1,721,099 research outputs found
The earliest ostracoda record from Brazil: Vila maria formation, rio ivaí group, paraná basin, central Brazil
Two species of Ostracoda are described for the first time from the parastratotype-section of Vila Maria Formation; this section is 30 m thick, located on the northern border of the Paraná Basin. The Vila Maria Formation records the Upper Ordovician-Lower Silurian boundary of the Paraná Basin in Bom Jardim de Goiás, State of Goiás, central Brazil. The new species represents the earliest Ostracoda occurrence from Brazilian strata. Delicate internal and external molds of isolated valves are abundant in the basal portion of the parastratotype-section of Vila Maria Formation. This interval comprises black shales that record post-glacial marine transgression, overlapping the Upper Ordovician glacial sequence of the Iapó Formation. The paleogeographic reconstruction indicates that deposition of the basal portion of the Vila Maria Formation took place in high-latitude, cool water conditions at the margin of Gondwana, under similar environmental conditions to the Djeffara Formation in the Ghadames Basin and the Tichitt Group in the Taoudeni Basin, both in the Northern Africa.Duas espécies de Ostracoda têm ocorrências inéditas descritas a partir da seção-tipo suplementar da Formação Vila Maria, seção que tem 30 m de espessura, localizada na borda norte da Bacia do Paraná. A Formação Vila Maria está posicionada no limite Ordoviciano Superior-Siluriano inferior da Bacia do Paraná na região de Bom Jardim de Goiás, Estado de Goiás, Brasil central. As novas espécies descritas representam a ocorrência mais antiga de Ostracoda de estratos brasileiros. Moldes internos e externos de valvas isoladas são abundantes na porção basal da seção-tipo suplementar da Formação Vila Maria. Este intervalo é constituído por folhelhos pretos representando a transgressão marinha pós-glacial, sobrepostos aos diamictitos da Formação Iapó, que representa a sequência glacial do Neordoviciano na Bacia do Paraná. A reconstrução paleogeográfica indica que a deposição da porção basal da Formação Vila Maria ocorreu sob condições de altas latitudes e águas frias na margem de Gondwana, onde atualmente se localiza a América do Sul, sob condições semelhantes àquelas das Formações Djeffara na Bacia de Ghadames e Tichitt Group na Bacia do Taoudeni onde atualmente se localiza a porção norte da África.Fil: Adôrno, Rodrigo Rodrigues. Serviço Geológico do Brasil; BrasilFil: Do Carmo, Dermeval Aparecido. Universidade do Brasília; BrasilFil: Salas, Maria Jose. Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas. Centro Científico Tecnológico Conicet - Córdoba. Centro de Investigaciones en Ciencias de la Tierra. Universidad Nacional de Córdoba. Facultad de Ciencias Exactas Físicas y Naturales. Centro de Investigaciones en Ciencias de la Tierra; Argentina. Universidad Nacional de Córdoba. Facultad de Ciencias Exactas Físicas y Naturales. Centro de Investigaciones Paleobiológicas; ArgentinaFil: Zabini, Carolina. Universidade Estadual de Campinas; BrasilFil: Assine, Mario Luis. Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho; Brasi
The first record of Hirnantian Ostracoda in South America: Implications for the biostratigraphy and paleozoogeography of the Paraná basin
Herein is reported the first occurrence of ostracodes from the Iapó Formation, an uppermost Ordovician unit of the Rio Ivaí Group in the Paraná basin, Brazil. Two ostracode species were identified in the Três Barras Farm section: Harpabollia harparum (Troedsson, 1918) and Satiellina paranaensis Adôrno and Salas in Adôrno et al., 2016 were recovered from dropstone-bearing shale overlying glaciogenic diamictites, a feature typical of Hirnantian (uppermost Ordovician) strata throughout Gondwana. The taxonomy of the Genus Harpabollia, as well as its type species Harpabollia harparum, was reviewed, and emended and new diagnoses were respectively proposed for each taxon. Occurrences of Harpabollia harparum and Satiellina species were common in areas influenced by cold waters. Additionally, the occurrence of Harpabollia harparum, an index species to the uppermost Ordovician of several stratigraphic units in Baltica and southern Gondwana, allowed us to infer a Hirnantian age for the deposits of the Iapó Formation. Other than being associated with Harpabollia harparum in Iapó Formation of the Paraná basin, Satiellina paranaensis is also found in lower levels of the Vila Maria Formation; therefore, these are also considered Hirnantian in age. Above these lower levels of the Vila Maria Formation, a well-dated Rhuddanian (lowermost Llandovery, Silurian) palynomorph assemblage is observed within the formation. These occurrences are evidence of a continuous process of sedimentary deposition during the Ordovician-Silurian transition in the Paraná basin.Fil: Gonçalves, Lívio Reily De Oliveira. Universidade do Brasília; BrasilFil: Do Carmo, Dermeval Aparecido. Universidade Do Brasilia. Instituto de Geociencias; BrasilFil: Salas, Maria Jose. Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas. Centro Científico Tecnológico Conicet - Córdoba. Centro de Investigaciones en Ciencias de la Tierra. Universidad Nacional de Córdoba. Facultad de Ciencias Exactas Físicas y Naturales. Centro de Investigaciones en Ciencias de la Tierra; ArgentinaFil: Rodrigues Adôrno, Rodrigo. Universidade do Brasília; Brasil. Center for Technological Development; BrasilFil: Meidla, Tõnu. University of Tartu; EstoniaFil: Denezine, Matheus. Universidade do Brasília; BrasilFil: Rodrigues, Lívia Cardoso Da Silva. Universidade Do Brasilia. Instituto de Geociencias; BrasilFil: Assine, Mario Luis. Universidade Federal de Sao Paulo; BrasilFil: Antonietto, Lucas Silveira. Universidade Do Brasilia. Instituto de Geociencias; Brasi
Stratigraphic aspects of the pre-carboniferous sequences in the Paraná Basin, Brazil
O registro pré-Carbonífero da Bacia do Paraná é composto por duas seqüências estratigráficas limitadas por discordâncias regionais, que constituem dois ciclos de 2ª ordem: Ordoviciano/Siluriano e Devoniano. No Ordoviciano Superior/Siluriano Inferior (Gr. Rio Ivaí) foram caracterizadas duas seqüências deposicionais: 1) a inferior, considerada de idade caradociana - ashgilliana, compreende arenitos de tratos de sistemas transgressivo e de mar alto da Fm. Alto Garças, que apresentam mergulho deposicional para oeste em direção às bacias do Chaco; 2) a seqüência neo-ashgilliana - llandoveriana inicia-se com as fácies subglaciais da Fm. Iapó, correlacionadas com a glaciação gondwânica neo-ashgilliana. Folhelhos pós-glaciais da Fm. Vila Maria constitutem trato de sistemas transgressivo, com superfície de máxima inundação no Llandoveriano Inferior. A seção de topo da Fm. Vila Maria registra tendência regressiva, que culminou com a geração de discordância generalizada no Siluriano Superior. No Devoniano (Gr. Paraná) foram caracterizadas três seqüências deposicionais: 1) a seqüência basal, de presumida idade lochkoviana, resultou de rápida transgressão sobre embasamento peneplanizado, em onlap de oeste para leste, fenômeno que gerou espaço para acomodação de tratos psamíticos de sistemas transgressivo e de mar alto (partes inferior e média da Fm. Furnas). A existência de traços fósseis de trilobita corrobora a interpretação de ambientes marinhos para a Fm. Furnas; 2) fácies conglomeráticas de trato de sistemas de mar baixo (parte superior da Fm. Furnas) marcam o início da seqüência praguiana - eifeliana. O empilhamento é transgressivo na transição entre as formações Furnas e Ponta Grossa, com superfície de máxima inundação no Emsiano Superior (Mb. Jaguariaíva). O Eifeliano é caracterizado por trato de mar alto com empilhamento regressivo progradacional (Mb. Tibagi). Tectonismo sinsedimentar foi responsável pela individualização de altos internos e marginais, resultando no levantamento inicial do Arco de Assunção e na compartimentação das sub-bacias de Apucarana e Alto Garças; 3) a base da seqüência givetiana-frasniana (Mb. São Domingos) é caracterizada por rápida inundação, com presença de lags transgressivos, à qual se associa o ingresso de águas quentes e o declíneo da fauna malvinocáfrica. A superfície de máxima inundação no Givetiano corresponde à máxima transgressão no Devoniano da Bacia do Paraná. Análise regional permitiu verificar a aplicabilidade da divisão tripartite da Fm. Ponta Grossa em toda a bacia. Na faixa de afloramentos no Estado de Goiás o Mb. Jaguariaíva não ocorre e o contato com a Fm. Furnas é discordante, com presença de lags transgressivos. Na Chapada dos Guimarães a parte superior da Fm. Furnas de autores prévios foi reclassificada como Fm. Ponta Grossa. A seqüência devoniana é desigualmente preservada e recoberta em discordância levemente angular por unidades westphalianas do Gr. Itararé. As seqüências ordovício-siluriana e devoniana são aproximadamente cronocorrelatas às orogenias pré-andinas Oclóyica (Ordoviciano Superior/Siluriano Inferior) e Chanica (Devoniano Médio/Mississipiano Inferior), evidenciando correspondência entre eventos de subsidência na bacia e orogenias nas bordas da placa.The pre-Carboniferous record of the Paraná Basin is composed of two stratigraphic sequences bounded by regional unconformities: 1) Ordovician-Silurian sequence, and 2) Devonian sequence. The Ordovician-Silurian stratigraphic sequence (Rio Ivaí Group) is characterized by two depositional sequences. The oldest one (Caradocian/Ashgillian) is made up of sandstones (Alto Garças Formation), dipping westward to the Chaco basin, herein interpreted as transgressive and highstand systems tracts. The youngest sequence (Neoashgillian/Llandoverian) begins with subglacial facies of the Iapó Formation, a correlative of several Gondwana Neoashgillian glacial records. The shales of the Vila Maria Formation (Lower Llandoverian) are the post-glacial flooding record and comprise the maximum flooding surface of the transgressive systems tracts. The upper section of the Vila Maria Formation records the regressive facies and a widespread unconformity in the Late Silurian. The Devonian stratigraphic sequence (Paraná Group) is made up of three depositional sequences: 1) the lowermost one (Lochkovian?) records, from west to east, a coastal onlap over the basement comprising the transgressive and highstand systems tracts of the Furnas Formation (lower and middle sections). The presence of trilobite trace fossils in the Furnas Formation are important diagnosis for its marine environment. 2) The middle sequence (Praguian/Eifelian) is composed of conglomerates of lowstand system tract and transgressive facies toward the contact zone with Ponta Grossa Formation. The maximum flooding surface was in the Late Emsian during the deposition of the Jaguariaíva Member. The Eifelian (Tibagi Member) is characterized by a progradational regressive stacking, typical of highstand systems tracts. Sinsedimentary tectonics were responsible for creating internal and marginal highs, such as the Asuncion Arch, and sub-basins such as the Apucarana and Alto Garças. 3) The uppermost sequence (Givetian/Frasnian) is a transgressive sequence (São Domingos Member) associated with warm currents bringing about the decline of the Malvinokaffric fauna. The Givetian maximum flooding surface overlaps the maximum transgression of the Devonian in the Paraná basin. The Devonian sequence is separated from the Itararé Group (Westphalian) by a slightly angular unconformity. The regional analysis performed in this work has also aimed the practical application of the three-fold subdivision of the Ponta Grossa Formation. It has been observed that the Jaguariaíva Member does not occur in the outcrop area of Goiás State and that the contact with the Furnas Formation, in that area, is discordant with transgressive lags. In the Chapada dos Guimarães area, Mato Grosso State, the upper part of the Furnas Formation of previous authors was reclassified as Ponta Grossa Formation. The Ordovician-Silurian and Devonian sequences in the Paraná Basin are chronocorrelated to the Oclóyica (Late Ordovician/Early Silurian) and Chanica (Middle Devonian/Early Mississippian) pre-Andean orogenic phases, showing correspondence between intraplate subsidence and orogenies in the plate edges
Sedimentação na bacia do Pantanal Mato-Grossense, Centro-Oeste do Brasil
The Pantanal is a Quaternary sedimentary basin located at the left margin of the Upper Paraguay River, west-central Brazil. Basin infilling was mainly by siliciclastic sediments and the stratigraphic succession exhibits an overall finingupward pattern. The depositional system tract is composed by a large meandering fluvial plain and several marginal alluvial fans, being the Taquari megafan the most striking feature. The present landscape is a complex tropical wetland, with geomorphic features derived from the present conditions and other inherited from successive Pleistocene and Holocene climates. During the Pleistocene, the sedimentary environment was dominated by braided alluvial fans, the original geometry of which is preserved as relict forms, permitting remarkable patterns of distributary paleochannels to be easily recognized in satellite images. Eolian processes were active in some abandoned lobes, contemporaneously with sedimentation in active fan lobes. Closed ponds bordered by lunette sand dunes, originally salt pans produced by eolian deflation, are relict eolian landforms in the Pantanal landscape. Eolian processes were probably more effective at the glacial maximum. Landscape has been changing in the Pantanal area since the end of the Pleistocene in adaptation to a more humid and warmer environment prevailing during Holocene. Initiation of the modern wetland has occurred during the Pleistocene / Holocene transition, with the change to a more humid climate and the individualization of lacustrine systems. The modern Pantanal wetland is a vast expanse of poorly drained lowlands that experiences annual flooding from summer to fall months. Although climatic fluctuations have occurred during all the Holocene, the alluvial fans have remained active depositional systems and lobes were formed by progradation and abandonment. Abandoned lobes were subjected... (Complete abstract click electronic address below)O Pantanal é uma bacia sedimentar quaternária localizada na Bacia do Alto Rio Paraguai, na Região Centro-Oeste do Brasil. A sucessão estratigráfica mostra afinamento textural para o topo e preenchimento essencialmente siliciclástico. O trato de sistemas deposicionais é composto por uma planície fluvial meandrante como sistema distal de vários leques aluviais dominados por rios, dos quais o mais notável é o megaleque do rio Taquari. Na paisagem atual há muitas feições geomórficas herdadas de diferentes climas, que produziram registros de uma sucessão de eventos do Pleistoceno ao Holoceno. A geometria original de vários leques aluviais de rios entrelaçados está preservada como formas reliquiares, sendo facilmente reconhecíveis em imagens de satélite, onde são visíveis paleocanais distributários. Processos eólicos foram ativos em alguns lobos abandonados, enquanto outros lobos eram construídos, tendo sido provavelmente mais efetivos durante o período de máximo glacial. Lagoas bordejadas por dunas de areia em meia-lua, originalmente depressões de deflação, são formas eólicas reliquiares na paisagem do Pantanal. A paisagem tem continuamente mudado desde o fim do Pleistoceno, numa adaptação a um ambiente mais úmido e quente, dominante no Holoceno. O surgimento das modernas terras úmidas (wetlands) ocorreu na transição do Pleistoceno para o Holoceno, assim como a individualização dos sistemas lacustrinos. O Pantanal, como hoje o conhecemos, é uma vasta planície com gradiente topográfico muito baixo e de lento escoamento superficial das águas, por isso sazonalmente inundável nos meses de verão e outono. Apesar das mudanças climáticas, os leques aluviais permaneceram sistemas deposicionais ativos. Novos lobos foram formados ao mesmo tempo em que lobos antigos foram submetidos a processos de pedogênese e erosão por sistemas... (Resumo completo, clicar acesso eletrônico abaixo
Stratigraphic aspects of the pre-carboniferous sequences in the Paraná Basin, Brazil
O registro pré-Carbonífero da Bacia do Paraná é composto por duas seqüências estratigráficas limitadas por discordâncias regionais, que constituem dois ciclos de 2ª ordem: Ordoviciano/Siluriano e Devoniano. No Ordoviciano Superior/Siluriano Inferior (Gr. Rio Ivaí) foram caracterizadas duas seqüências deposicionais: 1) a inferior, considerada de idade caradociana - ashgilliana, compreende arenitos de tratos de sistemas transgressivo e de mar alto da Fm. Alto Garças, que apresentam mergulho deposicional para oeste em direção às bacias do Chaco; 2) a seqüência neo-ashgilliana - llandoveriana inicia-se com as fácies subglaciais da Fm. Iapó, correlacionadas com a glaciação gondwânica neo-ashgilliana. Folhelhos pós-glaciais da Fm. Vila Maria constitutem trato de sistemas transgressivo, com superfície de máxima inundação no Llandoveriano Inferior. A seção de topo da Fm. Vila Maria registra tendência regressiva, que culminou com a geração de discordância generalizada no Siluriano Superior. No Devoniano (Gr. Paraná) foram caracterizadas três seqüências deposicionais: 1) a seqüência basal, de presumida idade lochkoviana, resultou de rápida transgressão sobre embasamento peneplanizado, em onlap de oeste para leste, fenômeno que gerou espaço para acomodação de tratos psamíticos de sistemas transgressivo e de mar alto (partes inferior e média da Fm. Furnas). A existência de traços fósseis de trilobita corrobora a interpretação de ambientes marinhos para a Fm. Furnas; 2) fácies conglomeráticas de trato de sistemas de mar baixo (parte superior da Fm. Furnas) marcam o início da seqüência praguiana - eifeliana. O empilhamento é transgressivo na transição entre as formações Furnas e Ponta Grossa, com superfície de máxima inundação no Emsiano Superior (Mb. Jaguariaíva). O Eifeliano é caracterizado por trato de mar alto com empilhamento regressivo progradacional (Mb. Tibagi). Tectonismo sinsedimentar foi responsável pela individualização de altos internos e marginais, resultando no levantamento inicial do Arco de Assunção e na compartimentação das sub-bacias de Apucarana e Alto Garças; 3) a base da seqüência givetiana-frasniana (Mb. São Domingos) é caracterizada por rápida inundação, com presença de lags transgressivos, à qual se associa o ingresso de águas quentes e o declíneo da fauna malvinocáfrica. A superfície de máxima inundação no Givetiano corresponde à máxima transgressão no Devoniano da Bacia do Paraná. Análise regional permitiu verificar a aplicabilidade da divisão tripartite da Fm. Ponta Grossa em toda a bacia. Na faixa de afloramentos no Estado de Goiás o Mb. Jaguariaíva não ocorre e o contato com a Fm. Furnas é discordante, com presença de lags transgressivos. Na Chapada dos Guimarães a parte superior da Fm. Furnas de autores prévios foi reclassificada como Fm. Ponta Grossa. A seqüência devoniana é desigualmente preservada e recoberta em discordância levemente angular por unidades westphalianas do Gr. Itararé. As seqüências ordovício-siluriana e devoniana são aproximadamente cronocorrelatas às orogenias pré-andinas Oclóyica (Ordoviciano Superior/Siluriano Inferior) e Chanica (Devoniano Médio/Mississipiano Inferior), evidenciando correspondência entre eventos de subsidência na bacia e orogenias nas bordas da placa.The pre-Carboniferous record of the Paraná Basin is composed of two stratigraphic sequences bounded by regional unconformities: 1) Ordovician-Silurian sequence, and 2) Devonian sequence. The Ordovician-Silurian stratigraphic sequence (Rio Ivaí Group) is characterized by two depositional sequences. The oldest one (Caradocian/Ashgillian) is made up of sandstones (Alto Garças Formation), dipping westward to the Chaco basin, herein interpreted as transgressive and highstand systems tracts. The youngest sequence (Neoashgillian/Llandoverian) begins with subglacial facies of the Iapó Formation, a correlative of several Gondwana Neoashgillian glacial records. The shales of the Vila Maria Formation (Lower Llandoverian) are the post-glacial flooding record and comprise the maximum flooding surface of the transgressive systems tracts. The upper section of the Vila Maria Formation records the regressive facies and a widespread unconformity in the Late Silurian. The Devonian stratigraphic sequence (Paraná Group) is made up of three depositional sequences: 1) the lowermost one (Lochkovian?) records, from west to east, a coastal onlap over the basement comprising the transgressive and highstand systems tracts of the Furnas Formation (lower and middle sections). The presence of trilobite trace fossils in the Furnas Formation are important diagnosis for its marine environment. 2) The middle sequence (Praguian/Eifelian) is composed of conglomerates of lowstand system tract and transgressive facies toward the contact zone with Ponta Grossa Formation. The maximum flooding surface was in the Late Emsian during the deposition of the Jaguariaíva Member. The Eifelian (Tibagi Member) is characterized by a progradational regressive stacking, typical of highstand systems tracts. Sinsedimentary tectonics were responsible for creating internal and marginal highs, such as the Asuncion Arch, and sub-basins such as the Apucarana and Alto Garças. 3) The uppermost sequence (Givetian/Frasnian) is a transgressive sequence (São Domingos Member) associated with warm currents bringing about the decline of the Malvinokaffric fauna. The Givetian maximum flooding surface overlaps the maximum transgression of the Devonian in the Paraná basin. The Devonian sequence is separated from the Itararé Group (Westphalian) by a slightly angular unconformity. The regional analysis performed in this work has also aimed the practical application of the three-fold subdivision of the Ponta Grossa Formation. It has been observed that the Jaguariaíva Member does not occur in the outcrop area of Goiás State and that the contact with the Furnas Formation, in that area, is discordant with transgressive lags. In the Chapada dos Guimarães area, Mato Grosso State, the upper part of the Furnas Formation of previous authors was reclassified as Ponta Grossa Formation. The Ordovician-Silurian and Devonian sequences in the Paraná Basin are chronocorrelated to the Oclóyica (Late Ordovician/Early Silurian) and Chanica (Middle Devonian/Early Mississippian) pre-Andean orogenic phases, showing correspondence between intraplate subsidence and orogenies in the plate edges
Sedimentação na bacia do Pantanal Mato-Grossense, Centro-Oeste do Brasil
The Pantanal is a Quaternary sedimentary basin located at the left margin of the Upper Paraguay River, west-central Brazil. Basin infilling was mainly by siliciclastic sediments and the stratigraphic succession exhibits an overall finingupward pattern. The depositional system tract is composed by a large meandering fluvial plain and several marginal alluvial fans, being the Taquari megafan the most striking feature. The present landscape is a complex tropical wetland, with geomorphic features derived from the present conditions and other inherited from successive Pleistocene and Holocene climates. During the Pleistocene, the sedimentary environment was dominated by braided alluvial fans, the original geometry of which is preserved as relict forms, permitting remarkable patterns of distributary paleochannels to be easily recognized in satellite images. Eolian processes were active in some abandoned lobes, contemporaneously with sedimentation in active fan lobes. Closed ponds bordered by lunette sand dunes, originally salt pans produced by eolian deflation, are relict eolian landforms in the Pantanal landscape. Eolian processes were probably more effective at the glacial maximum. Landscape has been changing in the Pantanal area since the end of the Pleistocene in adaptation to a more humid and warmer environment prevailing during Holocene. Initiation of the modern wetland has occurred during the Pleistocene / Holocene transition, with the change to a more humid climate and the individualization of lacustrine systems. The modern Pantanal wetland is a vast expanse of poorly drained lowlands that experiences annual flooding from summer to fall months. Although climatic fluctuations have occurred during all the Holocene, the alluvial fans have remained active depositional systems and lobes were formed by progradation and abandonment. Abandoned lobes were subjected... (Complete abstract click electronic address below)O Pantanal é uma bacia sedimentar quaternária localizada na Bacia do Alto Rio Paraguai, na Região Centro-Oeste do Brasil. A sucessão estratigráfica mostra afinamento textural para o topo e preenchimento essencialmente siliciclástico. O trato de sistemas deposicionais é composto por uma planície fluvial meandrante como sistema distal de vários leques aluviais dominados por rios, dos quais o mais notável é o megaleque do rio Taquari. Na paisagem atual há muitas feições geomórficas herdadas de diferentes climas, que produziram registros de uma sucessão de eventos do Pleistoceno ao Holoceno. A geometria original de vários leques aluviais de rios entrelaçados está preservada como formas reliquiares, sendo facilmente reconhecíveis em imagens de satélite, onde são visíveis paleocanais distributários. Processos eólicos foram ativos em alguns lobos abandonados, enquanto outros lobos eram construídos, tendo sido provavelmente mais efetivos durante o período de máximo glacial. Lagoas bordejadas por dunas de areia em meia-lua, originalmente depressões de deflação, são formas eólicas reliquiares na paisagem do Pantanal. A paisagem tem continuamente mudado desde o fim do Pleistoceno, numa adaptação a um ambiente mais úmido e quente, dominante no Holoceno. O surgimento das modernas terras úmidas (wetlands) ocorreu na transição do Pleistoceno para o Holoceno, assim como a individualização dos sistemas lacustrinos. O Pantanal, como hoje o conhecemos, é uma vasta planície com gradiente topográfico muito baixo e de lento escoamento superficial das águas, por isso sazonalmente inundável nos meses de verão e outono. Apesar das mudanças climáticas, os leques aluviais permaneceram sistemas deposicionais ativos. Novos lobos foram formados ao mesmo tempo em que lobos antigos foram submetidos a processos de pedogênese e erosão por sistemas... (Resumo completo, clicar acesso eletrônico abaixo
Araripe basin
Universidade Estadual Paulista/Instituto de Geociências Ciências Exatas de Rio Claro Departamento de Geologia AplicadaUniversidade Estadual Paulista/Instituto de Geociências Ciências Exatas de Rio Claro Departamento de Geologia Aplicad
Sedimentação na bacia do Pantanal Mato-Grossense, Centro-Oeste do Brasil
The Pantanal is a Quaternary sedimentary basin located at the left margin of the Upper Paraguay River, west-central Brazil. Basin infilling was mainly by siliciclastic sediments and the stratigraphic succession exhibits an overall finingupward pattern. The depositional system tract is composed by a large meandering fluvial plain and several marginal alluvial fans, being the Taquari megafan the most striking feature. The present landscape is a complex tropical wetland, with geomorphic features derived from the present conditions and other inherited from successive Pleistocene and Holocene climates. During the Pleistocene, the sedimentary environment was dominated by braided alluvial fans, the original geometry of which is preserved as relict forms, permitting remarkable patterns of distributary paleochannels to be easily recognized in satellite images. Eolian processes were active in some abandoned lobes, contemporaneously with sedimentation in active fan lobes. Closed ponds bordered by lunette sand dunes, originally salt pans produced by eolian deflation, are relict eolian landforms in the Pantanal landscape. Eolian processes were probably more effective at the glacial maximum. Landscape has been changing in the Pantanal area since the end of the Pleistocene in adaptation to a more humid and warmer environment prevailing during Holocene. Initiation of the modern wetland has occurred during the Pleistocene / Holocene transition, with the change to a more humid climate and the individualization of lacustrine systems. The modern Pantanal wetland is a vast expanse of poorly drained lowlands that experiences annual flooding from summer to fall months. Although climatic fluctuations have occurred during all the Holocene, the alluvial fans have remained active depositional systems and lobes were formed by progradation and abandonment. Abandoned lobes were subjected... (Complete abstract click electronic address below)O Pantanal é uma bacia sedimentar quaternária localizada na Bacia do Alto Rio Paraguai, na Região Centro-Oeste do Brasil. A sucessão estratigráfica mostra afinamento textural para o topo e preenchimento essencialmente siliciclástico. O trato de sistemas deposicionais é composto por uma planície fluvial meandrante como sistema distal de vários leques aluviais dominados por rios, dos quais o mais notável é o megaleque do rio Taquari. Na paisagem atual há muitas feições geomórficas herdadas de diferentes climas, que produziram registros de uma sucessão de eventos do Pleistoceno ao Holoceno. A geometria original de vários leques aluviais de rios entrelaçados está preservada como formas reliquiares, sendo facilmente reconhecíveis em imagens de satélite, onde são visíveis paleocanais distributários. Processos eólicos foram ativos em alguns lobos abandonados, enquanto outros lobos eram construídos, tendo sido provavelmente mais efetivos durante o período de máximo glacial. Lagoas bordejadas por dunas de areia em meia-lua, originalmente depressões de deflação, são formas eólicas reliquiares na paisagem do Pantanal. A paisagem tem continuamente mudado desde o fim do Pleistoceno, numa adaptação a um ambiente mais úmido e quente, dominante no Holoceno. O surgimento das modernas terras úmidas (wetlands) ocorreu na transição do Pleistoceno para o Holoceno, assim como a individualização dos sistemas lacustrinos. O Pantanal, como hoje o conhecemos, é uma vasta planície com gradiente topográfico muito baixo e de lento escoamento superficial das águas, por isso sazonalmente inundável nos meses de verão e outono. Apesar das mudanças climáticas, os leques aluviais permaneceram sistemas deposicionais ativos. Novos lobos foram formados ao mesmo tempo em que lobos antigos foram submetidos a processos de pedogênese e erosão por sistemas... (Resumo completo, clicar acesso eletrônico abaixo
Geocronologia de formas deposicionais e evolução da planície interleques do Rio Negro, quartenário da Bacia do Pantanal
The southern portion of the Pantanal Wetlands is composed of the alluvial plains of the Taquari, Negro, Miranda, Taboco and Aquidauana rivers. The sedimentary dynamic of this region in driven by the interaction between these fluvial systems, in which the plain of Negro river is an important collector of the water that flows from the Taquari (Baixa Nhecolândia) and Aquidauana alluvial plains. The course of the Negro River is characterized by important changes in the fluvial style. The purpose of this research was the characterization of the compartments of the Negro River, with emphasis on their interfan stretch, in order to establish the relationship between the river and the megafans of Taquari and Aquidauana. Optically stimulated luminescence (OSL) was used as method to chronology of the sedimentary deposits. The geomorphological subdivision was based on remote sensing imagery, and the sediments were collected in accordance with the identified morphologies for later laboratorial analysis. Its springs are located in the Maracaju-Campo Grande plateau and after the course entering the Pantanal Wetlands, the river forms a plain implanted in sediments deposited by the Negro river ancient megafan. After an important deflection to the SW, the channel undergoes bifurcations, dividing it into anabranching channels in distributary plain. After new deflection to the W direction, it forms a plain located between megafans of Taquari and Aquidauana rivers, constituting its base level. The abrupt change in plain width promotes a significant change in fluvial style, because the channel begins to show multiple bifurcations, losing water to a wide and often flooded plain, whose waters are collected by Abobral and Miranda rivers. In the section studied in greater detail, the Negro river runs to W for about 50 km, forming interfan aggradational plain with low slope and built in a valley section. On this plain, the river is fed mainly by runoff coming from...A porção sul do Pantanal é representada pelas planícies dos rios Taquari, Negro, Miranda, Taboco e Aquidauana. A dinâmica sedimentar dessa região é condicionada pela interação entre esses sistemas fluviais, sendo a planície do rio Negro, um importante coletor das águas que escoam pelos megaleques do Taquari (baixa Nhecolândia) e Aquidauana. O rio Negro apresenta mudanças significativas de estilo fluvial ao longo do seu percurso. O objetivo desta pesquisa é caracterizar os compartimentos do rio Negro, com ênfase no seu trecho interleques, de modo a estabelecer a relação entre o rio e os megaleques do Taquari e Aquidauana. Para a cronologia foi utilizado o método da luminescência opticamente estimulada (LOE). A compartimentação geomorfológica foi feita com base em imagens de sensores remotos e os sedimentos foram coletados de acordo com as morfologias identificadas, para posterior análise sedimentológica. Suas nascentes se situam no planalto de Maracaju-Campo Grande e, após a entrada na bacia do Pantanal, formam canal meandrante que corre em uma planície entrincheirada em sedimentos de seu antigo megaleque fluvial. Após sofrer deflexão de seu curso para o rumo SW, seu canal sofre bifurcações, dividindo-o em múltiplos canais (anabranching) em planície distributária. Após sofrer nova deflexão para o rumo W, forma uma planície localizada entre os megaleques dos rios Taquari e Aquidauana, constituindo nível de base para esses sistemas. A mudança abrupta na largura da planície promove uma alteração significativa no estilo fluvial, pois o canal passa a apresentar múltiplas bifurcações, perdendo água para uma planície larga e frequentemente inundada, cujas águas são coletadas pelos rios Abobral e Miranda. No trecho estudado em maior detalhe, o rio Negro corre para W por cerca de 50 km, formando planície agradacional interleques com baixa declividade e embutida em um vale inciso. Nesta planície, o rio...Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)FAPESP: 2007/55987-3FAPESP: 2014/06889-
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