full use of the rights, liberties and assurances. However, it is the international law, as a universal law, and the international judicial institutions that hold a solution, as a universal will, to all problem between Culture, Politics and Justice

    Cruzamentos entre Direito e Ciência: pensando o regime da prova pericial no ordenamento jurídico português

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    Tese de doutoramento em Ciências Jurídicas (especialidade em Ciências Jurídicas Gerais)Hoje é por todos reconhecida a crescente importância da prova pericial no funcionamento dos sistemas judiciais contemporâneos. Porém, o seu uso frequente, massivo e diverso, coloca sérios desafios ao modelo de administração de justiça entre nós vigente. De entre estes será de destacar, por imediato, a (inconsciente) reconfiguração do modelo institucional e probatório que agora parece já fundado na autoridade dos peritos na medida em que a crescente produção de conhecimento científico tende a gerar o risco de substituição do trabalho jurisdicional pelo trabalho dos peritos. Por sua vez, a dependência epistémica dos atores judiciais tende a culminar numa aceitação acrítica da autoridade de qualquer afirmação que seja descrita como científica e, por conseguinte, mostra-se generalizada a crença de que as decisões judiciais apoiadas em provas científicas são inquestionáveis ou irrefutáveis. Na prática judiciária verifica-se que os juízes tendem a reduzir os seus esforços argumentativos para motivar racionalmente a decisão, bastando-se com a remissão para o relatório pericial sempre que a ele há lugar, crendo que à decisão será atribuída uma autoridade epistemologicamente distinta. A falta de controlo judicial sobre a qualidade de informação apresentada pelos peritos não só acarreta um enfraquecimento no sistema de garantias na apreciação dos factos e na aplicação do Direito, como se pode mostrar contrária às finalidades da prova judicial e pode afetar as bases sobre as quais se constrói a legitimidade das decisões judiciais. As marcas do nosso tempo, como a hiperespecialização desagregadora, a democratização do ensino e a complexidade dos factos que hoje são levados a decidir nos tribunais, potenciam todos estes reptos, que não são meramente teóricos. De facto, a história da prática do uso da prova científica está repleta de exemplos de conhecimento não confiável produzido e aceite como científico e ainda hoje nas salas dos tribunais esses exemplos vão-se repetindo. A análise da práxis judiciária que desenvolvemos e os estudos empíricos disponíveis na literatura justificam estas nossas preocupações. Na presente investigação procuramos discutir a (des)adequação da configuração processual da prova pericial aos propósitos da prova e ao modelo de administração da justiça que atribui, em exclusivo, a função jurisdicional ao tribunal. Partindo de uma análise epistemologicamente cunhada que nos levou a atribuir um caráter testemunhal à prova pericial, discutimos os pressupostos em que se funda o regime legal da prova pericial. Concluindo que o regime atual não serve os propósitos da prova e que tende a permitir uma atitude deferencial que não se coaduna com os princípios que justificam a exclusividade da função jurisdicional, desenvolvemos, ao abrigo de experiência comparada, alguns contributos para o aperfeiçoamento do regime jurídico da prova pericial no ordenamento jurídico português.Today, the increasingly importance of expert evidence on the contemporary judicial systems is unanimously recognized. However, its frequent, massive and diverse usage poses serious dangers to the current model of administration of justice. Among the various dangers, it is worth highlighting the (unconscious) reconfiguration of the institutional and evidentiary model that now seems to be based on the authority of experts, insofar as the growing production of scientific knowledge tends to generate the risk of replacing jurisdictional work with experts' work. Moreover, the epistemic dependence of judicial actors leads to an uncritical acceptance of any statement that is described as scientific and, therefore, it becomes widespread the belief that judicial decisions supported by scientific evidence are unquestionable or irrefutable. In judicial practice, judges tend to reduce their argumentative efforts to reason on the decision, relying only on referring to the expert report whenever there is room for it, believing that the decision will be attributed an epistemologically distinct authority. The lack of judicial control over the quality of the information presented by the experts not only weakens the system of guarantees in the assessment of the facts and in the application of the Law, but can also prove to be contrary to the purposes of judicial evidence and can affect the bases on which the legitimacy of judicial decisions is created. The hallmarks of our time, such as the hyperspecialization, the democratization of teaching and the complexity of the facts that today are presented in the courts, enhance all these challenges, which are not merely theoretical. In fact, the historically the usage of scientific evidence is full of examples of unreliable knowledge produced and accepted as scientific and even today in courtrooms these examples are repeated. Therefore, our concerns are even more justified by the analysis of judicial praxis here developed and the empirical studies available in the literature. In this investigation, we seek to discuss the (inadequacy) adequacy of the procedural configuration of expert evidence to the purposes of the evidence and to the model of administration of justice that assigns, exclusively, the jurisdictional function to the court. Starting from an epistemologically coined analysis that led us to assign a testimonial character to expert evidence, we discuss the assumptions on which the legal regime of expert evidence is based. We conclude that the current regime does not serve the purposes of evidence and that it tends to allow a deferential attitude that is not in line with the principles that justify the exclusivity of the jurisdictional function, we develop, based on comparative experience, some contributions to the improvement of the legal regime of expert evidence in the Portuguese legal system

    Subjectivity in judicial decision-making

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    Dissertação de mestrado em Direito JudiciárioAnalisa-se até que ponto o acto de julgar pode ser visto como um acto individual, levado a cabo por um sujeito, situado num dado tempo e espaço, capaz de emitir juízos e valorações. Neste estudo, coloca-se em causa a discussão em torno da decisão judicial e da presença de subjectividade no acto de julgar, aquando da livre apreciação da prova. Através de uma abordagem jurídica, complementada pelos contributos dados pela Neurociência, acerca dos processos de tomada de decisão, procura-se compreender o papel desempenhado pela emoção na racionalidade de uma decisão. Considerou-se que essa decisão judicial pode ser a lei associada à vontade do juiz e, ainda assim, produto da racionalidade.It is analyzed to what extent the act of judging can be seen as an individual act, carried out by a subject, located in a given time and space, capable of issuing judgments and evaluations. In this study, the discussion about the judicial decision and the presence of subjectivity in the act of judging, when freely assessing the evidence, is called into question. Through a legal approach, complemented by the contributions made by Neuroscience, about the decision-making processes, we try to understand the role played by emotion in the rationality of a decision. It was considered that this judicial decision may be the law associated with the will of the judge and, nevertheless, the product of rationality

    The evidence in criminal proceedings, through indirect evidence, in confrontation with the accused's right to silence

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    Dissertação de mestrado em Direito Judiciário (Direitos Processuais e Organização Judiciária)O presente relatório de atividade profissional é apresentado no âmbito do ciclo de estudos conducentes ao grau de Mestre, no âmbito do “Mestrado em Direito Judiciário – Direitos Processuais e Organização Judiciária”, na Escola de Direito da Universidade do Minho, ao abrigo do disposto no ponto 3 do Despacho RT n.º 38/2011, de 21 de Junho, tendo sido aprovada a competente creditação da formação adquirida na respetiva licenciatura, que nos isentou da parte escolar do mestrado. Por esse motivo, o relatório inicia-se com a descrição da formação académica e profissional da sua autora, seguindo-se a descrição pormenorizada da atividade profissional desenvolvida, incluindo a duração da mesma, os locais onde foi e é atualmente exercida, com menção aos despachos e decisões proferidas, sendo ainda feita uma referência ao nível de desempenho alcançado, tendo por base relatórios elaborados no termo de inspeções a que foi sujeita. Em seguida, segue a abordagem ao tema escolhido, iniciando-se esta pela análise sucinta dos meios de prova previstos na lei processual penal portuguesa, bem como pela indicação de alguns princípios orientadores da valoração dos meios de prova e da fundamentação da decisão, passando-se depois à análise do depoimento indireto, e concretamente, à possibilidade de valoração dele quando, sendo a sua fonte o próprio arguido, em sede de audiência de discussão e julgamento, este mesmo arguido se remete ao silêncio. Nesta perspetiva, e face à atualidade e relevância jurídica da questão, tendo em conta os meios de prova admissíveis no processo penal português, o princípio da livre apreciação da prova e os seus limites e restrições, o princípio da presunção da inocência e o direito fundamental ao silêncio conferido ao arguido, além da indicação das posições da doutrina e da jurisprudência nacional, analisar-se-á também sucintamente uma decisão proferida pela signatária, no âmbito da sua profissão, com aplicação e análise deste meio de prova, de onde resulta a sua posição pessoal quanto a esta questão.This professional activity report is made in the course of the course of study leading to the degree of Master under the "Masters in Judiciary Law - Procedural Law and Judicial Organization", at the Law School of the University of Minho, according to the provisions of paragraph 3 of Order RT-38/2011, of June 21st. The accreditation of the training acquired in the corresponding Graduate course had already been provided, has exempted us from the scholar part of the Masters course. Therefore, the report starts with a description of the academic and professional training of its author, followed by a detailed description of its professional activity, including its duration, the locations where it was and is currently exercised, mentioning the orders and decisions rendered, and even made a reference to the level of performance achieved, based on reports on inspections of the term to which i was subjected. Then follows the approach to the topic chosen, starting this brief analysis of the evidence referred to in the Portuguese criminal procedural law as well as the indication of some guiding principles of evaluation of the evidence and the reasons for the decision, by passing if after the analysis of indirect testimony, and specifically, the possibility of it when valuation, and its source the very defendant in thirst for audience discussion and trial, this same defendant is referred to silence. In this perspective, and given the current and legal significance of the issue, taking into account the evidence admissible in Portuguese criminal proceedings, the principle of free assessment of evidence and its limits and restrictions, the principle of presumption of innocence and the fundamental right to silence given to the defendant, in addition to indicating the positions of doctrine and national jurisprudence, analyze It will also briefly a judgment given by the signatory, as part of their profession, to the application and analysis of this evidence, which factors result in his personal position on this issue

    A prova por reconhecimento pessoal: análise critica multidisciplinar

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    Dissertação de mestrado em Direito Judiciário – Direitos Processuais e Organização JudiciáriaA importância da prova por reconhecimento pessoal é reconhecida a nível mundial tornando-se imprescindível o seu estudo. Entender o modo como esta funciona bem como quais os mecanismos que a podem influenciar são essências de modo a garantir julgamentos mais justos e fiáveis, despistando desta forma todos os erros passiveis de influenciar um reconhecimento pessoal. A memória aparece em primeiro plano no que aos erros diz respeito, contudo não podemos deixar de parte todos aqueles que são gerados, consciente ou inconscientemente, pelos agentes aquando do desenvolvimento de uma investigação. Todos estes erros podem ser minimizados de modo a que a confiança do testemunho dado no momento do reconhecimento pessoal não seja abalada.The importance of the eyewitness identification is recognized worldwide making it essential their study. Understanding how this works and what mechanisms can influence that, are the essence to ensure fairer and reliable judgments, dodging this way, all errors susceptible to influence an eyewitness identification. Memory appears in the foreground as concerns to errors, however we can’t leave aside all those that are generated, consciously or unconsciously, by the officers when they are developing an investigation. All these errors can be minimized and the confidence of the testimony given at the time of the eyewitness identification is not shaken

    (In)Admissibility of recordings and photographs as means of evidence in portuguese criminal procedure

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    Dissertação de mestrado em Direito Judiciário (Direitos Processuais e Organização Judiciária)A presente dissertação aborda a temática relacionada com a admissibilidade ou inadmissibilidade de imagens e gravações como meios de prova em processo penal, cada vez mais pertinente e atual face à era da globalização em que vivemos e ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de tecnologias audiovisuais. Face à atualidade do tema marcada, sobretudo, pelo progresso nos sistemas de comunicação e informação e, ainda, pela propagação do acesso às redes sociais, pretendemos com a presente dissertação abordar tais questões em sede de Direito Processual Penal, particularmente no âmbito da valoração de prova, quando esta seja constituída por gravações e imagens que comprovam a prática de um ilícito criminal e são aptas a identificar o autor ou autores do mesmo. Desde logo o título da presente dissertação leva-nos a admitir a dualidade de posições relativamente à captação de imagens e gravação de conversas e à sua utilização em processo penal. Estão em causa não só direitos fundamentais constitucionalmente consagrados, como os direitos à imagem, à palavra e à privacidade, mas também a salvaguarda das finalidades do Direito Processual Penal, que deve ser assegurada em qualquer procedimento criminal, sem que tal implique o sacrifício ou desapreço por aqueles direitos. A pertinência deste tema é justificada também pela controvérsia jurisprudencial suscitada acerca do mesmo, porventura, devido em parte a uma crescente adesão dos cidadãos à rede social “Facebook” desde o seu aparecimento, e à colocação de imagens, por vezes sem o conhecimento do visionado. Assim, propomos uma abordagem a este tema com incursão pela doutrina e jurisprudência, ao nível nacional e estrangeiro, por forma a apreciar as contendas que têm surgido nos Tribunais Superiores, bem como, a posição adotada por outros ordenamentos jurídicos, e os critérios e linhas orientadores que sustentam, de um lado, a admissibilidade de imagens e gravações como meios de prova e, do outro, a inadmissibilidade das mesmas.This dissertation deals with the issue related to the admissibility or inadmissibility of images and recordings as means of evidence in criminal proceedings, increasingly pertinent and current to the era of globalization in which we live and to the development and improvement of audiovisual technologies. In view of the relevance of the theme, above all, the progress made in communication and information systems and the spread of access to social networks, we intend with this dissertation to address such issues in Criminal Procedure Law, particularly in the field of valuation of evidence, when it consists of recordings and images that prove the practice of a criminal offense and are apt to identify the author or authors of the same. First of all, the title of this dissertation leads us to admit the duality of positions regarding the capture of images and recording of conversations and their use in criminal proceedings. Not only are fundamentally constitutional rights, such as rights to image, word and privacy, but also the safeguarding of the purposes of criminal procedural law, which must be guaranteed in any criminal procedure, without this implying the sacrifice or disapproval for those rights. The pertinence of this theme is also justified by the case law controversy raised about it, perhaps due in part to a growing citizen's adherence to the social network "Facebook" since its appearance, and to the placement of images, sometimes without the knowledge of the viewing. Thus, we propose an approach to this subject with incursion into doctrine and jurisprudence, at national and foreign levels, in order to assess the disputes that have arisen in the High Courts, as well as the position adopted by other legal systems, and the criteria and lines which support, on the one hand, the admissibility of images and recordings as evidence and, on the other, the inadmissibility of such images

    Filosofia Proudhoniana do Direito

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    Neste texto, a autora procura apresentar algumas reflexões sobre a importância do pensamento de Proudhon no contexto específico da filosofia do direito portuguesa, em especial, a que se produziu num momento histórico próximo ao tempo de vida deste autor, ou seja, no século XIX. Busca-se sobretudo um olhar para a sua obra que é feito à luz da filosofia do direito portu­guesa, tentando identificar os aspectos que esta tenha porventura ido beber às leituras de Proudhon. Todavia, acresce que não seria possível falar de forma coerente e substantiva sobre a influência da filosofia do direito de Proudhon em Portugal, no curto espaço de que dispomos, sem centrar a nossa análise no pen­ samento jurídico de um jusfilósofo em particular, Joaquim Maria Rodrigues de Brito, Professor da Faculdade de Leis da Universidade de Coimbra, no século XIX e autor de uma curta, mas interessante obra, cuja publicação criaria algumas "ondas de choque" no panorama da filosofia do direito portuguesa de então, dando origem, também no direito, a uma "questão coimbrã".info:eu-repo/semantics/publishedVersio

    Law and memory

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    Tese de Doutoramento em Ciências Jurídicas (especialidade Ciências Jurídicas Gerais)Desde as organizações sociais mais primitivas até as democracias atuais, indivíduos e grupos sociais buscam consagrar para a posteridade narrativas históricas que mais se compaginem com os seus interesses. Por vezes, para consagrar uma determinada narrativa, o Estado faz uso de instrumentos jurídicos, como leis de amnistia, decretos ou leis que criam comissões da verdade, leis de memória, decisões judiciais que estabelecem verdade histórica ou que são formatadas com vistas a influenciar a percepção histórica em relação ao tema analisado. Além de assumir diversas formas, a ingerência estatal na memória não se restringe às experiências tirânicas, ditatoriais ou totalitárias, mas se faz presente também nos Estados democráticos da atualidade, muitas vezes, com o beneplácito e a expressa recomendação de organismos internacionais. Sob os auspícios desses entes, a institucionalização da história ganhou status de direito humano (direito à verdade, direito a saber e direito à memória). Com arrimo nos direitos acima referidos, observa se uma ingerência estadual progressiva na seara histórica. Esta investigação analisa os fundamentos jurídicos de quatro formas ou instrumentos de intervenção estadual na memória e na história: comissões da verdade, amnistias, leis de memória e decisões judiciais que estabelecem verdade histórica. O primeiro capítulo trata dos momentos passivo (retentivo) e ativo (evocativo) da memória individual, do conceito e dos instrumentos da memória colectiva, do esquecimento e da sua relação com a história, a partir da análise bibliográfica de posições doutrinárias clássicas, contemporâneas e multidisciplinares sobre o tema. O segundo capítulo trata de panorama histórico, conceito, motivações, finalidades, efeitos e fundamentos jurídicos dos institutos acima referidos. Busca-se, dessa forma, responder à questão fundamental – deve o Estado elaborar, chancelar ou proibir narrativas históricas? Além das fragilidades jurídicas dos institutos estudados, a tese revela que a intervenção estadual nessa área costuma gerar uma série de efeitos deletérios à democracia.Since the beginning of social life in primitive societies, social organizations have applied efforts to disseminate and to perpetuate historical narratives that better serves the interests of the prevalent social groups, as well as to thwart adverse perspectives about the past. These official interventions on memory and history are present not only in tiranic and totalitarian regimes, but also in modern day democracies. Some of the governmental institutes dedicated to create, sponsor, protect or criminalize historical perspectives are wildly accepted and stimulated by international actors, such as the United Nations, Red Cross, Amnesty International, Concil of the European Union. In this context, the right to truth, right to know, among others, have been applied as justification for the creation of truth commissions and the approval of memory laws. Amnesties, on the other hand, stand highly controvertial for international organizations, as Amnesty International and, in many cases, the Inter-American Court of Human Rights, for example. This investigation aims at analising the juridical grounds of the institutes presented hereafter: truth commissions, amnesties, memory laws and judicial decisions that establish a historical truth. The first chapter is dedicated to the biological (individual), collective (social, cultural) and historical (history) memories. It stabilishes the concepts of passive (mneme) and active (anamnesis) conditions of memory, from the perspective of classical, contemporaneous and multidisciplinary doctrine. The chapter also analyses digital memory, as an important asset of the collective memory. History´s and memory main caracteristics are submitted to comparisson. The biological and social forgetting is put in light as an important and sometimes overestimated asset for judging, critical thinking, abstract thinking, learning, peace and reconciliation achieving. Finaly, we compare and stabilish relationships between biological memory, collective and history. The second chapter focuses on the study of the historical origins, definition, implications and legal grounds of the four aforementioned institutes of historical intervention, in order to elucidate how the intervene in history and, therefore, in memory and to analise the juridical grounds usually applied to support and promote their creation

    Swap: an analysis under the prespective of the actual financial crisis

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    Dissertação de mestrado em Direito dos Contratos e da EmpresaA elaboração de uma dissertação no âmbito do segundo ciclo de estudos, mais do que o culminar de um projeto de investigação pessoal dos mestrandos onde são aprofundados conhecimentos na área do saber que escolheram, reveste o especial desígnio de prestar um modesto contributo à comunidade jurídica. Neste sentido, é proposto o presente tema que se afigura como atual, em especial considerando o interesse e pertinência com que o mesmo se apresenta hoje, tanto à doutrina como à jurisprudência. E, desta feita, enunciamos desde já a principal questão à qual procuramos responder: poderemos, e em que termos, subsumir os contratos de swap ao regime da alteração superveniente das circunstâncias?The making of an essay/dissertation in the second cycle is more than the result of a research project of masters students where they in-depth knowledge in the area they have chosen. More than that, it covers the special purpose of providing a modest contribution to the legal community. In this vein, it is now proposed the present issue that shows itself as a current and one, especially when we consider the interest and the relevance that booth jurisprudence and doctrine offer to that subject in nowadays. Therefore, it will be stated the central matters which aim to answer with our thesis: can we, and in which conditions, subsume the swaps into the regime of the unexpected circumstances
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