10 research outputs found
Fotografia e patrimônio cultural: um passeio no tempo da memória
Durante o Congresso Internacional de Patrimônio Cultural e Sustentabilidade ocorreu a oficina Fotografia do Patrimônio Cultural
Edificado, da qual se organizou, com o resultado das imagens produzidas pelos participantes, o presente catálogo. O motivo para oferecer esta oficina está relacionado ao tema do Congresso, formulado a partir das discussões desenvolvidas em eventos
anteriores, dos quais dois ocorreram em cidades estrangeiras que associam o seu patrimônio cultural edificado à indústria do turismo.
Nessa indústria, a cidade retratada como um reflexo do passado é, presumivelmente, uma estratégia para atrair público.
O local onde ocorreu o evento está situado a poucas quadras de um dos Focos Especiais de Interesse Cultural pertencente à Área Especial de Interesse do Ambiente Cultural (AEIAC), assim definida no III Plano Diretor da cidade de Pelotas: a Praça Coronel Pedro Osório. No entorno dessa praça, encontra-se um conjunto de monumentos protegidos em diferentes níveis, que atribuem ao local um significado patrimonial evidente. Tais monumentos figuram em reiteradas imagens da cidade que exploram a sua condição histórica visualmente, tornando-os ícones de uma narrativa assertiva da cidade-museu.
O entorno dessa praça e ela própria receberam, em diferentes ocasiões, recursos para sua recuperação e tanto a praça como o largo do mercado público sediam eventos culturais de grande participação da população local. Fixada em imagens e animada por eventos, a Praça Coronel Pedro Osório pulsa como o coração histórico da cidade, certificado entre muitos agentes e diversos interesses. Em vista de tais considerações, foi proposta a oficina visualmente registrada neste catálogo. Foi uma boa ideia para o CIPCS, porque essa se coadunava à proposição dos seus eixos temáticos, dentre os quais havia aquele que buscava refletir sobre como os museus, podem ou conseguem promover ou intensificar a conexão entre eles próprios e as comunidades onde se encontram. Entendeu-se que essa oficina, apesar de sua brevidade, teria competência para sugerir pensamentos sobre os múltiplos significados do passado deste espaço determinado, cuja existência espelha sucessivos e diversos episódios, perceptíveis como marcas de muitos passados. Embora a oficina não buscasse transcender o visível - e, ainda que buscasse, não o atingiria dada a exiguidade de seu tempo de ocorrência-, logrou latejar a reflexão sobre uma cidade fixada em imagens fixas. E, utilizando o dispositivo mais habitual da contemporaneidade urbana, o smartphone, propiciou ao congressista participante da oficina uma visita exploratória da cidade histórica, através da sua percepção individual.
Foi, sem dúvida, uma experiência prazerosa e exitosa, como se apreende nas felizes imagens deste catálogo. No entanto, é imperativo afirmar que o êxito de um empreendimento tão vivo quanto breve deveu-se aos seus ministrantes. São três amantes da fotografia que a praticam há longo tempo e, especialmente, formados ou em formação no Programa de Pós-Graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural da Universidade Federal de Pelotas. Kátia Helena Rodrigues Dias é doutora nesse Programa, assim como Ubirajara Buddin Cruz é mestre e Rayza Roveda Ataides é mestranda. Nessas três pessoas aliou-se o gosto espontâneo e amoroso à fotografia com o conhecimento teórico dos princípios que definem o patrimônio. São praticantes da fotografia e estudiosos do patrimônio cultural. Não se poderia esperar menos êxito de uma reunião de personalidades tão apropriadas à proposta. Aos leitores deste catálogo, que o desfrutem e deixem-se passear na cidade do presente revelada pelos olhares sobre os vestígios do passado.Sem bols
Fotografia e patrimônio cultural: um passeio no tempo da memória
Durante o Congresso Internacional de Patrimônio Cultural e Sustentabilidade ocorreu a oficina Fotografia do Patrimônio Cultural
Edificado, da qual se organizou, com o resultado das imagens produzidas pelos participantes, o presente catálogo. O motivo para oferecer esta oficina está relacionado ao tema do Congresso, formulado a partir das discussões desenvolvidas em eventos
anteriores, dos quais dois ocorreram em cidades estrangeiras que associam o seu patrimônio cultural edificado à indústria do turismo.
Nessa indústria, a cidade retratada como um reflexo do passado é, presumivelmente, uma estratégia para atrair público.
O local onde ocorreu o evento está situado a poucas quadras de um dos Focos Especiais de Interesse Cultural pertencente à Área Especial de Interesse do Ambiente Cultural (AEIAC), assim definida no III Plano Diretor da cidade de Pelotas: a Praça Coronel Pedro Osório. No entorno dessa praça, encontra-se um conjunto de monumentos protegidos em diferentes níveis, que atribuem ao local um significado patrimonial evidente. Tais monumentos figuram em reiteradas imagens da cidade que exploram a sua condição histórica visualmente, tornando-os ícones de uma narrativa assertiva da cidade-museu.
O entorno dessa praça e ela própria receberam, em diferentes ocasiões, recursos para sua recuperação e tanto a praça como o largo do mercado público sediam eventos culturais de grande participação da população local. Fixada em imagens e animada por eventos, a Praça Coronel Pedro Osório pulsa como o coração histórico da cidade, certificado entre muitos agentes e diversos interesses. Em vista de tais considerações, foi proposta a oficina visualmente registrada neste catálogo. Foi uma boa ideia para o CIPCS, porque essa se coadunava à proposição dos seus eixos temáticos, dentre os quais havia aquele que buscava refletir sobre como os museus, podem ou conseguem promover ou intensificar a conexão entre eles próprios e as comunidades onde se encontram. Entendeu-se que essa oficina, apesar de sua brevidade, teria competência para sugerir pensamentos sobre os múltiplos significados do passado deste espaço determinado, cuja existência espelha sucessivos e diversos episódios, perceptíveis como marcas de muitos passados. Embora a oficina não buscasse transcender o visível - e, ainda que buscasse, não o atingiria dada a exiguidade de seu tempo de ocorrência-, logrou latejar a reflexão sobre uma cidade fixada em imagens fixas. E, utilizando o dispositivo mais habitual da contemporaneidade urbana, o smartphone, propiciou ao congressista participante da oficina uma visita exploratória da cidade histórica, através da sua percepção individual.
Foi, sem dúvida, uma experiência prazerosa e exitosa, como se apreende nas felizes imagens deste catálogo. No entanto, é imperativo afirmar que o êxito de um empreendimento tão vivo quanto breve deveu-se aos seus ministrantes. São três amantes da fotografia que a praticam há longo tempo e, especialmente, formados ou em formação no Programa de Pós-Graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural da Universidade Federal de Pelotas. Kátia Helena Rodrigues Dias é doutora nesse Programa, assim como Ubirajara Buddin Cruz é mestre e Rayza Roveda Ataides é mestranda. Nessas três pessoas aliou-se o gosto espontâneo e amoroso à fotografia com o conhecimento teórico dos princípios que definem o patrimônio. São praticantes da fotografia e estudiosos do patrimônio cultural. Não se poderia esperar menos êxito de uma reunião de personalidades tão apropriadas à proposta. Aos leitores deste catálogo, que o desfrutem e deixem-se passear na cidade do presente revelada pelos olhares sobre os vestígios do passado.Sem bols
Modelos e instrumentos de dinâmicas territoriais aplicadas ao patrimônio industrial: o caso de Pelotas/RS
O objetivo do trabalho é desenvolver inventário e cartografia dos territórios fabris do espólio das antigas fábricas de Pelotas e região, especificamente aquelas de produção alimentícia relacionadas com o patrimônio material e imaterial da tradição doceira da região
Modelos e instrumentos de dinâmicas territoriais aplicadas ao patrimônio industrial: o caso de Pelotas/RS
O objetivo do trabalho é desenvolver inventário e cartografia dos territórios fabris do espólio das antigas fábricas de Pelotas e região, especificamente aquelas de produção alimentícia relacionadas com o patrimônio material e imaterial da tradição doceira da região
Sistematização da coleção Ciências Domésticas: Fototeca Memória da UFPel
A atual Fototeca Memória da Universidade Federal de Pelotas surgiu com o título de Arquivo Fotográfico Memória da
Universidade Federal de Pelotas em junho de 2009, como projeto de extensão vinculado ao Museu de Arte Leopoldo
Gotuzzo. Em outubro de 2011 migrou para o Departamento de Museologia, Conservação e Restauro do Instituto de Ciências
Humanas, mantendo-se como projeto de extensão continuado, a partir de então vinculado aos Cursos de Museologia,
Bacharelado em Conservação e Restauro e Programa de Pós-Graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural. Foi
neste momento que o seu nome mudou para Fototeca em decorrência de sua missão em recolher e sistematizar coleções
fotográficas sobre a história da UFPel, tratando-as segundo os princípios da documentação museológica.
Os trabalhos de investigação gerados na Fototeca analisam as coleções fotográficas como suportes para a construção de
narrativas memoriais sobre as unidades fundadoras da UFPel, bem como as demais, surgidas após a fundação e investigam,
transversalmente, as relações entre a fotografia como documento e a memória da Instituição.
A principal meta da Fototeca é disponibilizar ao público o catálogo das coleções tratadas. Esta meta é cumprida por meio
da disponibilização através do site do projeto ou da reprodução em mídia eletrônica do catálogo ou ainda outras que
possam vir a oportunizar-se.Sem bols
Sistematização da coleção Ciências Domésticas: Fototeca Memória da UFPel
A atual Fototeca Memória da Universidade Federal de Pelotas surgiu com o título de Arquivo Fotográfico Memória da
Universidade Federal de Pelotas em junho de 2009, como projeto de extensão vinculado ao Museu de Arte Leopoldo
Gotuzzo. Em outubro de 2011 migrou para o Departamento de Museologia, Conservação e Restauro do Instituto de Ciências
Humanas, mantendo-se como projeto de extensão continuado, a partir de então vinculado aos Cursos de Museologia,
Bacharelado em Conservação e Restauro e Programa de Pós-Graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural. Foi
neste momento que o seu nome mudou para Fototeca em decorrência de sua missão em recolher e sistematizar coleções
fotográficas sobre a história da UFPel, tratando-as segundo os princípios da documentação museológica.
Os trabalhos de investigação gerados na Fototeca analisam as coleções fotográficas como suportes para a construção de
narrativas memoriais sobre as unidades fundadoras da UFPel, bem como as demais, surgidas após a fundação e investigam,
transversalmente, as relações entre a fotografia como documento e a memória da Instituição.
A principal meta da Fototeca é disponibilizar ao público o catálogo das coleções tratadas. Esta meta é cumprida por meio
da disponibilização através do site do projeto ou da reprodução em mídia eletrônica do catálogo ou ainda outras que
possam vir a oportunizar-se.Sem bols
Sistematização da Coleção Carte de Visite Fototeca Memória da UFPel
A coleção Carte de Visite é composta por 91 fotografias históricas produzidas na região sul do Rio Grande do Sul a partir da segunda metade do
século XIX. Majoritariamente constituída por retratos fotográficos datados entre os anos de 1860 e 1880, essas imagens foram produzidas em
ateliês fotográficos da época. Em 2023, a coleção ingressou à Fototeca do Departamento de Museologia, Conservação e Restauração por meio de
uma doação particular feita pela senhora Mirsca Simões Lopes. Posteriormente, passou por ações de preservação de acervos fotográficos
realizadas por alunos da disciplina de “Introdução à Conservação de Fotográfica” sob a orientação da professora Francisca Ferreira Michelon.
Após a conclusão dessas ações, a coleção sistematizada foi integrada ao acervo institucional da Fototeca.
Originário do francês, carte de visite significa cartões de visita, os quais tinham como objetivo presentear amigos e familiares, um hábito comum
naquela época. As cartes de vistes da coleção, são retratos produzidos em papel albuminado montados sobre papel cartão com dimensões
aproximadas de 6 cm por 9 cm. Esse formato, além de ser mais econômico, era ideal para ser transportado, cabendo nos bolsos de paletós e
pequenas bolsas. Importa destacar que na coleção há quatro exemplares de cartes de gabinete, os quais se diferenciam dos cartes de visite por
seu tamanho um pouco maior, 11 cm por 16,5 cm.
Ao todo foram identificados dez fotógrafos, Auguste Amoretty, Baptista Lhullier, Carlos Serres e Irmão, Carlos Grunewall, Eduardo Wilhelmy, Fillat,
Giovannini & Greco, Jorge Wetzwel, Renouleau, Masoni, além de um conjunto com trinta e uma fotografias sem identificação de autoria. São
retratos individuais ou de duplas, de corpo inteiro ou busto que além de servirem ao propósito de serem objetos recordatórios, eram utilizados
para presentear parentes e amigos como uma lembrança em sinal da amizade e carinho. Geralmente, na parte de trás desses cartões, vinham
dedicatórias e o timbre com informações sobre o fotógrafo, autor da imagem e do ateliê fotográfico onde as imagens foram produzidas.Sem bols
Sistematização da Coleção Carte de Visite Fototeca Memória da UFPel
A coleção Carte de Visite é composta por 91 fotografias históricas produzidas na região sul do Rio Grande do Sul a partir da segunda metade do
século XIX. Majoritariamente constituída por retratos fotográficos datados entre os anos de 1860 e 1880, essas imagens foram produzidas em
ateliês fotográficos da época. Em 2023, a coleção ingressou à Fototeca do Departamento de Museologia, Conservação e Restauração por meio de
uma doação particular feita pela senhora Mirsca Simões Lopes. Posteriormente, passou por ações de preservação de acervos fotográficos
realizadas por alunos da disciplina de “Introdução à Conservação de Fotográfica” sob a orientação da professora Francisca Ferreira Michelon.
Após a conclusão dessas ações, a coleção sistematizada foi integrada ao acervo institucional da Fototeca.
Originário do francês, carte de visite significa cartões de visita, os quais tinham como objetivo presentear amigos e familiares, um hábito comum
naquela época. As cartes de vistes da coleção, são retratos produzidos em papel albuminado montados sobre papel cartão com dimensões
aproximadas de 6 cm por 9 cm. Esse formato, além de ser mais econômico, era ideal para ser transportado, cabendo nos bolsos de paletós e
pequenas bolsas. Importa destacar que na coleção há quatro exemplares de cartes de gabinete, os quais se diferenciam dos cartes de visite por
seu tamanho um pouco maior, 11 cm por 16,5 cm.
Ao todo foram identificados dez fotógrafos, Auguste Amoretty, Baptista Lhullier, Carlos Serres e Irmão, Carlos Grunewall, Eduardo Wilhelmy, Fillat,
Giovannini & Greco, Jorge Wetzwel, Renouleau, Masoni, além de um conjunto com trinta e uma fotografias sem identificação de autoria. São
retratos individuais ou de duplas, de corpo inteiro ou busto que além de servirem ao propósito de serem objetos recordatórios, eram utilizados
para presentear parentes e amigos como uma lembrança em sinal da amizade e carinho. Geralmente, na parte de trás desses cartões, vinham
dedicatórias e o timbre com informações sobre o fotógrafo, autor da imagem e do ateliê fotográfico onde as imagens foram produzidas.Sem bols
Fotografia e patrimônio industrial: a paisagem da produção industrial de Pelotas
A zona do Porto de Pelotas é semelhante a de outras cidades portuárias, ou é assim porque reflete a cidade na qual se encontra. E as cidades, por mais que se pareçam, não são iguais. Seus portos, também. Cada um tem a sua história, apesar de terem a mesma função, de só serem portos porque estão a margem de águas, de serem lugar de serviços, de partida e de chegada, de muitas vezes, estarem no meio do caminho. São particulares a cada tempo da sua trajetória. E por isso mesmo, são lugares onde o ambiente registra as tecnologias de cada época: tecnologias construtivas, tecnologias industriais, urbanísticas, de transporte, de comércio e assim por diante. As zonas portuárias podem ser, portanto, se preservadas nesse sentido, um catálogo de como e do quanto a cidade funcionava em função do seu Porto.Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul - FAPERG
Fotografia e patrimônio industrial: a paisagem da produção industrial de Pelotas
A zona do Porto de Pelotas é semelhante a de outras cidades portuárias, ou é assim porque reflete a cidade na qual se encontra. E as cidades, por mais que se pareçam, não são iguais. Seus portos, também. Cada um tem a sua história, apesar de terem a mesma função, de só serem portos porque estão a margem de águas, de serem lugar de serviços, de partida e de chegada, de muitas vezes, estarem no meio do caminho. São particulares a cada tempo da sua trajetória. E por isso mesmo, são lugares onde o ambiente registra as tecnologias de cada época: tecnologias construtivas, tecnologias industriais, urbanísticas, de transporte, de comércio e assim por diante. As zonas portuárias podem ser, portanto, se preservadas nesse sentido, um catálogo de como e do quanto a cidade funcionava em função do seu Porto.Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul - FAPERG
